Freguesia de Meijinhos, Pertence ao Conselho de Lamego e Distrito de Viseu, com 2,74 km² de área e cerca de 115 habitantes Densidade: 38,0 hab/km². Distaciada a cerca de dez quilómetros de Lamego.É uma aldeia muito antiga, e referenciada nas Inquirições de D. Afonso III em 1258 como reguengo. Em Fevereiro,grande Festa de convivio. Festa em Honra do S.Brás, onde se tem sempre boa musica e porco assado para todos.VISITE.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Crendices e Superstições
Descrevemos agora algumas crendices e superstições que vigoram em Meijinhos.
• “A criança não se deve colocar em frente do espelho, porque atrasa a fala e dá cabo da vista”;
• “Para que os dentes cresçam bem atiram-se, quando se arrancam para cima da pilheira ou para trás das costas, dizendo-se:
Dentinho, dentão
Vai-te para que nasça outro são”;
• “A pessoa enquanto não for baptizada não deve entrar na igreja”;
• “Os padrinhos do Baptismo têm que ser escolhidos antes de nascer a criança e devem ser os primeiros a saber da gravidez”;
• “As grávidas não devem trazer chaves ou qualquer outro objecto ao peito porque esses objectos podem aparecer no corpo do bebé”;
• “Quando sem razão aparente, alguma pessoa tem as orelhas muito vermelhas e quentes, é sinal de que alguém está a falar dela: é falar bem, se a orelha é a direita; mal se é a esquerda”;
• “Antes de colocarem o pão no forno era feita uma cruz, para que o pão crescesse e dizia-se ao mesmo tempo Deus te acrescente”;
• “Cura-se a dor dos ouvidos com leite quente de uma mulher que amamente”;
• “O desorelhado ou tresorelho cura-se com uma queixada do porco”;
• “Na Quinta feira Santa da parte da tarde, não se pode estender roupa a secar porque aparece com gotas de sangue”;
• Na Sexta feira Santa as mulheres não se penteiam porque estão a arrepelar Nosso Senhor”.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Novas Anedotas em 'Todas as categorias
o monstro pergunta à monstra:
-queres fazer monstrinhos?
ela responde:
-nao to com a monstrubação!
2.- PAPAS
Como se comprimentam 2 papas?
-Não se comprimentam só existe 1:)
3.- Detalhe
Olha o que diz o Jornal:
"Um homem trocou a mulher por um cavalo" - tu não fazias isso pois não ???
- Não. Preferia um automóvel.
4.- Detalhe
- A minha primeira mulher morreu por ter comido cogumelos venenosos,
coitadinha...
- Oh, que horror! E a segunda?
- A segunda morreu com uma pancada na cabeça.
- Ah!... Como foi isso?
- Não queria comer os cogumelos...
5.- Detalhe
Estava um casal a assistir a um balet, e de repente o marido desata às gargalhadas.
- Oh homem, de que é que te estás a rir ?
- Estou a pensar na reacção do publico se eu de repente saltasse ali para o palco e
violasse uma das bailarinas.
Passou-se um bocado e começa então a mulher a rir-se.
- Que é que te aconteceu ?
- É que tenho estado a pensar naquilo que disseste há pouco...
- E _?
- E pensei em qual seria a tua reacção se o público gostasse e pedisse bis !
6.- Detalhe
Marido: Estou farto. Tu ficas com um lado da casa que eu fico com o outro.
Esposa: OK. Tu ficas com o lado de fora
- Querida, hoje fui à feira da ladra e comprei uma jaula de tigres!
- Uma jaula de tigres? Para que é que queres uma jaula de tigres? Que é que lá
vais pôr dentro?
- Deixa-te de fazer perguntas parvas! Eu por acaso alguma vez te perguntei para
que compras soutiens?
7.- Detalhe
Uma noite, uma mulher acordou ao ouvir barulhos na cozinha. Abana o marido:
- Acorda Manel ! Está um ladrão na cozinha a comer o estufado que sobrou do
jantar!
- Trata mas é de dormir. Eu amanhã telefono para a agência funerária ou enterro-o
no jardim...
8.- Detalhe
A mulher, péssima cozinheira, choraminga para o marido:
- Querido, aquele bife à... sniff... à parmegiana que eu fiz para você... sniff...
- O que aconteceu com ele, meu bem?
- O cachorro... sniff... comeu! Buáááá...
- Meu bem, não fica triste não! Não precisa chorar só por causa disso. Amanhã,
eu compro outro cachorro para você!
9.- Detalhe
Num carro ia um homem, a mulher e a sogra que era meio surda. O homem olha
pelo retrovisor e repara que está a polícia a seguí-lo.
O gajo abranda logo e guia o melhor que pode. A polícia segue-o durante
um bom bocado e depois manda-o encostar.
Pergunta o homem muito aflito :
- Então Sr. Guarda, há azar ? Fiz alguma asneira ?
- Não, não ... O Sr. ia a conduzir muito bem , e por isso o vínhamos a seguir,
fique sabendo que acaba de ganhar o prémio de melhor condutor da semana.
O prémio é de 100 mil escudos. Já tem alguma ideia do que vai fazer com esse
dinheiro ?
- Bem, com os 100 contos já devia dar para comprar a carta, não ?
Diz a mulher:
- Sr. guarda , não lhe ligue que ele está bêbado ...
Diz a sogra :
- Eu não vos dizia que isso de andar a conduzir carros roubados ainda nos ia
trazer chatices ?
10.- Detalhe
Sabem a diferença entre o céu e o inferno?
No céu:
Os Alemães tomam conta da segurança
Os Ingleses da organização
Os Franceses da alimentação
Os Italianos do amor
No inferno:
Os Italianos da segurança
Os ingleses da alimentação
Os franceses da organização
Os alemães do amor...
12.- Detalhe
Um português, um francês e um inglês fazem uma aposta para ver qual dos
três consegue tirar mais leite a uma vaca.
Vai o inglês e tira 30 litros.
Vai o francês e tira 40 litros.
Vai o português e só tira 1 litro.
Diz o português com ar zangado: - Quem é que pôs aqui um boi?
Dois espanhóis encontram-se e um deles, ao ver o amigo todo vestido
de preto pergunta:
- "Qué passa hombre?"
- "Mi padre morreu!" - responde o outro.
- "Morreu?! Dé qué?"
- "De febre amarilla!"
- "Amarilla?! Qué bela color!"
Durante a guerra entre a China e a Rússia, os chineses colocaram-se todos
seguidinhos ao longo da fronteira, enquanto os russos os olhavam sem
perceber o que estes pretendiam.
Diz então o general chinês aos seus homens:
- Virar costas!
E os chineses viraram...
- Baixar as calças!
E os chineses baixaram...
O general russo disse logo:
- Aproveitar!!!
E os russos foram de imediato aproveitar-se da situação.
De seguida, diz o general chinês:
- Fechar o traseiro e trazer os prisioneiros!
Logo após a chegada dos americanos à lua, um grupo de astronautas soviéticos
decidiu ir também a um sítio onde ninguém tinha ido antes. Decidiram ir ao sol.
Quando contaram isso ao chefe deles, este disse:
- O quê?! Ir ao sol! Vocês estão tolos! Vocês não vêem que se vão queimar todos?!
- Não se preocupe! - responderam eles - Nós vamos de noite!...
Um japonês vai com uma japonesa ao cinema. No meio do filme, o japonês
pega na mão da japonesa e coloca-a entre as suas pernas.
Pergunta a japonesa:
- Oh, o que 'sel' isto?
Responde o japonês:
- Um saquinho de 'lebuçados'.
- Oh, está no fim! - responde a japonesa.
Sabes como é que surgiu a palavra 'ejaculação'?
Vira-se um chinês para a mulher e diz:
- Vamos fazer amor quelida?
- É já colação!
Sabes porque é que no Iraque não se ensina código da estrada e educação sexual
no mesmo dia ?
- Porque eles não querem gastar o camelo.
No meio de uma violenta tempestade, marcada por raios e trovões,um argentino
sai para a chuva. Alguém passa pelo local, estranhando a situacão do argentino e
pergunta-lhe:
- O que está aqui a fazer? porque não sai do meio da tempestade ?
- Não posso, estou à espera que Deus me tire uma fotografia.
O Judeu vai na zona, aproxima-se de uma morena curvilínea e convida:
- Vamos fazer um programa?
- Cinquenta reais - responde ela.
- Eu pago 200 se você deixar eu te bater!
- Você bate muito? - pergunta ela, indecisa.
- Não! Só até você me devolver o dinheiro!
Um judeu, próspero empresário do ramo de confeccões, ao queixar-se com um
amigo com quem conversava sobre as noites de insónias que o atormentavam,
recebe, e sem alternativas, segue o inevitável conselho de contar carneirinhos.
Alguns dias mais tarde, mais exausto e deprimido do que nunca, reencontra o
amigo que admirado com a sua expressao abatida lhe pergunta:
- Alguma coisa não correu bem ?
- Esta historia de contar carneirinhos, não sei se me está a fazer bem. Veja lá.
Na noite passada comecei a contá-los, só que ao chegar ao dois mil passei a
pensar na possibilidade de tirar a lã dos carneiros e tecer vinte mil casacos. Isto
foi suficiente para me fazer passar o resto da noite sem dormir, preocupado em
saber como iria conseguir vinte mil forros para os casacos.
Um "gentleman" inglês, ao andar de comboio, calhou ficar no mesmo
compartimento que um americano de gema. No interesse de dar as boas
vindas ao estrangeiro começou uma conversa:
I: Desculpe, você é americano ?
A: Sim.
I: É a sua primeira visita a Inglaterra ?
A: Sim.
I: Seja bem-vindo, o que é que pensa de Inglaterra ?
A: Bem, eu digo-lhe. Nunca vi um tempo pior que este, a comida e bebida
são horríveis, as estradas são miseráveis e as pessoas são uns grandes snobs.
De facto, se quer a minha opinião, a Inglaterra é o cú do mundo!
I: E você está a atravessá-lo não é ?
O que o elefante disse pro homem nu?
- Mas você consegue comer amendoim com isso?
- Sabe como faz um elefante para se esconder?
- Simples, põe-se atrás de um morango.
- E você já viu algum elefante atrás de um morango?
- Não!
- Viu como ele se esconde bem!!!
- E já agora sabes o que é que uma nádega diz para a outra?
- Entre nós vai haver merda.
Qual ‚ a velocidade limite do sexo?- 68. Aos 69 fazes um pino!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Gatronomia
Sopa
Caldo de grão
Ingredientes:
· 500 gr de grão
· 1 chouriço
· 400 gr de presunto
· 1 galinha
· 1 pé de porco
· 2 orelhas
· pimenta em grão e sal Põe-se o grão de molho de um dia para o outro, tira-se-lhe a pele e coze-se com as outras carnes, a pimenta e a água suficiente. Logo que esteja cozido cortam-se as carnes aos bocadinhos. Serve-se em tigelas de barro.
Bacalhau à Lagareiro
Ingredientes:
· Bacalhau
· Alho
· Azeite
Deita-se o bacalhau, em postas, de molho. No outro dia assa-se em brasas, em seguida põe-se o azeite numa caçarola com dentes de alho ao lume, quando estes estiverem louros deita-se o molho em cima do bacalhau numa travessa. Leva-se à mesa servido com batatas cozidas.
Cabrito assado
Ingredientes:
· 1,5 kg de cabrito
· 6 dentes de alho
· 1 folha de louro
· 1 colher de sopa de colorau
· 1 litro de vinho branco
· 1 cebola
· 3 colheres de sopa de azeite
· sal e pimenta q.b.
Arranje o cabrito e corte-o em pedaços. Tempere com sal, 4 dentes de alho picados, folha de louro, o colorau e o vinho. Deixe marinar por algumas horas. Depois pique a cebola e os dentes de alho restantes e refogue no azeite. Junte então o cabrito e a respectiva marinada e deixe cozer até apurar. Se achar necessário adicione um pouco de água. Rectifique os temperos e sirva bem quente com batatas cozidas.
Sobremesa
Arroz doce
Ingredientes:
· seis gemas de ovos
· uma chávena de chá de arroz
· 0,5 de água
· 1 litro de leite
· 400 gr. de açucar branco
· uma casca de limão
· 1 pau de canela
· 1 colher de café de sal mal cheia
· canela em pó, 3 colheres de manteiga
Numa caçarola põe-se a manteiga, a canela, limão, água, arroz, sal e coza. Depois deita-se o leite por cima a ferver e junta-se o açucar. À parte batem-se as gemas dos ovos e para não retalharem junta-se-lhe umas conchas de arroz por cima e mistura-se tudo. Depois verte-se na panela e vai ao lume sem ferver. Polvilha-se com canela e serve-se morno.
"Cabrito Assado com Arroz de Forno"
De tradição em Meijinhos é o carneiro, ou o cabrito assado e arroz no forno. A carne é posta em água e sal durante bastante tempo. Passa-se depois, já pela noite para a vinha de alhos (vinho, alho, sal, limão, louro e pimenta). Pela manhã prepara-se o forno e também um estrugido enquanto ele aquece. Um estrugido de verdade, com carne gorda de toucinho, colorau e pimenta. Com ele se tempera a carne disposta na assadeira para ir ao forno.À parte, faz-se uma calda também com carne gorda e bocados de galinha cozida. De seguida deita-se num alguidar apropriado de barro, a quantidade de arroz aí desejada, colocando por cima rodelas de cebola, salsa e um fio de azeite, para que o arroz fique bem solto. Por fim junta-se-lhe a calda feita e mete-se tudo no forno.
“Cozido à Portuguesa”
O cozido à portuguesa é um prato usado em qualquer época do ano, mas tem sempre lugar em festas de cerimónia.Este prato leva muita variedade de carne.Coloca-se uma panela com água a ferver e deita-se-lhe presunto, galinha, salpicão, chouriço, toucinho fresco e carne de vaca, tira-se da panela e parte-se. E por fim deitam-se-lhe as batatas. Serve-se acompanhado por arroz do forno.
“Os Rojões”
São também um prato de tradição. Quem por aqui passar, dificilmente lhe resistirá.Trata-se de um prato que abundava nas casas por ocasião da matança do porco, lá pelo Santo André “quando o porquinho faz qué, qué”. Dia de festa, esse, e de fartura para todos.Os rojões fazem-se com pedaços de carne previamente temperados em sal e alho. Tudo posto num tacho com um pouco de banha a alourar em lume brando. Tempo e paciência para esperar que as próprias batatinhas pequenas e com um pequeno golpe também cozam e fiquem aloiradas. É um prato a servir com arroz do forno.
“O Sarrabulho”
É um petisco feito a partir do sangue do porco cozido. Mais ou menos meio quilo, a que se junta uma colher de banha e um litro e meio de água, canela, limão, mais pedaços de pão de trigo (dos cantos), uma colher de mel e 200 gramas de açúcar. Depois da água estar a ferver, junta-se-lhe a canela em pau e casca de limão, o açúcar, a banha e o mel e os pedaços de pão até levantar fervura. Por fim o sangue cozido esmiuçado e deixa-se ferver uns minutos e já está.”
Basulaque
(Receita típica de Meinedo)É um prato feito com miúdos de carneiro e bucho, galinha caseira, presunto e salpicão.Num tacho faz-se um refogado com cebola e azeite, quando o estrugido está no ponto junta-se um pouco de vinho branco. De seguida junta-se-lhe as carnes e fica a refogar até tudo estar bem tenro e apurado.Antes de retirar do lume, acrescenta-se pimenta a gosto e hortelã.
“O Pão de Ló”
O pão de ló é uma deliciosa sobremesa, com nome bem firmado no tempo e melhor espalhado no espaço, é tão doce “como beijos de moça casadoira” diz-se por aqui. Não admira, veja-se como se prepara: “Tomam-se para aí 18 ovos, seis para bater inteiros e doze só com a gema.Batem-se durante uma hora com meio quilo de açúcar. Só então se lhe junta a farinha de trigo (meio quilo) e umas boas raspas de Limão. A forma deve ser de barro e coberta a papel cavalinho, antes de se lhe deitar a massa. Depois cobre-se tudo com a outra metade da forma e verifica-se a temperatura do forno, que deve ser exactamente aquele que é capaz de amarelecer sem queimar um bocado de papel cavalinho. E é nesse calor do forno que o pão coze em 45 minutos. Nada mais!”
“Os beijinhos de amor”
Batem-se 18 ovos, três inteiros e os outros em gema, juntamente com 300 gramas de açúcar e uma pitadinha de sal. E bate-se a sério, nunca menos de três quartos de hora! Depois disso, juntam-se-lhe as gemas e as raspadinhas de limão mais 275 gramas de farinha com fermento espalhado à mão e sem bater. Num tabuleiro enfarinhado, deita-se então a massa às colheres, separadas umas das outras e vai tudo ao forno, durante três a quatro minutos, num tacho à parte prepara-se açúcar em ponto. Depois de arrefecido para cobertura dos bolos! É assim, mas há quem diga que são necessários segredos de mão...
“Os Rosquilhos”
(Doces típicos de Meinedo)Uns são grandes, outros são pequenos e aparecem em todas as ocasiões de festa ou romaria.“São preparados com uma dúzia de ovos batidos com sal e raspas de limão, a que se junta 600 gramas de farinha com fermento, até que a massa fique endurecida e apta a ser esticada para enroscar à maneira de cada um. Vai então a um tabuleiro enfarinhado e daí ao forno bem quente durante vinte minutos. A cobertura é feita de açúcar em ponto, onde, quando o açúcar ainda está quente, se mergulham as roscas uma a uma até se molharem bem!”
“Sopa seca doce”
(Receita típica de Boim)
Receita tão famosa que até Maria de Lurdes Modesto a veio recolher ao concelho, para a mencionar no seu livro “Cozinha Regional”. “Toma-se uma galinha, 100 gramas de toucinho, 300 gramas de vaca sem gordura, um ramo de hortelã, 3 colheres de sopa de mel, açúcar, canela e 250 gramas de trigo de 1ª qualidade, um alguidar de barro vidrado, do tipo chapéu amachucado, e vamos à sua confecção.Levam-se as carnes a cozer em bastante água ligeiramente temperada com sal. Depois destas cozidas, coa-se a calda, juntando-lhe de seguida o ramo de hortelã, a canela e o açúcar a gosto, de modo a ficar bem doce. Polvilha-se com açúcar e canela o fundo do alguidar que vai ao forno e vão-se colocando as fatias bem encharcadas separadas entre si por açúcar e canela, devendo a última camada ser de açúcar. Cobre-se o alguidar com papel pardo e vai ao forno até ficar bem tostadinho.Depois é só saborear esta guloseima, de bom apetite.
Caldeirada à Pescador
Caldeirada à Pescador(300 Pessoas)
Ingredientes: • 170 Kg de peixe (eirós, choco, raia, tamboril)• 120 Kg de batatas• 15 Kg de cebolas• 15 Kg de tomates• 15 Kg de pimentos• Alhos• Salsa• Coentros• Pimentão• Louro• 4 L de polpa de tomate• Azeite• SalConfecção:Arranjar e salgar o peixe. O choco é cozido à parte com os mesmos temperos da caldeirada. Num tacho colocar água, batatas estaladas, cebolas cortadas às rodelas, tomate, alhos, coentros, salsa, pimento, pimentão, azeite e folha de louro. Deixar ferver. Em seguida junta o peixe, assim que o peixe tiver cozido juntar o choco.Esta caldeirada é conhecida em todo o País, até já foi confeccionada para programas televisivos.
Ensopado de Enguias
Ensopado de Enguias (4 pessoas)
Ingredientes: • 1 Kg de enguias grossas fatiadas• Pão frito• 3 Cebolas picadas• Tomate maduro q.b.• Polpa de tomate q.b.• 2 Dentes de alho• Coentros • Hortelã• Piripiri q.b.• 2 Colheres de sopa de banha• 1 Colher de sopa de azeite• SalConfecção:Num tacho junte a cebola, o tomate, a gordura, o alho e a polpa de tomate. Deixe alourar um pouco, em seguida acrescente as enguias fatiadas, o sal e o piripiri, juntando água q.b.. Deixe ferver durante dez minutos, rectifique os temperos e polvilhe com coentros picados. Acrescente a hortelã quando servir.
Queijadinhas à Montijo
Queijadinhas à Montijo
Ingredientes: • 1 Litro de leite• 25g de margarina• 800g de açúcar• 200g de farinha• 6 Ovos inteiros + 2 gemasConfecção:Pesar a farinha junto com o açúcar e colocar numa tigela. De seguida, colocar o leite ao lume, deixar ferver, juntar a margarina ao leite e dissolver. Verter o leite para a tigela, mexendo devagar. Deixar arrefecer um pouco. Em outra tigela coloque os seis ovos inteiros e as duas gemas. Misture ao preparado da farinha com o leite e mexa devagar. Unte formas pequenas de alumínio com margarina, encha-as com o preparado e leve ao forno a 250 º C. Se quiser, pode juntar essências e, assim, dar vários sabores às Queijadinhas à Montijo.
Aldeanos
Aldeanos
Ingredientes: • 170g de açúcar• 150g de farinha• 100g de amêndoa• 100g de gila• 15g de fermento• 100g de margarina• 6 OvosConfecção:Num recipiente amassa-se a margarina com o açúcar e os ovos. Depois mistura-se a gila, a amêndoa e a farinha com o fermento. As formas são polvilhadas com farinha e salpicadas com água. Vai a cozer com o forno a 120º entre 25 a 30 minutos.Receita gentilmente cedida por Zulmira Dourado Pastelaria “Searinha”.
Bolo de Milho
Bolo de Milho
Ingredientes: • 500g de farinha de milho• 150g de farinha de trigo com fermento• 3 Colheres de sopa de azeite• 100g de banha• 700g de açúcar amarelo• 2 Limões (raspa)• 40g de erva-doce moída• 40g de canela em pó• SalConfecção:Coloca-se a farinha de milho num alguidar, o azeite e a banha, escalda-se com um litro de água a ferver. Tapa-se e deixa-se descansar durante uma hora, depois junta-se os restantes ingredientes.Vai ao forno em formas untadas com banha.Se quiser que o bolo fique menos húmido, deite 1/2dl de água fria junto com a água a ferver.Decorar com amêndoas.
Chanfana (p/ 4 pessoas)
Ingredientes:
1 kg de carne de cabra, azeite, 2 cebolas, 1 raminho de hortelã, sal, pimenta, vinho branco, tomate, alho, 50g de toucinho, 3 folhas de louro.
Confecção:
Faz-se um refogado com o azeite, a cebola picada e o alho. Em seguida adiciona-se o toucinho cortado aos bocadinhos para alourar, bem como todos os outros ingredientes (à excepção do vinho). Só quando o refogado estiver submerso no próprio molho é que se coloca o vinho e deixa-se ferver.
Pão de Centeio
Ingredientes:
250 gr de centeio, 500 g de farinha de trigo, 2/1 xícara(s)(chá)de leite, 2 copo(s) de água morna(s), 1/2 colher(es) (sopa) de sal, 2 colher(es) (sopa) de manteiga, 1 colher óleo milho
1 Colher(es) (chá) de açúcar, 1 tablete(s) de fermento biológico fresco
Preparação:
Massa; Dissolva o fermento no leite morno junte o açúcar e deixe levedar por 20 minutos, adicione os demais ingredientes intercalando com a água morna até sentir, que a massa desgrude das mãos. Coloque a massa numa tigela e cubra com plástico, deixe crescer por uma 1 hora. Torne a sovar bem a massa (de preferência apenas com as palmas das mãos para a massa não grudar), divida-a em duas partes e coloque em duas assadeiras tipo pão de forma untada.
Deixe crescer até dobrar de volume, pincele com água fria e leve ao forno quente (pré-aquecido) por uma 1 hora aproximadamente.
BARRIGAS DE FREIRA
Ingredientes: . 250 grs de açúcar . 125 grs de miolo de pão duro . 6 gemas de ovo + metade das claras . amêndoas q.b.
Preparação:Faz-se uma calda de açúcar em ponto de fio. Quando estiver pronta, junta-se o miolo do pão ralado ou partido em pedacinhos muito miúdos, deixando ferver bem até engrossar.Deixa-se arrefecer antes de se juntarem as gemas, bem batidas e as claras até se obter um doce de ovos espesso, sem ser em demasia. Adicionam-se as amêndoas partidas em pedacinhos e deita-se em taças. Decoram-se também com amêndoas.
PAPOS DE ANJO
Igredientes: . 250 grs de açúcar . 12 gemas de ovo . 1 clara Preparação:Batem-se as gemas e a clara durante meia hora.Untam-se com manteiga pequenas formas que se enchem até ás três quartas partes da sua altura e vão cozer em banho Maria.Á parte , faz-se uma calda de açúcar em ponto fraco, e quando morna, deita-se sobre os bolos desenformados.No dia seguinte faz-se nova calda, que se deita sobre os bolos, tendo cuidado de não estar quente de mais para não os desmanchar.
QUEIJADAS DE PEREIRA
Ingredientes
para a massa: . 150 grs. de farinha . 20 grs. de manteiga . Água morna suficiente para amassar. Ingredientes para o recheio: . 2 queijos em massa . 6 gemas de ovo . Farinha sem fermento . 200 grs. de açúcar.
Preparação:
Liga-se esta mistura muito bem.Com a massa faz-se uma bola e estende-se com o rolo. Molda-se a massa com as mãos, dando-lhe a forma das queijadas, e enchem-se com o recheio. Depois vão a cozer em fogão de lenha.
TORTA DE OVOS
Ingredientes:
. 300 grs. de açúcar . 150 grs. de farinha . 2 ovos inteiros . 2 gemas . 7 claras . 1 limão
Preparação:
Batem-se os ovos e as gemas com açúcar e a raspa de limão. No fim juntam-se as claras batidas em castelo alternadas com farinha. Recheio: . 250 grs. de açúcar para fazer ponto Faz-se o açúcar em ponto e depois juntam-se as gemas.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Noticia antiga de Meijinhos
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Pais de alunos de Meijinhos, Lamego, estão a tentar provar que trabalham a maior parte do tempo em Lazarim para aí poderem colocar os seus filhos na escola, depois de avisados das consequências de não os levarem às aulas. Quatro meninos de Meijinhos ainda não foram este ano lectivo às aulas, porque os pais pretendem a sua transferência da escola do 1º ciclo do ensino básico da Galvã (freguesia de Cepões) para a de Lazarim. Joaquim Carvalho, tesoureiro da Junta de Freguesia de Meijinhos, que tem acompanhado de perto a situação, contou à Agência Lusa que "tem havido reuniões com os serviços da Câmara para tentar resolver imediatamente a situação", até porque os pais já foram alertados pela GNR e pela Comissão de Protecção de Menores das consequências que podem advir de impedirem os filhos de ir à escola. "A Comissão de Protecção de Menores deu oito dias aos pais para resolverem o problema, senão mete-lhes um processo em cima porque estão a proibir os filhos de ir à escola", contou. Os pais também já receberam a visita da GNR, que "disse que ficaria à espera a ver se tudo se resolve, senão teria de informar o Ministério Público", acrescentou. Os pais e a Junta de Freguesia de Meijinhos começaram a pedir em Julho a transferência das crianças para Lazarim, usando como principais argumentos as dificuldades de adaptação à escola da Galvã e o facto de a escola de Lazarim ter melhores condições, tendo o conselho executivo do agrupamento de escolas da Sé de Lamego indeferido o pedido. Nesse âmbito, em Agosto, os pais enviaram um abaixo-assinado à directora regional de Educação do Norte, onde usavam também outros argumentos, como a maior afinidade cultural entre Meijinhos e Lazarim e o facto de o trabalho dos encarregados de educação ser durante a maior parte do ano nesta freguesia. "É isso que agora os pais estão a tentar provar, mas estão a exigir a apresentação do contratos de trabalho", contou Joaquim Carvalho. No início do ano lectivo, eram cinco as crianças nesta situação, mas o pai de uma delas acabou por pedir a transferência para Arneirós, com o argumento de aí trabalhar, não lhe tendo sido colocados entraves. Contactado pela Lusa, João Aguiar, da Federação Regional de Associações de Pais de Viseu, lamentou que "o agrupamento esteja a pedir coisas incríveis aos pais para comprovarem o local de trabalho, como cópias dos contratos de trabalho e até da declaração do IRS", quando, "numa situação normal, bastaria uma declaração da Junta de Freguesia de Lazarim". "No caso do pai que pediu a transferência para Arneiros deram autorização e tratava-se de outro agrupamento. Neste caso, que até é para uma escola do mesmo agrupamento, com o mesmo projecto educativo, estão a ser postos imensos entraves", frisou. João Aguiar criticou ainda o facto de a Direcção Regional de Educação do Norte não ter dado resposta aos pais, anunciando que a Federação vai pedir a intervenção da ministra da Educação "como mediadora neste processo, para resolver este impasse e as crianças serem colocadas em primeiro lugar". A Lusa tentou obter, sem sucesso, um comentário do presidente do Agrupamento de Escolas da Sé e da DREN.
Lamego: GNR notifica pais para levar filhos à escola
Crianças de Meijinhos ainda não foram àsaulas. Pais podem perder a custódia dos menores
Os pais não aceitam uma escola e exigem outra para os filhos. Os responsáveis não cedem. E o impasse nunca mais acaba. Entretanto, sofrem as crianças, que este ano ainda não foram às aulas. Já lá vai mais de um mês.Quatro crianças da aldeia de Meijinhos, Lamego, ainda não foram às aulas este ano lectivo. Já lá vai mais de um mês. Os pais recusam-se a deixá-las ir para a escola do primeiro ciclo da Galvã, que frequentaram o ano passado, mas onde tiveram problemas de integração e assistiram a um caso de agressão física em pleno recreio escolar, perpetrado por um estanho. Em vez da Galvã, querem os filhos a estudar na escola de Lazarim.A posição de intransigência dos encarregados de educação, já levou a que a GNR os notificasse. Ontem, foi a vez da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lamego intervir, para evitar que o caso não chegue ao Tribunal de Menores. No limite, os pais podem perder a custódia dos filhos."Só se formos obrigados é que os deixamos ir para Galvã", desabafa Samuel Fernandes, pai de duas meninas gémeas, de nove anos, matriculadas no 4º ano de escolaridade, que atiras as culpas contra a direcção do Agrupamento Vertical de Escolas da Sé, em Lamego. "Pedimos a transferência das quatro crianças para Lazarim, mas a pretensão foi-nos indeferida. Recorremos da decisão e ainda estamos à espera da resposta", revela.Entretanto, a situação já foi levada também ao conhecimento do governador civil de Viseu e da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). Os pais ponderam ainda escrever uma carta à própria ministra da Educação e deslocar-se ao Porto, para falar directamente com a directora regional de Educação, que em Agosto, já recebeu um abaixo-assinado subscrito pela população de Meijinhos.No documento, os pais argumentam que "a escola de Lazarim não se encontra sobrelotada, podendo, por isso, albergar estes alunos". E que esta pertence ao "mesmo agrupamento, pelo que os alunos mantêm o mesmo projecto educativo" e também que "oferece melhores condições físicas para o acolhimento" dos seus filhos.Alegam ainda que "existe uma enorme afinidade cultural entre as duas freguesias (Meijinhos e Lazarim), não se verificando o mesmo entre a de Cepões", sede de freguesia da aldeia da Galvã.No abaixo assinado, fazem também referência à "proximidade geográfica", sustentando que "a freguesia de Meijinhos confina com a de Lazarim, sendo difícil de perceber onde começa uma e acaba a outra"."Não queremos os nossos filhos na escola da Galvã. Eles não se deram lá bem o ano passado. Até uma das nossas crianças foi agredida por um adulto que entrou para o recreio", lembra Samuel Fernandes.O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) considera a situação "deplorável". Francisco Almeida, da direcção em Viseu daquela estrutura sindical, explica que o que acontece em Meijinhos "é o resultado da política de encerramento de escolas, feita de forma cega pelo Ministério da Educação. A ministra devia saber deste caso, e reflectir, olhar para trás e arrepiar caminho".A escola do primeiro ciclo de Meijinhos encerrou há sete anos, por insuficiência do número de alunos.
Primeiro Rei de Portugal por Lamego

segunda-feira, 25 de abril de 2011
Bandeira Nacional e Hino Nacional

Autores da Bandeira:
Columbano, João Chagas, Abel Botelho
Significado dos símbolos e cores:
As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique. Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo.Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: ``Com este sinal, vencerás!''. Contando as chagas e duplicando por dois as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo. Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros. A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio. O verde simboliza a esperança. O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.
Hino Nacional Português
Nome:"A Portuguesa"Música:Alfredo KeilLetra: Henrique Lopes de Mendonça.
Heróis do mar,nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
25 de Abril de 1974

Os militares golpistas, auto denominados Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da acção.
A par das movimentações em Lisboa, também no Porto os militares tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa ainda o dia não tinha despontado, ocupa posições frente ao Tejo e controla, sem problemas aquela importante zona da capital.
Mais tarde Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caía nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.
Ao longo do dia os revoltosos foram tomando outros objectivos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não houve notícia de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa.
O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes que se encontravam no interior abriram fogo, atingindo mortalmente 4 populares.Por detrás dos acontecimentos daquele dia 25 de Abril estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.
A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional.
Mas a gota de água que terá despoletado a acção revolucionária dos militares que, durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida.
Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a auto-determinação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.
Todos estes factores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo.
25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direcção à democracia.
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Páscoa em Meijinhos


Hoje é sexta feira santa, dia de preparação da Páscoa.
Para além de se não poder comer carne, quase todos fazem o bolo podre, as bolas de bacalhau,sardinha, enchidos ou de carne de vinha-dalhos,quase todos fazem hoje porque não se trabalha.
Começam a chegar os familiares de Lisboa e porto, onde estão a viver a maior parte das pessoas de Meijinhos, para além dos que estão Emigrados na Suiça que é o meu caso.
Mas nós por motivos de distância e de trabalho nem sempre é possivél ir passar a Páscoa à nossa querida terra com os nossos queridos familiares ( que saudades ).
Então começam as limpezas e a decoração das casas que estão fechadas e em todas em geral e nas ruas também, para que Domingo ao fim da Santa Missa, o senhora vá visitar as casas de todos os habitantes de Meijinhos.
Visita Pascal: é o Senhor Padre, o Sacristão com a Cruz, o do rol para o Senhor Padre, o da campainha e o da água Benta.
Fim da Santa Missa, começam os sinos a tocar, os foguetes a rebentarem, sinal que o Senhor já anda fora na visita Pascal.
Vem aí o Senhor, todos os da família reunidos em volta da mesa, esta bem recheada de doçarias e bebidas e claro os envelopes para o Senhor Padre e para o Sacristão.
O Senhor Padre, começa por benzer a casa e a familia, enquanto o Sacristão dá o Senhor a beijar, do chefe de família ao membro mais novo da família.
Depois de desejar uma feliz Páscoa e uma curta conversa do Senhor Padre, petisca-se alguma coisa e bebe-se um pouquinho porque o dia é longo e cheio de coisas boas, onde todos querem que se petisque, o Senhor Padre despede-se com a promessa de voltar no próximo ano com o Senhor de novo, e parte de seguida para a próxima casa enquanto os sinos tocam e os foguetes a rebentarem.
Grande dia de festa, com a famílias todas reunidas, lindo, muito lindo.
É tempo do almoço, o cabrito,l eitão, borrego, frango ou outras carnes assadas no forno a lenha como manda a tradição, (umm que delicia ).
Continua a festa com o tradicional toque dos sinos enquanto o Senhor andar fora, cada um vai dar o seu concerto de música nos sinos da torre da Igreja paroquial de Meijinhos, hoje Monumento Nacional, isto alonga-se por a tarde toda, e assim se festeja a Páscoa em Meijinhos.
Chega a noite, tempo das famílias regressarem para a sua região onde vivem, Lisboa e porto, onde levam consigo as iguarias da nossa região, como por exemplo, bolo podre, biscoito da Teixeira, bolinhas de Lamego, vinho da casa, fumeiros e não podendo esquecer o tão conhecido e gostoso presunto, levando tudo isto para os próximos dias ainda poderem saborear das coisas boas da terra.
Dia seguinte, volta tudo ao normal, tratando das beçadas e das sementeiras, para que tenham o sustento da família para todo o ano.
Por tudo isto, estão todos convidados a visitar Meijinhos, uma Freguesia muito pequena, mas cheia de beleza e de tradições e onde todos gostam de voltar sempre que podem.
Resta-me desejar a todos uma Feliz e santa Páscoa para todos com um grande abraço cheio de saúdades das nossas gentes e da nossa terra, saude para todos.
João
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Receitas da Freguesia de Meijinhos
BOLO PODRE DE MEIJINHOS
Caldo de Castanhas
Ingredientes: água, castanhas picadas, sal.
Preparação: demolham-se as castanhas. No dia seguinte lavam-se e cozem-se em água temperada com sal. Deixam-se cozer devidamente.
Caldo de Farinha
Ingredientes: água,
nabiças, farinha, azeite, alho e sal.
Preparação: cozem-se as nabiças em bastante água temperada com sal, juntando um nabo. Quando estiverem cozidas, adiciona-se-lhes a farinha, um fio de azeite e alho. Deixa-se ferver e serve-se.
Sopa de Feijão
Põe-se o feijão a cozer já demolhado, com o osso da suâ, quando o feijão estiver cozido, retira-se e guarda-se na mesma água.
Deita-se batatas cortadas em pedaços pequenos, cenouras, deixa-se cozer e passa-se tudo, corta-se a couve troncha e junta-se as batatas, quando já estiverem quase cozidas.Deita-se o feijão cozido e tempera-se com sal e azeite e serve-se bem quente.
Roupa Velha
Roupa velha à moda de Meijinhos
As batatas, os ovos, as couves e o bacalháu, que sobrou da noite de Consoada.
Corta-se tudo em bocadinhos pequenos, põe-se numa frigideira com azeite e alho e deita-se os restos, corta-se pão de milho em bocadinhos pequenos e mistura-se tudo muito bem, deixa-se alourar tudo e por fim, mistura-se os ovos, polvilha-se com salsa picada, serve-se numa travessa.
Torresmos
Ingredientes: Carne de porco,
vinho branco, vinagre, limão, batatas, sal e pimenta.
Preparação: corta-se a carne de porco em pedaços médios que se deitam num pote. Regam-se com vinho branco, vinagre e limão. Temperam-se com sal e pimenta. Deixam-se cozinhar.Acompanham-se com batatas cozidas e salada de alface.
Milhos
Ingredientes:
milho traçado, fumeiro caseiro, toucinho entremeado, costelas de porco, couve troncha, cebola, azeite e sal.
Preparação: faz-se um refogado com a cebola, o azeite e a carne partida aos bocados. Adiciona-se água suficiente e quando ferver, juntam-se os milhos. Quando estiverem quase cozidos, acrescenta-se a couve.
Pratos de Peixe
Batatas Esmagadas
Ingredientes: Batatas, água, 1 cebola, pão, 2 postas de
bacalhau e sal.
Preparação: cozem-se as batatas em água temperada com sal. Depois de cozidas, escoa-se a água e esmagam-se. Acrescenta-se o pão partido aos bocados.À parte, faz-se um refogado com a cebola, o bacalhau partido em bocados grandes e quando alourar a cebola, mistura-se tudo, deixando levantar fervura.Nota: Este prato é característico das sementeiras.
Trutas com Presunto
Ingredientes: Trutas, fatias de presunto,
óleo ou azeite, alho picado, salsa, louro, sal e vinagre.
Preparação: Lavam-se e amanham-se as trutas, deixando-se algum tempo em repouso, temperadas com sal. Fritam-se numa mistura de óleo e azeite à medida que vão ficando prontas, vão-se colocando às camadas numa travessa, separadas com fatias de presunto, alho picado, salsa e louro.Ao molho que ficou na frigideira, adiciona-se o vinagre e com este molho regam-se as trutas.
Jaquinzinhos Fritos
Ingredientes:
Carapáuzinhos frescos, óleo, leite, farinha, limão, e sal.
Preparação: Depois de lavados e amanhados os peixes demolham-se em leite, retiram-se e escorrem-se passando-os por farinha.Fritam-se até ficarem dourados e a crepitar. Escorrem-se do óleo e servem-se com rodelas de limão.
Bolas
Bola de Carne (com
ovos e leite)
Ingredientes: 0,5 kg de farinha, 3 ovos, 50 g
fermento de padeiro, 0, 5 dl de leite, azeite fervente - metade da quantidade de leite.
Preparação: Faz-se uma cova no meio da farinha onde se verte o azeite, mexendo-se com o garfo. Mistura-se o leite morno e os ovos e amassa-se bem, despegando-se a massa das bordas do alguidar, com farinha.Deixa-se levedar durante 2 horas. Espalha-se metade da massa num tabuleiro untado com manteiga. Colocam-se pedaços de carne e tapa-se com a outra metade da massa, virando-se as dobras. Vai ao forno a cozer.
Bola de Presunto
Ingredientes: 400 g de massa de farinha de trigo, 100 g de banha de porco, 50 g de fermento, Sal adequado (a gosto).
Preparação: Misturar os ingredientes, atrás citados, juntar-lhes água, e amassar tudo. Estenda-se a massa de forma a constituir duas camadas distintas e separadas as quais levarão, no meio, o recheio do presunto.A toda a volta da bola, e com ajuda dos dedos, fazer uma dobra que funciona como fecho.Nota: Antes da bola entrar no forno, e com a ajuda de um garfo, deve picar-se a bola, em vários sítios e pincelá-las com uma camada de banha de porco.
Bola de Sardinha
Ingredientes: 1 kg de massa de pão, 12 ovos, 2,5 dl de azeite, 12 sardinhas, 2 cebolas grandes, sal e farinha.
Preparação: Misturam-se os ovos, o sal e o azeite com a massa, ligando-se tudo muito bem de modo a formar uma mistura homogénea e fluída. De seguida, vai-se acrescentando farinha pouco a pouco, e amassa-se até a massa ficar enxuta. Divide-se a massa em duas partes, à mão, formando um rectângulo e unta-se o tabuleiro com azeite.Numa frigideira com bastante azeite, loura-se a cebola cortada às rodelas; adicionam-se-lhes as sardinhas limpas e sem cabeças. Dispõem-se as sardinhas sobre a massa do tabuleiro; sobre elas espalham-se as rodelas de cebola e o azeite, tapam-se com a massa restante, dobrando-se sobre ela, as bordas da primeira camada de massa. Deixa-se repousar 2 horas e vai ao forno.
Sobremesas
Aletria
Ingredientes: 125 g de aletria, 250 g de açúcar, 4
gemas de ovos, limão, canela em pau e em pó.
Preparação: Coze-se a aletria e escoa-se. Coloca-se o açúcar e um pouco de água ao lume com um pau de canela e casca de limão, até ficar em ponto de pérola. Adiciona-se aletria e deixa-se ferver. Depois de arrefecer, juntam-se-lhe as gemas batidas, levando-se de novo ao lume. Retira-se à primeira fervura, deita-se numa travessa e decora-se com canela em pó.
Fatias Douradas de Pão Duro
Deita-se meio litro de leite, 3 ovos e bata-se tudo.
Corta-se o pão duro em fatias, passa-se na mistura do leito com ovos, e frita-se em oleo numa frigideira.Vão se virando para alourarem dos dois lados, retiram-se para cima de um papel de cozinha para absorver o exesso de oleo.Colocam-se numa travessa e pulvilham-se com canela
Bolo Podre
Ingredientes: 1 kg de farinha, 0,5 Litro de azeite, 6 ovos, 25 g de fermento de padeiro, uma pitada de sal.
Preparação: Deita-se a farinha num alguidar e faz-se uma cova no meio. Acrescenta-se o fermento com o sal e um pouco de água quente. Mexe-se até o fermento se desfazer e em seguida juntam-se os restantes ingredientes amassando-se com as mãos até fazer bolhas (durante 20 minutos). Polvilha-se com farinha e deixa-se levedar durante 2 horas. Estendem-se os pães e levam-se ao forno.
. Fumeiros
Chouriças de colada (moiras)
No dia da desmancha do porco, todas as carnes com sangue e aparas, são cortadas muito miudinhas, depois faz-se o mesmo com cebola, alho, loureiro e sal, mistura-se tudo bem misturado e vai se juntar ao vinho guardado.
Acrescenta-se mais vinho se for necessário para envolver toda a mistura.
Cola-se num recipiente de barro de preferência , e deixa-se marinar por uns 3 ou 4 dias, mas têm de se mexer todos os dias esta mistura para que fique toda a carne com os mesmo temperos.
Depois destes dias todos na marinada, realiza-se então o encher das tripas, estas do porco ou de compra.
Depois de as tripas cheias, vai a secar na ramada da lareira por uns dias até ficarem bem secas, onde depois vão ser guardadas para o consumo.
.Salpicão
A carne do porco da matança, corta-se o lombo em pedaços , tempera-se com alho, sal , loureiro e um bom vinho tinto.
A carne deve ficar toda coberta de vinho, e posta em camadas alternadamente com o vinho, e deixa-se marinar durante 4 ou 5 dias.
Depois vai se realizar o enchimento nos tripos do porco da matação ou de compra.
Vai a secar na ramada da lareira até ficarem secos , e vão ser guardados para depois nas sementeiras para a merenda.
Semana Santa
Na semana santa, é por tradição, a partir de quinta feira à tarde, não se trabalhar, principalmente nas terras, ou seja fazer sementeiras etc etc.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
BOLOS PODRES (Lamego)
Ingredientes:
1 Kg de farinha de trigo
12 ovos
1,5 dl de azeite
15 g de fermento de padeiro
sal
água morna
gema de ovo para dourar
Modo de preparação:
Desfaz-se o fermento num pouco de água
com umas pedras de sal. Desmancham-se os
ovos e junta-se o fermento e o azeite a
ferver. Mistura-se a farinha, amassa-se e
bate-se a massa até estar bem sovada. Tapa-se
com um cobertor e deixa-se levedar.
Depois formam-se bolos.
Douram-se com gema de ovo e vão ao forno
bem quente em tabuleiro polvilhado com
farinha.
PÁSCOA - Seu Significado
A PÁSCOA, além de ser considerada uma das principais festas cristãs, sempre representou a passagem de um tempo de trevas para um tempo de luz. Na verdade, (peschad), em grego (paskha) e no latim (pache), ou seja, passagem, é a verdadeira tradução para o vocábulo “páscoa”, em nossa língua. Um dos significados seria a transição anunciada pelo equinócio da primavera do hemisfério norte, que ocorre no dia 21 de março, e na do sul, em 23 de setembro. Para que entendamos o significado da Páscoa cristã, é preciso que voltemos no tempo até a Idade Média, antes de partirmos para “o começo de tudo”... Os antigos povos pagãos da Europa, homenageavam Ostera – Esther, em inglês, que quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da primavera, que segura um ovo enquanto observa um coelho, símbolo da fertilidade, a pular alegremente em redor de seus pés nús. A deusa e o ovo, portanto, são símbolos da chegada de uma nova vida. Na mitologia grega, Ostara equivale a Persephone e na mitologia romana, a Ceres.
Tais povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos, costume que surgiu na Inglaterra, durante o século X, no reinado de Eduardo I (900-924), que tinha o hábito de banhar ovos em ouro para ofertá-los aos seus amigos e aliados. Pintar ovos a mão também é uma tradição que acompanha os ucranianos em quase toda a sua história.r Para eles, receber ovos pintados traz boa sorte, fertilidade, amor e fortuna. Geralmente esses ovos são de galinha, ganso ou codorna e requerem um trabalho artesanal minucioso.
Em hebraico, temos o “pessach”, a chamada “Páscoa Judaica”, que se originou quando os hebreus, há mais ou menos três mil anos, celebraram o êxodo e a libertação do seu povo pelas mãos de Moisés, após quatrocentos anos de cativeiro no Egito. Comemoravam, assim, a passagem da escravidão para a libertação: saíram do solo egípcio, ficando quarenta anos no deserto até chegar à região da Palestina, a terra prometida, atualmente chamada Israel. A comemoração inclui, entre outras coisas, uma refeição onde se come o Cordeiro Pascal, o pão àzimo (sem fermento), também conhecido como ”matzá”, ervas amargas e vinho tinto. A festa da Páscoa passou a ser cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressureição de Cristo e sua ascenção ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a ressurreição. A celebração completa tem início na quarta-feira de cinzas e se conclui no domingo de Páscoa; é o período chamado de Quaresma.
A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicea, em 325 d.C, como sendo “o primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotada como sendo o dia 21 de março”.
A ORIGEM DA SIMBOLOGIA DO OVO
O ovo é um símbolo que se explica por si mesmo. Contém o germe, o fruto da vida que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que o ovo é o símbolo da vida.
Celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” sempre aparece depois de um período de cáos.
Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao céu e a terra. O céu seria a parte leve do ovo, a clara, e a terra, a mais densa, ou seja, a gema. Para os chineses, o mito do ovo cósmico também faz parte das tradições. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era cáos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a terra (Yin) e, da parte leve e pura, nasceu o céu (Yan). Também para os celtas o ovo cósmico é comparado a um ovo de serpente: assim, a gema representaria o globo terrestre; a clara, o firmamento e a atmosfera; a casca, a esfera celeste e os astros.
Para os cristãos, o ovo surge como uma renovação periódica da natureza. Algo como o mito da criação cíclica. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no domingo de Páscoa traz saúde e sorte por todo o resto do ano. Há quem acredite que um ovo posto numa sexta-feira Santa afasta as doenças...
POR QUE OVOS DE CHOCOLATE E COELHO?
Ambos foram trazidos de antigos rituais pagãos de fertilidade da primavera, que aconteciam na Europa e no Oriente Médio e eram relacionados à ressurreição. O coelho da Páscoa representa o renascimento da vida. No Egito antigo, o símbolo da fertilidade era a lebre. Já na Europa, é também o coelho que representa o renascimento da vida pois a Páscoa européia coincide com o início da primavera. Assim que a neve se derrete, a vida ressurge e os coelhos deixam suas tocas após a hibernação do inverno. Do outro lado do mundo, com a chegada da primavera, os chineses costumavam presentear seus amigos com ovos que eram embrulhados em cascas de cebola e cozidos com beterraba. Quando retirados do fogo, eles apresentavam desenhos mosqueados na casca.
A partir do século XIII, a igreja católica adotou o ovo como símbolo oficial da Páscoa. Quanto ao fato de serem de chocolate, a explicação mais provável tem a ver com o início da produção de chocolate em larga escala, pela indústria, no ano de 1828. Interessante destacarmos que como os primeiros cristãos celebravam a ressurreição de Jesus ao mesmo tempo em que os judeus comemoravam sua Páscoa, vários costumes e símbolos da festa judaica foram incorporados às tradições cristãs. O cordeiro é um exemplo. Presente na Páscoa dos judeus, ele simboliza, para os cristãos o próprio Jesus Cristo, que foi crucificado para pagar os pecados dos homens. Alguns costumes da Páscoa, entretanto, permanecem apenas no Oriente. Na Rússia, por exemplo, há cristãos que se cumprimentam no dia da Páscoa com a saudação: “Cristo ressuscitou”; e a resposta: “Ressuscitou realmente”.
No sábado de Aleluia, os países ibéricos e suas colónias, têm o hábito de fazer a chamada “malhação de Judas”, o apóstolo que traiu Jesus. Apesar de ser uma tradição já ultrapassada e condenada pela igreja católica, também algumas cidades brasileiras ainda a praticam.
O SIGNIFICADO DA PÁSCOA
A palavra Páscoa vem do hebraico, Pessach que, conforme já foi dito, significa “passagem”. Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa. Para eles, historicamente, ele celebra a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. Livres, passaram a formar um povo com uma religião monoteísta. É com o sentido de libertação que, até hoje, os judeus celebram esta festa. Os cristãos também a comemoram. No entanto, sua origem é diferente no cristianismo apesar de ele ter se originado numa Páscoa judaica. Nela, celebra-se a ressurreição de Jesus Cristo que, segundo a Bíblia, ocorreu três dias depois da crucificação, durante a Páscoa judaica. É a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu no início do cristianismo. Ainda que todos os domingos do ano sejam destinados, pelas igrejas cristãs no mundo à celebração da ressurreição de Cristo (o que na igreja católica é feito através da celebração da eucaristia, nas missas), no domingo de Páscoa esse acontecimento ganha um destaque festivo especial.
A Páscoa é uma data móvel que acontece anualmente entre os dias 22 de março e 25 de abril. Como no hemisfério Norte esse período coincide com a chegada da primavera, o Pessach também é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação. É comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio de março, ponto da órbita da terra em que se regista uma igual duração do dia e da noite. Mas há um modo bem mais prático de sabermos quando é domingo de Páscoa: basta contarmos quarenta e seis dias a partir da Quarta-feira de Cinzas. A Páscoa cristã é antecedida pela quaresma, período que dura quarenta dias entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Ramos, que ocorre uma semana antes da Páscoa. Os católicos destinavam a Quaresma para fazer penitência, como o jejum, com o objetivo da purificação da alma e de obter o perdão divino pelos erros e faltas cometidos. O que era uma tradição seguida à risca, hoje tornou-se um esquecimento, o que não impediu de ainda existirem uns poucos católicos que a respeitem e cumpram, mas sem exageros ou fanatismos.
A TRADIÇÃO DOS OVOS DE PÁSCOA
A tradição dos ovos decorados chegou à Europa na Idade Média, levada pelos cruzados. Esta prática – pintar ovos para os festivais da primavera – era comum entre egípcios, persas, fenícios, gregos e romanos. Na Polónia e na Ucrânia essa tradição sempre foi levada muito a sério. Há ovos tão bem elaborados que nem podemos considerar mais apenas um ovo, e sim, verdadeiras jóias! Foram criados sob encomenda por um joalheiro russo, Carl Fabergé, que os confeccionou em ouro, prata e pedras preciosas. Estes, quando abertos, revelam pequenas imagens de pessoas, animais, plantas ou prédios e eram dados como presente pelo imperador russo.
CÍRIO PASCAL
O Círio Pascal é uma grande vela cuidadosamente decorada com vários símbolos e sinais que, para os católicos, nas celebrações eucarísticas, representa a figura de Jesus Cristo Ressuscitado. A chama do Círio, acesa, simboliza a luz de Cristo que um dia afirmou a seus seguidores: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12b). Lembra também a coluna de fogo – mencionada na Bíblia, no livro do Êxodo 13,21 – que precedia o povo hebreu na caminhada para a libertação da escravidão do Egito, através do deserto, rumo à Terra Prometida. O Círio tem gravado em sua haste uma grande cruz. Nas extremidades superior e inferior, em sentido vertical, estão escritas as letras gregas Alfa e Ómega (primeira e última letras do alfabeto grego) simbolizando a eternidade de Jesus Cristo, o princípio e o fim, o ontem e o hoje, pois para ele são dedicados o tempo, a eternidade, a glória e o poder pelos séculos sem fim representados pelos algarismos do ano em curso e gravados nos quatro ângulos da cruz. Sobre a cruz são colocados cinco grãos de incenso, simbolizando as chagas de Jesus, causadas por sua crucifixão. Acende-se o Círio Pascal na missa do Sábado de Aleluia, ou Sábado Santo, que precede o Domingo de Páscoa, e em todas as missas dominicais celebradas até o Domingo de Pentecostes.
TRIGO E UVA
Eram os alimentos básicos nas refeições judaicas. Simbolizam também o trabalho cooperativo dos homens: um semeia, outro colhe, outro mói, outro coze. Porém, o maior significado destes símbolos, para os cristãos, é decorrente do pão e do vinho que, usados por Jesus em sua última ceia com os seus discípulos, foram por ele assumidos como seu Corpo e Sangue, o que transformou estes alimentos no sacramento da eucaristia: “Tomai e comei, isto é meu corpo”. Depois, tomou um cálice e, dando graças, deu a eles dizendo:” Bebei dele todos, pois isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados”. Mt 26, 26-28
CORDEIRO PASCAL
Mais um símbolo forte, herdado do povo hebreu que, ao sair do Egito, orientado por seu líder Moisés, recebeu de Deus a ordem de, a cada ano, na lua cheia da primavera, fazer uma reflexão em família, tendo como prato principal, o cordeiro, cujo sangue seria utilizado para marcar os umbrais das portas de suas moradas e assim livrar seus antepassados da morte, além de a carne lhes servir de sustento na longa caminhada através do deserto. O Cordeiro para eles significava o “ Deus que tirava o pecado do mundo”. Jô 1, 29.
Jesus posteriormente assumiria para si este sinal identificando-se como o único e verdadeiro Cordeiro de Deus, que com seu Sangue derramado na cruz libertaria a humanidade das consequências de seus pecados, e pela Eucaristia se faria alimento espiritual para o povo cristão, neste peregrinar de volta ao Pai.
CRISTÓS
Este é um dos mais antigos símbolos de Cristo, muito usado pelas primeiras comunidades cristãs. Consistia nas duas primeiras letras da palavra “CHRISTUS” (em grego, CRISTOS); entrelaçadas e cercadas de uma grinalda de louros (Triunfo de Cristo)
PEIXE
Logo a pós a crucifixão de Jesus e nos primeiros séculos do cristianismo, os cristãos sofreram violentas repressões por parte dos sacerdotes judeus e das autoridades romanas. Nesta época de perseguições, os cristãos não podiam falar publicamente o nome de Jesus, pois poderiam ser presos e martirizados. Estrategicamente recorreram ao uso da palavra “Peixe” (ICTUS, em grego) pois cada letra desse vocábulo corresponde à inicial da afirmativa: Jesus Christus Dei Filius Salvator (Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador). Em suas casas e nas roupas que usavam, pintavam a figura de um peixe como sinal de sua profissão de fé em Jesus Cristo. Depois de ressuscitado, em uma de suas aparições, Jesus serviu-se de peixe e ofereceu-o aos Apóstolos. Este gesto, associado ao milagre da multiplicação de pães e peixes que alimentou uma multidão de pessoas, ocasionou a oportuna associação do peixe ao tempo Pascal.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Páscoa - Tradições, usos e costumes
Estamos já à porta da Páscoa, seguramente a maior celebração do calendário da liturgia da religião católica, embora o Natal, pela sua natureza e tradição, seja vivido de uma forma mais abrangente, talvez porque na primeira esteja envolvida a Paixão e morte de Cristo e na segunda, o Seu nascimento.
Na realidade, numa perspectiva humana, a vida sempre esteve impregnada de festividade e de alegria. Pelo contrário, a morte, é em si própria uma fatalidade da génese humana, sempre associada a momentos de dor, de luto, de perca e tristeza, do desprendimento final e forçado das coisas terrenas. É certo que há culturas que encaram a morte de uma forma mais natural, em algumas situações até com alegria, mas mesmo na religião católica, onde se crê que a morte é apenas uma passagem para uma outra dimensão, espiritual, essa foi sempre uma realidade muito pouco compreendida e cultivada, mesmo à luz da Ressurreição de Jesus Cristo.
Seja como for, a Páscoa é uma celebração que comporta em si mesma dois estádios de vivência antagónicos: A morte e o triunfo da vida sobre a mesma pelo que nela pervalece sobretudo a alegria.
Tal como o Natal, a celebração da Páscoa está repleta de tradições, desde as religiosas até às pagãs, bem como a inseparável culinária e gastronomia a ela associadas.
Na parte religiosa, toda a quadra é iniciada no Domingo de Ramos, uma semana antes da Páscoa, relembrando a entrada triunfal de Jesus na cidade santa de Jerusalém, entre aclamações num ambiente de júbilo e louvor, num simbolismo contraditório do que iria suceder nos dias precedentes. Quantos dos que O aplaudiram triunfalmente às portas de Jerusalém, nesse Domingo, dias depois O incriminaram e gritaram para ser crucificado, julgando-O ao nível de um reles salteador e criminoso?
Na Quinta-Feira Santa, comemora-se a celebração da Última Ceia, de Cristo com os seus discípulos e toda a sua carga simbólica como instituição da Eucaristia. Depois a retirada para o Jardim das Oliveiras, o abandono dos discípulos na sua dolorosa vigília e a traição de Judas. De seguida o aprisionamento, o interrogatório, a negação de Pedro, o flagelo e a condenação de Jesus, culminando toda a carga dramática com a Sua morte por crucifixão, ladeado por salteadores também condenados, depois de percorrido todo o doloroso caminho do Calvário.
Para além da celebração e vivência de todas estas etapas, muitas terras têm fortes tradições associadas, como seja a reza da Via Sacra, quer nas igrejas quer percorrendo os percursos chamados de calvários, ainda presentes em muitas freguesias.
Cristo ladeado pelos salteadores), neste quadra são envoltos com um pano roxo, cor associada à Paixão.
Há terras onde estas faixas são colocadas, durante a Semana Santa, numa das janelas ou porta de cada casa, sendo, depois da Ressurreição, já no Domingo de Páscoa, substituídas por cruzes floridas.
São, de facto, muito diversas as tradições por este nosso país fora, variando de terra para terra.
Já no dia de Páscoa, ainda sobrevive a tradição da Visita Pascal, também conhecida por compasso.
Na minha aldeia, ainda se faz a visita Pascal(uma cruz) a percorrer todas as casas da aldeia.
Ainda quanto à minha aldeia, as entradas de casa, junto ao portão da rua, são decoradas com alecrim, verdura e flores, como sinal de que se pretende receber a vista da Cruz, grinaldada, simbolizando Cristo Ressuscitado.
Pelo meio, há a salientar todo o leque de doçaria caseira, desde o bolo podre a regueifa doce, até ao pão-de-ló, doces de coco, doce de amêndoa, biscoitos, etc. Não podem faltar as amêndoas revestidas a açúcar e, claro, o bom espumante português.
Recordo que, nos meus tempos de criança, os dias que antecediam a Páscoa eram dedicados quase exclusivamente à limpeza anual da casa e a cozinha transformava-se literalmente numa pastelaria, sendo, entre outras doçarias, confeccionada de modo artesanal a saboroso bolo podre.
Era uma delícia quando o mesmo saía do forno a fumegar. Na minha tarefa de ajudante de minha mãe , barrava com manteiga derretida as belos bolos podres . Estes bolos podres eram depois armazenadas em caixas de madeira, envoltas em brancos lençóis de linho, pelo que passado mais de um mês ainda se consumia bolo podre com sabor a fresco.
A quem não desperta vivas memórias e nostalgias este tempo festivo da Páscoa?
Costumes em Meijinhos
Freguesia de Meijinhos, sendo uma terra muito antiga, naturalmente foi acumulando bastantes tradições. Muitas delas já se perderam, outras resistem ainda, mas caminham a passos largos para a sua extinção. É pois importante a recolha destas tradições. Vamos tentar descrever algumas delas, segundo o calendário:
— Janeiras
Grupos de rapazes cantavam à noite as “Janeiras”. Durante vários dias percorriam todas as casas da freguesia a pedir as Janeiras que normalmente eram constituídas por ofertas em dinheiro ou produtos alimentares. A recolha feita revertia a favor do grupo que se divertia imenso nesse convívio alegre e saudável. Estas eram algumas das quadras cantadas nas
“Janeiras”:
Ainda agora aqui cheguei Já pus os pés nas escadas Logo o meu coração disse: - Aqui mora, gente honrada. Aqui mora gente honrada Assim era o meu destino Venha-nos dar as Janeiras Em louvor do Deus menino. Levante-se minha Senhora Desse banquinho de prata Venha-nos dar as Janeiras Que está um frio que mata. Venha-nos dar as Janeiras Se lá houver de dar Que nós somos de muito longe Temos muito para andar. Levante-se minha Senhora Desse banquinho de cortiça Venha-nos dar as Janeiras A morcela ou a chouriça. Quando os donos da casa não se resolviam abrir a porta o grupo cantava-lhe assim:
Cantamos e recantamos E voltamos a cantar Estes barbas de farelo Não têm nada para dar.
— Carnaval ou Entrudo
O Carnaval festeja-se dum modo muito simples, popular e muito divertido. Saíam à rua alguns figurantes mascarados com roupas muito velhas e rasgadas. Estes figurantes percorriam as ruas principais da freguesia, assustando com paus as pessoas que assistiam ao desfile. Muitos destes entrudos vinham acompanhados de burros e cumpriam o ritual das visitas à taberna, onde naturalmente eram convidados a beber. Rebentavam-se as bombas de Carnaval que eram guardadas desde a festa do S.Brás. Nessa festa a rapaziada percorria os campos onde caíam as canas não rebentadas dos foguetes.
— Ladainha
Pela quaresma, a rapaziada de Meijinhos juntava-se, diariamente, no ribeiro e dirigia-se para a Igreja Paroquial de Meijinhos(agora Monumento Nacional), rezando a ladainha, numa manifestação curiosa e popular do fervor religioso existente em Meijinhos. Este grupo de rapazes tinha um regulamento interno que previa multas para quem faltasse às ladainhas.
— Engraxar - Engraxar
Este costume do “engraxar, engraxar” era uma espécie de contracto entre duas crianças, feito com um gesto de dedos unidos, selado com esta cantilena:
“Engraxar, engraxar, quando te mandar rezar, reza.”
Depois de hora a hora, quando se encontravam, o 1º a ver o outro gritava “reza” e ganhava vantagem para obter as amêndoas, desde que o outro não estivesse debaixo de telha. O último a receber a ordem de “rezar” até Sábado de Aleluia ficava com a obrigação de comprar as amêndoas ao outro no dia da festa do S.Brás.
— As Alvíssaras
À meia noite de Sábado de Aleluia, os sinos da Igreja anunciavam a ressurreição de Jesus. À mesma hora a rapaziada cantava as alvíssaras de casa em casa. Às 4 horas da manhã, no adro da igreja, de joelhos junto à porta principal rezava-se em louvor da Sagrada Ressurreição. O canto entoado evoca a mãe de Jesus e outros Santos venerados na igreja.
Virgem, Mãe de deus, dos Anjos Onde tendes a morada? - Lá no cimo do lugar, Numa capela caiada.
Virgem, Mãe de deus, dos Anjos Onde creis que Vos encontre? - Lá ao cimo do lugar No carreirinho da fonte
Virgem, Mãe de deus, dos Anjos Alvíssaras vimos pedir, O vosso bendito filho Já tornou a ressurgir!
Virgem, Mãe de deus, dos Anjos Alvíssaras vimos tirar; O vosso bendito filho Já tornou a ressuscitar;
Por cima coberta de ouro, Por baixo de prata fina De roda cercada de anjos Ó que linda companhia.
Senhor S. Sebastião, Cavalheiro bom e forte, Acompanhai-nos na vida E tão bem na morte.
Senhor S. Sebastião Cavalheiro bom e que gesto Toda a minha vida Eu hei-de viver convosco
Divino Espírito Santo, A pombinha quer fugir Se fugir que vá embora Que ela tornará a vir.
Divino Espírito Santo, Divino Consolador, Consolai a minha alma Quando deste mundo for.
Vamos ver a casa santa Onde os anjos têm morada Onde está o cálice bento E a hóstia consagrada.
Vamos ver a casa santaOnde os anjos são croados Onde está Nosso Senhor Jesus Sacramento.
Vamos ver a casa santa Onde os santinhos todos estão Onde está Nosso Senhor E o milagroso Santo Antão.
Já lá vem o Padre Eterno Do seu divino palácio Com a pombinha ao peito É Jesus Cristo nos braços
Divino Espírito Santo Sois Pai de Piedade, Sois a terceira pessoa Da Santíssima Trindade.
Milagroso Santo Antão Que tendes no campanário Um galo preto romano Que canta que é um regalo!
Passarinhos que cantais Na oliveira da esquina, Cantai uma Avé Maria À Senhora Santa Sabina.
Passarinhos que cantais Na oliveira do adro, Cantai uma Avé-Maria À Senhora do Rosário.
Passarinhos que cantais Na oliveira de canto, Cantai uma Avé-Maria Ao Divino Espírito Santo!
Já lá vem amanhecendo Já lá vem o claro dia. Já lá vem Maria Rosa Já lá vem Rosa Maria.
Caminhando vai José, Caminhando vai Maria; Caminhando vai de noite Que de dia não podia.
Lá chegando a Belém, Já toda a gente dormia; O porteiro era ingrato Abrir as portas não queria.
São José foi buscar lume Enquanto amanhecia... São José veio com o lume E achou a Virgem parida
Passarinhos que cantaisNa oliveira maior, Cantai uma Avé-Maria Ao Divino Nosso Senhor!
Saia o sacramento fora A dar a volta à igreja; Torne-se a ir a recolher Onde toda a dente O veja.
Saia o Sacramento fora A dar a volta pelo adro; Torne-se a ir a recolher A caixinha do sacrário.
— Mês de Maria
No mês de Maio, à noite, rezava-se o terço na igreja . Esta celebração revestia-se de um carácter solene e festivo. No final do terço, as raparigas dirigiam-se ao altar de Nossa Senhora de Fátima, entoavam cânticos apropriados e ofereciam flores.
— Ceifas e Malhas
As ceifas eram uma actividade importante em Meijinhos pois o centeio e a cevada era cultivado por toda a freguesia. As mulheres de foice em punho cortavam o centeio enquanto que os homens o atavam e carregavam para os carros de bois a fim de ser transportado para as eiras onde eram malhados. A malha era feita a mangual. Grupos de homens alinhavam-se habitualmente em grupos de oito de cada lado. Havia sempre o “Cavaleiro” que incitava os malhadores com palavras ditas em alta voz: “Mais à frente...atira” “Mais longe... atira”, “Mais alto... atira”... Nas malhas havia sempre rancho melhorado. No inicio dos anos 60 começaram a surgir as malhadeiras que vieram revolucionar esta actividade.
— S. Martinho
No dia 11 de Novembro, dia de S. Martinho, havia uma rusga pela noite que terminava nos “copos”. A rapaziada arranjava um palhaço de palha com uma botelha e uma vela lá dentro, munida de chocalhos, numa gritaria e num choro estridente pela morte de S. Martinho. O cortejo dirigia-se finalmente para o sítio do “Ribeiro” onde um figurante desempenhando a função de padre fazia o elogio fúnebre a S. Martinho que era seguido de uma choradeira por parte dos companheiros. Procedia-se então ao funeral que consistia em queimar o palhaço e depois enterrar os restos nos baldios.
— Varejas
Nos meses de Dezembro e Janeiro faziam-se as varejas. Como em Meijinhos não havia olivais ,então iam ganhar o dia para o Douro onde se deslocavam vários KM a pé até chegarem as Quintas no Douro, onde já ficavam rogados das vindimas.Estas varejas terminavam com um convívio entre os intervenientes na vareja havendo rancho melhorado e vários jogos de animação.
— Missa do Galo – Consoada – Madeiro
Na noite de consoada reuniam-se as famílias a fim de passar esta noite especial. Depois todos iam à “Missa do Galo” celebrada com muita solenidade. Os rapazes queimavam o “Madeiro” até de madrugada junto ao ribeiro ou na Eira dos Paúlos. A lenha era arranjada pelos rapazes. Umas vezes pediam a lenha aos donos outras vezes era roubada nas encostas da serra. O carregamento da lenha durante a noite constituía sempre uma perigosa mas desejada aventura.
— Matança do Porco
Entre os Santos e o Natal faziam-se as matanças. Este acontecimento era sempre associada a uma reunião familiar em ambiente de festa. A matança tinha um ritual curioso: apanhar o porco no cortelho, colocá-lo no banco comprido, queimar os pêlos com palha, fazer-lhe a barba, lavá-la com pedras, pesá-lo e comer o primeiro petisco. As mulheres iam lavar as tripas para o Ribeiro . As chouriças, os salpicões e as farinheiras eram feitas mais tarde. Havia um almoço e jantar melhorado, como nos dias de festa.
— Bailes
Os Bailes eram habitualmente abrilhantados ao som de Concertina ou Realejo e violas, que dava uma volta ao povo para anunciar a realização do baile. À noite os rapazes organizadores do baile batiam às portas onde havia raparigas, a fim de pedirem autorização aos pais para que elas pudessem ir ao baile. Estes ou eram feitos na rua ou em casas particulares.
---Festa do S.Brás
A Festa ao Milagroso S.Brás, é realizada agora no primeiro fim de semana a seguir ao dia 3 de Fevereiro.
Escolhidos e nomeados os Mordomos, tratam de fazer vários Leilões (agora foram já esquecidos)onde os Meijinhenses faziam surpresas para depois leiloarem e assim se angariava algum dinheiro para a festa, que depois umas semanas antes das festas os mordomos vão por as terras vizinhas pedir a esmola e também tiram o rol na Freguesia.
Também nomeiam uns mordomos em Lisboa, onde por lá habitam muitos Meijinhenses que depois organizavam vários autocarros para virem a festa, onde eram recebidos com uma salva de morteiro.
São algumas tradições da nossa Freguesia.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
PROVÉRBIOS E CULTURA POPULAR
A sabedoria popular traduz-se em muitas formas. Uma das mais curiosas, a ocupar no povo um lugar muito especial, é a forma de adágio ou provérbio. Usam-se para tudo. Para argumentar forte, ou para ensinar.
Eis alguns destes preciosos dizeres da filosofia Meijinhense:
1.Laranjas em Janeiro dão que fazer ao coveiro.
2.Se queres bom alheiro, planta o alho em Janeiro.
3.No dia de S. Brás olha o Inverno que faz.
4.Se está para a frente ou se está para trás.
5.Se no dia da Sra. Das Candeias (2 de Fevereiro) estiver a rir está o Inverno para vir, se estiver a chorar está o Inverno a acabar.
6.O vinho que nasce em Março fica no regaço.
7.Abril frio e molhado enche o celeiro e enfarta o gado.
8.O cebolo não gosta de mostrar a raiz em Maio.
9.Em Maio verás a água com que regarás.
10.Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
11.Pelo São Tiago pinta o bago (25 de Julho).
12.Trovoada em Agosto, abundância de uva e mosto.
13.Pelo S. Simão e S. Judas colhidas são as uvas.
14.No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
15.Madruga e terás, trabalha e verás.
16.Depressa e bem há pouco quem.
17.Ao afortunado até o galo põe ovos.
18.Grão a grão enche a galinha o papo.
19.Quem não ceia toda a noite rabeia.
20.Em terra de cegos que tem olho é rei.
Lendas e Tradições de Natal
1. A história:
Em 25 de Dezembro, a cristandade celebra o nascimento de Jesus, fundador de uma religião que o considera o Messias ( Enviado ) e Filho de Deus. A data do seu nascimento é, na realidade, completamente desconhecida. As Escrituras, ou nada dizem sobre o assunto, ou dizem ( como é o caso do evangelho segundo Lucas, 2,6) que na noite em que Jesus nasceu os pastores guardavam, à noite e ao luar, os seus rebanhos, o que parece sugerir uma data primaveril. Só a partir do séc. II é que a Igreja entendeu dever situar no ano civil uma data para a celebração do nascimento de Jesus. Houve muito debate a esse respeito: Clemente de Alexandria propôs 18 de Novembro, outros 2 de Abril, 20 de Abril, etc. Nos séc. III e IV, todo o Oriente cristão celebrava o nascimento de Jesus em 6 de Janeiro, mas por essa mesma época, uma outra data começava a impor-se: 25 de Dezembro. Esta data coincide com o solstício de Inverno, que marca o período mais sombrio do ano, aquele em que os dias são mais curtos e as noites mais longas. A partir do final de Dezembro, a luz do dia começa lentamente a ganhar alguns minutos sobre a noite. A cristandade celebra na noite mais longa do ano o nascimento de Jesus, luz do mundo. Além disso, a Igreja “cristianizou” a festa pagã do deus Mitra, deus da luz, cujo renascimento se celebrava precisamente a 25 de Dezembro. A primeira menção latina do 25 de Dezembro como festa da Natividade remonta ao ano 354, mas nessa época nenhuma cerimónia particular lhe estava associada. A celebração do Natal começa, de facto, com Honório, que reinou no Ocidente de 395 a 423. Só nessa altura a Natividade passou a ser colocada em pé de igualdade com a Páscoa. Em 440, a Igreja decide oficialmente celebrar o nascimento de Jesus em 25 de Dezembro. Em 506, no concílio de Agde, o Natal tornou-se uma festa obrigatória. Em 529, o imperador Justiniano fá-lo um dia feriado. Por essa altura o frade Dionísio, o Pequeno, fixa de uma forma arbitrária o nascimento de Jesus no “ano 1”, que assimila ao ano 754 da fundação de Roma. A palavra natal é de origem latina ( dies natalis), e significa “(dia) do nascimento”. No Natal, mais do que em qualquer outra ocasião, os homens recordam-se do seu passado, da sua infância, dos seus antepassados. A noite, em embrião, contém o dia. Ao Inverno sucederá a Primavera. Uma esperança está a trabalhar em segredo. A luz voltará, mas sempre outra.
2.A árvore de Natal e o Presépio
A árvore de Natal é um dos símbolos por excelência da festa de Natal. O pinheiro, ou o abeto, são árvores de folha perene, sempre verde, o que explica a sua escolha para simbolizar a vida. Já em 580, o bispo, Martim de Braga proíbe “o uso pagão das folhagens e de louro” que as pessoas usavam para enfeitar as casas nos finais de Dezembro. A árvore de Natal, um abeto, aparece pela primeira vez representada num quadro de Lucas Cranach, o Antigo, em 1500. A árvore de Natal das festas cristãs é a herdeira de tradições antiquíssimas, de festas romanas em que uma árvore era carregada de fitas, comida e figuras de madeira. As primeiras árvores de Natal montadas em locais públicos foram erigidas na Alsácia a partir de 1700. Em França, a primeira aparição de um abeto de Natal, enfeitado e iluminado com velas, deu-se em 1837, no jardim das Tulherias, em Paris. A tradição impõe 12 velas, uma para cada mês do ano. Muitas famílias não prescindem de montar um “presépio” ( do latim estábulo ). A lenda diz que o primeiro presépio de Natal foi feito por São Francisco de Assis em 1223, numa gruta de Greccio, em Itália. Mas na realidade a representação do nascimento de Jesus numa gruta de Belém é muito mais antiga. Desde o séc. IV que se encontram em Roma cenas da Natividade esculpidas em sarcófagos. Mas foram os frades franciscanos que espalharam pela Europa a tradição de fazer um presépio no Natal. No imaginário tradicional, o presépio é representado sob a forma de uma gruta ou caverna. Nada disto consta dos evangelhos, mas a Igreja aceitou, cristianizando-a, a gruta da divindade pagã Mitra, nascido numa caverna.
3. À mesa !
A refeição de Natal é tradicionalmente um banquete desde tempos remotos. O prato forte começou por ser o porco/javali, símbolo de fecundidade, considerado um animal sagrado na Antiguidade, sacrificado pelos Romanos por ocasião do solstício de Inverno. Na Idade Média o mais célebre e apreciado prato da refeição de Natal era a cabeça de javali, tradição que perdurou até ao fim do séc. XVII. Por essa altura começou a sentir-se a concorrência do perú, animal originário do México. Sabemos que, já em 1542, o rei de Inglaterra Jaime I mandou servir perú no Natal, em vez de porco. No sul da Europa, nomeadamente na Provença ( França ) e em Portugal, a tradição da consoada de Natal é uma refeição magra, de bacalhau com batatas e hortaliças. Esta simplicidade é compensada com as sobremesas à base de ovos, frituras e frutos secos: amêndoa, pinhão, noz, passas, etc. A refeição de Natal é sempre acompanhada pelos melhores vinhos e pela música tradicional da quadra festiva. Os primeiros hinos de Natal, escritos em Latim, datam do séc.V. Esses primeiros cânticos, muito solenes, foram progressivamente sendo substituídos por cantos populares. Na Alemanha, país de grandes tradições musicais, nasceu a célebre canção “Ô Tannenbaum, ô Tannenbaum” ( “Meu belo abeto”) no séc.XVI. Em 1818, Joseph Mohr criou outra canção famosa em todo o mundo: “”Stille Nacht, heilige Naacht” ( “Noite doce, noite santa”).
4. O Pai Natal
atal sem prendas não é verdadeiramente Natal! A tradição de oferecer presentes por ocasião das festas do solstício de Inverno remonta aos Romanos que, durante as Saturnalia e as Calendas de Janeiro ofereciam prendas, chamadas strenae. A Igreja acabou por aderir a este costume pagão, cabendo o papel de distribuidor de prendas a São Nicolau, ou a São Martinho, ou ao Menino Jesus, segundo as regiões. Mais recentemente, popularizou-se a figura do Pai Natal, de características anglo-saxónicas: é um velho de barba branca, com um barrete de pele na cabeça, um casacão enorme, encarnado, orlado de branco, que se faz transportar a cavalo num burro ou num trenó puxado por renas. Traz uma grande sacola às costas: é aí que estão as prendas de Natal... Adaptação de Festejar o Natal, Lendas e Tradições, Alain de Benoist, Hugin, 1997 * A Ceia de Natal Pelo Natal e numa simbologia do significado corrente de que este dia é o dia da festa que consagra em volta da mesa da ceia o próprio espírito da casa e da família, presente nos vivos e na evocação dos mortos queridos. Em Vizela, tanto quanto se sabe, este pormenor com o ritual que se descreve a seguir, vai perdendo a sua continuidade, motivado isto pelo sentido cristão que foi dado ao Natal, desapegando-o de muitos costumes e práticas associados à evocação dos mortos, designadamente sob a forma da crença na comparência dos mortos de cada família, na casa onde viveram. Mesmo assim, e pelo Natal, migalhas que caiam da mesa da ceia, não são varridas pois que, de noite, os “anjinhos” virão comê-las. Noutras casas, o costume era ligeiramente diferente: sobre a mesa da ceia ficava apenas a toalha enrolada com as migalhas dentro para que de noite “os anjinhos” viessem comê-las. E só no dia seguinte elas eram sacudidas e asseada a mesa. A ceia de Natal e um outro costume que existiu em S. Miguel e noutras freguesias há décadas estão relacionados com a ideia de que o morto revive num outro mundo. Daqui também, o cerimonial do banquete dado ao morto ou a comida enterrada com este, aqui tomando sentido os lanches ou aperitivos ou refeições dados no velório e aos componentes das confrarias. Isto é, mudam-se as religiões, os ritos ancestrais mantêm-se. E com o tempo, este banquete foi substituído pela distribuição na forma indicada e que ainda há uns 30 anos era muito comum. E uma vez mais, entre os cristãos católicos, este costume degenerou ainda na oferta feita pelos familiares do morto ao sacerdote, a título de ofertório ou dobrada. Era o pé de altar.

