Mensagem de Meijinhos

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

GASTRONOMIA

Aqui deixo algumas receitas culinárias,espero que gostem. Lembro que estas receitas não se encontram editadas em livro de receitas, foram cedidas por pessoas muito antigas e recolhidas em várias localidades de Portugal, onde agradeço a todos pela cedência. Alheiras de Mirandela Para quatro dúzias de alheiras são necessários três quilos e meio de pão trigo, três quilos de toucinho, uma galinha, um coelho, carne de vitela, carne da cabeça do porco (para dar sabor à calda), bastantes alhos e azeite, colorau, sal e uma meada de tripas. Numa panela suficientemente grande, fervem-se as carnes e rectificam-se os temperos; depois de cozidas cortam-se as carnes de porco muito miudinhas e as restantes são desfeitas. Para um tacho ou alguidar miga-se o pão, sobre o qual se despeja a calda que sobrou na panela e deixa-se o pão “a abrir”. Tudo isto deve ser feito junto à lareira para não arrefecer. A seguir misturam-se os alhos bem moídos, salsa picada, colorau a gosto e o piri-piri; amassa-se bem com uma colher de pau até o pão estar bem batido, tipo açorda cremosa. Depois são misturadas as carnes já desfeitas e ensacam-se em tripa seca de vitela ou de porco. Sopa de Agriões Numa panela, coloque água, sal, azeite, batatas e uma cebola picada; quando tudo estiver bem cozido desfaça as batatas com a varinha mágica; deixe ferver novamente e junte os agriões que devem cozer apenas um pouco. Bata muito bem os ovos e deite-os em fio na sopa, servindo de seguida. Caldo de Cascas Refogue uma cebola picada em azeite, junte as cascas ou casulas bem demolhadas e partidas e um chouriço cortado às rodelas; deixe cozer e junte as batatas cortadas aos pedacinhos. Deixe cozer novamente, retire do lume e tempere com azeite cru. Sopas de Alho Faça um caldo com água, alhos, salsa e colorau doce; tempere com sal e azeite. Deixe ferver e deite-o por cima de pão previamente cortado em fatias; rectifique com azeite cru. Peixes do Rio Fritos Depois de amanhados os peixes, tempere-os com sal e vinagre durante pelo menos uma hora; se os peixes forem grandes corte-os em postas delgadas. Numa sertã, aqueça bem o azeite, junte-lhe alhos com casca e frite os peixes ou as postas de peixe. Trutas com Azeitonas Prepare um caldo com água, vinagre, cenoura, cebola, salsa, louro, tomilho, pimenta e sal; deixe cozer bem. Depois de bem limpas as trutas, introduza-as no caldo e deixe cozer apenas 10/ 15 minutos. Escorra-as quando o caldo já estiver frio e coloque-as num prato. Prepare, entretanto, o molho, misturando azeite, vinagre, cebola e azeitonas numa batedora. Sirva as trutas frias acompanhadas por este molho com batatas cozidas ou assadas com pele (batatas a murro) Bacalhau Assado com Pão Centeio Depois de demolhar bem o bacalhau, escorra-o e coloque-o numa assadeira com azeite; polvilhe as postas de bacalhau com alho picado, tempere com pimenta e regue-as com bastante azeite. Esfarele o pão sobre as postas de bacalhau. Leve ao forno bem quente regando com azeite várias vezes as postas enquanto assam; acompanhe com batatas cozidas ou assadas com pele (batatas a murro). Tordos de Cheiros Depois de limpar e abrir os tordos, salpique-os de sal e pimenta. Ao lado tenha uma tigela cheia de vinho do Porto na qual deve juntar um ramo de cheiros de tomilho, manjerona, alecrim e sálvia. Neste molho vá passando demoradamente os tordos e asse-os de seguida em brasas bem vivas. Entretanto, faça um molho para o respectivo acompanhamento com três a quatro colheres de sopa de manteiga, duas colheres de vinho e aromatize com as mesmas ervas. Coelho Estufado Depois do coelho bem limpo e bem lavado, parta-o aos bocados e introduza-o em vinha de alhos durante vinte e quatro horas. No dia seguinte, num tacho fundo deite bastante azeite, cebola cortada às rodelas alternando com camadas de coelhos. Junte uma folha de louro, um ramo de salsa, e piri-piri e cubra com o molho de vinha de alhos e deixe refogar lentamente até apurar. Acompanha com batatas cozidas e grelos salteados se for tempo deles. Perdiz com Couve Tempere a perdiz com sal e pimenta preta e depois envolva-a em folhas de couve-lombarda a ate bem com um fio. Meta as perdizes num tacho e disponha por cima da couve umas fatias de toucinho, uma rodelas de cebola, uns dentes de alho picados e um ramo de salsa. Molhe com um copo de vinho branco e dois de água. Deixe cozer em lume brando, abanando o tacho duas ou três vezes durante o tempo de lume. Cabrito Assado com Arroz no Forno Deixe um cabrito novo a marinar em água, um litro de vinho branco, duas folhas de louro e uma cabeça de alhos esmagados. No dia seguinte leve o cabrito ao forno para começar a assar regando duas ou três vezes com a água em que esteve a marinar. Enquanto o cabrito assa, faça um refogado em azeite com uma cebola picada, dois dentes de alho picados e os miúdos do cabrito cortados em bocados pequenos. Depois de refogar um pouco, junte quatro chávenas de arroz e deixe que se envolva e absorva a gordura. Junte o dobro da água, fora do lume, e espere até que o cabrito esteja quase assado. Nessa altura meta o arroz numa assadeira de barro, atravesse a assadeira com uns paus de loureiro e coloque o cabrito em cima dos paus. Regue o cabrito com o líquido que largou durante a assadura e meta outra vez no forno para acabar de assar, deixando pingar a gordura por cima do arroz. Papos de Anjo de Mirandela Levam-se 500 g de açúcar ao lume com 2 dl de água e deixa-se ferver até se obter ponto de espadana (117º C). Adicionam-se 3 a 4 colheres de um doce à escolha e deixa-se ferver novamente até se obter o mesmo ponto. Retira-se então o doce do lume e, depois de se ter deixado arrefecer um pouco, adicionam-se 8 ovos previamente muito bem batidos com mais 7 gemas. Junta-se a canela . Distribui-se o preparado obtido por forminhas de queques muito bem untadas com manteiga e levam-se a cozer em forno moderadamente quente (cerca de 200º C). Desenformam-se e polvilham-se com açúcar. Folar de Carne Aquecem-se os ovos com quase um litro de azeite, sal a gosto (uma média de três dúzias de ovos para dez quilos de farinha). Deita-se a farinha numa assadeira e dentro dela os ovos aquecidos em azeite, mistura-se com fermento, feito no dia anterior, bem desfeito. Amassa-se muito bem e põem-se a levedar. Quando a massa tiver aumentado para o dobro está em condições de ir para as formas. Untam-se estas com azeite e coloca-se uma camada de carne (presunto, salpicão, linguiça, galinha estufada em azeite), mas sem cebolas, tudo partido em pequenos bocados. Outra de massa, outra de carne, terminando com uma de massa. Fica a levedar mais uma hora e meia e quando a massa tiver aumentado para o dobro está pronta para ir ao forno (este deve estar bem quente). Depois de cozidos os folares, no momento em que se retiram, besunta-se a parte superior com uma gema de ovo. Bolinhos de Azeite Deite num alguidar meio quilo de açúcar, um quilo de farinha, uma colher de chá de canela, seis ovos, dois decilitros e meio de azeite e dois decilitros e meio de leite. Amasse até ligar e depois tenda uns bolinhos redondos, untando as mãos com azeite para facilitar. Leve-os ao forno num tabuleiro untado com azeite e polvilhado, ligeiramente, com farinha. Bolos de Páscoa Bata muito uma dúzia de ovos com 400 g de açúcar. Adicione dois decilitros de vinho e a mesma quantidade de azeite, ambos ligeiramente aquecido. De seguida junte sal, um cálice de aguardente e cerca de 30 g de fermento de padeiro dissolvido em água morna. Num alguidar grande, onde colocou esta mistura, vá acrescentando a farinha pouco a pouco , batendo sempre com as mãos. Junte o resto da farinha até formar uma bola macia. Polvilhe com um pouco de farinha (cerca de um quilo) e tape muito bem. Quando a massa estiver fina e duplique de volume, molde em pequenos bolos ou pães e pincele-os com ovo batido e açúcar-pilé. Leve ao forno bem quente. Aletria Primeiro coza 250 g de aletria em água temperada com uma pedrinha de sal e depois escorra-a da água, depois de cozida deita-a num litro de leite bem quente onde deve ter misturado 300 g de açúcar e casca de um limão. Deixe ferver, retire do lume e, depois de arrefecida, junte oito gemas de ovo batidas. Volte a pôr no lume para as gemas cozerem. Sirva numa travessa polvilhada com canela e açúcar. Delicie-se com algumas das nossas especialidades! Pratos Típicos Chanfana de Cabra Ingredientes: 1Kg de carne de cabra; 7,5 dl de vinho tinto de boa qualidade;3 colheres de sopa de azeite; 1 colher de sopa de banha de porco; 1 cálice de aguardente (no caso da carne ser muito rija); 2 dentes de alho; 1 cebola grande;1 folha de louro; 3 cravinhos de cabecinha; colorau (q.b.); sal (q.b.); pimenta (q.b.); salsa (q.b.). Preparação: Limpa-se a carne de cabra velha de peles e gorduras, escalda-se com água a ferver e corta-se em pedaços. Tempera-se com todos os ingredientes e deixa-se a marinar de um dia para o outro. No dia seguinte coloca-se numa caçoila de barro e vai a cozer ao forno de lenha, de preferência cerca de 2h30m. Maranho Ingredientes: 1 bucho de cabra; cerca de 500 gr de perna de cabrito; 180 g de arroz; 50 gr de chouriço; 70 gr de toucinho; 1 dl de vinho branco; água; azeite; sal e pimenta; serpão. Preparação: Lava-se o bucho em várias águas. Põe-se ao lume uma panela com água a ferver, onde se vai metendo o bucho e raspando com uma faca até ficar branco (é preciso cuidado para não deixar cozer). Lava-se novamente, em água fria, e corta-se em bocadinhos com cerca de 10 centímetros, os quais se cozem com linhas, formando uns saquinhos. Cortam-se as carnes muito miúdas com a tesoura, temperam-se com sal, com vinho branco, um pouco de água, hortelã picada, serpão, pimenta, e mistura-se o arroz cru, mexendo tudo muito bem. Deixa-se em repouso cerca de duas horas. Enchem-se os saquinhos só até meio, para não rebentarem, cose-se a abertura com linha e coloca-se a cozer numa panela com água temperada com sal e hortelã.Estão cozidos quando se apresentam cheios e duros. Servem-se acompanhados com couves cozidas. Bucho Recheado Ingredientes: 1 bucho de porco; carne de porco partida ao pedacinhos; 1 chouriço de carne; 1 ramo de salsa; 1 cebola; 3 dentes de alho; 1 molho de serpão; 1 tomate maduro; 1 dl de azeite; sal; arroz; 1 dl de vinho branco; louro; piri-piri. Preparação: Lava-se o bucho com água morna e esfrega-se várias vezes com sal e sumo de limão. Coloca-se num recipiente, temperado com sal e sumo de limão e deixa-se de um dia para o outro. Depois lava-se bem, cozem-se as aberturas todas (com linhas fortes deixando só uma).A carne depois de cortada tempera-se com o sal, o alho e o vinho, juntando-se depois a cebola, o tomate, a salsa, o serpão, o louro e o piri-piri. Desta mistura, medem-se 3 medidas de carne e 1 de arroz. Coloca-se um copo de água, misturando bem os ingredientes, prova-se de sal e rectifica-se o azeite. Coloca-se dentro do Bucho, o qual se fecha no fim a última abertura.Deve deixar-se meio cheio para que não haja a possibilidade de rebentar e deve tirar-lhe bem o ar.Coloca-se numa panela com água ao lume bem temperada de sal e coloca-se o bucho que deve ferver cerca de 1h30m /2 h em lume brando.O Bucho está cozido quando, ao espetar uma agulha grossa de cozer na parte mais dura, esta sai com facilidade. Tira-se o Bucho para uma travessa, corta-se em fatias e serve-se com salada e batata frita. Couvada Ingredientes: Batata; couve; bacalhau; sal. Preparação: Coloca-se uma panela com água ao lume e junta-se-lhe a batata descascada. Depois da batata estar a ferver coloca-se a hortaliça cortada e deixa-se ferver. Quando estiver a ferver junta-se-lhe o bacalhau, tempera-se com sal e quando estiver cozido serve-se regado com azeite. Cabrito Assado Ingredientes: 1 Cabrito de 3 a 3,5 Kg (sem fressura); 5 dentes de alho; 1 colher de sopa de colorau; 1 folha de louro; 5 colheres de sopa de azeite; 3 colheres de sopa de banha; 0,5 l de vinho branco; sal grosso. Preparação: Depois de limpo e de se lhe retirar a fressura, barra-se o cabrito interior e exteriormente com uma papa feita com os alhos esmagados, sal grosso, o colorau, o louro, o azeite e a banha. O cabrito deverá ficar assim temperado de um dia para o outro ou pelo menos 3 a 4 horas.Coloca-se então numa assadeira de barro e leva-se a assar em forno bem quente. Quando o cabrito se apresentar meio assado, rega-se com vinho branco (de vez em quando). O cabrito deve ficar bem tostado.Acompanha com batatinhas que se cozinham do seguinte modo: depois de lavadas, cozem-se com a pele 2 kg de batatinhas pequenas. Pelam-se e alouram-se depois num pouco de azeite onde previamente se alourou um dente de alho. Juntam-se ao cabrito quando estiverem bem louras. Truta de Escabeche Ingredientes: 10 Trutas médias; 2 dl de azeite; 6 grãos de pimenta; 3 dl de vinagre; 3 dentes de alho e sal; Louro e salsa. Preparação: Colocam-se as trutas, depois de bem limpas, sem as abrir, num tacho de barro. Salpicam-se com sal e passadas umas horas regam-se com azeite misturado com o vinagre, os restantes temperos e o ramo de salsa.Leva-se o tacho a lume brando para as trutas cozerem. Servem-se depois de fritas, acompanhadas de batatas cozidas. Caldo Verde Ingredientes: 1 kg de batatas; sal q.b.; 2 dl de azeite; 0,5 kg de couve galega bem miudinha. Preparação: Cozem-se as batatas e o azeite. Passam-se bem as batatas e põem-se as couves a cozer. Cozido à Portuguesa Ingredientes: Feijão Verde; Couve Portuguesa; 4 ou 5 batatas; cenouras; 2 nabos; 1 tomate pequeno; carne de vaca; chouriço; farinheira; presunto; toucinho; frango. Preparação: Colocam-se as carnes a cozer juntamente com o chouriço e a farinheira. Com o caldo, faz-se a sopa e o arroz seco que acompanha o cozido. Serve-se rodeado com as carnes trinchadas e dispõem-se as hortaliças noutra travessa. Sopa de Feijão Verde Ingredientes: 1 kg de feijão verde; sal q.b.; água; batata. Preparação: Coza as batatas e no fim triture-as bem até ficarem em pasta. Junte a água e quando estiver a ferver, junte o feijão verde cortado. Quando ferver deixe arrefecer um pouco e sirva. Sopa de Couve Serrana Ingredientes: Couves; 1 cenoura; 1 kg de batatas; um punhado de arroz; sal; água; feijão; azeite. Preparação: Coze-se a mistura: cebola, cenoura, batatas, nabo e alho. Tempera-se com sal e deixa-se cozer. Entretanto corta-se a couve. Depois mistura-se a couve e os feijões e um fio de azeite. Volta a cozer outra vez. Sopa de Botelha Ingredientes: 1 Kg de carolos de milho; 1,5 l de água; sal q.b.; 2 dl de azeite; 1 colher de sopa de banha de porco; 1 cebola média. Preparação: Põe-se a ferver a água com o sal, azeite, banha e a cebola bem picada. Depois de estar a ferver põe-se os carolos mexendo sempre, até estarem bem cozidos. Caldo de Castanhas Ingredientes: 1kg de castanhas; Sal; ½ litro de água. Preparação: Coza as Castanhas e adicione sal. Deixe ferver e sirva quente. Queijo de Cabra Fresco Ingredientes: 1 Litro de leite de cabra; 1 colher de chá de coalho. Preparação: Passa-se o leite, através de um pano limpo, para uma panela. Amorna-se um bocado ao lume. Retira-se do lume e junta-se o coalho. Mexe-se novamente para coalhar. Quando estiver pronto, põe-se no cincho a pouco e pouco. Calca-se muito bem e depois adicionam-se umas pedrinhas de sal grosso por cima. Vai ao frigorífico (1 ou 2 dias). Doçaria Fatias Douradas Preparação: Corta-se pão duro em fatias, tira-se-lhe as côdeas e ensopam-se em vinho do porto ou leite simples, em seguida põe-se a escorrer e passam-se por ovos batidos, fritando-se em seguida.Faz-se uma calda de açúcar em ponto que se deita por cima das fatias, ou simplesmente canela com açúcar a seu gosto.Servem-se ainda mornas. Tigelada Ingredientes: 6 ovos; 1 litro de leite; 250 gr de açúcar; 1 colher de farinha maizena. Preparação: Mistura-se tudo num recipiente sem bater muito. Coloca-se numa caçarola de barro e vai a cozer ao forno. Bolo de Mel Ingredientes: 4 ovos; 150 g de açúcar; 150 g de manteiga; 250 g de farinha; 1 colher de sobremesa de fermento em pó; 2 colheres de sopa de mel. Preparação: Bater as gemas com o açúcar, até obter um creme. Junta-se a manteiga e o mel. Depois de tudo bem batido, incorporar com a farinha e o fermento. Por fim, adicionar as claras bem batidas em castelo. Vai ao forno cerca de 50-60 minutos. Bolo de Azeite Ingredientes: ovos; farinha de trigo; fermento; azeite. Preparação: Amassa-se tudo muito bem. Deixa-se levedar durante um bocado e vai ao forno até cozer. Carolos Ingredientes: Milho moído; sal, azeite. Preparação: Lava-se o carolo para tirar todas as cascas. Coloca-se um tacho ao lume com água, tempera-se com sal e azeite e quando esta estiver a ferver colocam-se os carolos. Deixa-se cozer muito bem e mexendo sempre. Filhós Ingredientes: 12 ovos; 250 gr de Açúcar; 1 kg de fermento de padeiro; 3 nozes de manteiga; 1 cálice de aguardente; meia colher de café de sal; óleo. Preparação: Numa tigela, desfaz-se o fermento em água morna. Partem-se os ovos inteiros para um recipiente e juntam-se o açúcar, o azeite, o sal, o fermento desfeito na água e a aguardente.Bate-se muito bem e por fim junta-se a farinha, amassando bem. Cobre-se com um pano e coloca-se em sítio quente, para levedar. Numa frigideira funda coloca-se óleo. Tiram-se bocadinhos de massa com as mãos passadas por azeite e estica-se a massa até ficar muito fina. Fritam-se em óleo bem quente.Escorrem-se sobre papel absorvente e podem-se polvilhar com açúcar e canela. Arroz Doce Ingredientes: 250 gr de arroz; 250 gr de açúcar; 1 l de leite; 1 limão; 6 gemas; 30 gr de manteiga; água; sal; canela para polvilhar. Preparação: Coze-se o arroz em água com umas pedrinhas de sal e uma tira de casca de limão cortada fininha. Logo que esteja cozido, adiciona-se o leite e ferve em lume muito brando. Mistura-se o açúcar e continua a ferver. Retira-se do lume, arrefece um pouco e deitam-se as gemas já batidas. Mexe-se bem e volta ao lume para as cozer. Ao retira do lume junta-se a manteiga. Deita-se em taças e polvilha-se com canela. Broa Ingredientes: 3 kg de farinha de milho; 1 kg de farinha de trigo; sal q.b.; 3 l de água fervida; fermento. Preparação: Juntam-se as farinhas numa gamela, colocam-se uma pedrinhas de sal e põe-se a água e o fermento. Amassa-se muito bem até fazer uma boa mistura. Aguarda-se até ela levedar. Depois tende-se e vai ao forno bem quente. Cerca de uma hora e a broa está pronta. Vinhos e Aguardentes Aguardente de Medronho Ingredientes: Medronhos bem maduros; um pouco de água. Preparação: Apanham-se os medronhos para uma vasilha e põe-se um pouco de água até começar a ferver. Quando estiverem transformados numa pasta, vão para o alambique. Mexe-se sempre, para não deixar agarrar amassa. Quando estiver a levantar fervura, põe-se a cabeça e espera-se que o líquido escorra para um garrafão. Vinho regional das Beiras Aguardente de Mel Ingredientes: 15 litros de água; 15 litros de mel. Preparação: Junta-se a água com o mel. Quando a água estiver bem amarela, coloca-se o açúcar e deixa-se 21 dias a levedar. Mete-se a cera para dentro a levedar. Depois leva-se para o alambique Maranhos Ingredientes (para 6 pessoas): 1 bucho de borrego ou carneiro, 2kg de carne de borrego, 200g de presunto, 1 chouriço magro, 100g de toucinho entremeado, 0,5kg de arroz, 1 bom ramo de hortelã, 2dl de azeite, sal, limão, pimenta e vinho branco. Modo de confeccionar: Escolhe-se um bucho grande, lava-se impecavelmente em várias águas, quentes e frias, raspa-se com uma faca e esfrega-se com sumo de limão. Corta-se aos bocados, que se cosem com agulha e linha, dando-lhes a forma de sacos. Cortam-se em bocadinhos a carne, o presunto e o chouriço. Juntam-se ainda o vinho branco, o azeite, o arroz lavado cru e a hortelã finamente picada. Mistura-se tudo, espera-se para tomar o gosto e depois deita-se o preparado nos sacos, sem os encher muito (para permitir a dilatação do arroz). Fecha-se a abertura dos sacos, cosendo-os com agulha e linha. Introduzem-se os maranhos em água abundante a ferver e temperada com sal e deixam-se cozer. Verifica-se a cozedura dos maranhos espetando-se com um garfo. Regra geral, os maranhos cozem em 1 hora e 15 minutos, aproximadamente. Bucho Recheado Ingredientes: 1 bucho de porco, 500g de lombo de porco, 300g de galinha, 100g de presunto, 1 chouriço magro, uma dúzia de ovos, 80g de arroz, 800g de pão, salsa picada, vinho branco, sumo de três laranjas e 1 limão, misturado com três colheres de sopa de salsa picada, sal e 1 cravinho. Modo de confeccionar: Cortam-se as carnes em pedaços, tempera-se com alhos, sal e vinho branco. Faz-se um refogado com cebola picada, azeite, óleo e margarina, cravinho de cabeça, uma folha de louro, um raminho de sala e um dente de alho. Depois de refogado misturam-se as carnes e deixam-se guisar, quando começam a querer alourar, mistura-se a marinada. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer. Se começar a secar, deita-se um pouco de vinho branco ou água. De seguida, as carnes cozidas tiram-se para fora, coze-se o arroz onde a carne guisou. Após o arroz cozido, bem aberto, retira-se o tacho do lume e mistura-se o pão e, por fim, os ovos bem batidos. Vai de novo ao lume para cozer os ovos, mexendo sempre para não agarrar. A seguir, mistura-se a salsa picada, o sumo de laranja e limão. Enche-se o bucho de porco, previamente lavado e bem seco com um pano, não muito para não rebentar. Cosem-se as aberturas com agulha e linha, picam-se dois ou três dentes de alho, um bocadinho de colorau e um pouco de azeite. Esfrega-se o bucho com esse preparado e leva-se a tostar em forno bem quente cerca de meia-hora. Vai-se picando com a agulha para não rebentar. Cartuchos de Amêndoa à Moda de Cernache Ingredientes: Recheio: 300g de açúcar, 4dl de água, 50g de amêndoas e 8 gemas. Cartucho: 400g de farinha, 100g de manteiga e 3 ovos. Modo de confeccionar: Cartucho: Coloca-se a farinha numa tigela. Por cima deita-se a manteiga derretida. A seguir, juntar um ovo de cada vez e amassar tudo muito bem. Estende-se a massa com o rolo, corta-se aos quadrados. Forram-se exteriormente as formas em feitio de cartucho, pincela-se com ovo batido e polvilham-se de amêndoa ralada na máquina, mas que fique grossa. Vão ao forno a cozer. Recheio: Deitar 4 dl de água num tacho juntamente com o açúcar e deixar ferver até fazer ponto de espadana. Junta-se-lhe a amêndoa ralada. Logo que ferver, retirar do lume, deixar ferver, até engrossar. (O lume deve ser fraco e vai-se mexendo sempre). Com este recheio, enchem-se os cartuchos e estão prontos a servir. Receita das Trutas de Escabeche do Rio Paiva Ingredientes (4 pessoas)8 trutas com 150g cadaSal 8 cabeças de alho8 dl de azeite virgem4 dl de vinagre de vinho tinto4 folhas de loureiro1 raminho de salsaPreparaçãoLimpam-se muito bem as trutas e polvilham-se com sal, ficando a marinar durante 12 horas. De seguida fritam-se em azeite em lume brando.Na frigideira, onde fritou as trutas, coloca-se o alho esmagado com azeite e vinagre, folhas de loureiro, salsa e mexe-se durante 5 minutos. Retira-se do lume para arrefecer, depois de frio coloca-se por cima das trutas.Nota: Aconselha-se que este prato seja consumido 4 dias ou mais após a sua confecção. Deve-se guardar em local seco e fresco sem necessitar de ir ao frio. Folar de Chaves Na masseira, deita-se uma parte da farinha peneirada, abre-se uma cova ao meio e desfaz-se o fermento padeiro misturado com fermento do pão, em água morna e mistura-se à farinha. À parte aquecem-se os ovos, num alguidar com água morna. Junta-se-lhe os ovos, um a um. Faz-se uma calda de azeite, e manteiga, aquecendo-se para derreter. Esta calda junta-se à farinha, amassada com o fermento, e com as mãos vai-se envolvendo a gordura até ficar bem absorvida e muito bem batida. Aos pouco, com as mãos, vai-se acrescentando a restante farinha, bate-se muito bem. Agasalha-se a massa com um pano de linho e cobertores de lã, deixa-se “dormir” para levedar. Entretanto acende-se o forno de lenha, - “o qual com a sua quentura também vai ajudar que a massa levede mais rápido., Rapa-se o forno e prepara-se para que os folares fiquem bem cozidos. Quando a massa estiver lêveda, tende-se em cima da masseira, bolo a bolo, corta-se a linguiça, o salpicão em rodelas; o presunto e a carne gorda da “pá do porco”, em bocados pequeninos. Coloca-se na massa de uma forma habilidosa e com algum segredo, - “não deve ser demais se não o folar não cresce”. Cobre-se com outra parte e volta a colocar-se a carne e no final, enrola-se, com muito cuidado, unem-se as bordas e colocam-se sobre um papel indo ao forno a cozer. O folar de Chaves, tem a particularidade de não ser cozido em tabuleiros, e não possuir outras carnes se não as de porco, por isso talvez seja o mais parecido com o folar de Ascensão – “feito anteriormente ao da Páscoa, na época que não havia frigoríficos. Receita cedida por Clementina Ferreira Rodrigues Pires Salada de Chícharos Cozem-se os chicharos, demolhados do dia anterior, em bastante água, verificando para que não se desfaçam. Temperam-se de sal. Quando estiverem cozidos escoam-se da água, passando-se em seguida, por água fria. Numa travessa funda, vertem-se os chicharos cozidos, pica-se bastante cebola, da nova, com sabor meio adocicado, por cima e salpica-se com bastante sal. Rega-se com azeite e vinagre de vinho tinto. Linguiça Assada Corta-se uma linguiça em pedaços, que se colocam sobre as caneluras duma grelha. Expõe-se a grelha ao fogo, fazendo rodar os bocados de linguiça sobre ela, para se passar por igual, depois serve-se com o molho que escorre para a aparadeira da grelha. Omeleta de linguiça Retira-se a linguiça do azeite, limpa-se da pele, e sobre a tábua de madeira, parte-se às rodas bem fininhas. Batem-se, numa malga, os ovos caseiros, amarelinhos, muito bem, para crescerem. Junta-se, aos ovos, salsa picada e sal, continuando-se a bater. Numa sertã, rega-se o fundo com azeite, coloca-se ao lume, deitando-se a linguiça para frigir. Em seguida vertem-se os ovos por cima. Vai-se formando a omeleta, com a ajuda de dois garfos, virando-se lentamente, depois de passada. Nalgumas casas, mexem-se os ovos na sertã. Retira-se da sertã e é servida com pão centeio. Salpicão Escondido na Brasa Retira-se o salpicão do azeite. Lava-se e enxuga-se com um pano. Embrulha-se numa couve-galega e esconde-se, dentro do borralho do lume, quando se sentir rugir está assado. Parte-se em rodelas e acompanha-se de pão centeio. Presunto avinhado Partem-se fatias de presunto, regam-se de vinho tinto, louro e uma malagueta. Deixa-se repousar neste molho cerca de cinco a seis horas, até porque é necessário retirar-lhe o excesso de sal. Prepara-se um sertã, com azeite, e quando estiver quente frita-se o presunto, salpicando-o com um pouco do molho onde demolhou e abafa-se com uma tampa, para cozer. Pimentos do vinagre Os pimentos do vinagre são um petisco bastante apreciado nas merendas, especialmente no verão, porque o seu sabor avinagrado, “mata” a sede. Na apanha dos pimentos escolhem-se os mais rijos e carnudos. Numa talha de barro preto de Vilar de Nantes, “parafinada” colocam-se os pimentos lavados e bem secos e cobrem-se com vinagre caseiro de vinho tinto. Tapam-se. Durante um mês verifica-se a necessidade de acrescentar ao vinagre e mexem-se com uma colher de pau – “Não se deve colocar a mão, porque estraga os pimentos”. Quando se pretender, vai-se à talha, retiram-se os pimentos, passam-se por água corrente, abrem-se, retiram-se-lhe as pevides e cortam-se com as mãos para uma saladeira. Temperam-se de sal grosso e regam-se de bom azeite. Arroz de Fumeiro Cozem-se chouriço de cabaça, salpicão, linguiça e um bocado de pernil fumado. Escolhem-se os melhores espigos, lavam-se e reservam-se. Guarda-se o caldo de cozedura das carnes. Faz-se um estrugido com azeite e cebola picada e uma colher sopeira de colorau. Partem-se as carnes anteriores em rodelas e colocam-se no estrugido mas só quando a cebola estiver alourada. Salpica-se com água da cozedura, tapa-se o tacho e deixa-se apurar. Vai-se acrescentando com água e caldo da cozedura, tempera-se de sal e malagueta. Quando tiver fervido algum tempo, escaldam-se os espigos e juntam-se-lhes. Lava-se o arroz, para tirar a goma, colocando-se a cozer na calda anterior. Mexe-se, tapa-se e deixa-se cozer. (Milhos-Uma receita a moda de >Meijinhos<(esta comida era que usavam antigamente na Festa do S.brás em Meijinhos) Lavam-se os milhos em bastantes águas para lhes tirar a casca. Prepara-se um caldo com a cozedura de entrecosto e orelheira de porco pois “os milhos são muito gulosos”. Faz-se um estrugido com azeite e uma cebola picada. Quando a cebola começar a alourar, partem-se costelinhas, que previamente estiveram na “sorça”, e colocam-se no estrugido para também alourarem. Vai-se juntando o caldo das carnes cozidas – “se estiver muito forte junta-se-lhe um pouco de água fervente” e parte-se aos bocados uma couve troncha, – “mais da parte carnuda e branca” – deixa-se apurar, rectificando o sal. Finalmente juntam-se com cuidado os milhos, que estavam reservados, mexe-se sempre até estarem cozidos e engrossarem, para não se agarrarem ao fundo da panela. Servem-se quentes. Há várias formas de cozinhar os milhos, mas os mais saborosos são desta forma ou acompanhados de outra carne de porco. Palhada, Casula ou Cascas Quando se tira o feijão do feijoeiro tem-se o cuidado de o deixar formar com a casca. Estas são secas no sequeiro para se conservarem sem gorgulho todo o ano. No dia anterior à cozedura colocam-se as “cascas” de molho em água para cozerem bem e rapidamente. Cozem-se juntamente com pé de porco, orelheira, focinho e o engião que saíram da salgadeira e também necessitaram de algumas horas na água para lhes retirar o excesso de sal – “As cascas secas necessitam de ficar macias, para tal devem cozer numa água gorda”. Depois de cozidas escorrem-se e regam-se com azeite virgem, acompanham-nas as batatas cozidas, as carnes cozidas e partidas aos bocados, como salpicão, linguiça e chouriço cozido. Restaurante a Talha, Bexiga e Paloio Cozidos com Espigos ou Grelos Coze-se a bexiga e o paloio, para não arrebentar, em lume brando. Cozem-se as batatas e amanham-se os grelos ou espigos que deverão ser escaldados antes de cozerem. Verifica-se o sal das cozeduras. Perto das batatas e grelos estarem cozidos, coloca-se a bexiga e o paloio numa têmpera sobre brasas brandas para tostar a pele, picando-se com o garfo para lhe retirar o excesso de gordura. Partem-se às fatias, colocam-se numa travessa rodeadas de batatas e dos grelos regados com azeite. Cozido à Transmontana Cozem-se as carnes separadas. O salpicão com a linguiça. Os chouriços com as sangueiras, cozem em lume brando, para não arrebentarem. Noutro tacho, com um pouco de sal, hortelã e dentes de alho, cozem-se beiça de porco, ossos de assuã, entrecosto e uma orelheira. Vão-se tirando as carnes conforme estiverem cozidas – (aqui está o segredo do cozido, o tempo certo de cozedura para cada carne). Dentro deste caldo, depois de retirar as carnes, coze a couve lombarda ou penca. Cenouras, rabas e feijão branco (já previamente cozido) e batata descascada. Esta cozedura amacia os legumes e as batatas. Também estes legumes têm o tempo próprio de cozedura, assim deverão ser retirados, aos poucos, e guardados em água quente em cima do testo do pote que está a ferver. Prepara-se um tacho com azeite, cebola picada e um dente de alho picado. Deixa-se refogar e junta-se-lhe dois punhados de arroz que se deixa fritar ligeiramente nesta gordura. Junta-se-lhe o dobro da água de cozedura das carnes, das verduras e do feijão. Quando levantar fervura coloca-se o arroz no forno. Depois parta as carnes a gosto e decore a travessa com os legumes e o feijão, este cozido tem particularidade de não levar galinha nem vitela. Nalgumas zonas desta região, também se cozem os chouriços de cabaça e de carne. Feijoada à Transmontana De véspera coloca-se o feijão branco manteiga de molho. Coze-se com a própria água de demolhar e só se junta o sal quando estiver quase cozido. Cozem-se à parte carnes de porco da sangadeira ou do fumadouro: pé de porco, orelha, cabeça do porco e engião. Faz-se um estrugido com azeite, cebola e dentes de alho picado, deita-se um salpicão às rodelas e uma linguiça, vai-se mexendo para não agarrar. Acrescenta-se com um pouco do caldo da cozedura. Junta-se-lhe o resto das carnes, bem partidas, uma colher de chá de colorau e louro. Verificam-se os temperos. Deixa-se apurar e em seguida parte-se uma couve portuguesa e acrescenta-se-lhe. Se necessário juntar mais aguada cozedura do feijão, mas não em demasia. Quando esta estiver pronta junta-se-lhe o feijão branco e mexe-se tudo, coloca-se um bocadinho de malagueta e salsa picada. Com a água de cozer o feijão pode-se fazer o arroz que deve ficar bem sequinho. Há quem lhe junte à feijoada um nabo cozido, mas torna-lhe o sabor muito forte. E também há quem utilize feijão vermelho em vez de feijão branco. Guisado de Míscaros ou tortulhos Limpam-se os níscaros de terra, com a ajuda de uma faca, e lavam-se em muitas águas, - “as últimas duas deverão ser de água a ferver, para os níscaros perderem o resto da terra”. Prepara-se um estrugido, com azeite, alho e cebola picados e uma colher de sopeira de pimentão vermelho. Junta-se-lhe bocados de carne de vitela barrosã e toucinho, ou carne da pá de porco entremeada. Partem-se os níscaros, aos quadradinhos médios. Aproveitando tudo, desde o pé à carapuça. Deitam-se no refogado, quando a vitela e o toucinho estiverem refogados, mas não tendo muita água – “os próprios cogumelos vão largar a sua água e é nessa água que eles devem cozer.”, Junta-se-lhe, então os niscaros ou tortulhos e tapam-se para apurarem. Temperam-se de sal. Deixam-se cozer e verifica-se os temperos, bem como a necessidade de acrescentar água, ou não. Acompanha-se este guisado de batatas cozidas. O guiado tanto pode ser feito com níscaros como com os tortulhos. Arroz de Sanchas Limpam-se e lavam-se muito bem as sanchas, para as libertar da terra. Prepara-se um estrugido, num tacho de ferro preto, com azeite, alho e cebola picados, e uma colher sopeira de pimentão vermelho. Coloca-se um pouco de toucinho entremeado, partido aos quadrados no refogado e deixa-se alourar. Partem-se as sanchas, aos bocadinhos, aproveitando o pé e chapéu, deitam-se no estrugido que deve ter pouca água e deixa-se apurar com o tacho tapado. Tempera-se de sal. Vai-se acrescentando com água fervente para fazer a calda. Deixa-se apurar muito bem. Lava-se o arroz e coloca-se a cozer na referida calda. O arroz deve cozer mas ficar soltinho. Sirva-se no próprio tacho. Coelho Bravo à Caçador (muito antiga) “Depois de esfolado o coelho e limpo das visceras, corta-se em pedaços (inclui-se a cabeça que se corta ao meio), lava-se e põe-se dentro d’uma caçarola com cebola picada, salsa também picada, bastante toucinho em tiras, dois dentes d’alho esmagados, um pouco de pimenta, uma pitada de especiarias, quatro decilitros de vinho branco, uma gota de vinagre, uma ponta de folha de loureiro, meio decilitro de caldo e um pouco de sal. Tapa se a caçarola, põe-se ao lume e deixa-se ferver, com fogo brando, durante cerca de três horas. Quando o coelho está cozido, destapa-se a caçarola, activa-se o fogo e deixa se reduzir o molho, servindo-se em seguida. Se não houver coelho bravo e quiser simular, empregando coelho manso, deita-se na caçarola com os outros temperos um ramo de carqueja, previamente lavado e atado de forma que se tire facilmente no fim da cozedura.” Receitas recolhidas de um tratado de cozinha, cedidas pela família Bastos Pinto de Loivos, pelo que se transcrevem na integra. Peixes do Rio em Cebolada Compram-se no mercado peixes do rio, ou ao pescador que deverão estar presos pela erva do rio, introduzida na boca. Amanham-se, lavando-os em bastante água, com bastante sal, para lhe retirar a viscosidade da pele. Temperam-se com bastante sal. Convêm que os peixes sejam de tamanho mais pequeno. Introduzem-se num palito ou erva do rio fazendo-se uma fileira para fritar. Prepara-se o azeite bem quente, na frigideira e colocam-se a fritas, bem tostadinhos de um lado e de outro. Vão-se retirando para uma travessa. No final acrescenta-se à fritura um copo de vinho branco, bastante cebola às rodelas grossas, uma colher sopeira de colorau picante, verifica-se o sal e deixa-se apurar a cebola nesse molho. Acrescenta-se um gole de vinagre caseiro. Deixa-se apurar novamente e com esta cebolada banham-se os peixes na travessa. Recomenda-se que estejam a marinar na cebolada por algumas horas. Restaurante “O Moinho” e na região da Lampaça. Salada de Bacalhau Desfie-se o bacalhau ainda seco, às lascas pequenas. Lava-se em abundantes águas, para lhe retirar o sal, deixa-se a demolhar mais duas horas. Escoa-se muito bem da abundância da água. Coloca-se numa travessa, rega-se com bastante azeite e decora-se com pimentos assados e cebola crua, adocicada às rodelas. Acompanha-se de pão centeio e de um bom vinho. Polvo Cozido Na nossa região, o polvo torna-se tradição, devido à nossa posição geográfica, ou seja a proximidade com a nossa vizinha Galiza. Assim é hábito no dia da consoada comer-se-lhe o melhor polvo cozido no pote de ferro ou na panela de cobre. Come-se acompanhado de grelos e batata, bem regado de azeite, claro. Para que o polvo se cosa mais rápido – “é necessário deixá-lo de molho algumas horas antes, ser batido em pedra e cozido em pouca água escaldando-o com um movimento de mergulho, repetido três vezes. Deve-se cozer sem sal e com uns pingos de aguardente.” Sardinhas em Filetes Panados As sardinhas, grandes e frescas, depois de salpicadas de sal por algum tempo, são preparadas do seguinte modo: Escamam-se, cortam-se-lhes as cabeças e os rabos, abrem-se com a ponta de uma faca bem afiada, dando-lhes um golpe ao longo do dorso. Tiram-se-lhes as espinhas e as tripas, deixando-as com a aparência de pequenos bacalhaus salgados. Envolvem-se em ovo batido, polvilham-se com pão ralado, passam-se de novo no ovo e no pão e frigem-se em azeite em perfeita ebulição, servindo-se depois com rodas de limão e salsa frita, que auxilia muito a ornamentação do prato. Roupa Velha Em minha casa, e julgo que em muitas outras do nosso Alto Tâmega e Barroso, só se come este prato uma vez por ano, talvez por isso o seu sabor seja tão tradicional. Guarda-se tudo do dia anterior, as batatas cozidas, o bacalhau e a couve troncha. Faz-se um estrugido, com bastante azeite, alho picado e cebola. Deixa-se refogar levemente, junta-se o bacalhau às lascas, a batata partidas em quadrados e as couves também partidas grosseiramente. Envolve-se tudo com cuidado e esmero, se necessário acrescenta-se de azeite e alho picado. No final junta-se-lhe os ovos batidos e envolve-se novamente para estes cozerem. Espigos Cozidos Amanham-se os espigos, retirando-se-lhe os pés duros. Escaldam-se com água a ferver – “algumas pessoas de Chaves, há muitos anos atrás, escaldavam com águas das “Caldas”, para lhe manter a verdura” – depois colocam-se na panela com água fervente temperada de sal. Deixam-se cozer cerca de 10 minutos destapados para não lhe tirar a cor. Escorrem-se muito bem da água. Remexem-se e regam-se com azeite virgem. Arroz de Espigos de Couve Faz-se um estrugido com pouco de azeite, uma cebola picada e dentes de alho. Junta-se água fervente e tempera-se de sal. Amanham-se os espigos, escaldam-se com água a ferver e junta-se à calda anterior quando apurada. Deixa-se levantar fervura, novamente, e junta-se o arroz que deverá ficar cozido mas ligeiramente solto. Os de sabor mais exigente juntam-lhe um tomate pelado e sem grainhas. Também é normal substituir os espigos por couve penca aproveitando os “olhinhos”, parte interior e mais branca da couve. Quem lhe quiser dar mais colorido à receita junte uma cenoura aos quadradinhos muito pequeninos, ao estrugido. Chícharos Cozidos Escolhem-se os chícharos (feijão frade) e verifica-se se não têm gorgulho. Colocam-se de molho de um dia para o outro. Cozem-se na própria água onde demolharam. Temperam-se de sal, repousam. Entretanto prepara-se um tacho com água fervente temperada de sal, escolhe-se um braçado de nabiças ou de couves e segam-se grosseiramente. Escaldam-se para lhe manter a cor verde. Tanto se pode cozer na própria água da cozedura dos chícharos – se esta não estiver muito escura ou estes não estiverem muito cozidos –, como em água à parte. Quando cozidas escoam-se os chícharos e a verdura e juntam-se. Servem-se regados de azeite, um fio de vinagre, enfeitados com ovo cozido partido aos quartos, acompanhados de batatas cozidas e de carne de porco cozida. Nalgumas casas substituem as couves-galegas ou as nabiças, pela couve troncha. Pão Centeio (forno a lenha) O pão e a sua cozedura têm que ser elaborados “com paciência, porque a massa quando se tende deve descansar devidamente.”, “A farinha já não é o que era, agora não se faz pão como de antigamente! A arte é a mesma, mas a farinha já não ajuda, não é a mesma coisa” Junta-se a farinha com água, uma pitada de sal e o fermente do pão, que fica sempre de uma fornada para a outra. Bate-se bem e deixa-se levedar ou dormitar porque ele precisa de descansar...mas antes faz-se sempre uma reza, “não que o pão tem que ser entregue à Virgem Maria, tal como a minha mãe me ensinou”. Enquanto aquece-se o forno com a lenha seca, até o fundo ficar branco, tende-se o pão, fazendo bolas pequenas, colocam-se em cima da pá para empurrar para dentro do forno. O que lhe dá a cor é o calor, o qual é dado consoante tiramos ou pomos a porta ao forno. Por isso também aqui devemos ter cuidado. Se os distraímos acaba-se por queimar, tem que ser a dose certa! No final bate-se no fundo do pão para sabermos se ele está cozido. Há quem coma o pão depois de sair do forno, partido aos nacos com azeite da casa e açúcar. É uma delícia e a rapazada adora... Leite-creme tostado Bate-se primeiro muito bem as gemas de ovo (6 ovos). Desfaz-se a farinha fina em um pouco de leite e junta-se ao restante (1/2 litro), com uma casca de limão e leva-se ao lume brando, mexendo sempre, até que as gemas e o leite fiquem cozidos. Retira-se para taças e salpica-se com açúcar. Nas brasas coloque um ferro bem quente, reluzente, e queime o açúcar, até formar crosta. Doce de Cabaça Escolhe-se uma cabaça com aspecto rijo e bem “atempada”. Parte-se aos bocados, retira-se-lhe as pevides e parte-se aos quadrados com o tamanho de um centímetro. Coloca-se num alguidar com o mais 1/5 do seu peso, de açúcar e fica a repousar de um dia para o outro. Pode-se desfiar alguns bocados para ajudar a condensar o doce. No dia seguinte em lume lento, coloca-se a panela com a cabaça e o açúcar, que neste dia já está derretido. Põem-se a ferver. Deixa-se ganhar ponto de pérola. Junta-se uns paus de canela. Retira-se do lume deixa-se esfriar e picam-se grosseiramente nozes, polvilhando-se de canela. Enfrasca-se em frascos próprios para compota, devidamente vedados. Doce de Gila Partem-se as gilas, atirando-as ao chão, não se lhe deve colocar nenhuma faca, ou objecto metálico. Retiram-se as pevides e as espinhas que se encontram, no meio, com as mãos. Deixa-se de molho de um dia para o outro. Coloca-se a cozer, escorre-se e desfia-se. Põem-se o açúcar em peso certo, ao lume a criar ponto de espadana. Junta-se-lhe a chila cozida e bem espremida. Polvilha-se de canela e acrescenta-se-lhe nozes picada grosseiramente. Pode guardar-se em frascos herméticos. Rabanadas Corta-se o pão de forma, ou cacete, duro, em fatias médias. Mergulham-se em azeite morno temperado de açúcar. Deixam-se amolecer. Escorre-se o excesso de leite e passam-se por ovos caseiros batidos. Fritam-se em leite quente, deixando alourar, virando de um lado e de outro. Depois de fritas colocam-se numa travessa comprida, polvilhando-se de açúcar e canela ou, como se comem no Natal, banhadas por uma calda, feita com açúcar, água, vinho fino, um pau de canela e um vidrado de laranja. – “O segredo das rabanadas está em deixá-las demolhar, quase a desfazerem-se, no molho de leite”. Filhós de Jerimu Coze-se o Jerimu (1/2 quilo) e escorre-se num espremedor ficando só com o polme. A este polme junta-se 12 ovos médios, que se batem muito bem e com eles alguma farinha fina, deitada, pouco a pouco, até que a massa tenha a consistência de um creme espesso. Deixa-se a massa em repouso por algum tempo. Levam-se a fritar em azeite bem quente. Regam-se com uma calda de açúcar ou polvilham-se de canela e açúcar. – “O segredo das filhós está na fritura, que deverá ser sempre em azeite e nunca em óleo”. Sonhos de abóbora Leva-se ao lume leite (2,5 dl), manteiga (100 gr), sal (1 pitada) e uma casca de limão. Quando ferver, junta-se a farinha (300 gr) e mexe-se bem até a massa se soltar do tacho. Retira-se esta massa para uma tigela e deixa-se arrefecer. Retira-se-lhe a casca de limão e junta-se a polme da cabaça cozido (900 gr) e escorrido, amassando-se aos poucos, mas muito bem. Adiciona-se os ovos (4), um a um. Batem-se novamente. Fritam-se às colheradas em azeite bem quente e polvilham-se se açúcar e canela. Aletria de Leite (antiga) Aletria ............................ 400gr Açúcar............................. 250gr Leite ................................ 0.6 (600 c3) Manteiga ..........................100gr Vidrado de limão ..............q.b. Canela em pó ....................q.b. “Deita-se a aletria em bastante água a fervente a branquear; em seguida, escorre-se e põe-se a cozer no leite, no qual se deita o vidrado de limão e o açúcar. Quando a aletria está bem cozida, e semi-enxuta, tira-se do lume, liga-se com manteiga, deita-se em pratos, tirando-lhe o vidrado de limão e polvilhando a superfície de aletria com canela em pó. Serve-se fria ou morna para quem preferir. Arroz Doce (antiga) Arroz de boa qualidade.................. 400gr Leite ............................................... 1litro (1000 c3) Açúcar fino ..................................... 400gr Gemas de ovos............................... 6 (90 c3) Vidrado de limão........................... q.b. Canela em pó ................................ q.b. “Faz-se com o arroz de leite, com a diferença de lhe juntar gemas de ovos batidas, para o que se tira do lume e deixa-se arrefecer um pouco, misturando bem os ovos com o arroz para se não formarem grumos e levando depois de novo ao lume o arroz, mexendo-o sempre, até que os ovos estejam cozidos. A quantidade de ovos varia com o gosto e a maior ou menor despesa que se queira fazer; a abundância não prejudica. Há pessoas que gostam do arroz doce quase como creme; para conseguir isso, deve diminuir-se muito a quantidade de arroz indicada acima”. Receita recolhida de um tratado de cozinha, cedida pela família Bastos Pinto de Loivos, pelo que se transcreve na integra.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Concelho de Lamego a quem pertense Meijinhos


                                  

                                      Procissão da Senhora dos Remédios em Lamego



Nossa Senhora dos remédios em Lamego

                                                            

                                                                 Lamego 4                        

                                                                 Lamego-3
                                    Fim da Procissão da Senhora dos Remédios em Lamego


Mapa do Distrito de Viseu






mapa do Concelho de Lamego





Mapa da Cidade de Lamego


Caracterização do Concelho Freguesia de Almacave População Residente: 7739 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Festa de Santa Maria Maior de Almacave (5 de Agosto) e Festa em Honra de Nossa Senhora dos Remédios (8 de Setembro) Principais actividades económicas: Comércio e Serviços Localização: Freguesia urbana da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: António Manuel Magalhães Lourenço Telefone: 254 61 33 11 Fax: 254 61 15 11 Email: jfalmacave@mail.telepac.pt Sítio electrónico: Não dispõe


Freguesia de Avões População Residente: 693 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Senhora das Candeias (2 de Fevereiro) e S. João (24 de Junho) Principais actividades económicas: Agricultura e Construção Civil Localização: Dista a 5 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Macário Cardoso Rebelo Telefone: 254 66 55 51 Fax: 254 655 551 Email: jfavoes@hotmail.com Sítio electrónico: http://www.freguesiadeavoes.com


Freguesia de Bigorne População Residente: 39 habitantes (censos 2001) Principais actividades económicas: Agricultura e Pecuária Localização: Dista a 15 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Albino Rodrigues Pedrinho Telefone: 254 689 011 Fax: 254 689 011 Email: bigorne@mail.telepac.pt Sítio electrónico: Não dispõe


Freguesia de Britiande População Residente: 1015 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: 2º Domingo de Agosto Principais actividades económicas: Agricultura e Serviços Localização: Dista a 5 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Filipe Pombinho da Silva Telefone: 254 699 227 Fax: 254 699 227 Email: freguesiabritiande@sapo.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Cambres População Residente: 2678 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Nosso Senhor d’ Aflição Principais actividades económicas: Agricultura, Comércio e Restauração Localização: Dista a 4 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Hugo João Ribeiro Maravilha Telefone: 254 66 64 93 Fax: 254 66 64 93 Email: jfreguesiacambres@iol.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Cepões População Residente: 919 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Festa de Nossa Senhora do Rosário (8 de Outubro) Principais actividades económicas: Agricultura e Construção Civil Localização: Dista a 5 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: António Manuel Santos Rodrigues Telefone: 254 65 52 22 Fax: 254 65 52 22 Email: junta.cepoes@mail.telepac.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Ferreirim População Residente: 976 habitantes (censos de 2001) Festas e Romarias: Santo António e Senhora da Guia Principais actividades económicas: Construção Civil e Agricultura Localização: Dista a 5 Km da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Ludgero Duarte Pereira Silva Telefone: 254 698 484 Fax: 254 67 91 80 Email: junta_freguesia_ferreirim@hotmail.com Sítio electrónico: Não dispõe


Freguesia de Ferreiros de Avões População Residente: 572 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Senhora das Candeias, Senhora do Pilar e Santo António Principais actividades económicas: Agricultura e Construção Civil Localização: Dista a 3 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: José Manuel Lopes dos Santos Telefone: 254 66 56 05 Fax: 254 66 56 05 Email: freguesia.ferreiros@clix.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Figueira População Residente: 421 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. João Baptista (24 de Junho) Principais actividades económicas: Produção de vinho e azeite Localização: Dista a 9 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Joaquim Magalhães Correia Telefone: 254 612 024 Fax: 254 311 109 Email: Não dispõe Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Lalim População Residente: 912 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Nossa Senhora da Piedade (3º Domingo de Agosto) e Queima do Judas (Domingo de Páscoa) Principais actividades económicas: Agricultura e Pequena Indústria Localização: Dista a 10 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Emídio de Almeida Quintela Telefone: 254 699 819 Fax: 254 699 546 Email: info@jf-lalim.pt Sítio electrónico: www.jf-lalim.pt

Freguesia de Lazarim População Residente: 686 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Entrudo de Lazarim, Festa de Santa Bárbara (4º Domingo de Agosto), Santo António (Junho), Senhora da Encarnação e S. Lourenço (Mazes/ 1º Fim de Semana de Agosto) Principais actividades económicas: Agricultura e Pequena Indústria Localização: Dista a 12 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Norberto Carvalho Telefone: 254 698 172 Fax: 254 698 172 Email: jflazarim@portugalmail.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Magueija População Residente: 742 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. Tiago (último Domingo de Julho) Principais actividades Económicas: Agricultura, Pequeno Comércio e Construção Civil. Localização: Dista a 12 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Maria Liliana Santos Monteiro Telefone: 254 688 186 Fax: 254 688 186 Email: freguesiamagueija@sapo.pt Sítio electrónico: Não dispõe


Freguesia de Meijinhos População Residente: 104 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. Brás e Senhora da Piedade Principais actividades económicas: Horticultura, Pastorícia e Pequeno Comércio Localização: Dista a 12 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Manuel Fernandes Almeida Telefone: 254 69 87 22 Fax: Não dispõe Email: Não dispõe Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Melcões População Residente: 126 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. Silvestre e Senhora da Lapa Principais actividades económicas: Produção do vinho e castanha Localização: Dista a 9 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: José da Silva Almeida Telefone: 254 699 154 Fax: não dispõe Email: Não dispõe Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Parada do Bispo População Residente: 200 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Festa do Sagrado Coração de Jesus, Festa de Santa Eufémia e Festa de Todos os Santos (“Festa da Marra”) Principais actividades económicas: Agricultura e Construção Civil Localização: Dista a 13 kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: José Maria Cardoso Jerónimo Telefone: 254 33 19 44 Fax: 254 33 19 44 Email: jfdeparadadobispo@gmail.com Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Penajóia População Residente: 1250 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. Salvador e Nossa Senhora dos Milagres Principais actividades económicas: Produção de cereja e Vinho do Porto e Construção Civil Localização: Dista a 12 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: José Ferreira dos Santos Telefone: 254 96 93 14 Fax: Não dispõe Email: Não dispõe Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Penude População Residente: 1807 habitantes (censos de 2001) Festas e Romarias: S. Pedro (29 de Junho), Senhora do Rosário (15 de Agosto), e S. Sebastião Principais actividades económicas: Agricultura, Pequeno Comércio, Construção Civil e Tecelagem Localização: Dista a 5 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Arlindo Santos Silva Telefone: 254 611 137 Fax: 254 611 137 Email: freguesia-penude@sapo.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Pretarouca População Residente: 103 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: Nossa Senhora dos Milagres (15 de Agosto) Principais actividades económicas: Agricultura e Pecuária Localização: Dista a 15 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: José Manuel Rocha Dias Telefone: 254 689 100 Fax: 254 689 100 Email: Não dispõe Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Samodães População Residente: 280 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. Pedro (29 de Junho) Principais actividades económicas: Produção de Vinho do Porto, cereja, azeite, construção civil e comércio Localização: Dista a 8 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: José Carlos da Conceição Pereira Telefone: 254 665 781 Fax: 254 665 781 Email: Não dispõe Sítio electrónico: Não dispõe

Freguesia de Sande População Residente: 1134 habitantes (censos 2001) Festas e Romarias: S. Tiago e Santa Luzia Principais actividades económicas: Agricultura, Construção Civil, Confecções e Comércio Localização: Dista a 6 Kms da cidade de Lamego Junta de Freguesia Presidente: Frederico António Gouveia de Sousa Telefone: 254 665 766 Fax: 254 655 766 Email: freguesiasande@clix.pt Sítio electrónico: Não dispõe

Designação Valor - Lamego Valor - Portugal Unidade Período Edifícios 10 617 3 160 043 nº 2001 Alojamentos Colectivos 30 8 178 nº 2001 Alojamentos Familiares - Outros 65 27 319 nº 2001 Alojamentos Familiares - Clássicos 13 723 5 019 425 nº 2001 Alojamentos Familiares - Total 13 788 5 046 744 nº 2001 Famílias Institucionais 16 3 876 nº 2001 Famílias Clássicas Residentes 9 237 3 650 757 nº 2001 População Residente H, em 1991 14 557 4 756 775 indivíduos 1991 População Residente HM, em 1991 30 164 9 867 147 indivíduos 1991 População Presente H 12 892 4 862 699 indivíduos 2001 População Presente HM 27 297 10 148 259 indivíduos 2001 População Residente H, em 2001 13 500 5 000 141 indivíduos 2001 População Residente HM, em 2001 28081 10356117 indivíduos 2001 Densidade Populacional 163,6 114,3 hab/km2 2004 Freguesias 24 4 257 nº 2003 Área Total ni1106 165,4 92 117,5 km2 2004 Estabelecimentos Hoteleiros HOTEL AQUAPURA DOURO VALLEY ***** Quinta Vale de Abraão - Samodães 5100-758 Lamego Tel: (+351) 254 660 600 Fax: (+351) 254 660 661 E-mail: aquapuradouro@aquapurahotels.com Site: www.aquapurahotels.com HOTEL LAMEGO **** Quinta da Vista Alegre 5100-183 Lamego Tel: (+351) 254 656 171 Fax: (+351) 254 656 180 Móvel: (+351) 963 087 250 E-mail: reservas@hotellamego.pt Site: www.hotellamego.pt HOTEL DOURO RIVER **** Lugar dos Varais 5100-426Cambres Tel: (+351) 254 323 150 Fax: (+351) 254 323 150 E-mail: info@douroriverhotel.pt Site: www.douroriverhotel.pt HOTEL PARQUE ** Parque Nossa Senhora dos Remédios 5100-025 Lamego Tel: (+351) 254 609 140 Fax: (+351) 254 615 203 E-mail: geral@hotel-parque.com Site: www.hotel-parque.com HOTEL DO CERRADO ** Lugar do Cerrado 5100-147 Lamego Tel: (+351) 254 613 164 Fax: (+351) 254 615 464 E-mail: albergaria.cerrado@mail.telepac.pt ALBERGARIA SOLAR DOS PACHECOS Av. Visconde Guedes Teixeira 5100-073 Lamego Tel: (+ 351) 254 600 300 Fax: +351 254 600 309 E-mail: reservas@solar-pachecos.com RESIDENCIAL SOLAR DA SÉ 3º Largo da Sé 5100-073 Lamego Tel: (+351) 254 612 060 Fax: (+351) 254 615 928 RESIDENCIAL SÃO PAULO 2ª Av. 5 de Outubro 5100-065 Lamego Tel: (+351) 254 613 114 Fax: (+351) 254 613 115 RESIDENCIAL SOLAR DO ESPÍRITO SANTO 2ª Rua Alexandre Herculano 5100-107 Lamego Tel: (+351) 254 655 060 Fax: (+351) 254 655 061 Turismo Habitação Casa dos Varais (Cambres) 5100-426 Lamego Tel: (+351) 254 313 251 Fax: (+351) 254 313 251 E-mail: varais@clix.pt Site: www.varais.com Casa de St.º António de Britiande (Britiande) 5100-360 Lamego Tel: (+351) 254 699 346 Telm: (+351) 93 585 14 28 Fax: (+351) 254 699 346 E-mail: casa.stoantonio@clix.pt Site: www.casastoantoniobritiande.com Quinta do Terreiro (Lalim) 5100-550 Lamego Tel: (+351) 254 697 040/1 Fax: (+351) 254 697 042 Telm: (+351) 969 373 473 E-mail: informações@quintadoterreiro.com Site: www.quintadoterreiro.com Villa Ferraz 5100-134 Lamego Tel: (+351) 254 656 956 Fax: (+351) 254 612 126 E-mail: vilaferraz@iol.pt Site: www.vilaferraz.com Casa da Azenha (Rio Bom - Cambres) 5100-421 Lamego Tel: (+351) 254 666 205 Fax: (+351) 254 667 019 Telm: (+351) 96 511 94 79 E-mail: info@casa-azenha.com Site: www.casa-azenha.com Turismo Rural Quinta da Timpeira (Penude) 5100-718 Lamego Tel: (+351) 254 612 811 Fax: (+351) 254 611 037 E-mail: quintadatimpeira@gmail.com Site: www.quintadatimpeira.com Casa Cimo da Vila (Samodães) 5100-753 Lamego Tel: (+351) 254 665 044 Site: casa_cvila@sapo.pt Villa Hostilina 5100-192 Lamego Tel: (+351) 254 612 394 Fax: (+351) 254 655 194 E-mail: villahostilina@gmail.com Site: www.villahostilina.com Casa de St.ª Eufémia (Parada do Bispo) 5100-650 Lamego Tel: (+351) 254 331 820 Telm: (+351) 919 040 355 Fax: (+351) 254 331 971 E-mail: info@casasantaeufemia.com Site: www.casasantaeufemia.com Casa do Codorneiro (Penajóia) 5100-661 Lamego Tel: (+351) 254 969 078 Fax: (+351) 254 969 080 Quinta de Tourais (Cambres) 5100-424 Lamego Tel: (+351) 254 106 065 Fax: (+351) 254 324 236 E-mail: tourais@mail.telepac.pt Casa dos Pepes (Valdigem) Quinta das Brôlhas 5100-831 Lamego Tel: (+351) 254 331 756 Fax: (+351) 213 960 044 Site: www.quintadasbrolhas.com Agro-Turismo Casa dos Pinguéis (Cambres) 5100-426 Lamego Tel: (+351) 254 313 251 Fax: (+351) 254 313 251 E-mail: casadosvarais@clix.pt Quinta de Marrocos (Valdigem) 5100-840 Lamego Tel: (+351) 254 313 012 Fax: (+351) 254 322 680 E-mail: qmarrocos@hotmail.com Site: www.quintademarrocos.com Casa de Campo Casa do Girão (Souto Covo) 5100-198 Lamego Tel: (+351) 254 612 931 Casa dos Pepes (Valdigem) 5100 Lamego Tel: (+351) 254 331 756 Fax: (+351) 213 960 044 Site: www.quintadasbrolhas.com Hotel Rural Viscondes de Várzea (Várzea de Abrunhais) 5100-879 Lamego Tel: (+351) 254 690 020 Fax: (+351) 254 690 029 E-mail: hrcvv@netcabo.pt Site: www.hotelrural-viscondes-varzea.web.pt Quinta da Pacheca (Cambres) 5110-424 Lamego Tel: (+351) 254 313 228 Fax: (+351) 254 321 359 E-mails: - comercial@quintadapacheca.com - enologia@quintadapacheca.com - enoturismo@quintadapacheca.com Site: www.quintadapacheca.com Turismo » Festas Tradicionais LAMEGO... uma Cidade sempre em Festa As Festas de Nossa Senhora dos Remédios, conhecidas como a Romaria de Portugal, são as mais importantes da cidade. Desde a ultima quinta-feira de Agosto até ao dia 8 de Setembro, milhares de forasteiros vêm agradecer a Nossa Senhoras dos Remédios a resposta ás suas preces. Outros vêm apenas conhecer essa grande celebração onde os rituais religiosos e a diversão se misturam e fazem a grande festa. Para mais informações sobre estas Festas, por favor clique aqui. A Semana Santa é o momento alto da vida religiosa da cidade. Durante três semanas que antecedem o Domingo de Páscoa, as igrejas adquirem uma solenidade especial e as populações estão em tempo de reflexão e de oração. A Via-Sacra, a Benção das Flores e o Ritual do Pão Quente são alguns dos grandes momentos destas duas semanas. A Feira de Santa Cruz é uma das mais animadas de Lamego. Tem lugar no dia 3 de Maio junto ao Quartel de Santa Cruz. A Feira é marcada pelas corridas e desfiles de cavalos, mas é também uma mostra de raças de gado da região. Os lamecenses fazem deste evento uma festa onde a competição saudável, o convívio e a alegria são palavras de ordem. A Expodouro é uma das feiras mais representativas do Norte, que promove e divulga as potencialidades da região. O destaque vai para o pavilhão dos vinhos, mas o artesanato, o turismo e a gastronomia também são representados no seu melhor. Carnaval de Lazarim - Em Lazarim comemora-se um dos mais típicos carnavais do país. Para além do desfile das tradicionais máscaras de Lazarim, criadas por artesãos locais, um dos momentos altos destes dias é a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres. Aqui tudo continua a ser realizado como manda a tradição e é por isso que este Carnaval vale a pena. Tradição mais que centenária, a Queima do Judas, em Lalim, atinge em cada ano uma expressão única, situando-se entre as mais significativas do calendário pascal. Trata-se de uma evocação do passado, de uma vivência do presente e de uma construção do presente e de uma construção do futuro, pois nela se confere voz às raízes e à memória viva do dia-a-dia do seu colectivo social e cultural. Turismo » Locais a Visitar Santuário e Escadório de Nossa Senhora dos Remédios (séc. XVIII) Sé Catedral (séc. XII) Museu de Lamego (séc. XVIII) Castelo (séc. XII) Igreja de Santa Maria Maior de Almacave (séc. XII-XIII) Igreja do Desterro (séc. XVII) Igreja de Santa Cruz (séc. XVII) Igreja do Antigo Convento das Chagas (séc. XVI) Capela de S. Pedro de Balsemão (séc. VII-X) Capela de Nossa Senhora da Esperança (séc. XVI) Mosteiro de Santo António de Ferreirim (séc. XIV-XV) Casa das Brolhas (séc. XVIII) Chafariz dos Remédios (séc. XVIII) Cruzeiro Gótico (séc. XVIII) no Museu de Lamego Cruzeiro do Bom Jesus dos Terramotos e Perseguidos Igreja de Santa Maria de Meijinhos (séc. XVII) Pelourinhos e Marcos Graníticos Parque Isidoro Guedes, Miradouros e Parque Eólico da Serra das Meadas Ambiente e Qualidade de Vida » Percursos Pedestres Rede Municipal de Percursos Pedestres de Lamego Os percursos pedestres em espaços naturais têm despertado um interesse crescente na população europeia, inserindo-se as actividades que neles se realizam numa lógica diferente da existente nos desportos de competição tradicionais. Neste contexto, os percursos inserem-se num espaço histórico, cultural e paisagístico e a Rede Municipal de Percursos Pedestres de Lamego, numa primeira fase, inclui 6 percursos pedestres de pequena rota (PR). Com esta infra-estrutura, pretende-se fomentar o conhecimento do território e a valorização dos recursos naturais e sócio-culturais, promovendo, simultaneamente, a conservação do património viário tradicional. Percorrer os trilhos é usufruir do território como espaço turístico, de cultura e lazer, durante as quatro estações do ano, incentivando, ao mesmo tempo, actividades tradicionais complementares, como alternativas económicas sustentáveis (artesanato, venda de produtos alimentares, alojamento, restauração). Os trilhos estão sinalizados e marcados de acordo com a sinalética internacional de pedestrianismo, podendo ser percorridos sem necessidade de um guia especializado. Para cada percurso, está disponível um topoguia desdobrável contendo: ficha técnica do percurso, cartografia, regulamento, perfil altimétrico e uma breve descrição do património cultural e natural ao longo do trilho.




Turismo » Gastronomia



Terra de sabores e tradições, Lamego possui uma gastronomia ímpar, um paraíso de boa e diversificada comida, desde os pratos à doçaria tradicional. O coelho bravo, o cabrito assado, bem como os deliciosos petiscos de presunto, as bôlas (fiambre, presunto, vinha d’alhos, atum, frango, sardinha e bacalhau), os enchidos de porco, o biscoito da Teixeira, os “Lamegos”, entre outros, e as sumarentas frutas presentes nos pomares que se perdem de vista ao longo das encostas solarengas das terras do Douro são apenas algumas iguarias que deliciam o cliente mais exigente.

A sabedoria aliada à arte de bem cozinhar e acompanhada com um bom e espirituoso vinho, ou por um excelente espumante, conferem à gastronomia lamecense a autenticidade e o requinte a qualquer refeição.

As iguarias, que se cruzaram durante séculos a fim de refinar o que de melhor existe em Lamego, comprovam que qualquer ementa que se seleccionar é repleta de cultura.

Para finalizar, esta refeição de paladares imemoráveis, reencontre-se com a essência histórica e patrimonial de saberes e arte do Douro - o Vinho de Porto -, considerado por muitos um dom da Natureza.





PRATOS TÍPICOS

Cabrito com batatas assadas
Coelho assado no forno
Trutas de escabeche
Milhos com carne de vinha d'alhos


PETISCOS

Bôlas de presunto, fiambre, vinha d'alhos, frango, atum, sardinhas e bacalhau
Presunto com azeitonas
Queijinhos
Carnes de porco fumadas
Enchidos


DOCES

Peixinhos de chila
Doce de ovos
Pão-de-ló
Pastéis
“Lamegos”


VINHOS

Branco e tinto de mesa
Espumantes naturais
Vinho do Porto



Bôla de Lamego na corrida às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa 11 Abr. 11
A Bôla de Lamego integra o conjunto de 70 pré-finalistas na eleição das 7 Maravilhas da Gastronomia, uma primeira selecção entre 433 candidaturas de pratos de todo o país assegurada por um painel de 70 especialistas.

A concorrer na categoria de Entradas, a Bôla de Lamego compete directamente com a Alheira de Mirandela, o Queijo da Serra da Estrela, o Bolo do Caco, os Espargos com Ovos, as Lapas da Madeira, a Muxama de Atum, o Pastel de Bacalhau, os Pezinhos de Coentrada e o Presunto de Barrancos.

A passagem da Bôla de Lamego para o grupo dos 10 pré-finalistas de Entradas enche de orgulho a Câmara Municipal de Lamego, entidade responsável pela respectiva candidatura, uma vez que vai potenciar a promoção de um dos produtos gastronómicos mais genuínos do concelho.

Fiel a uma receita muito antiga e recheada ao gosto de cada um, as bôlas de presunto, bacalhau, frango, sardinha, salpicão, vinha-d’alhos ou de outros ingredientes, deliciam o paladar dos consumidores.

A região do país com mais eleitos na lista de pré-finalistas é o Alentejo, com 12 pratos. A próxima fase na corrida às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa decorre ainda durante o mês de Abril, em que um painel de 21 personalidades notáveis elege a short list de 21 finalistas, apresentada para votação pública a 7 de Maio de 2011.

Em seguida, o público pode votar, até ao próximo dia 7 de Setembro, por SMS, chamada telefónica, Internet e Facebook. As 7 Maravilhas serão reveladas a 10 de Setembro, em Santarém, numa cerimónia a transmitir em directo pela RTP.

Tendo em conta a oferta culinária duriense, a Bôla de Lamego assume-se como uma das iguarias mais genuínas e distintas do Portugal gastronómico.

Neste sentido, a convite da Câmara Municipal, mais de uma dezena de produtores locais têm participado na Feira da Bôla, um certame que este ano terá a sua terceira edição e que decorre na principal “sala de visitas” da cidade, a Av. Dr. Alfredo de Sousa. Este evento, visa, segundo a autarquia, reforçar a estratégia de valorização dos produtos tradicionais endógenos e projectar Lamego como destino turístico.

Natural do concelho de Lamego, Evaristo Pereira Cardoso, formador na área da restauração e cozinha e hoteleiro, integrou o painel de 70 especialistas que elegeram os 70 pratos pré-finalistas, dos quais a Bôla de Lamego faz parte.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Oração a São Brás contra males de garganta

Oração a São Brás contra males de garganta Sinal da Cruz. S. Brás, que entregastes o Vosso espírito a Deus, em holocausto pela Vossa fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e que no momento de morrerdes suplicado ainda extraístes uma espinha, atravessada na garganta de um inocente menino, eu Vos saúdo. Fazer o sinal da cruz sobre a garganta. S. Brás, virtuoso, S. Brás, meu amigo, S. Brás, milagroso, Estando comigo, Fazer o sinal da cruz sobre a garganta. A doença ele espanta, O mal vai tirar, A minha garganta S. Brás vai sarar. Fazer o sinal da cruz sobre a garganta. Anginas doridas Ou inflamação São logo vencidas Por esta oração. Fazer o sinal da cruz sobre a garganta. Oremos Por intercessão e merecimento do Bem-aventurado S. Brás, conceda-me Deus a cura deste mal de garganta. Assim seja. Rezar um Pai Nosso e uma Avé Maria.

Composições Líricase Mágicas e Religiosas: Orações e Responsos

Sabedoria Popular (Contado por pessoas idosas)
Encomendar as almas por as penas do pergatório
Encomendava-se as almas às 9 horas da noite no tempo da Quaresma. Alerta, alerta, a vida é curta, a morte é certa. Irmãos meus e filhos do Nosso Senhor Jesus Cristo, rezai um padre-nosso c’uã Ave- Maria pelas almas que estão nas penas do pergatório, quem puder, será por o divino amor de Deus. Cantar nove vezes e em seguida dizer a Salve-Rainha.



As doze palavras ditas e retornadas

- Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-te a primeira: a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por mim, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as duas: as duas são-nas duas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira, casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por mim, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as três: as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as quatro: as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as cinco: as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as seis: as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as chete: os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as oito: as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são- nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as nobe: nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não. - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as dez: os dez são-nos dez mandamentos; os nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não. - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as onze: as onze são-nas onze mil birges; os dez são-nos dez mandamentos; os nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são- nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Digo-t’as doze: as doze são-nos doze apóstolos; as onze são-nas onze mil birges; os dez são-nos dez mandamentos; os nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen. - Custódio, amigo meu! - Questódio sim, amigo teu não! - Diz-me as doze palavras ditas e retornadas. - Doze raios tem-no chol, doze raios, tem-na lua. Abenta daqui diabo, qu’esta alma não é tua! Doze raios tem-no chol, doze raios, tem-na lua. Abenta daqui diabo, qu’esta alma não é tua! Doze raios tem-no chol, doze raios, tem-na lua. Abenta daqui diabo, qu’esta alma não é tua!

Salve-Rainha
Ó salbé-rainha, Ó bida deçura, Ó esperança à nossa, Salvai a minh’alma, Qu’ela já é vossa. Qu’ela já é vossa e vossa, Ou há-de ser, Salbai a minh’alma Cando eu morrer. Cando eu morrer, Cando acabar, Salbai a minh’alma, Lobai’à bom lugar.


Salve-Rainha pequenina

Onde bais, ó Birge, que bais tão alegri? Lebas teu menino albinho de nebe, Albinho de nebe com’à nebe pura, Lebas teu menino, ó Salve-Rainha, ó vida deçura. Salbai a minh’alma qu’ela já é bossa, Ela já é bossa e sempre o há-de ser. Salbai a minh’alma, cando eu morrer. Cando eu morrer, cando acabar, Lebai a minh’alma p’ra um bom lugar. Para um bom lugar, lá no paraíso, Lá no paraíso nos dê juízo Canto hei-de dar àquele Senhor que nos há-de julgar.


Padre-nosso pequenino
Padre-nosso pequenino Pelo monte vai rijinho, Com as chaves do paraíso. Quem lhas deu, quem lhas daria? Foi S. Pedro e Stª Maria. Deus no monte, Deus na ponte Nunca o demo nos encontre, Nem de noite nem de dia, Nem à hora do mei-dia. Já os galos cantam, Canto aos anjos s’alebantam. Santas belas cruz, Para sempre, ámen, Jesus.


A Santa Bárbara
Santa Bárbela se bestiu e se calçou, Ó caminho se deitou, Jesus Cristo encontrou, Jesus Cristo lhe perguntou: - Bárbela, onde bais? - Vou ó céu, onde nosso Senhor estais. - Mas, Bárbara bendita, que lá estão os trobões armados, Bot’ós p’ra onde não haja pão nem binho, Nem bafo de menino! - Ambos três ficará minh’alma agradeço ao Senhor, Meus peitos põe alegres, meu divino Salbador. - Vai, Bárbela bendita, Que no céu está escrita, Com papel e água benta Nos libre desta tormenta.


A Maria José Oração a Jesus Maria José, Salbai a minh’alma, Qu’ela Vossa é. Ela é e há-de ser, Quero amar-Bos até morrer. Pela vossa Conceição, ó Maria Imaculada, tornai bem o meu corpo, minh’alma santifiquem.


Ao anjo da guarda
Anjos da guarda, Minha companhia, Guardai a minha alma De noite e de dia.


De peregrinos
Lebantei-me de madrugada E ó cantar do perdigão, Encontrei Nossa Senhora C’um ramo d’oiro na mão. Eu pedi-lhe um bocadinho, E ela me disse que não. Eu tornei-lho a pedir, E ela me deu seu cordão. Cordão que dava nobe voltas Ó redor do coração, Faltava mais uma volta P’ra chegar do céu ao chão. Ó meu padre Santo António, Desatai-me esse cordão, Que me deu Nossa Senhora Na manhã do S. João. São João estava à porta Com a sua capa revolta, Preguntando ó menino Se sabia oração. Oração de peregrino Quando Deus era menino, Ele andava pelo mundo, Com o seu sangue a pingar. Trate, trate, Madalena, Não o hajes d’io alimpar, Qu’isto são-nas cinco chagas Que Deus tem para nos dar.


Ao deitar
Com Deus Nosso Senhor me deito, Com Deus Nosso Senhor me lebanto, Com a graça do Senhor e do divino Espírito Santo. O Senhor me cubra com o seu manto. Se eu co’ ele bem coberto for, Não terei medo nem pavor, Nem às coisas que más forem. A minha alma entrego-a ao Senhor. Se eu dormir, acordai-me, Se eu morrer, alemiai-me, Com as três velas brancas da Santíssima Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo, Três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro. Pai-nosso… Nesta cama me vou deitar, Para dormir e descansar. S’a morte me vier buscar, E não lhe puder falar, Agarrarei-me aos cravos, Encostarei-me à cruz, Entregarei a minha alma, Ao meu bom Jesus.


De manhã
Anjo da minha guarda, Meu celeste companheiro, Não me desampareis Pelas minhas grandes ingratidões, Defendei-me de todos os meus inimigos, Ilustrai-me com santas inspirações Para que eu não seja mais ingrato. Ó meu Deus, que me criou, Ó glorioso protector Santo António, De quem tenho o mesmo nome, Pois o céu vos concedeu por mim especial protector, Rogai por mim a Deus para que eu possa servi-Lo na terra, Como vós servistes no céu! Ámen. Pai nosso… Oração em forma narrativa O mês de Março tem trinta e um dias. Eu me quero assoldadar co’ a birgem Maria. Assoldadada que vos peço salbação p’rá minha alma, remédio p’rá minha bida, por isso vos rezamos trinta e uma Ave-Marias (reza-se trinta e uma ave-marias). No dia vinte e cinco de Março era o dia de Nossa Senhora (antigamente era dia santo). Benzer-se cem vezes e cem Ave-Marias. No dia de Nossa Senhora de Março cem Ave-Marias rezei, cem vezes m’incruzei, cem na véspera, cem no dia co’ a graça de Deus da Birgem Maria (rezar uma Ave Maria e benzer-se.


Responso a Santo António
– pelas coisas perdidas Se milagre desejais, Recorrei a Santo António. Vereis fugir o demónio, E as tentações infernais. Pela sua intercepção, Foge a peste, o erro e a morte. O fraco torna-se forte, E torna-se o enfermo são. Recupera-se o perdido, Rompe-se a dura prisão. E no auge do furacão, Cede o mar embravecido. Todos os males humanos, Se moderam, se retiram. Digam-no aqueles que o viram, E digam-no os paduanos. Glória ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo, rogai por nós bem-aventurado António, para que sejamos dignos das promessas de Cristo, Ámen. Santo António se bestiu e se calçou, Suas benditas mãos labou, Ao caminho se deitou. Jesus Cristo encontrou, Jesus Cristo lhe perguntou: - António, p’ra onde vais? - Senhor, eu vou ao céu. - Ao céu não irás, Na terra ficarás, Quantos males houver, todos curarás, Quantas coisas se perderem, a todas acharás, Quantas missas se rezarem, a todas assistirás. Milagroso padre Santo António, Prende aquilo que eu perdi.


Bênção do pão
Cresça o pão no forno E à debina graça por o mundo todo. Um padre-nosso pelas almas. Depois de amassar o pão, fazia-se uma cruz e dizia-se: São Vicente t’acrescente, Santa Marinha te traga depressinha. Depois de meter o pão no forno, dizia-se: Cresça o pão no forno e a graça de Deus por o mundo todo. Ou Cresça o pão no forno e as bentas ó carolo.





Composições Líricas Mágicas e Religiosas:


Ensalmos Para cortar o coixo
Coixo, coixinho, coixão, Aranha, aranhão, Sapo, sapão, Bustigo, bustigão, Sagarto, sagartão, Bicho de toda a nação, Eu te corto a cabeça e o rabo e coração. Em loubor de Stª Maria, Um Padre-Nosso c’um’Ave-Maria. Eu te corto com a faca do meu pão, Sapo sapão, Aranha aranhão, Cobra cobrão, Todo o bicho qu’anda de rastos pelo chão. Eu te corto o rabo e à cabeça e o coração, Para que não cresças nem abeças, Mas antes qu’apodreças, Mirrado como um carbão. Em loubor de São Cibrão Qu’andes p’rá frente, p’ra diante não. Dá-se uma volta à faca por trás e depois ó fim reza-se um Padre-Nosso a São Cibrão. Eu te talho Coxo, coixão, Aranha, aranhão, Bicho de toda a nação. Em louvor de São Silvestre, Quanto faça, tudo preste, E de Nosso Senhor, Que é verdadeiro mestre. Em louvor de Deus e da Virgem Maria, Um Padre-nosso c’uma Ave-Maria.



Cortar o bicho
Sapo, sapão, Cobra, cobrão, Lagarto, lagartão, Todo o bicho da nação, Todo o bicho que anda de rasto pelo chão. Eu te talhe bem talhado bem recortado P’ela cabeça e p’lo rabo, Assim como era sagrado. Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria em louvor da Virgem Maria. Diz-se três vezes.


Cortar o ar
Eu te corto, ar, pragas, encanhos, feitiços, feitiçarias, males olhados de todo o que eu te possa fazer. Deus te fez E Deus te criou, Deus te tire o mal Qu’em ti entrou. Ar de vivo, Ar de morto, Ar escumungado, Sai deste corpo. Quando Deus era nascido, Este mal não era bisto. Morra o mal todo, Viva nosso Senhor Jesus Cristo. Assim como o sol nasce na serra e se põe no mar, Este mal donde beio parar, há-de tornar. Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria à Nossa Senhora em alíbio das almas do pergatório.


Cortar as dadas
Home bom me deu pousada, Mulher má me fez a cama Debaixo d’áuga sobre palha e sobre lama. Assim como é verdade, melhora-te mama. Um Padre-Nosso c’uma Ave-Maria.


Braço aberto


Em louvor de São Fortoso, Eu te coso. Torna a carne ao seu exposto, Se o deito com a linha torta. Em louvor de São Fortoso, Eu te coso.


Erguer a espinhela
Com a mão esquerda, segura-se o dedo polegar de uma das mãos do doente e, na parte superior do pulso, deita-se algumas gotas de azeite. Em seguida, faz-se deslizar o dedo polegar da mão direita sobre o azeite de forma a que o dedo indicador acompanhe o movimento na parte de baixo do pulso, exercendo um pouco de pressão nos dois dedos. Enquanto executa este movimento, vai dizendo as seguintes palavras: Tem-te espinhela, tem-te em ti, Assim como Jesus se teve em si. Continuando com o mesmo movimento, diz: Tem-te espinhela, tem-te no braço, Assim como Jesus se teve no passo. Continua dizendo: Tem-te espinhela, tem-te na veia, Assim como Jesus se teve na ceia. Em louvor de Deus e da Virgem Maria, Pai-Nosso e Ave-Maria.

Nota: Repete-se no outro braço do doente e pode fazer-se três, seis e nove dias seguidos.


Chumbar ares
Eu te talho Ar de vivo, Ar de morto, Ar de corruto, O teu mal seja desfeito Como o sal por o mar abaixo. Diz-se nove ou três vezes. Deita-se o chumbo à água e faz figuras e depois torna-se a derreter e diz-se estas palavras.



Cortar o ar
Acende uma velinha põe na fonte duma pessoa ou dum animal e diz-se nove vezes: Deus te fez, Deus te criou, Deus te tire o mal qu’em ti entrou. Reza-se um Pai-nosso e uma Ave-Maria em louvor da Virgem Maria.


Cortar a zipla
Pedro e Paulo foi a Roma, Jesus Cristo encontrou: - Pedro e Paulo, donde vens? - Senhor, venho de Roma! - E que viste por lá? - Muita zipla e zipela E muita gente morre d’ela. - Pedro e Paulo vai atrás, vai curá-la! - Com quê, Senhor? -Com azeite virgem e folha de oliva. Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria Em louvor da Virgem Maria.



Coser o pé
Eu te coso, Carne aberta, Fio torto. Põe um panelo de água a ferver no chão, e põe o pé em cima dele e começa com uma agulha a coser no nobelo. Eu te coso, Carne aberta, Fio torto, Por isso mesmo é que eu te coso. Eu te coso, Carne aberta, Fio torto. Depois, despejam a água dentro de uma bacia e põe o panelo em cima da água. E, se for o pé aberto, a água entra toda para dentro do panelo, se for o pé fica lá.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lendas e Contos

Lendas

As lendas distinguem-se dos contos por perdurarem através dos tempos: e das fábulas, por terem sempre como principal personagem o “homem”.
Distinguem-se ainda dos contos e das fábulas por terem sempre uma base, ainda que frágil, de realidade.
São, geralmente, também mais precisas na determinação do tempo e do local onde os factos narrados se desenrolam.
A Idade Média (séc. XXII a XV) foi fértil na criação de lendas quer populares, quer épicas (de feitos heróicos), quer hagiográficas (relativas aos Santos).

Lenda ou verdade...
Nos tempos idos das guerras entre Mouros e Cristãos, viveu no Castelo de Lamego um Rei Mouro de nome Alboacém, pai de uma linda princesa de nome Ardínia. A sua beleza era tal que desde logo seduziu o capitão Tedon, quando um dia, disfarçado, veio a Lamego. Tedon era um cavaleiro cristão, bisneto do Rei de Leão, D. Ramiro II. O primeiro encontro entre Tedon e Ardínia acontece no laranjal do castelo numa bela noite de luar. Com o suceder dos disfarçados encontros, a paixão entre os dois jovens aumentou rapidamente. Um dia os jovens apaixonados decidem fugir para o convento de S. Pedro das Águias, onde o Abade Gelásio os casou. Porém o pai da princesa, ao sentir-se atraiçoado, procurou-a por toda a parte, vindo mais tarde a encontrá-la refugiada no tal convento. Sem dó nem piedade foi pessoalmente ao esconderijo da filha e ali mesmo a matou. Diz-se hoje que nos Invernos em que o Castelo se envolve em nevoeiro, a alma da princesa Ardínia paira sobre o mesmo...

O último combate do Castelo de Lamego
De difícil acesso, o castelo foi conquistado por Fernando Magno na madrugada de 29 de Novembro de 1057. A descrição das dificuldades na sua conquista estão bem patentes na crónica geral de Espanha, que fala na construção, propositadamente para esta tomada, de engenhos de madeira como catapultas e torres. Apanhados de surpresa, os mouros foram empurrados para dentro do Castelo, enquanto residentes morriam ou eram feitos prisioneiros. A rendição não tardou em aparecer e Fernando Magno mandou levantar a cruz que marcava o início de uma nova época para a cidade de Lamego.

As Mouras Encantadas do Castelo de Lamego
Já vai para 90 anos, quando o Sr. Joaquim de Sousa Macário, general de Brigada reformado, contava a Lamecenses uma história do Castelo de Lamego, que ouvira, na sua infância, a "uma criada velhinha". E, nessa altura, dizia o Sr. General: a lenda ia esquecendo à geração contemporânea.
Um Rei Mouro, muito antigo, levado por poderosa fada feiticeira, mandou abrir, secretamente, no bairro do castelo, três túneis para uma sala, cada qual com a sua porta fechada. Mais, fez afixar uma legenda à entrada destas portas. Numa estava escrito: "peste que pode matar gente até uma légua em volta "; Noutra: "tesouro de grande riqueza"; e, numa terceira: "encantamento". Mas, ficou também ali uma advertência: cuidado, que estão as legendas trocadas.
Este senhor do Castelo, um dia, receando ser morto pelo nosso Rei Dom Afonso Henriques, resolveu fugir, sem ver modo de levar consigo a suas 3 filhas "formosíssimas e jovens". Assim, pediu a uma fada feiticeira que o acompanhava, que as encantasse. Tomaram as três lindas mouras o bálsamo do encantamento, que lhes permitia "duração eterna", ficando guardadas "no dito subterrâneo aonde existem"... Também foi encerrado, noutro túnel, o tesouro real.
E lá se foi o rei mouro para os Algarves. Pensava voltar um dia, com a fada que lhe desencantaria as filhas, e haveria igualmente o tesouro escondido. Faleceu em Tavira. A fada que o acompanhou, também.
Continuam no bairro do Castelo as três princesas mouras... Quem as procura receia abrir por engano o túnel da peste, e todos têm desistido.
Com a "recuperação" da área do castelo para breve, espera-se encontrar o tesouro -- o que poderá valorizar muito a zona sob o ponto de vista turístico...
Quanto às mouras, se forem encontradas -- é que não parece possível desencantá-las, uma vez que fada do encantamento, como dissemos, faleceu no Algarve. O que foi lamentável a muitos títulos, não sendo o menos importante a continuação desta história.
Lenda de São Brás
São Brás viveu nos primórdios do Cristianismo (Século IV) e fez parte da sua vida no deserto em completo isolamento e oração. Do ermitério, onde não terá esquecido os seus estudos de medicina, foi chamado para desempenhar o cargo de Bispo na sua terra natal, Sebaste, cidade da Arménia que agora pertence à Turquia.

Antes de ser Bispo, foi médico; e assim como usou de bondade e compaixão para com os doentes mais pobres, também, como bispo, manifestou esses mesmos sentimentos, para com todo o seu povo.

Ao regressar à sua cidade para a nova missão, encontrou uma pobre mulher que lhe apresentou o filho, que tinha uma espinha entalada na garganta.

A criança estava já roxa e agonizante quando o santo se acercou dela. Pôs-lhe as mãos nas faces e garganta e, depois de umas orações, deu-se o milagre: a criança depressa recuperou o brilho dos olhos e acenou com gratidão a quem lhe fizera desaparecer o mortal padecimento.

São Brás foi martirizado por não prestar culto aos deuses pagãos.

Ao longo dos tempos, São Brás é invocado contra as doenças de garganta.

O seu culto espalhou-se desde muito cedo, por toda a parte, e muitas terras o têm como padroeiro, e muitas pessoas o seu nome.

Chegamos assim ao S. Brás que, a 3 de Fevereiro, se celebra e honra em Meijinhos na Igreja Paroquial, cumprindo-se ou fazendo-se novas promessas de tagarelas afónicas, gargantas desafinadas, rouquidões.

A sua festa liturgica celebra-se em 3 de Fevereiro, e, em Meijinhos são muitos os devotos que, ocorrem para o venerar e agradecer a Deus as graças, por seu intermédio, recebidas.

Depois é a festa, a procissão, os foguetes e a música.

Note-se que apesar de esta ser a maior festa da nossa freguesia, o padroeira é a Nossa Senhora Da Piedade.

A Festa do S.Brás passou a ser feita no Domingo a seguir ao dia 3 de Fevereiro


»» Lenda do Galo de Barcelos ««

Os Habitantes do Burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não ter descoberto o autor.
Certo dia, apareceu um Galego que se tornou de imediato suspeito do dito crime, visto que ainda não tinha sido encontrado o criminoso.
As autoridades condais resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse para Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa como era tradição na época, e fosse devoto fiel de S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o havia condenado a tal destino. A autorização foi-lhe concedida, e levaram-no à presença do dito magistrado, que nesse momento se deleitava e banqueteava com os amigos.
O galego reafirmou a sua inocência, e perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que se encontrava no centro de uma grande mesa, exclamando:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Perante gargalhadas e risos, não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo.
O que parecia impossível aconteceu.
Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo ergueu-se na mesa e cantou!
Após tal acontecimento mais ninguém duvidava da inocência do Peregrino
O Juiz correu à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento.
O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer um Monumento em Louvor à Virgem e a Santiago.
»» A Lenda do Frade e do Passarinho ««

Em tempos muito afastados aconteceu de um frade, enquanto rezava o ofício no côro, ter a sua atenção despertada pelo seguinte versículo da Salmódia: «Mil anos à vista de Deus são como o dia de ontem que já passou». Não entendia o frade o significado, pelo que, no fim orou com mais fervor a Deus para que lhe fizesse entender.
Saindo do côro e ao passar no claustro do convento, ouviu o canto de um passarinho que o fez parar.
Em breve aquela avezinha se mudou, pelo que o monge a seguiu na esperança de a poder ouvir por mais um tempo, o seus aprazíveis cantos. Já um pouco afastado, perdeu de vista a ave que o encantara, facto que lhe causou muita tristeza e exclamou:
- Oh!, passarinho da minha alma, que tão belo e tão breve foi o teu cantar!
Em seguida regressou ao convento, porém reparou que a porta já não era no mesmo sítio. Achou tudo demasiado diferente e, ao bater, até o guardião do convento lhe parecia extremamente diferente:
- Quem bate e o que deseja, perguntou-lhe o Guardião?
- Um irmão e humilde frade deste convento. - responde o Frade.
- Como, se cá não falta ninguém? - respondeu o guardião
- Falta sim ainda à nadinha saí no encalço de um passarinho, cujo o canto eu quis ouvir. Segui-o até à orla da mata e, tão logo se calou, me tornei ao convento. Como pois não me conheceis?! É verdade também não vos conheço!!
Foi o porteiro chamar o D. Abade a quem narrara, intrigado o caso. Este não se surpreendeu menos e postos a desvendar o mistério, consultando livros e registos, deles constava o desaparecimento de um frade, mas sobre o qual já haviam passado 300 anos. Nunca mais dele houvera rastos ou noticias.
Foi então que por mais diligências, concluíram, ter sido aquele para quem miraculosamente trezentos anos se passaram num momento. Assim ele compreendeu que para Deus não há diferença de tempo.

»» A Lenda do Milagre das Cruzes ««

O povo fez aparecer, no local da aparição, uma ermida em honra do senhor da Cruz às costas, venerado numa imagem que um mercador destas terras trouxe de Flandres. A lenda entretanto explica de outro modo a presença da imagem. Segundo a tradição o Senhor da Cruz era irmão dos Senhores de Matosinhos e de Fão os quais teriam sido lançados à água em terras distantes. A corrente tê-los-ia lançado um à praia de Matosinhos, outro à de Fão e o terceiro teria subido o Cávado de onde teria sido recolhido por almas piedosas que o levaram até Barcelos, dando-lhe aconchego na ermida do Senhor da Cruz, de onde nunca mais foi demovido

»» Lenda do Vinho ««

Há muitos milhares de anos, um homem que passou a vida na Grécia, quando se sentiu velho regressou á sua Pátria, a Itália, e resolveu levar com ele uma linda videirinha, pois não se lembrava de, na sua infância, ter visto tal planta na sua terra natal.
Como não tinha vaso para a transportar, utilizou o que tinha à mão, um osso de galo. Esvaziou-o e meteu dentro as suas raízes com um pouco de terra.
Ora como se deslocava a pé, levou muito tempo a fazer a viagem e a videira cresceu. Não teve outro remédio senão mudá-las para um osso de leão que encontrou pelo caminho.
Mas com a planta continuasse a crescer, Dionísio, assim se chamava o viajante, que teve a sorte de deparar com um osso de burro, para lá mudou a plantinha.
Consta que daquela videira se fizeram muitas outras, e por ela ter crescido em estranhos “vasos”, quem bebe pouco vinho, fica alegre como o galo; quem bebe mais, fica forte como um leão, Castanhas e vinho e quem muito abusa do vinho, perde as ideias e fica mesmo estúpido como um burro

Lendas

As lendas distinguem-se dos contos por perdurarem através dos tempos: e das fábulas, por terem sempre como principal personagem o “homem”.
Distinguem-se ainda dos contos e das fábulas por terem sempre uma base, ainda que frágil, de realidade.
São, geralmente, também mais precisas na determinação do tempo e do local onde os factos narrados se desenrolam.
A Idade Média (séc. XXII a XV) foi fértil na criação de lendas quer populares, quer épicas (de feitos heróicos), quer hagiográficas (relativas aos Santos).

»» Lenda do Galo de Barcelos ««

Os Habitantes do Burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não ter descoberto o autor.
Certo dia, apareceu um Galego que se tornou de imediato suspeito do dito crime, visto que ainda não tinha sido encontrado o criminoso.
As autoridades condais resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse para Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa como era tradição na época, e fosse devoto fiel de S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso foi condenado à forca.
Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o havia condenado a tal destino. A autorização foi-lhe concedida, e levaram-no à presença do dito magistrado, que nesse momento se deleitava e banqueteava com os amigos.
O galego reafirmou a sua inocência, e perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que se encontrava no centro de uma grande mesa, exclamando:
- É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
Perante gargalhadas e risos, não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo.
O que parecia impossível aconteceu.
Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo ergueu-se na mesa e cantou!
Após tal acontecimento mais ninguém duvidava da inocência do Peregrino
O Juiz correu à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento.
O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer um Monumento em Louvor à Virgem e a Santiago.
»» A Lenda do Frade e do Passarinho ««

Em tempos muito afastados aconteceu de um frade, enquanto rezava o ofício no côro, ter a sua atenção despertada pelo seguinte versículo da Salmódia: «Mil anos à vista de Deus são como o dia de ontem que já passou». Não entendia o frade o significado, pelo que, no fim orou com mais fervor a Deus para que lhe fizesse entender.
Saindo do côro e ao passar no claustro do convento, ouviu o canto de um passarinho que o fez parar.
Em breve aquela avezinha se mudou, pelo que o monge a seguiu na esperança de a poder ouvir por mais um tempo, o seus aprazíveis cantos. Já um pouco afastado, perdeu de vista a ave que o encantara, facto que lhe causou muita tristeza e exclamou:
- Oh!, passarinho da minha alma, que tão belo e tão breve foi o teu cantar!
Em seguida regressou ao convento, porém reparou que a porta já não era no mesmo sítio. Achou tudo demasiado diferente e, ao bater, até o guardião do convento lhe parecia extremamente diferente:
- Quem bate e o que deseja, perguntou-lhe o Guardião?
- Um irmão e humilde frade deste convento. - responde o Frade.
- Como, se cá não falta ninguém? - respondeu o guardião
- Falta sim ainda à nadinha saí no encalço de um passarinho, cujo o canto eu quis ouvir. Segui-o até à orla da mata e, tão logo se calou, me tornei ao convento. Como pois não me conheceis?! É verdade também não vos conheço!!
Foi o porteiro chamar o D. Abade a quem narrara, intrigado o caso. Este não se surpreendeu menos e postos a desvendar o mistério, consultando livros e registos, deles constava o desaparecimento de um frade, mas sobre o qual já haviam passado 300 anos. Nunca mais dele houvera rastos ou noticias.
Foi então que por mais diligências, concluíram, ter sido aquele para quem miraculosamente trezentos anos se passaram num momento. Assim ele compreendeu que para Deus não há diferença de tempo.

»» A Lenda do Milagre das Cruzes ««

O povo fez aparecer, no local da aparição, uma ermida em honra do senhor da Cruz às costas, venerado numa imagem que um mercador destas terras trouxe de Flandres. A lenda entretanto explica de outro modo a presença da imagem. Segundo a tradição o Senhor da Cruz era irmão dos Senhores de Matosinhos e de Fão os quais teriam sido lançados à água em terras distantes. A corrente tê-los-ia lançado um à praia de Matosinhos, outro à de Fão e o terceiro teria subido o Cávado de onde teria sido recolhido por almas piedosas que o levaram até Barcelos, dando-lhe aconchego na ermida do Senhor da Cruz, de onde nunca mais foi demovido

»» Lenda do Vinho ««

Há muitos milhares de anos, um homem que passou a vida na Grécia, quando se sentiu velho regressou á sua Pátria, a Itália, e resolveu levar com ele uma linda videirinha, pois não se lembrava de, na sua infância, ter visto tal planta na sua terra natal.
Como não tinha vaso para a transportar, utilizou o que tinha à mão, um osso de galo. Esvaziou-o e meteu dentro as suas raízes com um pouco de terra.
Ora como se deslocava a pé, levou muito tempo a fazer a viagem e a videira cresceu. Não teve outro remédio senão mudá-las para um osso de leão que encontrou pelo caminho.
Mas com a planta continuasse a crescer, Dionísio, assim se chamava o viajante, que teve a sorte de deparar com um osso de burro, para lá mudou a plantinha.
Consta que daquela videira se fizeram muitas outras, e por ela ter crescido em estranhos “vasos”, quem bebe pouco vinho, fica alegre como o galo; quem bebe mais, fica forte como um leão, Castanhas e vinho e quem muito abusa do vinho, perde as ideias e fica mesmo estúpido como um burro

A Padeira de Aljubarrota
Brites de Almeida não foi uma mulher vulgar. Era feia, grande, com os cabelos crespos e muito, muito forte. Não se enquadrava nos típicos padrões femininos e tinha um comportamento masculino, o que se reflectiu nas profissões que teve ao longo da vida. Nasceu em Faro, de família pobre e humilde e em criança preferia mais vagabundear e andar à pancada que ajudar os pais na taberna de donde estes tiravam o sustento diário. Aos vinte anos ficou órfã, vendeu os poucos bens que herdou e meteu-se ao caminho, andando de lugar em lugar e convivendo com todo o tipo de gente. Aprendeu a manejar a espada e o pau com tal mestria que depressa alcançou fama de valente. Apesar da sua temível reputação houve um soldado que, encantado com as suas proezas, a procurou e lhe propôs casamento. Ela, que não estava interessada em perder a sua independência, impôs-lhe a condição de lutarem antes do casamento. Como resultado, o soldado ficou ferido de morte e Brites fugiu de barco para Castela com medo da justiça. Mas o destino quis que o barco fosse capturado por piratas mouros e Brites foi vendida como escrava. Com a ajuda de dois outros escravos portugueses conseguiu fugir para Portugal numa embarcação que, apanhada por uma tempestade, veio dar à praia da Ericeira. Procurada ainda pela justiça, Brites cortou os cabelos, disfarçou-se de homem e tornou-se almocreve. Um dia, cansada daquela vida, aceitou o trabalho de padeira em Aljubarrota e casou-se com um honesto lavrador..., provavelmente tão forte quanto ela.

O dia 14 de Agosto de 1385 amanheceu com os primeiros clamores da batalha de Aljubarrota e Brites não conseguiu resistir ao apelo da sua natureza. Pegou na primeira arma que achou e juntou-se ao exército português que naquele dia derrotou o invasor castelhano. Chegando a casa cansada mas satisfeita, despertou-a um estranho ruído: dentro do forno estavam sete castelhanos escondidos. Brites pegou na sua pá de padeira e matou-os logo ali. Tomada de zelo nacionalista, liderou um grupo de mulheres que perseguiram os fugitivos castelhanos que ainda se escondiam pelas redondezas. Conta a história que Brites acabou os seus dias em paz junto do seu lavrador mas a memória dos seus feitos heróicos ficou para sempre como símbolo da independência de Portugal. A pá foi religiosamente guardada como estandarte de Aljubarrota por muitos séculos, fazendo parte da procissão do 14 de Agosto.


O Monstro de Aljubarrota
No dia 14 de Agosto de 1385 estavam os exércitos português e castelhano frente a frente, naquela que seria conhecida para sempre como a batalha de Aljubarrota. Eram cerca de 22 000 castelhanos contra 7 000 portugueses, mas, apesar da desproporção de forças, os espanhóis hesitavam em atacar, impressionados pela serenidade mística dos portugueses. Assim ficaram durante horas, mas por fim os castelhanos avançaram e a luta foi renhida, não conseguindo o invasor atingir a estratégica defesa portuguesa. Desesperados e tendo conhecimento da existência de uma grande fera nas imediações do terreno, os castelhanos decidiram procurar a besta infernal para que esta os auxiliasse. Neste grupo de busca encontrava-se um reputado bruxo castelhano que capturaria o monstro através das suas artes mágicas. Após ter sido hipnotizado pelo bruxo, o monstro concordou em ajudar os castelhanos. Colocado em frente do exército português, livrou-o o bruxo da sua influência para que pudesse recuperar o seu carácter violento e devorar os portugueses. O monstro temível avançou e começou a desfazer os soldados que estavam à sua frente, assustando até D. João I que se lembrou de invocar a ajuda do seu patrono S. Jorge e da Virgem Maria, com toda a fé que tinha. Segundo a lenda, S. Jorge desceu dos céus montado no seu cavalo e rodeado por uma bola de fogo, lançando-se com a sua lança sobre a terrível fera. Depois de vencer o monstro, S. Jorge virou-se contra o exército inimigo desbaratando as sua fileiras e ajudando os portugueses a alcançar a vitória. D. João I mandou edificar uma ermida onde foi colocada a imagem de S. Jorge montado no seu cavalo, matando o monstro com a sua lança.

O Milagre das Rosas
Era uma vez ... vivia o Rei D. Dinis com a Rainha Santa Isabel, no Castelo de Leiria.
A Rainha tinha mandado fazer a igreja de Nossa Senhora da Penha, lá no Castelo, onde moravam, na qual trabalhavam muitos alvanéis.
Santa Isabel, que era muito caridosa e dava muitas esmolas aos pobres, o que às vezes contrariava o Rei, que era bom administrador do reino e da sua fazenda, tanto mais que as esmolas da sua mulher eram grandes e repetitivas.
Um dia, levava a Rainha, numa abada do seu manto, grande quantidade de pães para distribuir pelos mais pobres, quando lhe apareceu, de surpresa, seu marido e Rei, que conhecendo demasiado bem o espírito de bem–fazer da Rainha e calculando o que ela levava na aba do seu manto, lhe perguntou:
“Que levais aí, Senhora?”
Ao que a Rainha Santa lhe responde:
“Rosas, Senhor!”
E a Santa Rainha abrindo o manto em que levava os pães destinados aos pobres, deixou-os cair já transformadas em lindas rosas, frescas e viçosas.
O Rei seguiu seu caminho, sorrindo contente e a Rainha ficou mais contente ainda.
PASTORINHA DO ARRABAL
Era uma vez ... em tempos muito antigos, estava uma menina a pastorear o seu rebanho de algumas cabras.
Era um dia de canícula pesada, um daqueles dias em que a própria camisa é roupa demais para se trazer vestida.
E a menina pastora tinha sede. Tinha muita sede e, como não tinha ali água para se dessedentar, nem havia fonte próxima, a pequenina pastora chorava.
Chorava com sede e ninguém lhe acudia.
Eis se não quando uma fada muito branca, envolta em uma nuvem ainda mais branca, se aproximou da pastorinha que chorava e lhe perguntou:
“Que tens tu, pastorinha, para chorares tanto?”
“Choro porque tenho sede, muita sede, e aqui não há água para beber.”
“E porque não vais a tua casa beber água?”
“Não vou a minha casa beber água porque o meu pai bate-me, como já me tem batido de outras vezes por eu ir a casa. Ele não quer que eu deixe o gado sozinho.”
“Então vai a casa – lhe diz a fada – e leva as cabrinhas à tua frente. Lá bebes água e voltas ao pascigo.”
“O meu pai só quer que eu saia com o gado de manhãzinha, que traga a merenda e que regresse pouco antes do lusco–fusco. E, se assim não fizer, o meu pai bate-me.”
“Então, olha! Lhe disse a fada. Levanta aquela pedra, que ali está, e lá encontrarás água para beber.”
A pastorinha que tinha muita sede e que chorava por não ter água para beber, foi levantar a pedra, como lhe tinha mandado a boa fada, e lá encontrou água muito fresca, pura e cristalina, que a menina pastora bebeu, até ficar saciada. E a pastorinha deixou de chorar, e, já sorridente, olhou, com alegria, as suas cabrinhas a pastar sob o sol tórrido daquele dia de Verão.
E voltando o seu olhar agradecido para a boa fada que lhe matara a sede, já não a viu. Nunca mais a viu, mas também nunca mais a esqueceu.

A Senhora da Lapa
Diz a lenda que a imagem de Nossa Senhora da Lapa apareceu num penedo de difícil acesso, na Beira Alta. Os devotos construíram-lhe um templo num local mais acessível, mas a imagem da Senhora fugia para o seu penedo sempre que a punham na nova capela. Este facto insólito ocorreu tantas vezes que os devotos fizeram a vontade à Virgem e construíram-lhe uma capela no penedo. E a Senhora da Lapa lá está hoje, num sítio em que para a ver o crente tem de entrar de lado, por mais magro que seja. Curiosamente, o crente mais gordo de lado entra sempre. Um dos milagres atribuídos a esta Senhora é o que ocorreu com um caminhante que, adormecendo junto à capela, entrou-lhe na boca entreaberta uma cobra. Aflito, o homem acordou e imediatamente invocou no seu pensamento a Senhora da Lapa. Conta a lenda que a cobra imediatamente virou a cabeça para fora da boca, sendo depois apanhada e morta.
LENDA DA SERRA DA ESTRELA
Há muitos anos havia um pastor que todas as noites se encontrava com uma estrela no alto da serra.
Um certo dia chegou aos ouvidos do Rei que o pastor falava com essa estrela e o Rei mandou chamar o pastor e propôs-lhe que trocasse a sua estrela por uma grande riqueza.
O pastor disse-lhe que não trocaria a sua amiga, e que antes queria continuar a ser pobre do que perder a sua querida estrela.
O pastor voltou à sua cabana no alto da serra e ouviu a estrela dizer que já sentia receio do pastor se entusiasmar pelo dinheiro e deixar a estrela ir para as mãos do poderoso Rei.
O pastor disse-lhe que vale mais uma amiga do que muito dinheiro e disse-lhe também com voz de profeta que daí em diante aquela serra se chamaria "Serra da Estrela".
E até agora diz-se que no alto da serra há uma estrela que brilha de maneira diferente, ainda à procura do velho pastor.

terça-feira, 8 de março de 2011

COMUNICADO A TODOS OS MEIJINHENSES

os videos já se encontram disponivéis para todos,se gostarem façam a vossa encomenda do dvd.


Nota:
aceitam-se colaboradores para melhor servir os Meijinhenses,aceitam-se fotos,videos ou outras coisas, é so deixarem mensagem ou enviar um meil para :  meijinhos1@hotmail.com
Abraço para todos
João

sábado, 5 de março de 2011

História e Antiguidades de Meijinhos

Esta história, foi me dada por um habitante da Freguesia de Meijinhos, e que já faleceu, quero desde já lhe fazer uma Omenagem como meu amigo que era e como um bom homem para todos os Meijinhenses. Obrigado Senhor Filipe Moura por esta Relíquia que me ofereceu que hoje partilho com todos os Meijinhenses.
Para ampliar a imagem,deve clicar na imagem que amplia de modo a que posso ler em boas condições

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Meijinhos em festa




Visite meijinhos 2011-filme de fotos de Miguel





Videos da festa de Meijinhos 2011
Depois de me ser pedido por o autor dos filmes que são do Miguel,vão ser recolocados e serão abertos para todos,mas por favor acabem com as bocas foleiras e agradeçam a quem fez os videos,e já agora se alguem quizer o dvd,pode contatar o Miguel ou fazer o pedido por aqui no chat.
Obrigado Miguel



aqui ficam os contatos para o pedido do dvd:
DVD da festa de São Brás 2011 DVD 10 Euros mais despesas de envio pedidos de DVD a: n_fernandes@bluewin.ch Em Breve tambem disponivel em Meijinhos Junto de Samuel Fernandes Não esquecer nome e direção
http://www.facebook.com/group.php?gid=121728454549041
lembro a todos, que esta quantia reverte para o s.bras de 2012 e não é negocio nenhun de proveito ok,espero que compeendam,obrigado


Noitada da festa em Meijinhos 4.02.2011




Filme de fotos de Sexta Feira da festa de São Brás em Meijinhos 2011




Porco assado no espeto eo grupo é Só Saúde na festa de São Brás em ...




filme de fotos de Domingo da festa de São Brás em Meijinhos 2011




Grupo Medkave na festa de São Brás em Meijinhos 2011




filme de fotos de Sabado da festa de São Brás em Meijinhos 2011




Meijinhos uma aldeia a visitar




Cantares ao desafio com Augusto Canário na festa de São Brás em Meijinhos 2011




Despedida da Festa de São Brás em Meijinhos 2011 com o grupo Seraivinhas




Despedida da Banda Filarmónica de Lalim da Festa de São Brás em Meijinhos 2011




Fogo de artificio de Meijinhos na Festa do São Brás 2011




Procissão do São Brás em Meijinhos 2011

IGREJA DE MEIJINHOS- LAMEGO.MONUMENTO NACIONAL

assar o porco na festa do s.bras em meijinhos

tres promessas de concertina na noitada do s.bras em meijinhos

procissão do s.bras em meijinhos 2010

fogo de artificio em meijinhos festa do s.bras 2010

grupo de concertinas na noite do s.bras 2010

grupo de concertinas no s.bras 2010-parte-2

uskadkasa,grande grupo de baile na festa do s.bras em meijinhos

uskadkasa na festa do s.bras em meijinhos 2010

uskadkasa num grande espectaculo em meijinhos 2010

uskadkasa,grande baile na festa do s.bras em meijinhos 2010

USKADKAZA-1.radio luso