Mensagem de Meijinhos

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fitoterapia: as plantas transformadas em medicamentos

Plantas medicamentos naturais

Desde tempos remotos que o homem recorre ao mundo vegetal para elaborar “receitas milagrosas” para curar os mais diversos males. À falta de outras soluções, as civilizações foram aperfeiçoando o uso de plantas para confeccionar medicamentos 100% naturais, uma prática que entretanto a ciência ajudou a aperfeiçoar.

A FITOTERAPIA É…

O termo “fitoterapia” resulta da junção das palavras gregas “Phythón” (planta) e “Therapeía” (terapia) e, enquanto parte integrante da Medicina Chinesa, estuda as plantas medicinais e as suas aplicações no tratamento de problemas de saúde. Uma alternativa natural aos medicamentos químicos, a fitoterapia pode ser utilizada isoladamente ou em conjunto com os medicamentos convencionais para prevenir e combater um sem número de maleitas comuns e até várias doenças, desde a fadiga, obesidade e inflamações, às perturbações respiratórias, cardiovasculares, gastrointestinais, urinárias e nervosas, entre muitas outras. As propriedades terapêuticas das plantas medicinais curam os desequilíbrios do organismo, restaurando o funcionamento pleno do sistema imunitário, sem correr, na maior parte das vezes, o risco de sentir efeitos secundários.

A HISTÓRIA DAS PLANTAS

Considerada a forma de medicina mais antiga da civilização humana, existem registos do ano 2500 a.C. sobre a utilização de plantas medicinais na China e, em 2800 a.C., foi escrito o primeiro livro com referências a fórmulas de fitoterapia, o célebre “Nei Jing”. Está documentado que todos os povos da Antiguidade – gregos, romanos, persas, egípcios, etc. – utilizaram as plantas, os produtos de origem mineral e animal, como base da sua medicina. A partir do século XX, deu-se o boom da indústria farmacêutica e o desenvolvimento dos medicamentos químicos, mas, e ao contrário do que se possa pensar, as plantas não foram postas de parte.

Até essa altura, os herbalistas, os médicos e os farmacêuticos trabalhavam em conjunto no estudo das plantas e das suas capacidades curativas. Esse trabalho de pesquisa continuou em duas frentes: a medicina tradicional, agora apoiada pelo sector farmacêutico não descurou o poder das plantas, até porque aproximadamente 85% dos medicamentos utilizados nos dias que correm, são derivados dos princípios activos das plantas. Por outro lado, os herbalistas prosseguiram com a análise química das plantas, o que lhes conferiu um forte argumento que não detinham até então: a base científica.

Seguiram-se anos de investigação não só sobre as plantas, mas também sobre as vitaminas, os minerais e os alimentos, mas mais importante do que isso, foi o estudo sobre a forma como estas riquezas naturais influenciavam ou não o corpo humano. Deve-se o termo “fitoterapia” ao médico francês, Henri Leclerc, que depois de inúmeras experiências com plantas durante a década de 50, reuniu os resultados na obra “Sumário de Fitoterapia”.

Hoje, a fitoterapia é a aplicação da ciência moderna (estando sujeita a testes e controles científicos) à medicina herbal, ou seja, para além de identificar os componentes activos de cada planta, explica a maneira como as plantas medicinais actuam no corpo humano.

A FITOTERAPIA HOJE

A fitoterapia recorre aos princípios activos das plantas para prevenir e tratar doenças, reforçando assim, as defesas naturais do organismo. Popularmente conhecidos como “medicamentos de saúde”, são apresentados de diversas maneiras: chá, ampolas, comprimidos, cápsulas, drageias, óleos essenciais, tinturas, bem como cremes e pomadas para uso externo. O sucesso dos medicamentos confeccionados exclusivamente com plantas reside, obviamente, na sua composição o que implica, por sua vez, uma extracção cuidadosa a partir das próprias plantas.

A EXTRACÇÃO E COMPOSIÇÃO

A extracção e composição dos medicamentos de fitoterapia é sujeita a um processo de controlo de qualidade rigoroso que começa na cultura da planta, que acontece numa região sem poluição, com clima e solo adequado. A parte activa da planta – que pode ser nas raízes, partes aéreas, folhas ou flores – reúne, em quantidades bastante reduzidas, as substâncias curativas, ou seja, onde se encontram concentradas as propriedades terapêuticas. A extracção destas substâncias segue cinco etapas específicas para se conseguir o efeito terapêutico desejado: criotrituração, extracção por solvente específico, concentração, secagem por vácuo e encapsulação. A fitoterapia trabalha com milhares de plantas e centenas de fórmulas rigorosamente elaboradas – algumas seculares, outras produto da ciência moderna.

O FITOTERAPEUTA DIZ-LHE…

Regra geral, não existem efeitos secundários na utilização de medicamentos de fitoterapia, no entanto, aconselha-se sempre uma consulta com um fitoterapeuta credenciado, principalmente no caso de mulheres grávidas e a amamentar. Uma opção saudável e natural que, administrada nas doses correctas, actua profundamente e estimula as defesas naturais do organismo, sem o prejudicar, revelando resultados eficazes e duradouros. Recomenda-se ainda a sua utilização em conjunto com medicamentos tradicionais, depois de conversado com o seu médico de família.

PLANTAS POPULARES

Com diversas indicações terapêuticas, descubra os segredos das plantas mais utilizadas em fitoterapia:

  • Alcachofra – problemas de vesícula
  • Alfazema – asma, facilita a digestão, problemas de pele (alergias, queimaduras, eczemas)
  • Alho – colesterol elevado
  • Argila branca – azia
  • Baga de mirtilo – diarreia
  • Bardana – acne
  • Calêndula – eczemas, cicatrização de feridas, prevenção de varizes
  • Camomila – age sobre o sistema imunológico, ajudando a combater gripes, alivia espasmos musculares, é um relaxante natural
  • Cardo mariano – doenças do fígado
  • Carvão vegetal – flatulência
  • Castanheiro-da-índia – hemorróidas, varizes e outros distúrbios do sistema circulatório
  • Centáurea – dores reumáticas e de estômago
  • Espinheiro-alvar – fortalece o batimento cardíaco, reduzindo os batimentos irregulares, aumenta o fluxo sanguíneo nas artérias
  • Equinácea – gripe
  • Eucalipto – tosse
  • Ginseng – cansaço geral
  • Groselha negra – dores reumáticas
  • Hipericão – depressão
  • Levedura de cerveja – pele seca e baça
  • Luzerna – unhas e cabelos fracos
  • Malva – anti-inflamatório natural, especialmente eficaz nas afecções da garganta
  • Óleo de borragem – rugas
  • Óleo de gérmen de trigo – doenças cardiovasculares
  • Óleo de onagra –tensão pré-menstrual
  • Óleo de salmão – triglicerídeos elevados
  • Oliveira – tensão arterial elevada
  • Passiflora – stress, ansiedade e insónias
  • Própolis – gripe
  • Rosa da Provença – problemas de garganta
  • Sabugueiro – gripes e constipações, alivia as vias respiratórias
  • Salgueiro – dor e estados febris
  • Salva – digestão difícil
  • Sene – obstipação
  • Tília – dores de cabeça, enxaquecas, problemas digestivos, perturbações nervosas, cólicas abdominais, calmante natural
  • Uva-ursina – infecções urinárias
  • Valeriana – insónia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

umas receitas para você

Couves Estufadas

Ingredientes:

  • 1/2 couve coração-de-boi
  • 50 g de toucinho
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 cebola
  • sal
  • pimenta

Confecção:

Corte a couve em tiras com a largura de um dedo e ferva-se durante 1 minuto em água temperada com sal.
Escorra, passe por água fria e escorra novamente.
Pique o toucinho e derreta-o sobre lume brando com o azeite.
Introduza as tiras de couve e a cebola picada e deixe estufar com o recipiente tapado e o lume muito brando.
Se for necessário, junte um pouco de água ou de caldo de carne.
Tempere com sal e pimenta.
A couve está pronta quando ganhar uma cor ligeiramente amarelada.
Sirva como acompanhamento.


Dourada Recheada

Ingredientes:

  • 200 grs. de natas para bater

  • 1 dourada com 1,200 kg

  • 200 grs. de camarão

  • 2 kg de mexilhões

  • 70 grs. de manteiga ou margarina

  • 30 grs. de farinha de trigo

  • 1 cebola grande

  • 1,5 dl de vinho branco

  • salsa picada q.b.

  • sal q.b.

  • pimenta moída na altura q.b.

  • 1 boneca de cheiros

Confecção:

Depois do peixe arranjado e lavado, com uma faca afiada, faça uma incisão no dorso, que vá da cabeça à cauda, e vá aprofundando o corte para que os filetes se separem da espinha dorsal.
Vire o peixe e repita a operação do outro lado, de maneira que os filetes fiquem totalmente separados da espinha.
Fazem-se uns cortes na espinha, na parte da cauda e da cabeça, e, com cuidado tira-se a espinha dorsal.
Tempere o interior do peixe com sal e pimenta.
Lave muito os mexilhões.
Ponha-os numa panela com a cebola picada, o vinho branco, a boneca de cheiros composta por, (1 folha de louro, 1 raminho de salsa, 1 raminho de aipo, 1 raminho de coentros), 20 grs. de manteiga ou margarina e pimenta.
Faça-os abrir em lume forte.
Retire os mexilhões do caldo.
Passe o caldo por um passador.
Reserve.
Coza o camarão.
Retire as cascas ao mexilhão e ao camarão.
Tempere com sal e pimenta e recheie a dourada com metade do camarão e do mexilhão.
Disponha a dourada, depois de recheada, num tabuleiro barrado com manteiga.
Regue com o caldo da cozedura do mexilhão e as natas.
Cubra o tabuleiro com uma folha de papel de alumínio e leve ao forno médio [6-7 T] a cozer cerca de 30 minutos.
Entretanto, derreta 30 grs. de manteiga.
Junte a farinha e mexa bem.
Retire do lume e reserve.
Quando o peixe estiver cozido, retire, disponha no prato de serviço e reserve em local quente.
Coe o molho e leve-o ao lume, até ferver.
Retire um pouco de molho e junte-o ao preparo manteiga + farinha, mexa bem, junte este preparado ao resto do molho e vá mexendo sobre o lume, até este ficar um pouco espesso.
Adicione a este creme o resto do camarão e do mexilhão.
Regue o peixe com o molho e sirva de seguida.
Acompanhe com feijão verde ou couves de bruxelas salteados.



Bacalhau Picante

Ingredientes:

  • 4 postas de bacalhau demolhado
  • 4 boas cebolas cortadas às rodelas
  • 2 pimentos verdes
  • 2 pimentos vermelhos
  • 6 batatas cortadas em rodelas
  • 6 dentes de alho
  • 4 piripiris
  • 6 tomates maduros mas rijos
  • 1 folha de louro
  • 1 chávena de chá de maionese
  • 2 colheres de sopa de coentros picados
  • 2 colheres de sopa de salsa picada

Confecção:

Dê uma fervura ao bacalhau, limpe de peles e espinhas e faça-o em lascas.
Leve ao lume uma caçarola grande com azeite, cebolas, alhos e o piripiri.
Quando o alho estiverem fritos, retire-os e deixe a cebola alourar.
Num tabuleiro, deite a cebola e os alhos.
Ponha os pimentos no azeite da fritura e frite em lume médio e quando estiverem macios escorra-os e coloque-os sobre a cebola e os alhos.
Deite o bacalhau no azeite da fritura, frite-o sem deixar secar.
Coloque-o sobre os pimentos.
Frite as batatas e coloque-as sobre o bacalhau e finalmente passe rapidamente pelo mesmo azeite o tomate cortado em fatias grossas e distribua-a por cima das batatas.
Cubra muito bem com maionese e leve ao forno, aquecido (250ºC) apenas para alourar.
Sirva acompanhado com uma salada verde.

Cabrito à Pastor

Ingredientes:

  • 1,5 Kg de cabrito ;
  • 1 Kg de batatas ;
  • 1 dente de alho ;
  • 1 folha de louro ;
  • 1 pimentão verde ;
  • 3 cebolas ;
    • 4 grãos de pimenta ;
    • 4 tomates ;
    • 2 dl de vinho branco ;
    • 1,5 dl de azeite ;
    • Sal ;
    • Pimenta.

    Confecção:

    Corta-se a carne aos bocados e tempera-se com o sal, alho pisado, pimenta e vinho, deixando tomar de tempero.
    Num tacho grande deite os tomates, limpos de pele e sementes, cortados aos pedaços, o pimentão em tiras, as cebolas e as batatas cortadas às rodelas, o louro, os grãos de pimenta e o azeite.
    Deite por cima a carne e a marinada, deixando coze

    r com o tacho coberto.
    Se necessário juntar um pouco de água durante a cozedura.

    Caçarola de Carne de Porco


    Ingredientes:
    Para 4 pessoas

    • 1 kg de carne de porco (do cachaço)
    • 1 colher de sopa de massa de pimentão
    • 2 dl de vinho branco
    • 150 g de chouriço de vinho
    • 2 cenouras
    • 1 cebola grande picada
    • 3 dentes de alho picados
    • 400 g de massa de cotovelos
    • 1 colher de sopa de polpa de tomate
    • 1 dl de azeite
    • sal q.b.
    • pimenta de moinho q.b.
    • 2 colheres de sopa de salsa fresca picada

    Confecção:

    Corte a carne em pedaços e tempere-a com sal pouco, pimenta e massa de pimentão.
    Regue com o vinho e deixe a tomar gosto cerca de 30 minutos.
    Entretanto, corte o chouriço em rodelas (não muito finas), descasque as cenouras e corte-as em rodelas.
    Leve ao lume uma caçarola de barro com o chouriço e o azeite.
    Junte a carne e deixe corar virando a carne de vez em quando.
    Adicione a polpa de tomate, as cenouras, a cebola, os alhos, envolva.
    De seguida cubra com caldo de carne ou água e quando retomar fervura, tape o tacho e deixe cozinhar cerca de 20 minutos.
    Junte a massa e, se necessário mais caldo, rectifique o tempero e deixe cozinhar cerca de 7 minutos.
    Depois da massa cozida retire do calor.
    Sirva de imediato polvilhado de salsa picada.


  • Bem - Casados

    Ingredientes:

    Para 30 bolinhos

    • 6 ovos inteiros
    • 6 colheres de sopa de açúcar
    • 1 colher de café bem cheia de fermento em pó
    • 14 colheres de sopa de farinha de trigo

    Para o recheio

    • 500 grs. de doce de Leite

    Ingredientes:

    Para a calda

    • 2 chávenas de chá de açúcar
    • 1/2 chávena de chá de água quente

    Confecção:

    Massa: Bata cerca de 15 minutos os 6 ovos com o açúcar, até obter uma massa fofa.
    Junte a farinha misturada com o fermento aos poucos, mexendo b

    em com uma colher de pau.
    Unte com margarina e polvilhe com farinha um tabuleiro.
    Forme pequenos bolinhos com uma colher de sobremesa, com intervalos de 4 cm.
    Leve ao forno pré-aquecido a (250ºC) cerca de 4 a 5 minutos, até a massa ficar loura.
    Retire o tabuleiro do forno, una os bolinhos dois a dois, com o doce de leite.
    Para a calda: Misture bem o açúcar com a água quente. Mergulhe os Bem - Casados rapidamente e, aos poucos nessa calda com ajuda de um garfo, vire-os para que fiquem molhados por igual.
    Retire-os e coloque-os, sobre uma rede própria para bolos para secarem.
    Sirva os doces embrulhados em papel celofane, papel crepom e lacinhos de fita.


Doce de Leite

Ingredientes:

  • 2 litros e 1/2 de leite gordo
  • 500 grs. de açúcar
  • 3 paus de canela
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de bicarbonato

Confecção:

Deite o leite e a canela numa panela alta.
Leve ao lume para ferver, mexendo com uma colher de pau até que o leite fique com uma cor alourada e bastante reduzido. Acrescentar o açúcar, a pitada de sal e a pitada de bicarbonato mexendo sempre até engrossar.
*O doce está pronto quando, da passagem da colher de pau pelo o fundo do tacho, e este se mostrar através de um sulco.
Sirva frio.


Biscoitos de Maizena

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 200 g de açúcar
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 pacote de farinha maizena
  • 1 colher de café de erva-doce moída

Confecção:

Amassa-se a manteiga com o açúcar, seguidamente os ovos, a maizena, erva doce e a farinha.
Fazem-se biscoitos, que vão ao forno em tabuleiro untado de manteiga.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Top 10 óleos essenciais

Óleos aromaterapia

Os óleos essenciais são a base da aromaterapia – um tratamento holístico e alternativo que tira partido dos aromas naturais, presentes nas plantas, flores e madeiras, para trazer benefícios para o corpo, mente e espírito. Descubra os top 10 óleos essenciais e inicie a sua terapia dos aromas hoje!

ALECRIM

Vindo da Ásia, o óleo essencial de alecrim é um aliado precioso no combate à obesidade e celulite, mas tem ainda efeitos positivos no cérebro e sistema nervoso – melhora a memória, alivia as dores de cabeça, enxaquecas, fadiga mental e exaustão nervosa. O alecrim é óptimo para tratar o cabelo e para estimular a circulação no couro cabeludo, o que incentiva o crescimento capilar. A aromaterapia indica que este óleo é ainda adequado para tratar perturbações tão diversas como: diarreia, flatulência, dispepsia, colite, icterícia e disfunções hepáticas. As dores musculares, reumáticas, artríticas e relacionadas com a gota também encontram conforto no alecrim, assim como as doenças arteriais, palpitações, má circulação e varizes. Este óleo é simultaneamente utilizado no tratamento da bronquite, catarro, asma, sinusite, tosse convulsa, acne, eczema e dermatite.

CAMOMILA

Anti-tóxico e anti-irritante, existem dois tipos de camomila – a camomila romana (originária da Inglaterra, é cultivada na Alemanha, França e Marrocos) e a camomila alemã (cultivada em França, Espanha e Marrocos). O óleo essencial de camomila romana é indicado para o alívio de dores musculares, de cabeça, enxaquecas, de dentes, de ouvidos e para o reumatismo. É aconselhada para o tratamento de vários tipos de problemas de pele – acne, eczema, erupções cutâneas, feridas, pele seca, dermatites e reacções alérgicas em geral – bem como para perturbações do sistema digestivo, sistema nervoso e condições ginecológicas. Diluída, a camomila romana pode ainda ser utilizada nos bebés, para aliviar as gengivas aquando do nascimento dos dentes, cólicas e diarreia. Igualmente eficaz, a camomila alemã é conhecida por ser um bom anti-inflamatório, nomeadamente em curas associadas a dores articulares, musculares e à síndrome de intestino irritável. Pode melhorar as dores associadas à menstruação, aos espasmos musculares, reumatismo e artrite. Enquanto solução tópica, é aconselhada no tratamento de acne, eczema, erupções cutâneas, psoríase, pele hipersensível e reacções alérgicas em geral.

EUCALIPTO

Com origens na China, o óleo essencial de eucalipto é perfeito para a pele, principalmente a oleosa, mas também no caso de queimaduras, feridas, bolhas, mordidelas de insectos, piolhos e infecções cutâneas, em geral. O eucalipto é talvez o mais indicado para o tratamento de constipações e gripes, mas é ainda eficaz contra músculos e articulações doridas. Desintoxicante natural, este óleo revigora o sistema imunitário, circulatório e respiratório. A aromaterapia aconselha o eucalipto como enquanto estimulante mental, que melhora significativamente os níveis de concentração e de produtividade.

GERÂNIO

Encontrado na África do Sul, Madagáscar, Egipto e Marrocos, o óleo essencial de gerânio tem propriedades tónicas, diuréticas, anti-sépticas, anti-depressivas e antibióticas, entre outras. Extremamente benéfico para a pele – queimaduras, cortes, dermatites, eczema – é um excelente repelente natural contra mosquitos. O gerânio é igualmente utilizado no tratamento de hemorróidas, piolhos, ulceras, edemas, má circulação e dores de garganta. Anti-stressante, este óleo essencial actua ainda ao nível do sistema nevrálgico. É muitas vezes prescrito para as mulheres, principalmente para alívio da tensão pré-menstrual e sintomas de menopausa.

HORTELÃ-PIMENTA

Proveniente dos Estados Unidos da América, o óleo essencial de hortelã-pimenta tem inúmeras propriedades terapêuticas, sendo bastante útil no combate à fadiga mental, depressão, stress, dores de cabeça, enxaquecas, tonturas, fraqueza e estados de choque, melhorando significativamente a agilidade mental e os níveis de concentração. A hortelã-pimenta é frequentemente utilizada no tratamento de tuberculose, pneumonia, bronquite, cólera, asma, sinusite e tosse seca. Estimula a vesícula e a secreção biliar e, relativamente ao tracto digestivo e intestinal, é indicado contra as cólicas, flatulência, cólon irritável, dispepsia, náuseas e dores menstruais. Ao nível cutâneo, é prescrito para irritações de pele várias, dermatites, acne, sarna e pruridos; sendo a hortelã-pimenta aconselhada ainda para as dores musculares, reumatismo e neuralgia.

LAVANDA

Originário de França, este óleo é considerado um dos mais benéficos e está indicado para uma série de problemas de saúde – bronquite, asma, constipação, infecções da garganta e tosse. O óleo essencial de lavanda tem um efeito extremamente tranquilizante, perfeito para acalmar os nervos e aliviar a tensão, sendo ainda eficaz no tratamento da depressão, dos ataques de pânico, dores de cabeça, enxaquecas e insónias. É ainda poderoso no tratamento de perturbações do sistema digestivo – flatulência, cólicas, náuseas, vómitos –

e utilizado para aliviar dores reumáticas, musculares e artrite. A lavanda é um dos poucos óleos essenciais que pode ser directamente aplicado na pele, sem qualquer tipo de diluição, tonificando e revitalizando-a. O óleo de lavanda é ainda particularmente útil no tratamento de pequenas queimaduras, feridas, abcessos, mordidelas de insectos, psoríase e piolhos, sendo igualmente eficaz em peles oleosas e com tendência para acne.

LIMÃO

Um nativo da Índia, o óleo essencial de limão é muito benéfico para o sistema circulatório e para diminuir a tensão arterial. Para além de estimular o sistema imunitário e digestivo, é um bom remédio para a prisão de ventre, dispepsia e celulite. Em aromaterapia, o limão acalma e alivia dores de cabeça e enxaquecas, melhorando as dores de quem sofre de artrite e reumatismo. Poderoso no combate às gripes e constipações, contribui para a diminuição da febre e outros sintomas associados, como as infecções da garganta e a bronquite. Indicado para o tratamento do cabelo e pele oleosa, tem vários outros benefícios ao nível da pele, nomeadamente enquanto esfoliante, na eliminação de acne, herpes labial e aftas.

ROSA

Directamente de França, o óleo essencial de rosa tem um efeito calmante muito agradável, principalmente em situações de depressão, raiva, luto, medo, tensão estress. Estimula o funcionamento do fígado, da vesícula e do sistema circulatório, estando ainda indicado para tratar várias doenças cardiovasculares, nomeadamente palpitações, arritmias e tensão alta. A aromaterapia defende ainda a sua utilização em casos de asma, tosse crónica, alergias, náuseas, vasos capilares quebrados, herpes, eczema e inflamações diversas. Enquanto hidratante faz maravilhas à pele e, diluído em água, é um remédio óptimo para a conjuntivite.

SÂNDALO

Originário da Índia e extraído do tronco das árvores, o óleo essencial de sândalo é um dos óleos mais puros, sendo recomendado em terapias de bronquite, laringite e leucorreia. Extremamente eficaz no processo curativo de pele sensível, seca, oleosa e com cieiro, pode ainda ser aplicado em cicatrizes, estrias e varizes. Antídoto perfeito para os soluços, a aromaterapia também sugere a utilização de óleo de sândalo em casos de depressão e stress. Para além das suas características afrodisíacas, melhora os níveis de concentração e funciona com um bom ansiolítico e redutor de ansiedade.

YLANG-YLANG

Com origens na Indonésia, o óleo essencial ylang-ylang é, acima de tudo, um anti-depressivo e tranquilizante, mas também um afrodisíaco. Na aromaterapia é utilizado para combater a ansiedade, tensão, choque, medo e pânico, sendo frequentemente utilizado no tratamento de impotência e frigidez. Os seus poderes curativos foram ainda verificados em casos de infecções intestinais, tensão alta, respiração acelerada, e em pessoas com batimentos cardíacos muito elevados. O ylang-ylang é igualmente eficaz na estimulação do crescimento do cabelo.

Hipnoterapia: o relaxamento em estado puro

Mulher hipnotizada

Com raízes nas antigas civilizações egípcias e gregas, a hipnoterapia foi inicialmente conhecida como “sofrologia”, tendo adoptado a sua actual designação apenas durante o século XVIII. Desde sempre envolta em algum misticismo, esta terapia alternativa – que hoje conta com vários dados científicos a comprovar a sua eficácia – foi em tempos vista como um feitiço.

UMA HISTÓRIA HIPNOTIZANTE

Os tempos longínquos trouxeram histórias da existência de hipnotizadores já na antiga civilização egípcia – estes eram na sua maioria médicos que recorriam à “técnica do sono” para adormecer os seus pacientes antes de intervenções cirúrgicas, uma prática crucial uma vez que nessa altura ainda não existia a anestesia geral! Os gregos deram continuidade a esta “hipnose médica”, uma prática que ficou conhecida como “sofrologia”. Numa alusão clara à deusa Sofrosine (que teria fortes poderes curativos) significava qualquer coisa como a “ciência da mente tranquila”: “sos” (tranquilo) + “phren” (mente) + logia (ciência).

Esta estranha forma de cura, onde as pessoas adormeciam doentes e acordavam curadas, viajou até à Índia, Caldéia, China, Roma e Pérsia e, com o passar do tempo, começou a adquirir contornos místicos, esotéricos, paranormais e sobrenaturais – tanto até que durante a Idade Média foi proibida. Quem praticava hipnose era apontado como sendo bruxo ou satanista, perseguido e até morto. O certo é que essa visão “supernatural” da hipnoterapia permaneceu bem latente e incontestada até ao século XVIII, altura em que o médico britânico James Braid passa a investigar afincadamente esta prática que ele considerava ser uma espécie de sono induzido. É também a este investigador que se deve o nome “hipnose”, uma palavra que deriva do nome do deus grego do sono “Hipnos” e do latim “osis” que significa “acção” ou “processo”. Os estudos prosseguiram e chegou-se à conclusão que a hipnose era, de facto, um estado diferente de consciência, mas completamente distinto do de vigília e de sono. Mesmo assim, o termo “hipnose” permaneceu.

A QUEBRA DO FEITIÇO

A hipnoterapia ou hipnose é descrita, de forma muito simples, como um “estado alterado de consciência” em que a pessoa hipnotizada atinge, simultaneamente, um estado de relaxamento físico e emocional tão profundo e tão receptivo, que o torna particularmente aberto àquilo que lhe está a ser sugerido pelo terapeuta e que terá, invariavelmente a ver com o tratamento do seu problema específico. Neste estado, em que a pessoa está curiosamente hiper-alerta, tem uma maior capacidade de se concentrar a 100% numa só informação, memória ou sugestão que é normalmente feita num tom orientador e motivacional pelo terapeuta. Ao concentrar-se na voz do terapeuta a pessoa hipnotizada ouve, interioriza e coloca em prática alterações de comportamento que possam melhorar ou até curar a sua perturbação. Para além das alterações comportamentais, a hipnose é eficaz na estimulação do bem-estar físico e mental em geral.

O ESTADO HIPNÓTICO

Quem é hipnotizado sente o relaxamento completo do seu sistema muscular, acompanhado do abrandamento do seu ritmo cardíaco e uma pequena diminuição da pressão arterial, assim como uma respiração mais lenta. A hipnose já foi descrita como um momento de “meditação intensa”, uma “transe” ou uma “manta de enorme conforto emocional”. Existem seis métodos utilizados para induzir o estado hipnótico, sendo que o que funciona com uma pessoa pode não funcionar com outra:

  1. Fixação visual – fitar intensamente os olhos da pessoa; apesar de ser um dos métodos primordiais, não é dos mais utilizados actualmente.
  2. Relaxamento progressivo – recorre-se à visualização de lugares seguros e tranquilos.
  3. Confusão mental – tal como o nome indica, confunde a mente consciente para que seja mais fácil esta “deixar-se ir”.
  4. Orientação mental inversa – recorre à imaginação e às respostas dadas relativamente aos cenários sugeridos.
  5. Desequilíbrio – não há nada como sermos embalados para “escapar” do mundo, é também graças a este método que surge a imagem de um relógio a pendular de um lado para o outro em frente à pessoa hipnotizada.
  6. Choque do sistema nervoso – recorre à utilização de uma ordem repentina e poderosa, dada de uma forma surpreendente e à qual as pessoas normalmente “obedecem”.

INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES

A hipnoterapia é normalmente utilizada em conjunto com outras práticas terapêuticas, mas não goza de grande popularidade devido à simples razão que apenas 10 a 15% da população humana é hipnotizável! Apesar desse “contratempo” é uma prática adequada para várias situações:

  • Tratamento contra o tabagismo
  • Perda de peso e alteração de hábitos alimentares
  • Tratamento de diversos vícios/hábitos (roer as unhas, noctúria…)
  • Asma
  • Insónias
  • Cura de várias fobias/medos
  • Eliminação de ataques de pânico
  • Reduzir a intensidade e a frequência das dores de cabeça
  • Aliviar as náuseas e vómitos causados pela quimioterapia
  • Controlar os níveis de stress, tensão, ansiedade
  • Melhorar os níveis de autoconfiança e auto-estima
  • Aliviar a dor física

Ninguém pode ser hipnotizado contra a sua vontade ou sem saber, não vai perder características da sua personalidade, nem a sua memória se for sujeito a uma sessão de hipnoterapia. No entanto, se o processo não for levado a cabo por um terapeuta credenciado e experiente (e com o qual o doente deve ter uma relação de confiança e de à vontade), o estado hipnótico pode revelar-se doloroso ou desconfortável, nomeadamente na forma de dores de cabeça, tonturas ou náuseas.

Aromaterapia: aromas que curam

Aromaterapia

A aromaterapia, praticada há milhares de anos é, tal como o seu próprio nome indica, uma terapia que cura através dos aromas – aromas 100% naturais, extraídos de flores, raízes, folhas, sementes, ervas, madeiras e resinas, e transformados em óleos essenciais que são utilizados na prevenção e no tratamento de doenças físicas e psicológicas.

AS RAÍZES

Parte integrante da medicina alternativa, a aromaterapia existe há mais de seis mil anos, tendo sido activamente praticada nas antigas civilizações da Grécia, Roma e Egípcio. Aliás, o médico egípcio Imhotep recomendava o uso de óleos com fragrâncias no banho, nas massagens e, claro, no embalsamento dos mortos. O pai da medicina moderna, Hippocrates, seguiu os mesmos princípios e reza a história que terá realizado fumigações aromáticas para travar a praga em Atenas. Porém, o declínio do Império Romano levou ao desaparecimento destes conhecimentos aromáticos, que voltaram a dar que falar e cheirar por volta do ano 1000 d.C. na Pérsia. Nesta altura, os árabes iniciam a prática de destilação e o estudo das propriedades terapêuticas das plantas volta a ganhar força. Graças às Cruzadas, estes saberes regressam à Europa e, já em 1200 d.C. se produzia, na Alemanha, óleos essenciais com ervas e especiarias provenientes de África e do Extremo Oriente. Quando a América do Sul foi invadida pelos Conquistadores, a descoberta de novas plantas medicinais e óleos aromáticos foi impressionante e a verdade é que também no Continente Americano os índios nativos passaram a ser conhecidos pela confecção de bálsamos e poções à base de plantas medicinais. Apesar desta prática consistente, foi apenas no século XIX que os cientistas europeus decidiram dedicar-se ao estudo dos efeitos destes óleos essenciais no homem. A palavra “aromaterapia” é uma invenção do químico francês René Maurice Gattefosse que, em 1910, descobriu os poderes curativos do óleo de lavanda quando se queimou no seu laboratório de perfumes e, procurando um alívio imediato, mergulhou a mão num recipiente com óleo de lavanda. O alívio da dor foi imediata e o processo de cicatrização rápido, indolor e sem marcas posteriores. A partir daí dedicou a sua vida ao estudo dos poderes curativos dos óleos essenciais, tendo realizado vários tratamentos de êxito nos hospitais militares durante a I Guerra Mundial, experiências essas que documentou em diversos livros. Hoje em dia, a busca de uma forma de vida natural, com a mente, corpo e espírito em equilíbrio, aumentou a procura da aromaterapia.

SENTIDO DE OLFACTO

Um dos cinco sentidos, o nosso poder de cheirar é, em si só, extremamente potente, com efeitos curiosos. Por exemplo, um certo aroma pode despertar memórias de infância bem guardadas ou o cheiro de determinado alimento pode abrir o apetite a uns ou provocar náuseas a outros. Quando inalamos óleos essenciais, as nossas células olfactivas são estimuladas e esse impulso é encaminhado para o sistema límbico – o centro emocional do cérebro – ligado à memória, à respiração, à circulação sanguínea e às hormonas. Na aromaterapia, as propriedades, a fragrância e os efeitos dos óleos essenciais estimulam estes diferentes sistemas. Da mesma forma que a ligação estreita entre o olfacto e o cérebro desencadeia um efeito indirecto no sistema imunitário, que potencia a capacidade do corpo se sarar a si próprio. Enquanto medicina holística, a aromaterapia é uma forma de auto-cura porque incentiva o equilíbrio interno do organismo, mas também se manifesta ao nível físico uma vez que os óleos essenciais são conhecidos pelas suas poderosas acções revigorantes, anti-oxidantes, anti-bacterianas, anti-virais, anti-fungos, anti-inflamatórias, ansiolíticas e anti-espásticas.

BENEFÍCIOS FÍSICOS, EMOCIONAIS E ESPIRITUAIS

Escolhidos os óleos essenciais apropriados (sendo, por isso, importante procurar sempre um profissional de aromaterapia), os benefícios são mais que muitos e sentem-se a diversos níveis.

  • Mente – tratamento de cansaço mental, stress, tensão, certas fobias, insónias e outras perturbações do sono; aumento dos níveis de concentração, memória e produtividade.
  • Corpo – as propriedades anti-bacterianas dos óleos essenciais auxiliam na cicatrização de feridas externas; actuam no melhoramento da circulação sanguínea, na drenagem linfática e na eliminação das toxinas do corpo; tratamento de doenças de pele, perturbações digestivas, desequilíbrios hormonais, dores musculares e de articulações; aumento dos níveis de energia e bem-estar geral.
  • Estado emocional – os óleos essenciais também podem funcionar como um anti-depressivo potente, ajudando a acalmar e a aliviar estados de nervosismo, tristeza, pânico, ansiedade e de depressão; aumento dos níveis de auto-estima e de auto-confiança.
  • Estado espiritual – a aromaterapia também é utilizada para aumentar os níveis de consciência, percepção e de comunhão com forças maiores, sendo ainda parte integrante na prática da meditação.

ÓLEOS ESSENCIAIS

Os óleos essenciais utilizados na aromaterapia são extraídos de plantas, flores, raízes, folhas, sementes, ervas, madeiras e resinas e, posteriormente misturados com outras substâncias – caso do óleo, álcool ou loção – o que permite a sua utilização de forma prática. Executado por profissionais especializados, o método de extracção é um processo moroso e caro: são necessários 100 quilos de pétalas de rosas para produzir 5 colheres de chá de um óleo essencial! Um processo que também encarece o produto final, no entanto, e como se utilizam poucas gotas de cada vez e os efeitos são altamente eficazes, o investimento é considerado válido.

Utilizados a solo ou misturando mais que uma variedade, os óleos essenciais estão divididos em três categorias, ou seja, conforme as suas “notas” ou índice de evaporação.

  • Óleos de nota elevada – os mais estimulantes e revigorantes, têm um aroma forte, mas o seu perfume dura apenas entre 3 e 24 horas. Alguns exemplos incluem: basílico, bergamota, salva, coentro, eucalipto, laranjeira-amarga, hortelã-pimenta e tomilho.
  • Óleos de nota média – actuam ao nível das funções corporais e metabólicas e, embora menos potentes, a sua fragrância só evapora passados 2 ou 3 dias. Alguns exemplos incluem: erva-cidreira, camomila, funcho, gerânio, hissopo, junípero/zimbro, lavanda e alecrim.
  • Óleos de nota baixa – o seu aroma doce e calmante, tem efeitos relaxantes no corpo e é a fragrância que mais tempo dura, até uma semana. Alguns exemplos incluem: cedro, cravinho, gengibre, jasmim, rosa e sândalo.

APLICAÇÃO

Na aromaterapia, os óleos essenciais têm múltiplas aplicações:

  • Externa – aplicado directamente na pele (diluído ou não), tratam feridas superficiais ou problemas de pele, activando, em simultâneo, os receptores térmicos do corpo, matando micróbios e fungos.
  • Interna – ingerido através da diluição em água ou adicionado à alimentação, activam o sistema imunitário.
  • Massagem/Banhos – largamente associados às massagens e banhos de aromaterapia, nestes casos os óleos essenciais são inalados, mas também são absorvidos pela pele, entrando no sistema circulatório que os transporta para os órgãos e restantes sistemas do corpo.
  • Difusão no ar – queimados como incenso ou colocados em recipientes ao ar livre, os óleos essenciais são captados pelas células olfactivas e direccionados para o sistema límbico.

A AROMATERAPIA É SEGURA?

Enquanto tratamento 100% natural, a aromaterapia só poderia ser segura, no entanto, existem sempre algumas precauções que não devem ser descuradas, nomeadamente se é um principiante neste género de tratamentos. Antes de procurar a aromaterapia, informe e peça a opinião do seu médico de clínica geral. A aromaterapia não deve ser praticada por mulheres grávidas (alguns óleos como junípero, alecrim e salva podem provocar contracções uterinas); por crianças com menos de 5 anos (são muito sensíveis aos óleos); por pessoas com doenças crónicas; por pessoas com problemas de pulmões como asma, alergias respiratórias ou doença pulmonar crónica (podem causar espasmos respiratórios).

Salvo indiciação específica, os óleos essenciais não devem ser ingeridos; e deve evitar o contacto com os olhos e a boca; estando sempre atento a qualquer sinal de reacção alérgica.