Mensagem de Meijinhos

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domingo, 22 de maio de 2011

Miúdos e graúdos festejam aniversário do Centro Marcha e Corrida de Lamego



Foi uma prova desportiva, mas também foi uma festa. Foi um evento no qual a saúde e o bem estar estiveram no centro das atenções, mas também houve lugar para a música e para a boa disposição.

A celebração do primeiro aniversário do Centro Municipal Marcha e Corrida de Lamego, a 16 de Abril último, com a realização da Caminhada ConVida uniu diversas gerações de lamecenses que quiseram festejar um projecto que “revolucionou” os seus hábitos desportivos.
A festa que exaltou a criação deste centro contou com a participação benemérita da Liga Portuguesa Contra o Cancro que sensibilizou a assistência para esta causa e procurou o seu apoio. Albertina Dias e Manuela Machado, antigas campeãs mundiais de Corta Mato e da Maratona, também se juntaram a este evento especial que percorreu, numa distância de 2,5 quilómetros, algumas das principais artérias da cidade de Lamego. O programa ficou completo com uma forte componente cultural e recreativa com a actuação do grupo musical The River Brass Band, originário da freguesia de Magueija, a realização de rastreios de saúde e uma aula de aeróbica. Ingredientes muito aliciantes que motivaram cerca de 200 desportistas amadores, entre os quais Francisco Lopes e José Mário Ferreira de Almeida, respectivamente, Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal de Lamego.
Enquanto que, anteriormente, as caminhadas, os percursos pedestres ou mesmo o atletismo eram actividades com pouca expressão no concelho de Lamego, volvido apenas um ano do arranque do Centro Municipal Marcha e Corrida, centenas de pessoas passaram a estar integradas em diversas dinâmicas que inovam e melhoram os seus hábitos de vida

sábado, 21 de maio de 2011

Sugestão para este fim de semana




Molotof com doce de ovos

Truque: Um truque para que o molotof não baixe é ter sempre um pano de cozinha no fundo do tabuleiro, onde depois se coloca a água a ferver (para cozer em banho maria). O pano no fundo vai ajudar a manter sempre a mesma temperatura.
Deve-se colocar o tabuleiro com água quente logo quando se liga o forno e após a cozedura,abrir um pouco a porta do forno (não abrir completamente, - só mesmo um pouco para parar a cozedura e deixar o molotof arrefecer lá dentro totalmente).

Outro dos truques é juntar-se uma colher de chá de fermento às claras batidas.

Simples mas deliciosa sobremesa.

Ingredients:
8 claras
8 colheres (sopa) de açúcar
Caramelo líquido

Doce de ovos:
6 gemas
250gr de açúcar
1 chávena de leite

Preparação do molotof: Comece por bater as claras com o açúcar. Acrescente um pouco de caramelo líquido para dar cor ao molotof.
Barre uma forma com margarina e caramelo líquido no fundo e nos lados. Coloque o preparado anterior e leve ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 10 minutos. Deixe arrefecer alguns minutos e, por fim, desenforme.

Preparação do doce de ovos: Bata as gemas com o açúcar e adicione o leite. Leve ao fogo em lume brando até engrossar, mexendo sempre.

Coloque o doce de ovos por cima do molotof, reserve no frigorífico e, quando estiver totalmente frio, sirva.



Pudim de Ovos

Ingredientes:

1 litro de leite
10 ovos
20 colheres (sopa) de açúcar

Confecção:



Bata bem os ovos, juntamente com o açúcar e o leite. Coloque numa forma previamente caramelizada e leve ao forno em banho-maria (tendo em atenção que o lume não deve estar muito alto, para que a água não ferva, fazendo com que o pudim forme buraquinhos).

Deixe arrefecer e desenforme.





Leitão à Bairrada

A Receita

O leitão é morto pelo processo usual, na região, para o porco adulto, ou seja, com uma picada funda entre as mãos, para o lado do pescoço, com uma faca de bom gume e de ponta afiada.


Seguidamente o leitão é esbolado ou esboldrado, procedendo-se do seguinte modo: numa panela de ferro de boca larga, ou caldeira antiga de cobre, aquece-se água. Depois, mergulha-se o leitão que está seguro pelas patas dianteiras, até ao meio.

Tira-se rapidamente, sem perda de tempo, para que ele não arrefeça e coloca-se numa mesa arrancando-se logo as unhas (castanholas) das duas patas que entraram na água. De seguida esfrega-se energicamente com uma serapilheira toda essa metade que emergiu, arrancando assim todos os pêlos juntamente com uma camada de pele fina, da superfície a que, na região, se dá o nome de «boldra».

Esta operação tem de ser feita muito rapidamente, tanto o mergulhar na água para que o leitão não coza como a esboldra, podendo contudo repetir-se a operação se não ficar bem pelado da primeira vez, mas com muita rapidez.

Depois de limpa uma parte, procede-se de igual modo para a outra, pegando no leitão pelas patas traseiras e mergulhando-o até à parte já «esboldrada».

Feito isto, com água fria lava-se bem o leitão.


Em seguida procede-se ao amanho: para isso servir-nos-emos do orifício feito para o matar, alongando-se um pouco mais, e abrindo um rasgo ao meio do ventre, bem como outro circular em volta do ânus, relativamente pequeno.

O leitão é limpo de todas as miudezas, metendo para dentro a parte terminal do intestino que se retirou.

O esófago será puxado pelo orifício aberto ao matar saindo também pelo ventre juntamente com o restante.

Depois de bem lavado novamente pendura-se pelo dito orifício feito pela faca ao matar e deixa-se escorrer.

Tempero do leitão

Para preparar o tempero, juntam-se, num almofariz de madeira, – onde se pisarão, se possível, pela ordem que se segue – os seguintes ingredientes:

2 cabeças de alhos,

1 punhado de sal (3 colheres de sopa, por exemplo),

1 colher de sopa bem cheia de boa pimenta,

um pouco de salsa,

cerca de 50 g de toucinho e 50 a 100 g de «unto» manteiga de porco

1 folha de louro

1 colher de sopa de azeite

Estas quantidades são as normais para um leitão de 7 a 8 kg.

Depois de todos os ingredientes bem pisados adiciona-se a manteiga mexendo sempre até ficar uma massa regular. Finalmente, junta-se o azeite que deverá misturar-se com a massa feita com os referidos condimentos.

O leitão é enfiado na vara (espeto) que, inicialmente era de loureiro, depois de pinheiro seco e actualmente é de inox.

A vara deve ter um comprimento tal que depois de metida até ao fundo do forno, deixe de fora cerca de 1 metro, pelo menos.

A vara entrará pelo ânus que foi alargado no amanho, saindo pela boca cerca de um palmo.

Amarram-se as pernas à vara com um arame fino, ficando as mãos livres.

Seguidamente, o leitão é muito bem barrado com o tempero, tanto por fora como interiormente, introduzindo o restante na barriga e em todas as partes vazias. É costume também dar umas picadas, com a agulha de o coser, nas coxas e espáduas onde há carne com mais altura, introduzindo um pouco de tempero nessas picadas.

Cosem-se depois os rasgos abertos no ventre e entre as mãos ou pescoço com uma agulha chamada «agulha de leitão», tipo de coser sacos mas mais pequena, e um fio de linho ou algodão mais conhecido por fio carrete ou fio norte. Posto isto, o leitão está pronto a entrar no forno.

Assar o leitão

A qualidade do “Leitão da Bairrada” varia com o saber e arte do assador, não deixando, também, de ser importante o tradicional forno em tijolo que, na Bairrada é utilizado para cozer o pão de milho (broa). Deverá ser aquecido muito bem com lenha (casca de eucalipto ou feixes de vides) até ficar bem quente.

O rescaldo fica no interior, afastado para os lados e coberto com um pouco de cinza, que se irá destapando, ou melhor, abrindo, à medida das necessidades.

O forno bairradino tem já orifícios na parede oposta à porta, a pouca altura da base, onde se irá enfiar a ponta da vara (espeto) para apoio. A altura destes orifícios é um pouco variável, depende do tamanho do forno e uso de cada um. Na boca do forno é colocado um tijolo que servirá para apoiar a outra ponta da vara, apoio que também é um pouco variável de assador para assador.

O leitão introduzido no forno deverá assar lentamente, durante cerca de 2 horas.

Para que a cozedura seja uniforme, deve ser girado manualmente, sendo este um dos segredos da habilidade do assador.

A vara, juntamente com o leitão, vai sendo rodada proporcionando diferentes posições. Um dos segredos da assadura está em rodar o leitão (sem parar) durante os primeiros 30 minutos.

Durante o tempo de assadura o leitão é, por vezes, retirado (do forno, não da vara) e borrifado com bom vinho branco da Bairrada. Estes borrifos periódicos feitos com um raminho de louro têm por finalidade tornar a pele dura e estaladiça, não deixando que a pele enfole ou rebente. A pele é mais saborosa mas também mais fácil de cortar e de comer se não a deixarmos queimar em demasia.

Esta operação é completada com a vinda do leitão quente ao ar frio, «constipando-o».

Quando ao rodar a vara, o leitão não acompanhe bem os movimentos desta (o leitão já não está agarrado à vara como no início, dançando um pouco), poderemos considerá-lo praticamente assado.

É o momento de o retirar do forno fazendo-lhe depois um pequeno orifício no ventre para lhe retirar o molho líquido, que aí se encontra.

Depois desta «sangria» ainda deverá ir ao forno cerca de 10 minutos para o enxugar um pouco, retirando-o depois em definitivo.

Servir o leitão

Tradicionalmente o leitão é apresentado inteiro, numa travessa de porcelana com o comprimento necessário.

Antes de servir, e na presença de todos os comensais ou convidados, deve proceder-se à apresentação e verificação da boa assadura do leitão. O chefe de cozinha ou chefe de mesa procede à separação da cabeça do Leitão com um prato. Se a separação dos dois elementos for fácil, temos a confirmação que o leitão está bem assado.

Deve ser trinchado, com tesoura própria para o efeito (muitas vezes substituída pela vulgar tesoura de poda), em pedaços pequenos, devendo ser sempre colocado na travessa com a pele virada para cima, sem nunca sobrepor os pedaços, para que a gordura não altere a textura estaladiça da pele.

Na travessa deverão constar pedaços das três partes do leitão: cachaço, costelas e pernil, para assim poderem ser apreciados e conjugados os três sabores da carne.

Tradicionalmente deve ser acompanhado por batata cozida com a pele e salada de alface simples (na medida em que o seu tempero excessivo interferirá com o sabor do leitão).

É também usual acompanhar com laranja fatiada - o que, apesar de alterar o sabor desta iguaria, combina bem, já que tem um efeito adstringente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

REMÉDIOS CASEIROS

1. Dor de cabeça (enxaqueca)
Chá de casca de laranja fresca.

2. Dor de cabeça (proveniente do estômago e de bebidas)
Chá de boldo

3. Dor de cabeça de tensão pré-mesntruai
Suco de melão: bater no líquidificador a polpa do melão juntamente com as sementes; coar e tornar dois copos por dia.

4. Tosse
Xarope de cenoura:
Bater a cenoura no liquidificador, coar na peneira e depois acrescentar mel e ferver até virar um xarope. Cura até coqueluche.
Para criança 1 colher de sopa 3 X ao dia:
para adulto: 6 X ao dia.


5. Colesterol
Berinjela: Cortar a berinjela em 1 litro d’água, deixar na geladeira por urna noite e de manhã pingar suco de 2 limões. Tomar durante o dia. Queima as moléculas de gordura do sangue, então o sangue, que precisa de gordura, passa a busca-las nas reservas, por isso funciona como emagrecedor não podendo ser usado por pessoas que não querem emagrecer.

6. Câncer de Próstata
Tomate: Cortar o tomate em cruz e ferver em 1 litro d’água fazendo um chá. Tomar várias vezes ao dia.

7. Brócolis
Para câncer de mama.

8. Rabanete
Para gripe e tosse (fazer igual ao xarope da cenoura)

9.Semente do Quiabo
Funciona como repelente de mosquitos

10. Garganta
Abacaxi: fazer gargarejo com suco de abacaxi, temperado com uma pitada de sal para cortar a acidez.

11. Aftas. Azia, Gastrite e Ulcera
Provenientes do estômago. Tratar com batata inglesa que cura azia, gastrite e úlcera.
Descascar a batatinha, ralar e depois espremer até sair o leite. Tomar 1 colher, em jejum, após escovar os dentes.

Para azia: tomar durante 1 semana
Para gastrite: tomar durante 2 semanas
Para Úlcera: tomar durante 1 mês.

12. Rins
Chá de folha de abacate

13, Olhos
Para limpeza dos olhos: pingar algumas gotas do leite da maçã (extraído da mesma forma da batatínha inglesa)
Pode-se limpar também com umas gotinhas de limão, mas este arde.

14. Pressão alta
Chá de alho:
Chá de alpiste;
Suco de pepino: bater no liquidificador com água, coar, e tomar o suco. (este regula a pressão, tanto a alta como a baixa)

15. Osteoporose
Suco de pepino (mesma receita da pressão alta)

16. Banana não combina com abacaxi
A banana contém cálcio e é bom para o crescimento, mas se misturar com o abacaxi faz efeito contrário.

17. Melancia
E urna fruta monofágica, ou seja, egoísta: não realiza digestão juntamente com outros alimentos, por isso só deve ser ingerida com estômago vazio.
Do contrário ela interrompe o processo digestivo de outros alimentos para que seja realizada a sua própria digestão.
E um erro consumir melancia corno sobremesa.

18. Memória
Chá da casca do abacaxi.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lamego e a sua Festa da cereja


Cereja da Penajóia também é um sucesso de vendas
A Avenida Dr. Alfredo Sousa acolheu a primeira Montra da cereja da Penajóia, organizada pela Confraria Gastronómica de Lamego.

Calendário Agrícola no Concelho de Lamego


JANEIRO

Apanha da azeitona
Matança do porco
Podas das árvores de fruto e da vinha

FEVEREIRO
Podas das árvores de fruto e da vinha
Festa do S.Brás!!!!!

MARÇO
Sementeiras tardias do cereal
Apanha dos cogumelos e dos espargos

ABRIL
Sementeiras das batatas e do milho
Tosquia das ovelhas
Floração dos urzais, gestiais, estevais, cerejais, macieiras, pereiras etc.

MAIO
Nas hortas plantação do “renovo” (os produtos plantados ou semeados são a batata, a cebola, o feijão, a fava, as couves, o tomate, etc)

JUNHO
Início do corte e apanha dos fenos que se prolonga pelo mês seguinte
Colheita da cereja

JULHO
Início da ceifa do cereal

AGOSTO
Fim das ceifas e início das sementeiras do cereal
Início da apanha da batata
Início da sementeira do nabal

SETEMBRO
Apanha da Fruta
Vindimas
Início da mudança da cor das folhas das árvores

OUTUBRO
Apanha dos cogumelos
Sementeira das ervilhas e favas
Fim das vindimas

NOVEMBRO
Início da sementeira do cereal
Sementeira doa alhos

DEZEMBRO
Matança do porco
Fabrico dos enchidos
Apanha da azeitona

10 Mandamentos da Mulher no Trânsito

1 - Uma vez com passageiros, estacionarás sempre com um espaço de no mínimo 3 metros da calçada.
2 - Arranharás a embreagem e se necessário até danificarás a caixa de câmbio para não quebrar a unha!
3 - Buzinarás sempre que tiveres uma mão livre, não importa o quão livre esteja o trânsito.
4 - Quando saíres para a esquerda, não esquecerás de ligar o pisca-pisca para o lado direito e vice-versa.
5 - Transformarás manobras simples em arriscadas, complexas e emocionantes aventuras.
6 - Não olharás para o retrovisor sob nenhuma circunstância, exceção ao caso de retoque de maquiagem.
7 - Não sairás de um estacionamento de shopping ou supermercado sem, ao menos, 15 manobras e 7 raspadas em carros alheios.
8 - Matarás os filhos de vergonha ao buscá-los na escola com cachorros, gatos, chinchilas ou outros bichinhos fofinhos no banco da frente.
9 - Falarás ao celular e não perderás sequer uma ligação! Mesmo que para isso percas a atenção no trânsito ou controle do carro!
10 - Terás sempre a unha bem feita e a chapinha em dia. Afinal, mulheres feias não ganham passagem!


Oração das Mulheres

Querido Deus:
Até agora o meu dia foi bem:
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes...
Não comi chocolate... Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados...
Mas estou para levantar da cama a qualquer minuto...
E aí sim...
Vou precisar realmente da sua ajuda!
AMÉM!

Oração dos Homens

Um brinde a nós, homens, portadores da inteligência e que nenhuma fdp sabe dar valor!
Que as nossas sejam nossas, que as deles sejam nossas, que as nossas nunca sejam deles, e que se forem deles, que sejam frias!
Bebo porque vejo no fundo deste copo a imagem da mulher amada…
Que a fonte nunca seque e que nossa sogra nunca se chame Esperança porque Esperança é a última que morre!
Que nossa esposa seja rica, que as nossas amantes sejam gostosas e que elas nunca se encontrem.
Deus é 10, Romario é 11, whisque é 12, Zagallo é 13 , e acima de 14 eu to pegando!
Que sobre, nunca nos falte, e que a gente dê conta de todas…
AMÉM!


A Mulher e a Bola
De 1 a 9
É aniversariante - só brinca com bola de assoprar.
De 10 a 14
É boa de dedo - só joga com bola de gude.
De 15 a 18
É amadora - já joga uma boa pelada.
De 19 a 24
É profissional - só da pra craque.
De 25 a 29
Joga vôlei - levanta as bolas.
De 30 a 35
Joga basquete - só recebe entrada.
De 36 a 40
É gandula - vive dando bola.
De 41 a 45
É goleira - agarra todas as bolas.
De 46 a 50
Joga sinuca - adora pegar no taco.
De 50 pra frente
Faz crochê - cochila com o "rolo" na mão.

domingo, 15 de maio de 2011

1ª MONTRA DA CEREJA


A cereja é um dos símbolos da Freguesia da Penajóia - Lamego e um dos alicerces da sua economia. Caracteriza-se, independentemente da sua qualidade e sabor, por ser das primeiras a aparecer nos mercados, marcando o desabrochar da produção frutícola da região do Douro.

Consciente da sua importância, na nossa região, a Confraria Gastronómica de Lamego em parceria com a Câmara Municipal de Lamego promove a 1ª Montra da Cereja, com o objectivo de divulgar e oferecer, a quem nos visita, momentos de Prazer e Degustação deste fruto carnudo e doce, caracterizado por uma coloração intensa que vai do vermelho vivo ao vermelho púrpura, que pode ser comida crua, ao natural ou em saladas de fruta, cristalizada, em compotas e até mesmo em bombons, e que dá pelo nome de CEREJA.

sábado, 14 de maio de 2011

Sugestão para Domingo-15.05.2011



Bacalhau com natas



Tipo de receita: Prato Principal Número de doses: 4 Tempo de Preparação: 1 Hora(s) Tempo de Confecção/Cozedura: 45 Minuto(s) Dificuldade: Fácil






Ingredientes:Bacalhau,batatas,cebola,natas,molho béchamel,ovos,queijo ralado,sal q.b,pimenta q.b


Preparação:Coza o bacalhau e as batatas separadamente e ovos, entretanto numa frigideira coloque azeite e nesse azeite ponha a cebola em rodelas finas, deixe ficar mexendo até a cebola ficar mole.Disponha num tabuleiro ou pirex que possa ir ao forno, as batatas e o bacalhau desfiado.Misture as natas e o molho bechamel temperados de sal e pimenta ao refogado da cebola e regue o bacalhau e as batatas com esse preparado.Disponha por cima rodelas de ovo cozidas e queijo ralado e leve ao forno a alourar e está feito.Não ponho quantidades porque faço qualquer cozinhado a olho.



Tarte de nata












Tipo de receita: Sobremesa Número de doses: 1 Tempo de Preparação: 5 Minuto(s) Tempo de Confecção/Cozedura: 45 Minuto(s) Dificuldade: Fácil

Ingredientes:1 massa folhada de compra1 lata de leite condensado4 ovos2 c. (de sopa) de farinha maisena3 medidas de leite meio-gordo3 cascas de limäo1 pau de canela e 150 g de acúcar.

Preparação:Forre a forma com a massa; pique-a com um garfo e corte os excessos da massa. Reserve-a.Num recipiente ponha o leite condensado, os ovos, a farinha e as medidas de leite (eu medi pela lata de leite condensado) e o acúcar. Bata bem no liquidificador, coloque num tacho e leve ao lume juntando-lhe as cascas de limäo e o pau de canela. Mexa bem para näo pegar. Quando a mistura estiver suficientemente grossa, tire-a do lume deitando-a na tarteira. Leve ao forno durante 35 minutos e ao gril mais um pouco até ganhar a cor desejada (mais ou menos queimadinha). Nota: Eu costumo preaquecer o forno e pôr lá a tarteira só com a massa durante 8 minutos, para que quando a tarte estiver pronta, e ao cortar, esta esteja estaladiça.

Lista de Plantas

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Feira do Livro no Museu de Lamego



Entre os dias 15 e 30 de Maio de 2011, o Museu de Lamego disponibiliza a todos os seus visitantes um conjunto de publicações de referência com descontos que podem chegar aos 90%. A iniciativa, que abrange os museus e palácios do IMC, pretende assinalar o Dia Internacional dos Museus, este ano dedicado ao tema “Museu e Memória”. Os visitantes poderão assim levar para casa, a preços apelativos, um conjunto de títulos reveladores da riqueza das vastas colecções à guarda dos museus e palácios nacionais, ao nível da Arquitectura, Escultura, Pintura, Fotografia, Arqueologia, Ourivesaria, Museologia, além de um grupo de publicações infantis destinadas aos mais pequenos.
Façam um visita a esta feira do livro
Horário: De terça a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.



quinta-feira, 12 de maio de 2011

História de 13 de Maio em Fátima

























História das Aparições

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.
Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.
Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917.
Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.
Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de cinco milhões.

Os videntes de Fátima

Sobre os três videntes de Fátima

Lúcia, Francisco e Jacinta, os três videntes de Fátima

LÚCIA DE JESUS
A principal protagonista das Aparições nasceu em 22 de Março de 1907, em Aljustrel, paróquia de Fátima, e faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005.Em 17 de Junho de 1921, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia. Depois foi para Tuy, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores. Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. No dia 25 de Março de 1948, transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. No dia 31 de Maio de 1949, fez a sua profissão de votos solenes.A Irmã Lúcia veio a Fátima várias vezes: em 22 de Maio de 1946; em 13 de Maio de 1967; em 1981, para dirigir, no Carmelo, um trabalho pictórico sobre as Aparições; em 13 de Maio de 1982, 13 de Maio de 1991 e 13 de Maio de 2000.
Faleceu no Convento de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005. A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta Marto.
Biografia mais completa: ../portal/index.php?id=2782

FRANCISCO MARTO
Nasceu em 11 de Junho de 1908, em Aljustrel. Faleceu santamente no dia 4 de Abril de 1919, na casa de seus pais. Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para "consolar a Nosso Senhor".
Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até ao dia 13 de Março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria, lado nascente.
Sobre o Centenário do Nascimento de Francisco Marto (Com Biografia mais completa):
../portal/index.php?id=2940


JACINTA MARTO
Nasceu em Aljustrel, no dia 11 de Março de 1910. Morreu santamente em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre. Em 12 de Setembro de 1935 foi solenemente trasladado o seu cadáver do jazigo da família do Barão de Alvaiázere, em Vila Nova de Ourém, para o cemitério de Fátima, e colocado junto dos restos mortais do seu irmãozinho Francisco. No dia 1 de Maio de 1951, efectuou-se, com a maior simplicidade, a trasladação dos restos mortais de Jacinta para o novo sepulcro preparado na Basílica da Cova da Iria, lado poente.

Processo de Beatificação dos videntes Francisco e Jacinta Marto
O processo de beatificação dos Videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, depois das primeiras diligências feitas em 1945, foi iniciado em 1952 e concluído em 1979.
Em 15 de Fevereiro de 1988, foi entregue ao Santo Padre João Paulo II e à Congregação para a Causa dos Santos a documentação final levou o Santo Padre a proclamar "beatos" os dois videntes de Fátima, a 13 de Maio de 2000.

Cronologia de Fátima - Datas principais

1916 - Primavera, Verão e Outono - Aparições do Anjo.

1917 - Nos dias 13 dos meses de Maio, Junho, Julho, Setembro e Outubro - Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria; em 19 de Agosto, nos Valinhos.

04-04-1919 - Morre o vidente Francisco Marto, em Aljustrel.
28-04-1919 - Início da construção da Capelinha das Aparições.
20-02-1920 - Morre a vidente Jacinta Marto, no Hospital de Dª Estefânia, em Lisboa.
13-10-1921 - É Permitida a celebração da Missa, pela primeira vez, junto à Capelinha das Aparições.
06-03-1922 - A Capelinha das Aparições é destruída, sendo restaurada um ano depois.
03-05-1922 - Provisão do Bispo de Leiria, mandando instaurar o processo canónico sobre os acontecimentos de Fátima.
13-10-1922 - Inicia-se a publicação da "Voz de Fátima".
26-06-1927 - O Bispo de Leiria preside, pela primeira vez, a uma cerimónia oficial na Cova da Iria, depois da bênção das estações da Via-Sacra, desde o Reguengo do Fetal (11 Kms).
13-05-1928 - Lançamento da primeira pedra da Basílica.
13-10-1930 - Pela Carta Pastoral "A Divina Providência", o Bispo de Leiria declara "dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria" e permite oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima.
13-05-1931 - Primeira Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, feita pelo Episcopado Português, no seguimento da Mensagem de Fátima.
12-09-1935 - Trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Vila Nova de Ourém para o de Fátima.
13-05-1942 - Grande peregrinação para assinalar o 25º aniversário das Aparições.
31-10-1942 - Pio XII, falando em português pela rádio, consagra o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, com menção velada da Rússia, segundo o pedido de Nossa Senhora.
13-05-1946 - Coroação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, da Capelinha das Aparições (coroa oferecida pelas mulheres portuguesas), pelo Cardeal Masella, Legado Pontifício.
01-05-1951 - Trasladação dos restos mortais de Jacinta Marto, do cemitério de Fátima para a Basílica do Santuário.
13-10-1951 - Encerramento do Ano Santo (Universal), em Fátima, pelo Cardeal Tedeschini, Legado Pontifício.
13-03-1952 - Trasladação dos restos mortais de Francisco Marto, do cemitério de Fátima para a Basílica do Santuário.
07-07-1952 - Consagração dos Povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa Pio XII.
07-10-1953 - Sagração da Igreja do Santuário de Fátima.
12-11-1954 - O Papa Pio XII concede o título de Basílica menor à Igreja do Santuário.
13-05-1956 - O Cardeal Roncalli, Patriarca de Veneza, futuro Papa João XXIII, preside à peregrinação internacional aniversária.
01-01-1960 - Início do Sagrado Lausperene no Santuário de Fátima.
21-11-1964 - Ao encerrar a 3ª sessão do Concilio Ecuménico Vaticano II, o Papa Paulo VI anuncia diante dos 2.500 padres conciliares, a concessão da Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima.
13-05-1965 - Entrega da Rosa de Ouro pelo Cardeal Fernando Cento, legado Pontifício, durante a Peregrinação Internacional Aniversária.
13-05-1967 - O Papa Paulo VI desloca-se a Fátima, no cinquentenário da 1ª Aparição de Nossa Senhora, para pedir a paz no mundo e a unidade da Igreja.
13-05-1977 - A Peregrinação do 60º aniversário da 1ª Aparição foi presidida pelo Cardeal Humberto Medeiros, Arcebispo de Boston, legado Pontifício.
10-07-1977 - Peregrinação a Fátima do Cardeal Albino Luciani, Patriarca de Veneza, depois Papa João Paulo I.
19-09-1977 - Elevação de Fátima à categoria de Vila.
12/13-05-1982 - O Papa João Paulo II vem em peregrinação a Fátima agradecer o ter escapado com vida, um ano antes, na Praça de S. Pedro, e, de joelhos, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria.
25-03-1984 - Na Praça de S. Pedro, no Vaticano, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ida expressamente da Capelinha das Aparições, João Paulo II faz, uma vez mais, a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, em união com todos os Bispos do Mundo.
12/13-05-1991 - O Santo Padre João Paulo II vem pela segunda vez a Fátima, como peregrino, no 10º aniversário do seu atentado na Praça de S. Pedro, no Vaticano, presidindo à Peregrinação Internacional Aniversária.
04-06-1997 - A Assembleia da República Portuguesa eleva a Vila de Fátima à categoria de cidade.
13-05-2000 - Beatificação de Francisco e Jacinta Marto, por ocasião da 3ª visita de João Paulo II a Fátima.
13-02-2005 - Falecimento da Ir. Lúcia.
02-04-2005 - Falecimento de João Paulo II.
19-02-2006 - Trasladação do corpo da Irmã Lúcia do Convento de Santa Teresa, em Coimbra, para a Basílica do Santuário de Fátima.
12-10-2007 - Dedicação da Igreja da Santíssima Trindade, pelo Legado Pontifício, D. Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano.

INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES
A cidade de Fátima tem actualmente cerca de 8.000 habitantes. Nela estão instalados vários colégios de ensino secundário. A capacidade hoteleira é de cerca de 10.000 camas, incluindo bastantes casas religiosas que recebem peregrinos e retirantes. As congregações masculinas são cerca de 15, com vários seminários e noviciados. As femininas são cerca de 47.
O Segredo de Fátima

Conforme o exposto nas Memórias da Irmã Lúcia, o chamado Segredo de Fátima consta de três partes distintas:1ª Parte – A visão do InfernoRefere a Irmã Lúcia no nº 2 da sua Terceira Memória, a propósito da aparição de 13 de Julho de 1917: “Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gemidos e gritos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparente e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor”.2ª Parte – Devoção ao Imaculado Coração de MariaNo nº 5 da mencionada Terceira Memória, refere a Irmã Lúcia, citando a Aparição de 13 de Junho de 1917, que Nossa Senhora “me disse que nunca me deixaria e que Seu Imaculado Coração seria o meu refúgio e o caminho que me conduziria a Deus. Que foi ao dizer estas palavras que abriu as mãos, fazendo-nos penetrar no peito o reflexo que delas expedia. Parece-me que, em este dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria; assim como das outras duas vezes o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade. Desde esse dia, sentimos no coração um amor mais ardente pelo Coração Imaculado de Maria”.3ª Parte – Última revelação do SegredoDurante a aparição de 13 de Julho de 1917, segundo o relato final do nº 5 da Quarta Memória da Irmã Lúcia, Nossa Senhora, depois de referir os erros que a Rússia espalharia pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, se não atendessem aos Seus pedidos, acrescenta: “Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará.O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém”.Com efeito, os 3 Pastorinhos apesar de inúmeras ameaças, guardaram inviolavelmente este segredo, o qual só mais tarde foi escrito pela Irmã Lúcia, em obediência à ordem explícita do Bispo da Diocese de Leiria, sendo posteriormente enviado à Santa Sé.Por fim, em 13 de Maio de 2000, no encerramento da celebração Eucarística, presidida por João Paulo II no recinto do Santuário de Fátima, o Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, anunciou, em linhas gerais, o significado do conteúdo da “Terceira Parte” do segredo de Fátima, cujo texto integral seria depois divulgado pela Congregação para a Doutrina da Fé; conforme o texto publicado pela edição portuguesa do semanário L’Osservatore Romano, ano XXXI, nº 21, de 20 de Maio de 2000, p. 9, o Cardeal Sodano acrescenta: “A visão de Fátima refere-se sobretudo à luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos e descreve o sofrimento imane das testemunhas da fé do último século do segundo milénio. É uma Via-Sacra sem fim, guiada pelos Papas do século XX”.Transcreve-se, a seguir, o texto da parte do segredo escrito pela Irmã Lúcia em 3 de Janeiro de 1944, constante dos documentos publicados pela Congregação para a Doutrina da Fé, e editados no ano 2000 pela Libreria Editrice Vaticana:“J. M. J.A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria – Fátima.Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n’uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n’êles recolhiam o sangue dos Mártires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.Tuy, 3-1-1944”.



BREVE HISTÓRIA DO SANTUÁRIO
DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA


(Anexo I)
O acontecimento fundante
1. Os Santuários são o prolongamento, no tempo, de um
“acontecimento fundante”, uma manifestação sobrenatural, cuja
autenticidade seja reconhecida pela Igreja, que assim a situa no conjunto
do desígnio salvífi co de Deus. É esta manifestação sobrenatural
que atrai os peregrinos e defi ne a especifi cidade da missão de
um Santuário, no contexto da missão salvífi ca da Igreja.
Em Fátima, o acontecimento sobrenatural que dá origem ao
Santuário, é constituído pelas aparições de Nossa Senhora a três
crianças, Lúcia de Jesus Santos e seus primos, Francisco Marto e
Jacinta Marto, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917. A credibilidade
eclesial das aparições de Fátima foi declarada pelo Bispo
de Leiria, em Carta Pastoral de 13 de Outubro de 1930: “Havemos
por bem declarar, como dignas de crédito, as visões das crianças
na Cova da Iria, freguesia de Fátima, desta diocese, nos dias 13 de
Maio a Outubro de 1917 e permitir ofi cialmente o culto de Nossa
Senhora de Fátima”.
Esta declaração do Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da
Silva, culmina um longo processo canónico, praticamente iniciado
logo a seguir às aparições, ainda sobre a autoridade do Patriarca
de Lisboa, Diocese a que pertencia Fátima ao tempo das aparições
– a Diocese de Leiria é restaurada a 17 de Janeiro de 1918 e o seu
primeiro Bispo toma posse a 15 de Maio de 1920 – encarregando
o Pároco de Fátima e os Vigários de Ourém e Porto de Mós, de fa-

zerem inquéritos sobre os acontecimentos. Iniciava-se, assim, um
longo processo canónico, que termina com o relatório do Cón. Dr.
Manuel Formigão, de 13 de Abril de 1930, base para a declaração do
Bispo de Leiria.
2. Uma vez declarada a credibilidade eclesial das aparições,
tornam-se ofi ciais os elementos que vão inspirar o desenvolvimento
do Santuário de Fátima, que já era uma realidade signifi cativa à
data dessa declaração, e defi nir a sua missão:
• A mensagem salvífi ca comunicada por Nossa Senhora aos
Pastorinhos, a “Mensagem de Fátima” (cf. Anexo II), inspirará
sempre a fi sionomia pastoral do Santuário;
• O desejo de Nossa Senhora de que se construísse uma Capela
no lugar das aparições;
• A grande afl uência de peregrinos, que se inicia ainda durante
as aparições;
• A divulgação da “Mensagem”, a partir de Fátima, para o
resto do mundo.
A construção de uma “Capela”
3. Nossa Senhora diz aos Pastorinhos “que queria que lhe
fi zessem uma Capela na Cova da Iria”. Vê-se ser intenção de Nossa
Senhora que a memória viva da sua mensagem, fi casse ligada a um
templo, ponto de convergência dos peregrinos e foco de irradiação
dessa mensagem. Esta “Capela” torna-se, assim, a actualização da
mensagem de Nossa Senhora.
O desejo de Nossa Senhora foi rapidamente cumprido, o que
mostra a seriedade da aceitação do conteúdo das aparições. De facto,
entre Abril e Junho de 1919 foi construída a primeira “Capelinha”.
O Bispo de Leiria visitou esta primeira “Capelinha” a 14 de
Setembro de 1921, tendo aí rezado o terço do Rosário. Nesse mesmo
dia autorizou “que se celebrasse missa rezada e sermão, nos dias
de grande concorrência popular” o que aconteceu logo no dia 13 de

Outubro desse ano. Vê-se, assim, que o Bispo de Leiria, muito antes
da declaração formal da credibilidade das aparições, manifestou a
sua fé no carácter misterioso das aparições de Fátima.
Esta primeira Capelinha foi alvo de um atentado destruidor,
na noite de 6 para 7 de Março de 1922. As aparições de Fátima tiveram
sempre inimigos o que, de certo modo, contribui para clarifi car
o seu carácter sobrenatural. Começou com a violência exercida sobre
as três crianças e suas famílias, pelas autoridades republicanas
do Concelho de Vila Nova de Ourém, em Agosto de 1917 e tem tido
outras expressões, quer em livros que pretendem destruir o carácter
sobrenatural de Fátima, quer em tentativas de manipulação do
fenómeno de Fátima, ao serviço de desígnios secretos e inconfessados.
Isto mostra que a missão do Santuário é também a defesa da
autenticidade das aparições de Fátima, contra todos os ataques que
lhe são dirigidos.
Apesar das reticências do Bispo de Leiria, que temia novos
ataques, a “Capelinha” foi reconstruída entre 13 de Dezembro de
1922 e 13 de Janeiro de 1923. A última remodelação de fundo da
“Capelinha das Aparições” obedeceu a uma remodelação geral dos
espaços do Santuário, teve início em 1981 e foram inaugurados por
João Paulo II, na sua primeira visita ao Santuário de Fátima, a 13 de
Maio de 1982, primeiro aniversário do atentado de que foi vítima,
na Praça de São Pedro, a 13 de Maio de 1981.
Um novo templo
4. A “Capelinha das Aparições” continua a ser o maior sinal
evocativo das aparições. Aí se venera a imagem de Nossa Senhora,
para aí peregrinam todos os que rumam a Fátima. Mas a afl uência
de peregrinos exigia a construção de um templo mais amplo. A
bênção da primeira pedra desse novo templo, hoje conhecido por
“Basílica”, teve lugar a 13 de Maio de 1928, mas a Igreja só viria a ser
sagrada a 7 de Outubro de 1953, pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa,
D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Sua Santidade o Papa Pio XII, pelo
Breve “Luce Superna”, de 12 de Novembro de 1954, conferiu-lhe o
título de “basílica menor”. Dedicada a Nossa Senhora do Rosário

evoca a maneira como Nossa Senhora se identifi cou aos “Pastorinhos”:
“Eu sou a Senhora do Rosário”. Para ela foram trasladados
os restos mortais dos Bem-Aventurados Francisco e Jacinta Marto e
recentemente (2006) os da Irmã Lúcia de Jesus.
5. A Basílica de Nossa Senhora do Rosário nunca resolveu
um problema, que se foi acentuando ao longo dos anos: a necessidade
de um espaço coberto para celebrações, para grupos intermédios
entre as multidões das “celebrações aniversarias” e outras, e os grupos
de todos os dias. Aos sábados e domingos juntam-se em Fátima
vários milhares de peregrinos, sem um espaço adaptado para a celebração
eucarística. Outros grandes santuários, como o de Lourdes,
resolveram já há tempo este problema dos “espaços intermédios”.
Depois de ter sido abandonado o projecto de uma “igreja
subterrânea”, talvez inspirada na solução de Lourdes, decidiu-se,
por ocasião do 75º Aniversário das Aparições, construir uma Igreja,
com 9.000 lugares sentados, dedicada à Santíssima Trindade, que se
espera poder inaugurar em 2007, 90º aniversário das aparições.
A construção da Igreja da Santíssima Trindade tem sido alvo
de contestação e mesmo de tentativas de desvirtuar a sua natureza e
fi nalidade. Mas ela situa-se na linha progressiva de desenvolvimento,
no Santuário, das estruturas de acolhimento aos peregrinos. Porque
a Santíssima Trindade é o mistério para onde converge toda a
revelação das Aparições, uma Igreja que lhe é dedicada é a cúpula de
uma estrutura física que tem na adoração a sua última razão de ser.
Acolher os peregrinos
6. Essa é a missão principal do Santuário de Fátima. A
afl uên cia de peregrinos é simultânea ao acontecimento das Aparições.
Logo que se sabe das Aparições, por indiscrição da Jacinta,
um número sempre crescente de pessoas acorrem a Fátima. Em 13
de Outubro, motivadas pelo anúncio de um milagre, que veio a fi -
car conhecido por “o milagre do sol”, os peregrinos eram já uma
multidão. No “memorandum” do Vigário de Ourém, P. Francisco
José Jacinto Ferreira, de 11 de Outubro de 1920, reconhece-se que

continuava a ir à Cova da Iria “uma grande romaria de fi éis, no dia
13 de cada mês”.
Em 1922, na “provisão” em que o Bispo de Leiria ofi cializava
o “processo canónico” e nomeava uma “comissão de inquérito
aos acontecimento de 1917”, o Senhor D. José afi rma que “mais ou
menos todos os dias, mas especialmente no dia 13 de cada mês, há
em Fátima uma grande concorrência de pessoas, vindas de toda a
parte, pessoas de todas as categorias sociais, que vão ali orar e agradecer
à Senhora do Rosário benefícios que, por seu intermédio, têm
recebido”.
E o fenómeno nunca parou de crescer, até aos cerca de
5.000.000 anuais de peregrinos, no momento presente. E porque
a sua principal função é acolher os peregrinos, o Santuário nunca
parou de crescer, de se transformar e adaptar às progressivas exigências
do acolhimento. À distância podemos verifi car que o desenvolvimento
físico e organizativo do Santuário foi uma resposta
às principais exigências desse acolhimento.
O acolhimento espiritual
7. A peregrinação é uma expressão da vida espiritual e o
principal desafi o da “Mensagem” é a conversão, através da oração
e da penitência. Compreende-se, assim, que a primeira expressão
do crescimento do Santuário visasse o criar condições e ambiente
para esta expressão espiritual dos peregrinos.
Já referimos que em 1921 o novo Bispo de Leiria autorizou a
celebração da Eucaristia na “Capelinha”. Já em 1921 se decide adquirir
os terrenos da “Cova da Iria”, para garantir o ambiente de
recolhimento. Em 1923 constrói-se uma residência para o Capelão.
A capelania permanente, com a nomeação do Capelão, o Rev.do P.
Manuel de Sousa, só acontecerá em 13 de Julho de 1927. Passará a
haver celebração diária da Eucaristia e o atendimento dos peregrinos
que o procurem. A criação desta capelania permanente é o gérmen
da futura Reitoria. O primeiro Reitor será nomeado em 1941,
na pessoa do Rev.do P. Amílcar Martins Fontes, coincidindo com a
criação da jurisdição autónoma da Paróquia de Fátima, concedida

ao Santuário, para que a vida sacramental dos peregrinos, incluindo
casamentos e baptizados, se tornasse mais simples e acessível. Esta
jurisdição autónoma do Santuário, exercida pelo Reitor, é confi rmada
e explicitada, em Provisão de 10 de Agosto de 1946.
Competia, igualmente, ao Reitor, presidir ao desenvolvimento
do Santuário. As sucessivas remodelações do recinto, até à actual,
foram sempre orientadas pela preocupação de dignifi car o espaço
das grandes celebrações.
O sacramento da Reconciliação
8. Lugar de conversão, a pastoral do Santuário sempre cuidou
das condições para o acesso fácil e recolhido ao sacramento
da Reconciliação. O desenvolvimento das estruturas materiais do
Santuário sempre contemplaram, com soluções sucessivas, consideradas
as melhores, as “capelas das confi ssões”. Paralelamente ao
espaço físico, foi-se criando um corpo de confessores nas grandes
peregrinações. Muitos sacerdotes encontraram nessas longas horas
de confessionário, em Fátima, as experiências mais gratifi cantes do
seu ministério sacerdotal.
A adoração eucarística
9. O culto eucarístico, central na vida da Igreja, está ligado,
desde o início, à “Mensagem de Fátima”. Já na aparição do Anjo,
antes das aparições de Nossa Senhora, a Eucaristia aparece no centro.
O Francisco descobriu, na sua alma contemplativa, a adoração
eucarística, a que ele chamava “o Jesus escondido”, como modo de
pôr em prática a Mensagem de Nossa Senhora.
Não admira, pois, que no desenvolvimento do Santuário,
paralelamente à criação de estruturas para a celebração eucarística,
se cuidasse sempre das condições para a adoração eucarística, ainda
hoje um dos pilares da espiritualidade de Fátima. Desde a nomeação
de um capelão permanente a 13 de Julho de 1927, se autoriza
a conservação permanente do Santíssimo Sacramento no local das
aparições. A prática da adoração eucarística desenvolveu-se e, a 1
de Janeiro de 1960, foi instituído o Sagrado Lausperene, ou seja, a
adoração permanente da Santa Eucaristia. Esta institucionalização,
garantida pelas Irmãs da Congregação de Nossa Senhora das Dores,
teve consequências no desenvolvimento físico das estruturas do
Santuário. Inicialmente instalado na Capela do Albergue de Nossa
Senhora do Carmo, transfere-se em 1967 para a Capela do Albergue
de Nossa Senhora das Dores e na última reestruturação dos espaços
do Santuário é construído um lugar próprio, ao fundo da Colunata
Sul. A seguir à “Capelinha”, é certamente o lugar mais procurado
pelos peregrinos de Fátima.
A centralidade de Jesus Cristo
10. Na base da espiritualidade de Fátima está uma teologia
viva acerca da centralidade de Jesus Cristo no mistério da salvação e
do papel de Maria, como medianeira e co-redentora. Fátima integra,
espontaneamente, as expressões tradicionais da fé dos portugueses
no que a esta centralidade de Jesus Cristo diz respeito: a devoção ao
Coração de Jesus e a meditação da Paixão do Senhor, expressa na
Via-Sacra.
Logo no início do desenvolvimento físico do Santuário, uma
estátua do Sagrado Coração de Jesus adquiriu centralidade em
relação à “Capelinha” e à futura Basílica do Rosário. Esta estátua
manteve-se, resistindo às sucessivas transformações do recinto do
Santuário. Igualmente a meditação da Paixão do Senhor, através da
Via-Sacra. Em 1927 é inaugurada, pelo Bispo de Leiria, uma Via-Sacra
na estrada entre o Reguengo do Fetal e a Cova da Iria, últimos
quinze quilómetros de um dos percursos dos peregrinos, ligando,
assim, a meditação da Paixão do Senhor à própria peregrinação.
Uma outra Via-Sacra é colocada nas colunatas da Basílica. E nos
Valinhos, um dos lugares de referência da história das aparições,
é construída entre 1959 e 1964 uma Via-Sacra, que termina no chamado
“Calvário Húngaro”. Este pormenor sugere a relação entre a
Paixão de Cristo e a “paixão da Igreja”, expressa no sofrimento real
de Igrejas concretas.
Um outro sinal desta centralidade da Paixão de Cristo foi a
“Cruz Alta”, que se erguia no extremo sul do recinto do Santuário,
construída em 1951, e que colocava a Cruz a presidir a tudo o que
acontecia no Santuário. Foi retirada apenas porque nesse lugar esta
a ser construída a nova Basílica.
Estruturas de acolhimento pastoral
11. Fátima tornou-se, rapidamente, lugar procurado por
pessoas e grupos, para tempos mais prolongados de meditação e
oração, e mesmo de evangelização, através da cultura. As estruturas
ao serviço desta actividade foram, desde muito cedo, das mais
importantes do Santuário: o albergue e as casas de Nossa Senhora
das Dores e o de Nossa Senhora do Carmo, abraçando a Capelinha
das Aparições de ambos os lados, foram várias vezes remodelados,
adaptando-se às novas exigências do Santuário. São, actualmente,
designados por “Casa de Retiros” e a sua fi sionomia actual foi iniciada,
por ocasião do 75º Aniversário das Aparições (1992).
O Centro Pastoral Paulo VI, inaugurado por Sua Santidade
João Paulo II, a 13 de Maio de 1982, é outra grande estrutura de acolhimento,
mais vocacionada para Congressos, Semanas de Estudo
ou Jornadas de grandes grupos.
O acolhimento aos doentes
12. Sendo a principal função do Santuário o acolhimento aos
peregrinos, sempre se cuidou, com um carinho particular, do acolhimento
aos peregrinos doentes. Já em 1924 se iniciou a construção
de um albergue para os doentes e em 1926 é instalado um “posto
de verifi cações médicas”. Mas logo em 1927 se pensa na construção
de dois “Hospitais-Sanatórios”. O Hospital do Santuário foi-se
apetrechando para oferecer aos peregrinos doentes os cuidados
requeridos pela situação, em estruturas físicas e equipas sanitárias,
constituídas por voluntários. Este serviço deu origem à “Associação
dos Servitas de Fátima”, e a estrutura de acolhimento aos peregrinos
doentes, sobretudo nas grandes peregrinações, é hoje um serviço de
grande qualidade. A própria tradição da “bênção dos doentes”, que
ocupa um lugar próprio nas grandes peregrinações, é desse acolhimento
uma expressão, tantas vezes comovente.

Outros “lugares santos” de Fátima
13. À medida que se foi conhecendo a história de Fátima,
foram surgindo outros lugares complementares do sítio da Cova da
Iria, que, de algum modo, alargaram o espaço sagrado do Santuário,
por se terem tornado locais de verdadeira peregrinação, ligados
à mensagem, e não apenas locais de visita turística: Valinhos (local
da primeira e terceira aparição do Anjo), onde foi inaugurado, a
12 de Agosto de 1958, outro monumento ao Anjo de Portugal; a já
referida Via-Sacra, iniciada em 1959 e concluída a 12 de Maio de
1964, com a inauguração do chamado Calvário Húngaro; o Poço
do quintal da Casa de Lúcia (lugar da segunda aparição do Anjo),
onde foi colocado um grupo escultórico; as Casas da Lúcia, doada
pela vidente e recuperada pelo Santuário; a Casa do Francisco e Jacinta,
adquirida e recuperada pelo Santuário; a Igreja Paroquial e o
Cemitério Paroquial de Fátima que se tornaram lugares de visita,
sobretudo pela referência aos videntes, todos baptizados na Igreja
e dois deles temporariamente sepultados no Cemitério, o Francisco
desde 1919 a 1952, e a Jacinta, desde 1935 a 1951.
Os dinheiros de Fátima
14. O Santuário vive das ofertas dos peregrinos, doacções
a Nossa Senhora, carregadas de fé e de esperança, quase sempre
expressão de súplica ou acção de graças. É responsabilidade
sagrada do Santuário administrá-los, de acordo com a sua origem
e natureza.
Já em 1920, o Vigário de Ourém, em “memorandum” ao recém-
nomeado Bispo de Leiria, afi rmava que continuava a afl uir à
Cova da Iria uma grande romaria de fi éis, no dia 13 de cada mês,
e que as esmolas aí oferecidas já ascendiam a 1.500 escudos, além
de objectos em ouro e prata, e que se afi gurava necessário nomear
uma comissão para administrar as esmolas, já recebidas e a receber,
pedindo ao Bispo orientações precisas sobre o destino a dar a essas
esmolas.
O Bispo não perdeu tempo e em 1921 deu instrução para,
com essas esmolas, se adquirirem os terrenos onde se tinham dado
as aparições e onde se estruturou, depois, o Santuário e o seu recinto.
Esta decisão do Bispo de Leiria é paradigmática: os “dinheiros
de Nossa Senhora”, devem destinar-se, antes de mais, ao desenvolvimento
do Santuário, à sua missão pastoral de acolhimento aos
peregrinos. Na medida do possível, deve contribuir para a missão
das Igrejas de Portugal e mesmo de Igrejas pobres de outros países.
As contas do Santuário são hoje públicas, e as regras da administração
estão fi xadas nestes Estatutos do Santuário de Fátima.
Fátima e a Santa Sé
15. Um dos sinais da credibilidade das Aparições de Fátima
é a exactidão da visão de Igreja que delas transparece. Referências,
carregadas de amor, ao Santo Padre são explícitas nos diálogos dos
Pastorinhos. A união ao Papa, Pastor Supremo da Igreja, sinal e garantia
da sua unidade, é a mais forte expressão da catolicidade e
universalidade de Fátima.
A Santa Sé, cujas intervenções conhecidas, a respeito de Fátima,
tinham sido, até aí, discretas, embora signifi cativas, começou a
dar sinais de mais atenção e apreço. O Papa Pio XII, ordenado Bispo
no dia da primeira aparição de Fátima, deu uma primeira resposta
aos pedidos da vidente Lúcia, do episcopado português e de outras
pessoas, fazendo a consagração do mundo ao Imaculado Coração de
Maria, no dia 31 de Outubro de 1942 e a 8 de Dezembro do mesmo
ano, em Roma. A 3 de Janeiro de 1944, a Irmã Lúcia redigiu a terceira
parte do segredo da aparição de 13 de Julho de 1917. O mesmo Papa
Pio XII enviou um legado à coroação da Imagem de Nossa Senhora
de Fátima (13 de Maio de 1946) e outro ao encerramento ofi cial do
ano santo (13 de Outubro de 1951) e fez uma nova consagração com
uma referência mais explícita à Rússia, a 7 de Julho de 1952.
João XXIII, que visitara o Santuário de Fátima como Patriarca
de Veneza, a 13 de Maio de 1956, dois anos antes de ser eleito papa
declarou Nossa Senhora de Fátima padroeira da Diocese de Leiria
(13 de Dezembro de 1962).
Paulo VI, que se referiu ao Santuário de Fátima no encerramento
da terceira sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II (21 de


Novembro de 1964), concedeu a rosa de ouro ao Santuário (13 de
Maio de 1965) e visitou-o, por ocasião do cinquentenário da primeira
aparição de Nossa Senhora, “para honrar Maria Santíssima e
para invocar a sua intercessão a favor da paz, na Igreja e no mundo”
(13 de Maio de 1967).
O Cardeal Albino Luciani, Patriarca de Veneza, que viria a
ser eleito Papa com o nome de João Paulo I (28 de Agosto de 1978),
visitou Fátima e a Irmã Lúcia, um ano antes (10 e 11 de Julho de
1977), manifestando-se muito impressionado com as declarações da
vidente.
João Paulo II, que sobreviveu ao atentado sofrido em Roma,
no dia 13 de Maio de 1981, visitou, por três vezes, o Santuário de Fátima:
no primeiro e décimo aniversário desse atentado (13 de Maio
de 1982 e 13 de Maio de 1991) e no dia 13 de Maio do ano do Jubileu
de 2000, para beatifi car os Pastorinhos Francisco e Jacinta Marto e
permitir que fosse revelada a terceira parte do segredo de Fátima,
dada a conhecer na íntegra no dia 26 de Junho do mesmo ano. Entre
a primeira e a segunda peregrinação, pediu que fosse levada a Roma
a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, diante da qual, na Praça de
São Pedro, renovou a consagração do Mundo e da Rússia ao Imaculado
Coração de Maria, segundo as indicações comunicadas pela
Irmã Lúcia nas “Memórias” e seguramente por outros meios (25 de
Março de 1984), e juntou o título de Fátima à designação da Diocese
de Leiria (13 de Maio de 1984).
Este acto do Papa foi misteriosamente seguido de uma série
de acontecimentos, relacionados por muitas pessoas com as revelações
de Fátima: as mudanças políticas e religiosas começaram a
verifi car-se nos vários países do Leste Europeu, a partir dos meados
da década de 1980, principalmente a queda do regime comunista
e ateu, na própria União Soviética. Um facto signifi cativo, absolutamente
imprevisível até 1989, foi a visita da imagem de Nossa
Senhora de Fátima, vulgarmente chamada “Imagem Peregrina”, ao
próprio Leste Europeu, incluindo a Rússia Europeia, a Sibéria e o
Cazaquistão (Outubro de 1996 a Maio de 1997), em que esteve no
próprio centro da Praça vermelha de Moscovo (7 de Dezembro de


1996), junto dos símbolos mais gritantes do regime que fora instaurado
precisamente no momento em que terminava a série das
aparições em Fátima, em 1917. Todos estes factos têm contribuído
para o incremento do culto e da mensagem de Nossa Senhora
de Fátima por todo o mundo, sobretudo a partir da primeira viagem
da “Virgem Peregrina” (1947), através da fundação de Igrejas,
Santuários, associações de fi éis, Congregações Religiosas e outras
instituições, ao mesmo tempo que afl uem a Fátima multidões de
peregrinos de Portugal e do estrangeiro.
Conclusão
16. A já longa história do Santuário de Fátima mostra-nos
uma linha contínua de fi delidade à Mensagem de Nossa Senhora,
acolhendo os peregrinos e tornando-se foco de irradiação do anúncio
da salvação. “Altar do Mundo”, Fátima tornou-se, misteriosamente,
uma fonte de esperança para o mundo contemporâneo.