Mensagem de Meijinhos

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sábado, 24 de dezembro de 2011

Receitas para Sabado - 24 de Dezembro 2011





   Sábado -24 de Dezembro

COCKTAILS


LAPA ESPECIAL
 
  • 3 cl de Gin Larios
  • 2 cl de Grand Marnier Cordon Jaune
  • 1 cl de Grenadine Rose’s
  • 3 cl de Sumo de Limão
  • Sumo de Laranja q.b.
Bater todos os ingredientes no shaker.

Juntar algumas pedras de gelo.

Decoração: Limão, laranja, cerejas, hortelã.
Kir Royale


 
  • 9 cl de Moët & Chandon Brut Imperial
  • 1 cl de Rose’s Cassis
O Moët & Chandon Brut Imperial deve estar gelado.

Deita-se o Rose’s Cassis no fundo do copo e em seguida o Moët & Chandon Brut Imperial .

Decoração: 1/2 rodela de laranja, 1 cereja vermelha.



Margarita

  • 3 cl de Tequila Olmeca
  • 2 cl de Grand Marnier Cordon Jaune
  • 1 cl de Sumo de Limão

Bater os ingredientes com cubos de gelo no shaker.
Verter, com cuidado, numa taça a cocktail.

Decoração:3 grãos de café no topo

(Os grãos de café devem ser trincados ao beber, para se conseguir um melhor paladar da bebida).



ENTRADAS


Bolinhos de Bacalhau




Ingredientes:
  • 1 boa posta de bacalhau cozido
  • o mesmo volume de batatas cozidas reduzidas a puré
  • 2 colheres de sopa de cebola picada
  • 1 colher de sopa (rasa) de salsa picada
  • 3 a 4 ovos
  • pimenta
  • Óleo Mimo q.b.

Confecção :
Mistura o bacalhau com a batata, a cebola, a salsa e as gemas.
Tempera-se com um pouco de pimenta e; finalmente, adicionam-se as claras em castelo, misturando bem.
Molda-se a massa em bolas do tamanho de uma noz com a ajuda de duas colheres e fritam-se em óleo bem quente.
Servem-se ao mesmo tempo que o polvo guisado e o esparregado de nabiças.

Camarões Maravilha
Colaboração de João Pereira
Chefe de Cozinha
Ingredientes:
  • 1 kg. camarão
  • 8 ovos
  • manteiga derretida q.b.
  • alface segada muito fina
Confecção :
Cozem-se os camarões como de costume, com sal, pimenta, cebola e logo que estejam cozidos devem ser descascados.
Coloque-os num prato de sobremesa, sobre uma bonita folha de alface, deixando uma barrinha a toda a volta do prato, onde devem ficar rodelas de ovo cozido.
O resto dos ovos é aproveitado, picando os mesmos e deitando-os sobre os camarões, regando-se de seguida com manteiga derretida.

Lagosta à Portuguesa
Ingredientes :
  • 2 lagostas
  • 4 cebolas
  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 4 tomates grandes
  • 2 colheres de sopa de conhaque
  • 4 cenouras
  • 1 ramo de salsa
  • 3 dentes de alho
  • 2 dl de vinho branco
  • sal q.b.
  • pimenta branca moída na altura q.b.
  • grãos de pimenta q.b.
Confecção: 
Cozem-se as lagostas em água temperada de sal com uns grãos de pimenta
.
Tira-se-lhe a tripa e retira-se somente a carne do corpo, deixando as carcaças inteiras.
Faz-se um refogado com a manteiga, a cebola e os alhos picados.
Logo que esteja loura, juntam-se os tomates limpos de peles e sementes, as cenouras, a salsa e o vinho, deixando reduzir.
Passa-se pelo passador de legumes, junta-se pimenta, sal, as lagostas cortadas em bocados e o conhaque.
Deixa-se ferver um bocadinho e enchem-se as carcaças das lagostas, que se servem imediatamente.

SOPAS

Creme de Galinha
Ingredientes:
  • 1 galinha caseira
  • 400 grs. de arroz
  • 200 grs. de Natas  
  • sal q.b.
  • pimenta moída na altura q.b.
Confecção:
Coze-se agalinha em 2,5 litros de água fria.
Quando agalinha estiver cozida, tempera-se o caldo com sal e pimenta, e desengordura-se.
Ao caldo acrescenta-se o arroz, previamente lavado, o qual se deixa cozer até ficar completamente desfeito.
Passa-se pelo passe-vite, ou com a varinha, e acrescenta-se-lhe mais caldo, no caso deste creme ficar espesso demais.
Guarda-se ao calor e, antes de servir, adiciona-se-lhe as Natas para Culinária Parmalat e guarnece-se cada prato com 5 cubos de galinha que se cortaram do peito da mesma.


Sopa de Abóbora-Menina à Minha Moda

Ingredientes:
  • 500 gr. abóbora sem casca
  • 1 litro leite
  • 1 litro água
  • 1 colher sopa de manteiga
  • tapioca (bem fina) q.b.
  • 2 cebolas regulares
  • 1 raminho salsa
  • sal q.b.
Confecção :
Tiram-se os filamentos à abóbora, corta-se em pedaços e deita-se numa panela com a água, o sal, a salsa e as cebolas.
Quando estiver bem cozida, retira-se a água, escorre-se e passa-se por uma peneira fina.
Despeje o leite num tacho, junte-lhe a tapioca mexendo sempre e leve ao lume a engrossar.
Logo que a tapioca esteja cozida, misture a massa de abóbora e no momento de servir adicione manteiga.

PEIXES

A Minha Ceia de NatalColaboração de João Manuel Lagarto de Brito
Ingredientes:
  • 8 postas de bom bacalhau
  • 12 batatas grandes
  • 8 nabos médios
  • 8 ovos
  • 1 polvo grande
  • 8 cebolas médias
  • 1 penca grande ou couve galega

Confecção :
Coza o polvo à parte sem deixar ficar demasiado cozido, apenas o q.b. Noutra panela coza as batatas, os nabos, as cebolas os ovos e as couves.
Separadamente coza o bacalhau.
Faça com que tudo fique cozido ao mesmo tempo.
Numa bela travessa natalícia sirva esta bela ceia de natal.
A composição da travessa depende do bom gosto de cada um.
Regue com o melhor azeite que puder comprar.
Se gostar ponha vinagre e  pimenta.
O que sobrar é para fazer roupa velha para o dia seguinte!
Regue com um excelente madura que os há em quantidade e qualidade. 


Bacalhau Natalício

Ingredientes:
  • 600 kg de bacalhau
  • 2 dl de azeite
  • 2 cebolas médias cortadas em meias luas finas
  • 3 dentes de alho
  • 1 pimento vermelho
  • 1 folha de louro
  • salsa fresca
  • 3 ovos cozidos
  • 50 g de amêndoas laminadas
  • 5 dl de leite
  • 8 colheres de sopa de maionese + ou -
  • 150 g de puré de batata
  • azeitonas pretas q.b.
Confecção :
Ponha o bacalhau a demolhar cerca de 24 horas.
Em seguida coloque-o no leite.
Corte as cebolas em meias luas finas e os alhos e o pimento em tiras.
Refogue o preparado em metade do azeite e junte o louro e a salsa.
Coza o bacalhau no restante azeite, junte o refogado e leve a cozinhar no forno.
Terminada a cozedura, coloque o bacalhau num pirex, faça uma bordadura à volta do bacalhau com o puré de batata e salpique com o ovo cozido picado e as amêndoas laminadas.
Cobre-se com a maionese e vai ao forno a corar.
No momento de servir enfeite com as azeitonas e raminhos de salsa.


Bacalhau Cozido à Moda do Chefe
Chefe de Cozinha do Hotel Caramulo
Ingredientes:
  • 8 postas de bacalhau demolhado e ultracongelado
  • 8 ovos cozidos
  • 4 couves portuguesas
  • 4 dentes de alho
  • 4 dl de azeite
  • sal e pimenta q.b.
  • 14 batatas
  • broa de milho ou pão de mistura q.b.
Confecção :
Descongele o bacalhau de preferência à temperatura ambiente.
Coza o bacalhau em água a ferver em lume brando durante +- 15 minutos.
Entretanto, coza os olhos de couve, a que retirou as folhas duras exteriores.
Num outro tacho coza as batatas com casca, previamente lavadas e os ovos.
Descasque os dentes de alho e corte-os em rodelas grossas. Leve o azeite ao lume e, assim que estiver quente, junte as rodelas de alho; deixe apenas estalar.
Tempere o azeite fora do lume com sal e pimenta.
Sirva o bacalhau numa travessa com os ovos cozidos descascados. Numa segunda travessa as batatas e as couves.
Deite o azeite com os alhos numa molheira e sirva.
Acompanhe com broa de milho.

Polvo com Arroz à Moda do Minho
Ingredientes:
  • 1dl de azeite
  • 1 polvo com +- 1 kg cortado aos bocados
  • 500 grs de arroz
  • 100 grs de banha
  • 1 cebola
  • sal e pimenta q.b.
  • piripiri q.b.
  • 1 colher (de sopa) de vinagre
  • 1 molhinho de salsa picada
  • 1 dl azeite
  • azeitonas q.b.
Confecção :
Num tacho leva-se ao lume a cebola picada, a banha e o azeite. Quando a cebola começar a amolecer, junta-se a salsa picada, o piripiri e a pimenta em pó.
Deixe refogar por 1 minuto e de seguida adicione o vinagre e o polvo cortado aos bocados.
Tapa-se o tacho, e deixa-se ferver durante 15 minutos, tempera-se com sal e adiciona-se 3 dl de água a ferver.
Tapa-se novamente o tacho e deixa-se ferver durante 40 minutos, acrescentando mais água a ferver para substituir a que se evapora.
Em seguida, verifica-se se o polvo está cozido e completa-se com água até perfazer duas vezes o volume do arroz.
Rectificam-se os temperos de sal, vinagre e pimenta, devendo o preparado ficar apimentado.
Quando levantar fervura, introduz-se o arroz, misturando bem. Em recomeçando a ferver, mete-se no forno durante meia hora. Sirva acompanhado de azeitonas.

ACOMPANHAMENTOS

Esparregado de Nabiças
Ingredientes:
  • 1 bom molho de nabiças
  • 1 cebola pequena
  • 1 dente de alho
  • 1dl de azeite
  • 1 boa colher de sopa de farinha de trigo
  • leite (1 dl)
  • 1 colher de sopa de vinagre (aprox.)
  • sal
Confecção :
Cozem-se as nabiças em água temperada com sal, escorrem-se muito bem, apertando-as entre as mãos e reduzem-se a puré.
Picam-se a cebola e o alho e refogam-se ligeiramente com o azeite.
Juntam-se as nabiças e salteiam-se sobre o lume.
Dissolve-se a farinha no leite frio, junta-se às nabiças e deixa-se cozer, mexendo.
Ao sair do lume, adiciona-se o vinagre.






Batatas Duchesse
Ingredientes :
  • 1 kg de batatas
  • 2 colheres de sopa manteiga
  • 3 gemas
  • sal
  • pimenta
Confecção :
Coza as batatas com a casca (bem lavadas) em água temperada com sal.
Pele-as e passe-as pelo o passador.
Leve o puré obtido ao lume e, batendo-o com uma colher de pau, deixe-o secar um pouco.
Junte a manteiga e, sem parar de mexer, deixe a batata secar até ter o aspecto de uma massa espessa.
Retire do lume e adicione as gemas.
Leve a batata novamente ao lume durante 1 ou 2 minutos sem deixar de mexer.
Tempere com pimenta.
A batata está pronta para moldar, fritar ou ir ao forno ou para contornar outros alimentos.
Para esta última preparação, coloque a batata dentro de um saco de pasteleiro munido de um bico canelado e desenhe a bordadura desejada.
Pincele com gema de ovo e leve ao forno a alourar.





Couves-de-Bruxelas com Castanhas
Ingredientes :
  • 500 g de couves-de-bruxelas
  • 300 g de castanhas
  • 125 g de bacon magro
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • sal
  • pimenta
Confecção :
Prepare as couves-de-bruxelas, introduza-as em água a ferver temperada com sal e deixe cozer 15 minutos.
Passe por água fria e escorra.
Dê um golpe às castanhas e coza-as durante 15 minutos em água temperada com sal.
Descasque-as.
Corte o bacon em quadradinhos e aloure-os com a manteiga.
Junte as couves-de-bruxelas e as castanhas, tape e deixe estufar sobre lume brando.
Tempere com um pouco de pimenta.
Sirva como acompanhamento de carne assada.

CARNES

Capão Natalício
 
Ingredientes:Para 4 pessoas
  • 1 capão
  • 12 lagostins
  • 1 cebola grande
  • 250 g polpa de tomate (tomate pelado, sem sementes e triturado)
  • 2 dentes de alho
  • 2,5 dl de azeite
  • 1 cálice de aguardente velha
  • 1 colher de sopa de farinha
  • 1 copo de brandy
  • 1/2 colher de café de tomilho em pó
  • 1/2 colher de café de canela em pó
  • 50 g de miolo de amêndoa torrada
  • 50 g de avelãs peladas e torradas
  • 2 fios de açafrão torrado
  • 2 quadradinhos de chocolate para culinária
  • 3 bolachas maria
  • caldo de aves q.b.
  • sal q.b.
  • pimenta branca de moinho q.b.
Confecção :
Depois de arranjado o capão, corte-o em pedaços e tempere com sal, pimenta, tomilho e canela.
Refogue-o numa caçarola com um pouco de azeite.
Adicione a cebola picada e, quando começar a alourar, junte a polpa de tomate e a aguardente.
Deixe cozer durante 10 minutos.
Misture a farinha diluída no caldo e regue o capão até cobrir.
Deixe cozer em lume brando cerca de + ou - 50 minutos.
Tempere os lagostins com sal e pimenta e frite-os em azeite bem quente.
Flameje com o brandy e reserve.
Num almofariz, esmague as avelãs e amêndoas torradas, os alhos, as bolachas, o açafrão, o chocolate diluído num pouco de caldo quente e o molho dos lagostins.
Esmague todos os ingredientes até obter uma pasta e adicione à caçarola.
Agite para misturar bem e deixe continuar a cozer até o molho reduzir e engrossar um pouco.
Rectifique o sal.
Disponha o capão numa travessa e regue com o molho bem quente.
Acompanhe com esparregado, batatas fritas em cubos ou ao gosto.

Leitão Assado
à Moda da Bairrada


Ingredientes:
  • Pisam-se num almofariz de bronze (hoje usam-se os de madeira)
  • 2 cabeças de alhos
  • um punhado de sal (3 colheres de sopa por exemplo)
  • 1 colher de sopa bem cheia de boa pimenta
  • um pouco de salsa
  • cerca de 50 g de toucinho
  • 50 g a 100 g de unto (pingue)
  • 1 folha de louro (há quem não adicione louro, assim como há quem ponha mais do que 1 folha.( No entanto, 1 folha está indicada e é tradicional)
Confecção :
Estas quantidades são as habituais para um leitão de 8 kg a 8,5 kg, podendo ser sensivelmente alteradas conforme o tamanho do leitão ou o gosto de cada um.
Depois de tudo muito bem pisado, junta-se ainda um pouco de azeite.
Há, também, quem use misturar um pouco de vinho branco da (uma ou duas colheres de sopa).
O leitão é agora enfiado na vara (espeto), entrando esta pelo o ânus que, entretanto, se alargou o suficiente, saindo pela a boca cerca de um palmo.
Amarram-se seguidamente as pernas à vara com um arame fino, ficando as mãos livres.
A vara costuma ser de pinheiro bem seco (para não transmitir ao leitão sabor a resina) e previamente «queimada», devendo ter o comprimento necessário para que, metida até ao fundo do forno, fique de fora cerca de um metro, pelo menos.
Seguidamente, o leitão é muito bem barrado com o tempero descrito, tanto exterior como interiormente, introduzindo o restante na barriga e em todas as partes vazias.
É costume também picar as coxas e as espáduas do leitão com uma agulha grossa e introduzir o mesmo tempero nessas picadelas.
Cozem-se depois os golpes abertos na barriga e entre as mãos (ou pescoço) com uma agulha chamada «agulha do leitão» (tipo de cozer sacos mas mais pequena) e um fio incolor de linho ou de algodão.
O leitão está pronto para entrar no forno.
O leitão deverá assar lentamente, cerca de duas horas para um leitão médio.
A vara juntamente com o leitão, vai sendo rodada proporcionando diferentes posições para que o assado fique uniforme, residindo aí o segredo do assador.
Durante a assadura, o leitão é por vezes retirado do forno (não da vara) e borrifado com bom vinho branco.
Estes borrifos periódicos feitos com um raminho de carqueja ou de louro (este é mais usado) têm por finalidade não deixar que a pele enfole e rebente, ficando com mau aspecto.
Isto melhora também o sabor da dita pele, não a deixa queimar em demasia e, o que é mais importante, torna-a estaladiça, fácil de cortar e de comer.
Esta operação é complementada com a saída do leitão do ar quente para o ar frio, «constipando-o» como aqui dizem.
A pele do leitão é um elemento de avaliação da categoria do assador.
Quando rodar a vara e o leitão não acompanhar bem os movimentos desta ou, como aqui se diz, quando a «vara está larga», poderemos considerá-lo praticamente assado.
O leitão já não está agarrado à vara como no início, dançando um pouco.
Se ele foi assado como se disse, terão decorridos duas horas.
É o momento de o retirar do forno, fazendo-lhe depois um pequeno orifício na barriga, para lhe retirar o molho líquido que aí se juntou.
Durante a assadura, parte desse molho vai escorrendo também, pelo que é conveniente ter por baixo do leitão uma pequena vasilha que o aproveitará.
O acto de retirar do forno deve ser feito com cuidado para uma travessa ou tabuleiro de madeira, onde se coloca inteiro e deitado.
Tradicionalmente o leitão vai para a mesa inteiro, numa travessa com o comprimento necessário, com uma espiga de milho na boca ou, na falta desta, uma laranja inteira.
Contorna-se com rodelas de laranja.
No entanto, há quem lhe coloque à volta salada ou o apresente sem mais nada.
O anfitrião, com o auxílio de uma tesoura de trinchar ou, muitas vezes, com uma tesoura de podar videiras, parte-o em pedaços, servindo-o de seguida.
Normalmente serve-se quente ou morno, mas há quem o prefira frio.

Peru Assado no Forno

Ingredientes:Para 10 pessoas:
  • 1 peru
  • 1 kg de sal
  • 1 ou dois limões
Para o recheio:
  • 250 g de pão de trigo
  • 3 ovos
  • 100 g de presunto entremeado
  • 1 colher de sopa de manteiga ou
    de banha
  • sal e pimenta
Para o arroz:
  • 1 kg de arroz
  • asas, patas, pescoço e miudezas do peru
  • 1 cebola
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • sal e pimenta

Confecção :
Depois do peru arranjado e bem limpo, cortam-se as asas, as patas e o pescoço.
Introduzem-se as patas na barriga e coloca-se o peru num alguidar coberto com água fria, o sal (1kg) e os limões ás rodelas.
Deixa-se ficar assim de um dia para o outro.
No dia seguinte, escorre-se e enxuga-se com um pano de modo a ficar bem enxuto.
Com a mão com sal passa-se por todo o peru.
À parte, para uma tigela, parte-se o pão em bocados, que se envolvem nos ovos inteiros.
Junta-se o presunto cortado em pedacinhos e a manteiga (ou banha). Enche-se o peito do peru com este preparado, calcando para que fique bem cheio, e cose-se a abertura com agulha e linha.
Prepara-se então a calda para o arroz: cozem-se em água as asas, o pescoço, as patas e os miúdos do peru.
Tempera-se com sal.
Escolhe-se, lava-se e mede-se o arroz.
Pica-se a cebola e aloura-se com o azeite.
Rega-se com a calda de cozer os miúdos (uma vez e meia o o volume do arroz) e deixa-se levantar fervura.
Introduz-se o arroz, deixa-se ferver um pouco e deita-se num tacho de barro baixo, sobre o qual se coloca uma rede onde o peru irá assar durante 1.30 h. Claro que este processo se refere à cozedura em forno de lenha.
Num forno eléctrico ou de gás, cuja altura não é suficiente para o conjunto do tacho e peru, assa-se o peru, juntando depois ao arroz o molho que dele vai escorrendo enquanto se assa.
Neste caso, o tempo de assadura será de duas horas.
*Por estranho que pareça, este peru não é barrado com qualquer gordura antes de ser introduzido no forno.
São condições essenciais para que fique suculento: estar bem seco quando é introduzido no forno, nunca ser regado com qualquer líquido ou gordura durante toda a assadura e cozinhar apenas o tempo necessário para que a carne fique cozida mas não seca.

DOCES
Aletria
Ingredientes :
  • 200 gr aletria ;
  • 7,5 dl leite;
  • 300 gr açúcar ;
  • Casca de limão ;
  • 5 ovos ;
  • 150 gr manteiga s/ sal.
Confecção :
Põe-se a ferver num tacho a aletria com o leite, o açúcar, a casca de limão e a manteiga.
Deixa-se ferver até que a aletria tenha absorvido todo o leite.
Junta-se então 5 gemas de ovos bem batidas, mexendo até estarem as gemas cozidas.
Põe-se numa travessa, retirando a casca do limão.
Depois de estar na travessa, se gostar, pode polvilhar com canela em pó.



Arroz-doce Saloio
Ingredientes :
  • 500 g de arroz
  • 7,5 dl de leite
  • 12 gemas
  • 400 g de açúcar
  • 1 casca de limão
  • sal
  • canela em pó
Confecção 
Leva-se ao lume 1,5 litros de água com umas pedrinhas de sal e a casca de limão e deixa-se levantar fervura.
Introduz-se o arroz lavado e escorrido e deixa-se cozer até a água evaporar.
Começa então a juntar-se o leite a ferver a pouco e pouco.
Adiciona-se o açúcar.
Retira-se do calor, deixa-se arrefecer um pouco e juntam-se as gemas.
Leva-se novamente a lume brando só para cozer as gemas.
Serve-se em pratos ou travessas e decora-se com canela em pó.


Filhós de Abóbora
Ingredientes :

  • 1,5 kg de abóbora-menina
  • 2 kg de farinha
  • 6 ovos
  • 1 cálice de aguardente velha
  • 150 grs. de manteiga ou margarina derretida
  • 40 grs. de fermento de padeiro
  • 2 dl de leite morno
  • 6 colheres de sopa de açúcar
  • 1 dl de azeite morno
  • sumo de 1 laranja
  • 1 colher de chá de sal
Confecção: 
Descasque a abóbora, corte-a em bocados e coza-a num pouco de água temperada com sal.
Depois de cozida, escorra bem num passador e passe pelo passe-vite.
Deite o puré num alguidar e junte os ingredientes acima citados com excepção do fermento e do azeite.
Dissolva o fermento num pouco de água morna e ponha no alguidar.
Amasse tudo, à mão, até obter uma massa homogénea e elástica.
Cubra o alguidar com película aderente, abafe com um pano e deixe levedar em local quente.
Assim que a massa tiver dobrado de volume, o que leva mais ou menos 2 horas, tenda as filhós.
Unte uma tábua com com um pouco de azeite morno, retire um pouco de massa do tamanho de um ovo e espalme-o com a mão molhada no azeite.
Com uma faca, dê 3 golpes perpendiculares na massa, até 2 cm dos bordos.
Introduza as filhós em óleo bem quente, uma de cada vez e à medida que as vá estendendo.
Vire-as para alourar dos dois lados.
Polvilhe as filhós, ainda quentes, com açúcar e canela.

Filhós de NatalBeira Baixa

Ingredientes:
  • 20 grs de fermento de padeiro                    
  • 1 dl de leite
  • 750 grs de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de sal
  • 8 ovos
  • 1 dl de azeite
  • 1 dl de aguardente bagaceira
  • azeite para fritar
  • 300 grs de mel
  • 1 dl de água
  • açúcar q.b.
  • canela para polvilhar

Confecção :
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se-lhe um pouco de farinha e o sal.
Mistura-se de modo a obter uma massa branda.
Deixa-se repousar durante 15 minutos.
Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos.
Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta.
Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.
Esta deve ficar mais branda do que para o pão.
Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite.
Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.
Depois, põe-se o azeite no lume e com as molhadas em azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.
Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.
Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente.
Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas.
Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.
Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela.
Pode omitir-se a calda.
Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.

Nota Esta massa pode levar abóbora.
Isto acontece na Beira Baixa muito frequentemente.
Neste caso, deve reduzir-se o número de ovos.
Leite-creme


Ingredientes :Para 4 pessoas
  • 5 dl de leite
  • 4 a 5 colheres de sopa de açúcar
  • 4 a 5 gemas
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • 1 casca de limão
  • açúcar para queimar (cerca de 100 g)
Confecção 
Batem-se as gemas com o açúcar e a farinha.
Quando a mistura estiver bem homogénea e fofa, rega-se com o leite fervido com a casca de limão e leva-se a cozer em lume brando até espessar um pouco.
Deita-se numa travessa, deixa-se arrefecer e, depois de se polvilhar com açúcar, queima-se com um ferro em brasa.



Pudim Natalício

Ingredientes:
  • 450 g de frutas secas variadas
  • 175 g de ameixas cristalizadas
  • 125 g de farinha de trigo peneirada
  • 2 colheres de chá de especiarias várias
  • 125 g de amêndoas torradas
  • 75 g de pão ralado
  • 75 g de banha
  • 125 g de açúcar mascavado
  • 175 g de maçã
  • 4 colheres de sopa de marmelada
  • 0,75 dl de sumo de maçã
  • 2 ovos batidos
  • açúcar para polvilhar ou brandy para flambear
Confecção:
Misture todos os ingredientes secos numa tigela grande.
Noutra tigela, misture a maçã descascada e ralada, a marmelada, a banha, o sumo e os ovos.
Deite de seguida os ingredientes secos e misture até tudo estar bem envolvido.
Unte uma forma de pudim com 1,5 l de capacidade e deite a mistura anterior, pressionando um pouco com uma colher de pau.
Cubra com uma rodela de papel vegetal.
De seguida, tape com uma folha dupla de papel vegetal e outra de papel de alumínio.
Segure-a bem com um fio.
Coza no forno por 6 horas ou em banho-maria por 4 horas e 1/2.
Caso seja necessário acrescente mais água.
O pudim pode-se comer nesta altura mas é muito melhor se deixar passar um ou dois dias.
Neste caso, para servir, aqueça-o por mais 2 ou 2 horas e 1/2.
Em seguida, desenforme para um prato de servir, envolva em açúcar ou , aqueça um pouco de brandy, regue com ele o pudim e incendeie.
Sirva assim que a chama se extinguir.
Rabanadas Antigas


Ingredientes :
  • 1 pão de cacete de 500 g
  • 300 g de açúcar
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 pau de canela
  • 1 casca de limão
  • 2 gemas
  • 2 ovos
  • 7,5 dl de vinho tinto verde ou maduro
  • 250 g de mel
  • 1 colher de sobremesa de canela em pó
  • Óleo para fritar
Confecção: 
Corta-se o cacete em fatias com cerca de 1 cm de espessura.
Leva-se ao lume o açúcar com 2 dl de água, a manteiga, o pau de canela, a casca de limão e uma pitada de sal.
Deixa-se ferver durante 5 minutos.
Retira-se do lume e introduzem-se as fatias de pão na calda bem quente.
Escorrem-se sobre uma peneira ou passador.

Em seguida, passam-se as fatias pelas gemas em óleo quente.
À medida que se vão fritando as rabanadas, colocam-se estas numa travessa funda e polvilham-se com açúcar e canela.
À parte, mistura-se o vinho tinto com o mel, a canela em pó e, se o vinho for verde ou agreste, açúcar. Leva-se ao lume só para levantar fervura e deita-se sobre as rabanadas.
Viram-se com cuidado para não se partirem.
Servem-se no dia seguinte.

Sonhos

Ingredientes:
  • 2,5 dl de água
  • 75 grs de manteiga
  • 2 cascas de limão
  • 1 colher de café de sal
  • 200 grs de farinha
  • 5 ovos médios
  • + açúcar
  • + canela
  • + calda de açúcar
  • Óleo q.b.
Confecção :
Leva-se a água ao lume com a manteiga cortada em bocados, as cascas de limão e o sal.
Deixa-se levantar fervura e derreter a manteiga completamente.
Retira-se o tacho do lume, adiciona-se a farinha peneirada de uma só vez e mexe-se fortemente.
A massa deve formar uma bola em volta da colher, separando-se do tacho.
Se aparecerem pontos de farinha por absorver, mistura-se até a massa ficar bem homogénea.
Leva-se a massa novamente a lume brando para secar um pouco mais e depois deita-se no recipiente em que será batido (à mão ou em máquina eléctrica).
Deixa-se passar o calor mais forte.
Abrem-se ovos para um recipiente e ligam-se muito ligeiramente (o peso total dos ovos depois de abertos deve ser entre 300 a 350 grs).
Juntam-se os ovos à massa, em 5 porções, batendo sem parar.
A massa está pronta quando levantar a colher ou batedor fizer uma ponta transparente que não cai.
Tem-se o óleo 
moderadamente quente (nunca mais de 170ºC), mergulham-se duas colheres neste óleo, escorrem-se e com elas tiram-se bocadinhos de massa, que se moldam, tanto quanto possível, em bola.
Deita-se esta massa na gordura, que irá ao fundo do recipiente 1 ou 2 minutos, depois ajuda-se a soltar-se e deixa-se cozer até alourar.
Durante a cozedura, que é lenta, os sonhos viram-se sozinhos havendo quem os pique com uma agulha ou lhes bata.
Escorrem-se sobre papel absorvente e comem-se polvilhados com açúcar ou com açúcar e canela ou regados com uma calda.


Sonhos de Abóbora

 


Ingredientes:
  • 2 chávenas de chá bem cheias de polme de abóbora amarela cozida e bem espremida
  • 2 chávenas de chá de farinha de trigo
  • 3 dl de água
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 5 ovos
  • raspa da casca de 1 limão
  • 1 pitada de sal
  • canela em pó q.b.
  • açúcar q.b.
Confecção:
Colocar a água ao lume com a margarina e sal, deixar ferver até a margarina derreter, juntar a farinha de uma só vez, e com colher de pau mexer energicamente até obter uma bola, sem retirar do lume.
Colocar a massa num recipiente, juntar o polme da abóbora e misturar bem.
Adicione os ovos um a um mexendo bem entre cada adição.
Junta-se a raspa da casca de limão.
Cada vez que se coloca um ovo, a massa não deve ficar nem muito rija nem muito mole.
Com uma colher de sopa retire pequenas porções
de massa (+ ou - do tamanho de uma noz) e frite em óleo
quente +-180º, não coloque demasiadas porções de cada vez porque elas triplicam de volume durante a fritura.
Depois de fritos passe-os por açúcar e canela.

Profiteroles

Tipo de receita: Sobremesa 

Número de doses: 4 

Tempo de Preparação: 30 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 40Minuto(s) 

Dificuldade: Muito Fácil
Ingredientes:

60 g de manteiga
200 ml de água
100 g de farinha
3 ovos
Preparação:

etapa 1
Comece por colocar numa panela a água e a manteiga, e quando começar a ferver despejar a farinha de uma só vez, e mexer bem, até a massa formar uma bola e se desprender bem da panela. 

etapa 2
Deixe arrefecer. Á parte bata os ovos. Depois da massa ter arrefecido um pouco vá misturando os ovos aos poucos mexendo sempre para ligar muito bem. 

etapa 3
Coloque a massa num saco de pasteleiro e faça pequenos montinhos num tabuleiro forrado com papel vegetal. 

etapa 4
Leve ao forno pré-aquecido a 170ºC por 20 minutos e deixe no forno por mais 15 minutos para secarem e não baixarem. 

etapa 5
Retire e deixe arrefecer, pode rechear com natas batidas, com bage cremim, creme pasteleiro. A cobertura pode simplesmente polvilhar com açúcar em pó, ou com chocolate. 

etapa 6
Estes recheei com creme pasteleiro e fiz a cobertura com 200g de chocolate e 50g de manteiga. 

Vinho Quente
Ingredientes :Para 6 a 8 pessoas
  • 6 ovos
  • 250 g de açúcar
  • 2,5 dl de vinho verde tinto
  • 2,5 dl de vinho Madeira tinto ou Moscatel
  • 2,5 dl de vinho do Porto (tinto doce)
  • pão duro
  • sal
Confecção 
Batem-se as gemas com o açúcar até obter uma boa gemada.
Entretanto, leva-se ao lume 1 litro de água a que se juntam umas pedrinhas de sal.
Deixa-se levantar fervura.
Retira-se do calor, juntam-se os vinhos verde e Madeira (ou Moscatel) e leva-se novamente ao lume para levantar fervura.
Depois, adiciona-se o líquido, a pouco e pouco, à gemada.
Volta a ir ao lume apenas para ferver.
Os ovos ficarão assim cozidos.
Fora do calor, adiciona-se o vinho do Porto que já não vai ao lume.
Mexe-se e, se for necessário, junta-se um pouco mais de açúcar.
Na altura de servir, aquece-se o vinho em banho-maria e serve-se em chávenas com bocadinhos de pão fazendo sopas.

*Esta bebida serve-se com os fritos depois da Missa do Galo.


Bom Apetite e Feliz Natal
Abraço
João








sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tradições de Natal

TRADIÇÕES DE NATAL
O PRESÉPIO


PresépioA palavra Presépio deriva do latim praesepium, que quer dizer curral, estábulo ou lugar de recolha de gado.
Conta a tradição católica que o presépio teve origem surgiu no séc. XIII, em Úmbria (região da Itália central). Foi S. Francisco de Assis que, com a permissão do Papa, criou um presépio com figuras humanas e animais, recreando o local de nascimento de Jesus, que serviu de pano de fundo para a missa de Natal desse ano. Esta representação teve tanto sucesso, que se tornou numa referência Cristã, representativa do Natal, em quase todo o mundo.
Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas (por volta do séc. XVII). É colocado no início do Advento sem a figura do menino Jesus, que será posta na noite de Natal, após a missa do galo. O presépio é desmontado no dia seguinte ao Dia de Reis.
Na tradição Portuguesa, as figuras que se colocam no presépio, além da Sagrada família (S. José, Maria e o Menino Jesus), dos pastores e alguns animais, e dos três Reis Magos, também encontramos figuras como o moleiro e o seu moinho, lavadeiras, membros de um rancho folclórico e outros personagens típicos da cultura portuguesa. Tradicionalmente feito de barro, podemos encontrar ainda peças de diversos materiais, desde tecido ou madeira até porcelana fina.

A COROA DE NATAL


coroa de natalO Advento (Adventus: chegada e Advenire: chegar a) traduz-se no primeiro tempo do ano litúrgico que antecede o Natal (corresponde às quatro semanas antes do Natal). Os cristãos consideram-no um tempo de preparação e de alegria que antecede o nascimento de Jesus. É um tempo para promover o arrependimento, a harmonia e a paz, e celebrar a vinda de Jesus Cristo à terra.
Entre os vários símbolos do Advento, encontramos a coroa de Natal ou grinalda do Advento.
O uso de coroas como decoração é um costume antigo. Os romanos usavam ramos verdes que enrolavam nas suas coroas. Também exibiam coroas de ramos verdes nas suas portas como sinal de saúde para todos os que lá habitavam.
A coroa de Natal caracteriza-se por ser feita de galhos verdes entrelaçados, de cipreste ou abeto, que representam a vida. Os seus galhos verdes, mesmo no inverno, significa que os cristãos devem manter a fé e a esperança, apesar de todas as contrariedades.
A coroa de Natal forma um círculo que representa a união existente entre Deus e os Homens, símbolo contínuo e eterno de amor a Deus e ao próximo e Dele pelos Homens.
Tradicionalmente, é decorada com quatro velas que representam as quatro semanas do Advento. As velas são acesas, uma a uma, a cada domingo, até estarem todas acesas. As velas indicam a proximidade do nascimento de Jesus, o Salvador, que trará luz ao mundo. Representam também a fé, a celebração e a alegria pelo Seu nascimento. A primeira vela a ser acesa representa o perdão que Deus concedeu a Adão e Eva; a segunda vela representa a fé de Abraão, a quem se anunciou a terra prometida; a terceira vela recorda a alegria do rei David quando Deus prometeu eterna aliança; a quarta e última vela lembra os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a vinda do Salvador. Normalmente, as cores das velas acompanham as cores das vestes litúrgicas do sacerdote nesta época (cor roxa para as velas que correspondem ao primeiro, segundo e quarto domingo, e a cor rosa para a vela do terceiro domingo).
A colocação da fita e do laço vermelho, envolvendo a grinalda, simbolizam o amor de Deus por todos nós, renascido pela vinda de Jesus.
As bolas, frutas ou pinhas que se podem colocar na coroa representam o fruto do Espírito Santo que sai dos corações de cada cristão.
A colocação da coroa de Natal numa casa representa a presença de Jesus nesse lar. É costume ser posta na porta de entrada, mas pode também pode ser colocada dentro de casa.

A ÁRVORE DE NATAL


Árvores de NatalO uso de uma árvore como símbolo remonta desde o segundo milénio antes de cristo. Os Indo-europeus consideravam as árvores expressão de fertilidade, prestando-lhe culto. Por outro lado, a civilização Egípcia atribuía à tamareira o significado vida, representando os vários estágios da vida humana (árvore da vida). Esta era enfeitada com doces e frutas. Também os Gregos usavam as árvores como “intermediários” entre o céu e a terra, fazendo através delas, reverência aos deuses. Os Romanos costumavam enfeitar pinheiros com máscaras de Baco, o deus do vinho, para venerar o deus Saturno, que era o deus da agricultura, da justiça e da força. A festa era chamada de “Saturnália” e coincidia com o nosso Natal. Já na China, o pinheiro significa longevidade, enquanto no Japão simboliza imortalidade.
A primeira referência à árvore de Natal aparece no séc. XVI, na Alemanha (Straßburg), que é hoje território francês (Strasbourg), e conhecemos por Estrasburgo. As famílias de lá costumavam enfeitar os pinheiros, na época de Natal, com luzes, flores de papel colorido, doces e frutas. Esse costume foi-se espalhando primeiro por França (séc. XIX), Inglaterra (séc. XIX), Estados Unidos e, no séc. XX, tornou-se tradição em Espanha e na maior parte dos países da América Latina.
Também se conta que a origem da árvore de natal foi quando o sacerdote Martinho Lutero, também no séc. XVI, adornou uma árvore com luzes no dia de Natal, de modo a simbolizar o nascimento de Jesus, luz do mundo.
No início, a Igreja Cristã negou-se a adoptar esta tradição pagã. O pinheiro de Natal só passou a fazer parte das decorações natalícias nos lares cristãos há cerca de 100 anos. Quando os missionários adoptaram o costume da árvore de Natal, escolheram o abeto, de forma triangular, para representar a Santíssima trindade, de modo a apagar a simbologia pagã associada.
Segundo a tradição alemã, ao decorar árvore de Natal, deveremos incluir doze adornos, de modo a garantir a felicidade desse lar, que passamos a nomear:
- Uma casa, que significa protecção;
- Um coelho, que significa esperança;
- Uma chávena, que significa hospitalidade;
- Um pássaro, que significa alegria;
- Uma rosa, que significa afecto;
- Um cesto de frutas, que significa generosidade;
- Um peixe, que significa a bênção de Cristo;
- Uma pinha, que significa abundância;
- Um pai Natal, que significa generosidade;
- Um cesto de flores, que significa bons desejos;
- Um coração, que significa amor;
- Luz, que significa a vida (Cristo).
Hoje em dia encontramos a árvore de Natal em quase todas as casas, quer se trate de famílias cristãs ou não, como elemento decorativo da época de Natal.

A ESTRELA DE NATAL


estrela douradaA estrela de Natal, também conhecida como a estrela de Belém, tornou-se num ornamento típico das nossas casas, na época de Natal.
É colocada no topo da árvore de Natal ou no presépio e lembra-nos a estrela que guiou os três Reis Magos até ao local onde o menino Jesus nasceu.
A estrela característica possui quatro pontas que representam os pontos cardeais (norte, sul, este, oeste) e uma cauda luminosa, fazendo lembrar um cometa. Também se usa a estrela de cinco pontas lembrando o ser humano (Cabeça, braços e pernas).
A estrela de Natal para além de ter orientado os reis magos, representa a Luz do Mundo, Jesus Cristo.
Cientificamente, Johannes Kepler, astrónomo, matemático e astrólogo alemão do séc. XVII, explica o aparecimento da estrela de Belém com o facto de ter havido, na altura, uma conjunção entre o planeta Júpiter e o planeta Saturno, na constelação de peixes, que levou a formação de uma luz intensa, fora do normal, e que deu origem a esta “estrela”.
A referência bíblica da estrela de Natal é feita no Evangelho de Mateus, onde relata a vinda de sábios do oriente para visitar o Messias recém-nascido. Como não sabiam onde se encontrava Jesus, os três Reis Magos perguntaram na corte do Rei Herodes, mas sem sucesso. Herodes ao saber do nascimento do Rei dos Judeus, pediu-lhes que assim que encontrassem Jesus, o informassem.
Os reis magos, vendo surgir no céu uma luz intensa, seguiram-na, encontrando em Belém o menino Jesus. Estes ofereceram a Jesus prendas mas não voltaram à corte do Rei Herodes.

OS TRÊS REIS MAGOS


Reis MagosOs três Reis Magos surgem como sábios vindos do Oriente com o propósito de venerarem o Menino Jesus, o novo Rei dos Judeus que tinha nascido.
O caminho até Belém onde se encontrava o Menino, é-lhes indicado por uma estrela, a Estrela de Belém e devido à grande distância percorrida pelos Reis Magos até lá, diz-se que a visita destes se fez no dia 6 de Janeiro.
É no Evangelho de S. Mateus que encontramos a única referência à existência dos Reis Magos. Foi no séc. V que Orígenes, erudito da igreja antiga e Leão Magno, sacerdote e mais tarde Papa e Santo, lhes conferem o título de Reis Magos. E só no séc. VII é que lhe foram atribuídos nomes: Gaspar ("aquele que vai inspeccionar), Baltazar ("Deus manifesta o Rei") e Belchior/Melchior/Melquior ("meu Rei é luz"). No séc. XV é associada uma raça a cada um dos Reis Magos, de modo a representar toda a raça humana que se conhecia na época.
Por tradição diz-se que são três devido aos três presentes oferecidos: Ouro, Incenso e Mirra. Crê-se que não seriam propriamente Reis mas talvez Sacerdotes, Conselheiros ou até Astrónomos.
Na antiguidade, era costume oferecer-se ouro a um Rei, incenso a um Sacerdote e mirra a um Profeta. Por isso Belchior, de raça branca, ofereceu ouro reconhecendo-Lhe realeza; Gaspar, representando a raça amarela, ofereceu-Lhe incenso atribuindo-lhe divindade e, finalmente Baltazar, de raça negra, ofereceu mirra que representava a imortalidade.
É na idade média que começa a devoção aos Reis Magos e, no séc. VI as suas relíquias são levadas de Istambul para Milão. Sendo já considerados Santos em 1164, foram levados para a catedral de Colónia, na Alemanha.
Actualmente, os Reis Magos fazem parte das tradições de Natal, nomeadamente pelas suas figuras, que são colocadas junto ao presépio. Celebram o nascimento de Jesus, através da sua visita e da oferta de presentes, criando-se a tradição de trocar prendas nesta época festiva. Daí que, em países como a Espanha, se proceda à troca de prendas só no dia 6 de Janeiro.

A FLOR DE NATAL


flor de natalPlanta de cor vermelha muito usada para fins decorativos na época de Natal, a flor-de-natal, estrela-de-natal ou poinsétia é uma planta de origem mexicana. O seu nome científico é Euphorbia pulcherrima, que significa “a mais bela das eufórbias”.
Esta planta floresce no solstício de inverno, coincidindo com a época de Natal, no hemisfério norte, e por isso pouco conhecida em países do hemisfério sul.
Também se associa ao Natal devido a uma lenda mexicana que transforma os ramos secos de uma menina em lindas folhas vermelhas, que são oferecidas ao menino Jesus.

O AZEVINHO


AzevinhoArbusto de folha persistente, o azevinho nasce espontaneamente na Europa, perdurando todo o inverno.
Pertence à família das Aquifoliaceae, cujos ramos verdes constituídos por folhas brilhantes possuem espinhos afiados, contrastando com os seus frutos vermelhos, bagas ou azevinhos. É um arbusto de crescimento bastante lento que pode durar cerca de 100 anos. Possui flores brancas de pequena dimensão.
Hoje em dia é uma planta muito utilizada nas decorações natalícias, simbolizando amor e esperança. Também é colocada à porta das casas como sinal de protecção.
O seu uso teve origem na Europa, no paganismo pré-cristão. Para os druidas, o azevinho era considerado sagrado. Os celtas usavam a sua madeira para fabricar as pontas das lanças, pela sua dureza, considerando-o também símbolo de firmeza.
Na antiga Roma atribuía-se ao azevinho poderes mágicos, principalmente através do uso das suas flores brancas.
O azevinho também era conhecido em alguns países europeus, como árvore dos sátiros, útil para afastar os espíritos da noite. Também os monges medievais o usavam para espantar os espíritos malignos. Acreditava-se que ter plantada uma árvore de azevinho numa propriedade, a protegia de feitiços negros e maus-olhados.
Em certas regiões da Alemanha o azevinho era utilizado para limpar a chaminé das casas, considerada o centro sagrado da casa, isentando-a de maus espíritos.
Os ingleses, além de o utilizarem como elemento decorativo na época natalícia, usavam a madeira do azevinho para fabricar as asas das chaleiras.

O POSTAL DE NATAL


postais de natalNa época de Natal, o inglês Sir Henry Cole costumava escrever a todos os seus conhecidos e familiares, a desejar-lhes Boas Festas. Director do South Kensington Museam, escritor e editor de vários livros e jornais, entre os quais contos para crianças, livros de arquitectura e escultura, além de assistente no “Public Records Office” (uma das três organizações que formam o arquivo nacional no Reino Unido), Sir Cole costumava enviar na época de Natal, cartas desejando Boas Festas a um elevado número de pessoas. Como isso se tornava um trabalho cada vez mais moroso e tendo pouco tempo para o fazer, lembrou-se de criar um postal em que tivesse escrita uma mensagem de Natal, e que pudesse ser copiado o número de vezes necessárias para enviar a todos os seus contactos. A criação deste postal foi entregue ao pintor John Callcott Horsley, em Dezembro de 1843.
Os primeiros postais foram impressos num cartão por Jobbins em Londres, e pintados à mão. Continham a mensagem de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” acompanhada de uma imagem onde se via uma família a fazer um brinde com um copo de vinho tinto, incluindo as crianças, à pessoa a quem se dirigia o postal, juntamente com outras imagens de gestos de generosidade. Os postais não usados por Sir Henry Cole, foram publicados no jornal Summerly’s Home Treasury do qual era sócio e vendidos por um xelim.
primeiro postal de natalA imagem utilizada nos postais foi motivo de várias críticas, devido a mostrar as crianças a beber vinho. Por isso, foram retirados do mercado, tendo sido vendidos ao todo cerca de mil postais.
Sir Henry Cole não voltou a usar este método para desejar boas festas aos seus conhecidos mas criou um hábito, que rapidamente se espalhou em quase todo o mundo.

Feliz Natal Para Todos