Mensagem de Meijinhos

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sábado, 25 de junho de 2011

Sugestão Para Este Fim de Semana


Bacalhau à Zé do Pipo

Bacalhau à Zé do Pipo

Ingredientes:
Duração: 60 Minutos
Dificuldade: Média

  • 4 postas de bacalhau

  • 4 cebolas

  • 1 colher de sopa de manteiga magra

  • 1 colher de sopa de azeite

  • 7,5 dl de leite

  • Sal q.b.

  • Pimenta moída no momento

  • Louro

  • Puré de batata

  • 3dl de mayonnaise sem ovo da DIESE

  • Salsa picada

  • Azeitonas

Confecção:

1. Demolhe o bacalhau de um dia para o outro e coza-o em leite

2. Corte as cebolas em fatias e salteie na manteiga com azeite. Tempere com sal, pimenta e louro; junte um pouco do leite onde cozeu o bacalhau.
Coloque o bacalhau cozido num pyrex e verta o molho de cebola com leite por cima.

3. À volta do pyrex faça um muro de puré de batata com a ajuda de um saco de pasteleiro.
No meio, cubra o bacalhau com mayonnaise sem ovo da diese.
Leve ao forno a gratinar e sirva polvilhado com salsa e enfeitado com azeitonas.

Alhada de Vieiras e Camarões

Alhada de Vieiras e Camarões

Ingredientes:
Para 2-4 pessoas

  • 6 boas vieiras
  • 6-8 camarões grandes descascados
  • farinha para polvilhar
  • 2-3 colheres de sopa de azeite
  • 1 dente de alho finamente picado
  • 1 colher de sopa de manjericão fresco picado
  • 2-3 colheres de sopa de sumo de limão
  • sal
  • pimenta preta de moinho

Confecção:

Passe as vieiras por água fria corrente para retirar qualquer areia ou impureza.
Enxugue bem com papel de cozinha e corte-as ao meio na horizontal.
Tempere as vieiras e os camarões com sal e pimenta e polvilhe com farinha.
Sacuda o excesso.
Aqueça o azeite numa frigideira larga, sobre lume forte e introduza os mariscos.
Reduza o calor para médio e salteie 2 minutos, virando-os.
Adicione alho e o manjericão, distribuindo bem.
Deixe cozer mais 2 minutos ou até as vieiras estarem bem douradas e firmes.
Regue com o sumo de limão e misture.

Variação:
Para enriquecer o molho: transfira os mariscos para um prato aquecido.
Deite 4 colheres de sopa de vinho branco na frigideira e deixe reduzir para metade.
Adicione 1 colher de sopa de manteiga, agitando a frigideira para o molho espessar.
Deite sobre os mariscos e sirva.

Creme de Pétalas de Rosas



Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 6 dl / 2 1/2 chávena de leite
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • algumas gotas de água de rosas
  • 2 colheres de chá de coalho
  • 4 colheres de sopa de natas espessas
  • pétalas de rosas, passadas por açúcar, para decorar (fac.)

Confecção:

Aqueça o leite com 2 colheres de sopa de açúcar sobre lume brando, mexendo sempre, até o açúcar derreter e o leite atingir 37ºC.
Junte a água de rosas suficiente para perfumar o leite, retire do calor e, mexendo, adicione o coalho.
Deite o leite no recipiente de serviço e, sem lhe mexer, deixe o doce solidificar, durante 2-3 horas.
Adicione o restante açúcar às natas e deite sobre o doce.
Decore com pétalas de rosa passadas por açúcar, se gostar.

*Use apenas pétalas de rosa que não foram tratadas com qualquer pesticida.


Leite Creme

Ingredientes :

  • 250 gr de açúcar ;
  • 18 gemas de ovo ;
  • 1 lt de leite ;
  • 1 colher ( sobremesa ) de farinha de trigo.

Confecção :

Junte as 18 gemas de ovo, o açúcar , a farinha de trigo e misture muito bem.
Depois junte o litro de leite a ferver, mexendo muito bem.
Passe tudo por um passador e leve ao lume a engrossar. Ponha numa travessa ou em formas individuais e, depois de frio, cubra de açúcar caramelizado ( ou polvilhe com açúcar e queime-o com um ferro em brasa ).

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Notícias da Autarquia de Lamego

Reconhecendo a importância das comunidades portuguesas dispersas pelo mundo, bem como os fortes elos de ligação que estas mantêm com Portugal, reveste-se da maior importância dar respostas às informações solicitadas, bem como criar as condições de reinserção quando do seu regresso ao país.

Através de um "Acordo de Cooperação" entre a Câmara Municipal de Lamego e a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas foi criado este Gabinete de Apoio ao Emigrante

O que é?

É um gabinete que presta um serviço gratuito de apoio ao emigrante, dirigido, sobretudo ao emigrante: reformado(a), invalido(a); jovem que concorre ao Ensino Superior; entre outros.


Objectivos:

  • Informar os emigrantes sobre os seus direitos.
  • Cooperar na preparação da saída para o estrangeiro de portugueses que desejem emigrar, prestando-lhes a informação e o apoio adequados.
  • Prestar apoio aos portugueses residentes no estrangeiro e seus familiares regressados temporária ou definitivamente a Portugal e facilitar o seu contacto com outros serviços.

Local de Funcionamento:
Câmara Municipal de Lamego
Rua Padre Alfredo Pinto Teixeira
5100- 150 Lamego
Tel. 254 609 600 Fax: 254 609 601
e-mail:
gab.apoio.emigrante@cm-lamego.pt

Horário:
Às Terças-feiras
MANHÃ: 9H00 ÀS 12H30
TARDE: 14H00 ÀS 17H30
Marcação Antecipada




Escola Nº1 ganha concurso áudio lançado pelo Ministério da Educação

A equipa Imaginativos, da Escola B1 de Lamego nº1, sob a orientação da professora Maria de Lourdes Pinto, obteve o primeiro lugar na categoria 3º e 4º anos (formato áudio) da 2ª Edição do Concurso Conta-nos uma História – Podcast na Educação. Esta iniciativa foi promovida pelo Ministério da Educação, através da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares e do Plano Nacional de Leitura, em parceria com a Microsoft.

Cada jovem aluno teve direito à entrega de um certificado de participação pela mão de Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Lamego, que deu os parabéns aos vencedores e enalteceu o mérito e o talento do trabalho desenvolvido por estas crianças que culminou com este reconhecimento nacional. Este acto decorreu durante a festa de encerramento do ano lectivo 2010/11 da Escola B1 nº1 que contou com a presença de todos os alunos, professores e funcionários, para além do director do Agrupamento Vertical de Escolas de Lamego, Carlos Rei.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festa do Corpo de Deus



A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.
Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa.


Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Chirstianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).

Também na Nossa terra em Meijinhos se festeja a festa do corpo de Deus, com a Procissão a percorrer as Ruas da freguesia, e já de vespera se fazer os preparativos das ruas, assim como fazer os arcos que são decorados com verduras e flores para atravessarem as ruas, agora já quase deixaram morrer essa tradição,que pena mas os tempos são outros.
Nos tempos de minha juventude, juntavam-se os rapazes todos e roubava-se as flores onde se viam e procurava-se verduras nas barrocas para se enfeitar as ruas,cada qual fazia o melhor na sua para que no dia de Corpo de Deus todos gostavam daquela decoração, no chão nos arcos por cima das ruas.
Quem sabe se um dia ainda não se voltam a fazer o mesmo,que saudades desses tempos.
Bom dia santo para todos

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cão de Água Português vence Exposição Canina de Lamego

Durante um dia, o topo da Avenida Dr. Alfredo de Sousa, situada aos pés do Santuário dos Remédios, em Lamego, transformou-se numa improvisada passerelle canina, na qual os animais de quatro patas foram submetidos a uma rigorosa avaliação por parte dos juízes da 3ª Exposição Canina Nacional de Lamego. Aproveitando o tempo agradável que se fez sentir, milhares de pessoas saíram à rua para admirar os 523 “cãocorrentes”, sobressaindo o entusiasmo manifestado pelas crianças que não conseguiam disfarçar a atenção que dedicavam ao mais fiel amigo do Homem.

O sucesso competitivo alcançado por este certame leva a Câmara Municipal de Lamego, entidade organizadora, a garantir uma nova edição já no próximo ano que irá consolidar este evento tendo como objectivo acolher, num futuro próximo, uma exposição internacional. Este ano, o desfile canino distinguiu um Cão de Água Português como Melhor Exemplar da Exposição, o que constituiu o ponto alto deste evento. Em competição, estiveram à prova 87 raças e respectivas variedades oficialmente reconhecidas. Francisco Lopes, Presidente da autarquia, enfatiza que esta foi “a melhor exposição de sempre, tendo em conta o número de participantes, o maior número de juízes e a maior participação de expositores espanhóis. Destaco ainda o elevado número de pessoas a assistir”.

A garantir a direcção técnica da 3ª Exposição Canina Nacional de Lamego esteve mais uma vez o Clube Português de Canicultura.

Notícias da Autarquia de lamego

Feira promove bôla de Lamego para todos os gostos

Inserida no programa Douro Emoções, a cidade de Lamego voltou a acolher mais uma edição da Feira da Bôla, uma oportunidade única para milhares de lamecenses e forasteiros saborearem uma das iguarias mais típicas da culinária duriense, recentemente candidata às sete maravilhas gastronómicas de Portugal. A convite da Câmara Municipal de Lamego, treze comerciantes locais voltaram a promover, de 17 a 19 de Junho, esta especialidade que pode ser recheada ao gosto de cada um. Tal como em anteriores edições, no final, a elevada procura esgotou o stock em todos os stands de venda, constituindo um novo êxito organizativo.

Tendo como palco a “sala de visitas” da cidade de Lamego – a Avenida Dr. Alfredo de Sousa – aos pés do Santuário dos Remédios, a Feira da Bôla tornou-se, ao longo de três dias, um ponto de encontro para os profissionais do sector e para milhares de visitantes. Durante o certame, houve uma promoção especial: na compra de duas bôlas era possível adquirir uma garrafa de espumante Raposeira por apenas 2,5€.

Fiel a uma receita muito antiga, as bôlas de presunto, bacalhau, sardinha, carne em vinha-d’alhos ou de outros ingredientes deliciaram o paladar dos consumidores. Tendo em conta a oferta da culinária duriense, a Bôla de Lamego assume-se como uma das iguarias mais genuínas e distintas do Portugal gastronómico.

A III Feira da Bôla de Lamego foi uma organização conjunta da autarquia e da Associação de Empresários de Hotelaria do Douro (HTDOURO), com o apoio institucional da Entidade Regional Turismo do Douro, Turismo de Portugal, Escola de Hotelaria de Lamego, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de lamego, Confraria Nacional do Espumante e das Caves da Raposeira.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ambiente e Qualidade de Vida » Espaços Verdes

Av. Visconde Guedes Teixeira

Este espaço ao longo do tempo sofreu inúmeras alterações, com a cobertura do rio Coura, em 1922 a Avenida ganhou novas proporções. As maiores obras tiveram início em 1931, cortando-se as palmeiras e japoneiras existentes, sendo substituídas por tílias (que ainda perduram), executou-se nesse ano o lago existente. Desde essa data, têm-se verificado várias opções de cobertura vegetal, nos últimos anos a escolha tem sido a utilização de plantas anuais, permanecendo o espaço com mais colorido.

Em 2007, os canteiros ganharam uma forma abaulada com a colocação de terra, estando a cobertura vegetal constituída com relva e plantas anuais.

Jardim do Campo

Em 1830 construiu-se no Campo (assim na época designado), uma fonte e logo de seguida o terreiro viu-se plantado de árvores. O Visconde Guedes Teixeira imaginou um jardim fronteiro aos Paços do Concelho e daí a algum tempo o “Campo Tablado” (no mesmo local no tempo do godos, havia o costume de festejar com um jogo chamado “bordear” ou “lançar a tablado”), passou a “Passeio Público”.

Em 1908 foi resolvido o ajardinamento do largo, sofrendo uma remodelação em 1936, ficando com a actual configuração em 1967.

Parque Isidoro Guedes

Este parque foi construído na cerca do extinto convento dos Gracianos, após o decreto de 1834, retirou aos frades os seus conventos passando estes para o estado. A “Alameda” (assim designada), foi arborizada com novas plantas em 1928, em 1965 recebeu diversas beneficiações

Após essas melhorias o parque manteve-se ao longo de vários anos praticamente inalterado, a sua degradação tornou-se cada vez mais notória, consequentemente tornou-se um local pouco frequentado, até que em 1999 o parque sofre uma profunda remodelação, adquirindo novos caminhos pedonais, novo mobiliário urbano, café e um parque infantil (totalmente remodelado em 2006). Actualmente é um dos locais mais aprazíveis da cidade de Lamego.



Ambiente e Qualidade de Vida em Lamego


Verdinho

Educação Ambiental

Resíduos Sólidos Urbanos

Percursos Pedestres

Dejectos Caninos

Qualidade da Água

Parque Biológico

Espaços Verdes

Limpeza Urbana

Gab. Técnico Florestal

Canil Municipal

Cemitérios do Município

Mercado Municipal

Veículos Abandonados

Protecção Civil

Gastronomia de Lamego

Terra de sabores e tradições, Lamego possui uma gastronomia ímpar, um paraíso de boa e diversificada comida, desde os pratos à doçaria tradicional. O coelho bravo, o cabrito assado, bem como os deliciosos petiscos de presunto, as bôlas (fiambre, presunto, vinha d’alhos, atum, frango, sardinha e bacalhau), os enchidos de porco, o biscoito da Teixeira, os “Lamegos”, entre outros, e as sumarentas frutas presentes nos pomares que se perdem de vista ao longo das encostas solarengas das terras do Douro são apenas algumas iguarias que deliciam o cliente mais exigente.

A sabedoria aliada à arte de bem cozinhar e acompanhada com um bom e espirituoso vinho, ou por um excelente espumante, conferem à gastronomia lamecense a autenticidade e o requinte a qualquer refeição.

As iguarias, que se cruzaram durante séculos a fim de refinar o que de melhor existe em Lamego, comprovam que qualquer ementa que se seleccionar é repleta de cultura.

Para finalizar, esta refeição de paladares imemoráveis, reencontre-se com a essência histórica e patrimonial de saberes e arte do Douro - o Vinho de Porto -, considerado por muitos um dom da Natureza.

PRATOS TÍPICOS

  • Cabrito com batatas assadas
  • Coelho assado no forno
  • Trutas de escabeche
  • Milhos com carne de vinha d'alhos

PETISCOS

  • Bôlas de presunto, fiambre, vinha d'alhos, frango, atum, sardinhas e bacalhau
  • Presunto com azeitonas
  • Queijinhos
  • Carnes de porco fumadas
  • Enchidos

DOCES

  • Peixinhos de chila
  • Doce de ovos
  • Pão-de-ló
  • Pastéis
  • “Lamegos”

VINHOS

  • Branco e tinto de mesa
  • Espumantes naturais
  • Vinho do Porto

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lamego um Conselho a Visitar

Turismo » Lamego e o Douro

O Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial da Humanidade, desde Dezembro de 2001, possui características singulares e ímpares nomeadamente as suas gentes, o clima, a cultura e o património. Uma região digna de uma beleza que alia o trabalho do Homem aos valores culturais, criando uma paisagem incomparável e reconhecida internacionalmente. O rio Douro que transportou no seu leito a alma e a sabedoria dos durienses, através de barcos rabelos que ao sabor da corrente embalavam a qualidade e o sabor dos vinhos por terras vinhateiras. Este rio proporcionou ao longo dos tempos uma visita magnífica pelas paisagens graciosas de um património de grande valor.

A Região Demarcada do Douro onde se produzem os tão afamados vinhos do “Porto” e “Douro” abrange uma área compreendida por vários municípios, incluindo o Concelho de Lamego. Cidade nobre possuidora de casas solarengas, de igrejas e capelas de valor singular de um imponente castelo, onde a arquitectura dos monumentos e as ruas seculares contam histórias dignas de um povo batalhador.

Lamego foi uma das primeiras cidades do Douro a ser sede de bispado, adquirindo um lugar privilegiado na História de Portugal devido ao seu imponente património artístico e beleza peculiares. Classificada por muitos como a cidade - luz, onde os sumptuosos jardins, as avenidas e colinas circundantes convidam ao lazer propiciando um contacto distinto com a natureza, o artesanato e gastronomia local. Aqui, onde o sabor e a tradição constituem um motivo de orgulho e um símbolo de conquista e memórias que a dinâmica do tempo tem permitido deliciar e vivenciar num reencontro de culturas.

A viagem pelo passado permite redescobrir uma cidade riquíssima, onde cada lugar aos olhos de quem a visita testemunha a sua longa História.

Turismo » Festas dos Remédios

No local onde se encontra o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios, o monte de Santo Estêvão, existiu outrora uma capela em honra deste Santo, construída em 1361. Tratava-se de um templo pequeno e modesto, mandado edificar pelo bispo da diocese, D. Durão.

Em 1551, foi nomeado bispo de Lamego D. Manuel de Noronha que, para além de muitas obras existentes na cidade de Lamego, mandou erigir, no ano de 1568, a primeira capela em honra da Nossa Senhora dos Remédios, exactamente no monte de Santo Estêvão, e que hoje é designado por Pátio dos Reis.

Mais tarde, em 1750, a Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, na época liderada pelo Cónego José Pinto Teixeira, devido à degradação da capela seiscentista, mandou-a demolir e construir um magnificente Santuário dotado de um amplo e harmonioso espaço para atrair mais peregrinos e capaz de acolher mais crentes ligando-o à cidade. Esta obra foi concluída em 1761. Neste mesmo ano, iniciaram-se no novo espaço, os ofícios religiosos, mas somente em 1778 é que este Santuário foi inaugurado. Na época, o grandioso dia, dedicado à Padroeira Nossa Senhora dos Remédios, era assinalado a 5 de Setembro.

As festas foram crescendo ao longo dos tempos até se tornarem uma das mais grandiosas do país, na qual os rituais religiosos e profanos se misturam numa harmonia perfeita. É oferecido um programa diversificado englobando exposições, concertos, desfiles, procissões, feiras, eventos culturais e desportivos de forma a atrair muitos veraneantes e foliões. Assim, durante estes dias de diversão é possível admirar a Marcha Luminosa, no dia 6 de Setembro à noite, e a Batalha das Flores, no dia seguinte à tarde, que percorrem as principais ruas da cidade engalanadas de alegria e cor.

A Romaria de Lamego, dedicada a Nossa Senhora dos Remédios, é uma das maiores de Portugal, sendo o momento mais alto desta celebração a grandiosa Procissão do Triunfo, realizada a 8 de Setembro, na qual os andores ostentam imagens sagradas puxadas por juntas de bois, como manda a tradição. Nesta altura, as ruas ficam ricamente ornamentadas, ganhando uma nova dinâmica, onde a componente religiosa adquire toda a sua plenitude.
As festas culminam com uma fenomenal sessão de fogo pelos quatro cantos da cidade.

A Semana Santa é o momento alto da vida religiosa da cidade. Durante três semanas que antecedem o Domingo de Páscoa, as igrejas adquirem uma solenidade especial e as populações estão em tempo de reflexão e de oração. A Via-Sacra, a Benção das Flores e o Ritual do Pão Quente são alguns dos grandes momentos destas duas semanas.

A Feira de Santa Cruz é uma das mais animadas de Lamego. Tem lugar no dia 3 de Maio junto ao Quartel de Santa Cruz. A Feira é marcada pelas corridas e desfiles de cavalos, mas é também uma mostra de raças de gado da região. Os lamecenses fazem deste evento uma festa onde a competição saudável, o convívio e a alegria são palavras de ordem.

A Expodouro é uma das feiras mais representativas do Norte, que promove e divulga as potencialidades da região. O destaque vai para o pavilhão dos vinhos, mas o artesanato, o turismo e a gastronomia também são representados no seu melhor.

Carnaval de Lazarim - Em Lazarim comemora-se um dos mais típicos carnavais do país. Para além do desfile das tradicionais máscaras de Lazarim, criadas por artesãos locais, um dos momentos altos destes dias é a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres. Aqui tudo continua a ser realizado como manda a tradição e é por isso que este Carnaval vale a pena.



Tradição mais que centenária, a
Queima do Judas, em Lalim, atinge em cada ano uma expressão única, situando-se entre as mais significativas do calendário pascal. Trata-se de uma evocação do passado, de uma vivência do presente e de uma construção do presente e de uma construção do futuro, pois nela se confere voz às raízes e à memória viva do dia-a-dia do seu colectivo social e cultural.

Artesanato

Lamego, cidade de uma cultura muito peculiar, tem demonstrado o seu património além fronteiras, através da mestria de artesãos naturais deste concelho que têm preservado ao longo dos séculos a identidade lamecense e atraído inúmeros curiosos, visitantes e turistas.

O amor à arte é evidente na elaboração dos artefactos, que preparados com o engenho e minúcia dos artistas, criam obras tradicionais em áreas muito distintas como cestaria, tanoaria, olaria, marcenaria, cantaria, funilaria, tecelagem, máscaras em madeira de amieiro, passando pelo ferro forjado, que constituem autênticos tesouros lamecenses.
As albardas, cabeçadas, correias e outros utensílios para animais, são também elementos representativos do nosso artesanato.

A cestaria é uma das artes mais típicas de Lamego e está associada aos métodos tradicionais de fazer a Vindima. Durante séculos, os cestos em madeira de castanho foram usados para transportar as uvas para as camionetas, que as levariam para os lagares e onde os típicos chapéus de palha usados de sol a sol na lavoura do dia-a-dia, permitem reviver memórias que se vão perdendo no tempo.

Associada ao vinho está a tanoaria, as pipas e tonéis em madeira de carvalho continuam a ser elementos associados à cultura e aos hábitos locais, que compõem a qualidade do vinho e o tornam singular. Hoje, constituem um dos mais simbólicos aspectos do artesanato e é por amor à tradição que muitos mestres resistem às novidades do progresso e continuam a fabricá-los manualmente, como nos velhos tempos.

Na freguesia de Lazarim, as máscaras de Carnaval esculpidas em madeira de amieiro são um dos ex-líbris, uma verdadeira obra de arte, e constituem motivo de orgulho da população lamecense. A festa do Entrudo está entre as mais emblemáticas da região e movimenta milhares de pessoas vindas de todas as zonas do país e até mesmo do mundo.