Mensagem de Meijinhos

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Receitas para 5a feira 02.2012

   5ª Feira - 2 de Fevereiro



Bacalhau Desfiado com Berinjela,
Abobrinha e Espargos Frescos
Colaboração de Lopo Pegado
Ingredientes:
  • 200g de Bacalhau (seco desfiado e demolhado)
  • 1 berinjela pequena picada em quadradinhos
  • 1 abobrinha verde pequena picada em quadradinhos
  • 1 cebola média picada em cubos
  • 3 dentes de alho finamente fatiados
  • 6 espargos verdes cozidos no vapor
  • 8 mini-tomates amarelos
  • pimenta branca moída na hora
  • azeite
  • sal
  • croutons q. b.
Confecção:
Fritar o alho e a cebola numa colher (sopa) de azeite.
Incorporar o bacalhau desfiado e refogar por 2 minutos. Acrescentar a berinjela, os tomates fritos, a abobrinha, os espargos picados e a salsa.
Desligar o fogo, agregar os croutons.
Regar com um pouco de azeite, corrigir o sal e servir frio.

Chocos Guisados com
Ervilhas e Camarão


Ingredientes:
  • 1,200 kg de tiras de chocos
  • 250 grs. de camarão
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 cebolas picadas
  • 2 tomates maduros
  • 1,5 dl de vinho branco
  • 1 folha de louro
  • 250 grs. de ervilhas
  • 3 batatas
  • azeite q.b.
  • sal q.b.
  • pimenta ou piripiri q.b.
  • 2 colheres de sopa de coentros picados 
Confecção:
Corte o choco em bocados não muito pequenos.
Descasque os camarões deixando o rabo e a cabeça, tempere-os com um pouco de sal.
Descasque as batatas, lave-as e corte-as em cubos.
Faça um refogado com azeite, cebola, alho e a folha de louro.
Assim que a cebola começar a aloirar, junte o tomate pelado e sem sementes e cortado em bocadinhos.
Junte um pouco de vinho ou água uma pitada de açúcar, tape a caçarola e deixe cozinhar em lume brando até o tomate ficar macio.
Junte o choco deixe suar um pouco mexendo, de seguida adicione o vinho, água ou caldo de peixe.
A meio da cozedura dos chocos, junte as batatas, as ervilhas e deixe cozer.
Rectifique os temperos.
Cinco minutos antes de acabar a cozedura junte os camarões.
Sirva numa travessa, enfeite com os camarões e polvilhe com coentros.
 

Curvas com Porco e Mostarda à Antiga

Ingredientes:Para 4 pessoas
  • 350 g de curvas
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 2 dente de alho picados
  • 350 g de lombo de porco em fatias finas
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 175 g de cogumelos em fatias
  • 1 colher de sopa de mostarda integral
  • 3 colheres de sopa de cebolinho cortado
  • sal
  • pimenta preta do moinho
  • cebolinho cortado para guarnecer
Confecção:

Coza a massa em água abundante a ferver temperada com sal 8-10 minutos, deixando-a um pouco rija
.
Entretanto, deite o azeite numa frigideira, aqueça e junte o alho e a carne e deixe cozer 10 minutos, mexendo de vez em quando.
A carne deve ficar dourada e macia.
Adicione a manteiga, os cogumelos e a mostarda.
Junte o cebolinho e tempere com sal e pimenta moída na altura.
Entretanto, escorra a massa, deite-a na frigideira e deixe aquecer 1 minuto.
Deite no prato de serviço, enfeite com cebolinho e sirva imediatamente.

*É com cogumelos silvestres, os boletos, que este prato rústico dá o seu melhor.
Na sua falta use pleurotos de cultura.

Receita de guisadinho de moelas mineiro

Tipo de receita: Entrada 

Número de doses: 6 

Tempo de Preparação: 20 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 20 Minuto(s) 

Dificuldade: Fácil
Ingredientes:

1 kg de moelas de galinha (se forem caipiras, melhor)
1 colher (sobremesa) de sal
4 dentes de alho muito bem picados
Pimenta-do-reino a gosto
1 colher (chá) de curcuma (açafrão da terra) fresco, ralado ou 1 colher (chá) do pó Gotas de vinagre
50 ml de banha de porco
2 cebolas raladas
1 litro de caldo de galinha
Preparação:

Tempere as moelas com sal, alho, pitada de pimenta-do-reino, o açafrão da terra ralado e o vinagre. Em panela robusta, aqueça a banha, doure a cebola e acrescente as moelas. Tampe a panela e deixe cozinhar até que o líquido que se formou seque completamente. Acrescente aos poucos o caldo de galinha e vá cozinhando até as moelas ficarem macias e com caldo espesso. 

Carne de porco com camarão

Tipo de receita: Prato Principal 

Número de doses: 4 

Tempo de Preparação: 20 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 20 Minuto(s) 

Dificuldade: Fácil
Ingredientes:

4 bifinhos de porco cortados às tiras
8 camarões
2 dentes de alho picados
2c. sopa de pickles picadinhos
sal q.b.
4c. sopa de Azeite
3 batatas cortadas aos cubos
Preparação:

Numa frigideira fritar as batatas, noutra colocar o azeite e alourar a carne com um dente de alho picado, retirar a carne e alourar os camarões com o outro dente de alho picado, voltar a juntar a carne, temperar com sal e adicionar os pickles picados. 

Se necessário borrife com um cálice de vinho branco.

Juntar as batatas à carne e aos camarões, misturar tudo e servir de imediato. 


Bolo Marmoreado de Canela e Baunilha


Ingredientes:
  • 400 grs. de açúcar
  • 400 grs. de farinha de trigo com fermento
  • 200 grs. de manteiga
  • 5 ovos
  • 1/4 de chávena de chá de leite gordo
  • 1 colher de sopa de canela
  • 1/2 colher de café de essência de baunilha
Confecção:
Bate-se muito bem o açúcar com a manteiga, juntam-se as gemas, seguindo-se a farinha, o leite e, por fim, envolva as claras batidas em castelo firme.
Separa-se metade da massa à qual se adiciona a canela e na restante deita-se a baunilha.
Numa forma de bolo inglês grande, bem untada com manteiga, vão-se deitando camadas irregulares de massa branca e massa escura, começando e acabando com a massa branca.
Leve a cozer em forno brando cerca de + ou - 50 minutos, (convém verificar se está cozido).

Bolo coração

Tipo de receita: Sobremesa 

Número de doses: 6 

Tempo de Preparação: 20 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 40 Minuto(s) 

Dificuldade: Fácil
Ingredientes:

MASSA:
6 ovos
200gr farinha
200gr açúcar
1c. chá fermento em pó

RECHEIO:
1 lata de leite condensado de chocolate
2dl de natas frias

DECORAÇAO:
Açúcar e chocolate em pó
Preparação:

etapa 1
Para os mais românticos, aqui vai uma receita fantástica para surpreender a cara metade.

Bata os ovos bem batidos com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Peneire a farinha com o fermento e envolva no preparado anterior com uma vara de arames. 

etapa 2
Unte com manteiga e polvilhe com farinha, uma forma em forma em coração e verta nela o preparado.
Leve ao forno a 180º por 40m.
Depois de cozido, retire e deixe arrefecer bem.
Corte o bolo ao meio. 

etapa 3
Misture o leite condensado de chocolate com as natas previamente bem batidas e com uma espátula, espalhe o creme sobre a metade e componha com a restante.
Decore com o chocolate em pó e o açúcar. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Receitas para 4a feira 01.02.2012

   4ª Feira -1 de Fevereiro 
 


Sopa de Couves à Corsa

Ingredientes:
  • 150 g de feijão branco
  • 1 cebola
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 250 g de tomate
  • sal
  • 1 couve-de-cabeça (crespa)
  • 250 g de feijão verde
  • 1 ramo de hortelã
Confecção:
Coza o feijão com uma cebola com um cravinho espetado e um fio de azeite, deixando-o um pouco rijo.
Pique a cebola e coza-a no azeite, sem deixar alourar.
Junte o tomate cortado em bocados e deixe cozer com o lume forte.
Regue com 1,5 litros de água, tempere com sal e assim que levantar fervura adicione a couve previamente cortada em quartos, o feijão branco e o feijão verde cortado em bocados à mão, ao qual se retiraram as pontas e os fios.
Deixe cozer com o recipiente destapado até a couve estar cozida mas um tudo nada «crocante».
Adicione a hortelã e deixe apenas levantar fervura.
Sirva bem quente.

Batata Doce com Peixe de Molho
Ingredientes:
  • 1 kg de batata doce
  • 1 cebola picada
  • alhos q.b.
  • 1 kg de peixe (a gosto)
  • 1 copo de vinho
  • 1/2 pimento
  • 1 folha de louro
  • calda de tomate
  • sal
  • salsa (facultativo)
Confecção:Num tacho coloca-se a cebola a refogar com o azeite e os alhos picados.
Deixa-se alourar a cebola e coloca-se um pouco de calda de tomate, uma folha de louro, o pimento, o vinho, um pouco de água e por fim o sal.
Deixa-se ferver um pouco e rectifica-se o tempero.
Coloca-se então o peixe e deixa-se cozer.
Entretanto à parte colocam-se as batatas a cozer.
Depois de tudo estar devidamente cozinhado, colocam-se as batatas numa travessa com o peixe e o molho a acompanhar.
Pode ir à mesa enfeitado com salsa.
Cozido de Grão com Frango do Campo



Ingredientes:
  • 1 frango do campo
  • 2 cebolas
  • 4 dentes de alho
  • 1 dl de azeite
  • 400 gr de grão cozido
  • sal q.b.
  • pimenta branca moída q.b.
  • 2 cenouras
  • 4 batatas grandes
  • colorau q.b.
  • 1 molho de salsa
  • 1 pão caseiro do dia anterior
Confecção:
Corte o frango em pedaços e tempere com sal grosso e pimenta.
Pique cebolas e alhos e refogue em azeite.
Junte o frango deixe alourar.
Adicione água até cobrir, deixe cozinhar lentamente, junte as cenouras ás rodelas e as batatas aos quadrados e por fim o grão.
Junte salsa picada e colorau.
Rectifique os temperos e sirva numa terrina com fatias de pão.

Bom apetite...

Nota: Existe nos supermercados grão cozido de boa qualidade.
Nesta receita pode juntar linguiça, que lhe transmite um sabor muito bom ou ramos de hortelã.

SALADA DE SARDINHA COM FEIJÃO BRANCO

Tipo de receita: Entrada 

Número de doses: 1 

Tempo de Preparação: 5 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 5 Minuto(s) 

Dificuldade: Muito Fácil
Ingredientes:

alface
repolho roxo cortado em quadrados de 2 cm
sardinha em conserva
feijão branco cozido
tiras de cebola bem fininhas
alho frito
azeite de oliva
sal a gosto
Preparação:

Monte seu prato com as folhas rasgadas de alface. Coloque o repolho roxo em água fervente por cerca de 1 minuto e retire. Acrescente no seu prato, seguido da sardinha quebrada com a mão, os feijões, a cebola e salpique alho frito por cima. Quem não tiver paciência de fritar o alho, pode comprar desses prontos em flocos que são vendidos junto dos temperos. Tempere com azeite, sal e algum outro tempero do seu gosto, com pimenta do reino. 

BIFE NA PANELA DE PRESSÃO

Tipo de receita: Prato Principal 

Número de doses: 5 

Tempo de Preparação: 50 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 25 Minuto(s) 

Dificuldade: Fácil
Ingredientes:

Cerca de 1 kg de bife bem temperado
3 tomates picados
2 cebolas cortadas em rodelas

Molho:
3 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 litro de água
2 colheres de óleo de soja
meia cebola picada
Preparação:

Dê uma leve refogada do bife na panela de pressão e reserve. Faça o mesmo com a cebola até dourar. Em outra panela faça o molho de tomate refogando a cebola no óleo, depois o extrato, coloque a água e tempere agosto. Na panela de pressão alterne camadas de cebola, tomate e bife. Depois jogue o molho sobre o preparo, salpique orégano. Feche a tampa, leve ao fogo e depois que pegar a pressão deixe mais 20 minutos. Desligue o fogo. Espere a pressão sair e salpique salsinha picada. 


Caracóis 
Ingredientes:
  • 380 grs. de farinha de trigo
  • 8 grs. de fermento de padeiro
  • 50 grs. de manteiga
  • 2 gemas
  • 2,5 dl de leite (aprox.)
  • sal
  • açúcar
  • frutas cristalizadas q.b.
  • passas q.b.
  • nozes q.b.
  • mel q.b.
Confecção:
Ponha a farinha numa tigela.
Faça uma cova no centro e deite nela as gemas, a manteiga derretida, uma pitada de sal e o fermento de padeiro dissolvido num pouco de água morna.
Misture estes ingredientes com uma colher de pau e comece a trabalhar a massa, juntando pouco a pouco, o leite morno açucarado até a massa adquirir a consistência desejada (deitando mais farinha) e formar bolhas à superfície.
Cubra a massa com um pano e deixe-a levedar, em local aquecido, até dobrar de volume.
Estenda a massa, já levedada em rectângulo.
Pincele abundantemente com manteiga derretida (fria) e polvilhe com frutas cristalizadas picadas, nozes picadas e as passas misturadas com açúcar.
Enrole e una bem o fecho da massa.
Deixe levedar cerca de 35 minutos + ou -.
Corte o rolo em fatias com cerca de 50 grs. cada uma, coloque-as num tabuleiro untado com margarina e polvilhado com farinha.
Pincele a superfície com margarina derretida e gema de ovo e deixe levedar durante mais 20 minutos.
Leve a cozer em forno quente (T.5) durante 30 a 35 minutos.
Retire os caracóis e, ainda quentes pincele-os com mel.

BOLO DE BOLACHA COM CHOCOLATE

Tipo de receita: Sobremesa 

Número de doses: 6 

Tempo de Preparação: 40 Minuto(s) 

Tempo de Confecção/Cozedura: 0 Minuto(s) 

Dificuldade: Fácil
Ingredientes:

300gr bolacha maria
3dl café forte
200gr margarina
180gr açúcar pó
40gr chocolate pó
1c. sopa óleo
Preparação:

Bata a margarina à temperatura ambiente, junte o açúcar em pó e o chocolate até obter um creme fofo, e de seguida, envolva o óleo.
Espalhe um pouco de creme no fundo de um prato e servir e componha o bolo, colocando camadas de bolacha passadas pelo café e barrando-as com creme.
Repita a operação até ter terminado com as bolachas.
Cubra o bolo com o restante creme e risque com o chocolate derretido.
Decore com um morango e leve ao frio até servir. 

Novo Bispo de Lamego recebe a chave da cidade



O novo Bispo de Lamego, D. António Couto, tomou posse da Diocese, com o desejo de contar com todos os membros da comunidade católica para desempenhar o seu papel “entre Deus e o povo”. “Quero muito ver o vosso rosto. Já sabeis que trago notícias de Deus e que conto muito com cada um de vós, para levar a todos os lugares e a todas as pessoas desta bela diocese este vendaval de graça e de bondade que um dia Deus desencadeou”, proferiu durante a homilia da missa que decorreu na Sé de Lamego, na tarde de 29 de Janeiro.


No momento solene da sua entrada na Diocese de Lamego, Francisco Lopes deu as boas vindas a D. António Couto entregando-lhe, num gesto simbólico, a chave desta cidade, “que a partir de hoje é também a sua casa”. “Faço votos de que o ministério episcopal, nesta milenar diocese, seja para si gratificante, motivo de grandes alegrias e que estas alegrias sejam a medida dos relevantes serviços que, estou certo, prestará à igreja de Deus e aos seus fiéis”. Ao assumir a sede episcopal que lhe foi confiada em novembro de 2011 por Bento XVI, D. António apresentou-se como um bispo que pretende estar “pertinho de Deus, mas de um Deus que faz caricias ao seu povo, um Deus que ama e perdoa” e “pertinho do povo, o suficiente para lhe entregar esta caricia de Deus”.
Antes da homilia, o núncio apostólico em Portugal, representante diplomático da Santa Sé, deu posse ao novo bispo, lendo a bula de nomeação do Papa que o encarrega de presidir à celebração e aos destinos da diocese. Este prelado acolheu o novo bispo no Semanário Maior da diocese, acompanhado pelo presidente da autarquia, Francisco Lopes. No final da celebração, que pôde ser visionada através de diversos écrans colocados dentro e fora da Sé, o novo bispo cumprimentou os fiéis nos claustros.
Aos 59 anos, D. António Couto torna-se o terceiro bispo residencial mais jovem nas dioceses portuguesas, deixando a Arquidiocese de Braga, na qual era auxiliar desde 2007. Substitui no cargo D. Jacinto Botelho, nomeado em 2000, que anteriormente apresentara a sua renúncia por ter atingido o limite de idade imposto pelo direito canónico (75 anos).
Com cerca de 140 mil católicos, a Diocese de Lamego foi criada por volta do ano 570 e é a única do país que não é sede de distrito.

Historia para 01.02.2012


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Homilia de D. António Couto na tomada de posse da Diocese de Lamego


«Eis que faço novas todas as coisas» (Apocalipse 21,5), diz Deus. De tal modo novas, diz Deus, que ninguém pode dizer: «Já o sabia» (Isaías 48,7).
Eis então Jesus a entrar com os seus discípulos em Cafarnaum, na sinagoga deles, e ensinava e ordenava tudo de forma nova. Tão nova que inutilizava todas as comparações e catalogações. Não era membro de nenhuma confraria, academia, partido, ordem profissional ou instituição, que à partida lhe conferisse algum crédito, alguma autoridade. Nenhum crédito, nenhum currículo, nenhum diploma, o precedia. A sua autoridade começava ali, no próprio ato de dizer ou de fazer. E as pessoas de Cafarnaum foram tomadas de tanto espanto, que tiveram de constatar logo ali que saía dos seus lábios e das suas mãos um mundo novo, belo e bom, ordenado segundo as pautas da Criação. Um vendaval manso de graça e de bondade encheu Cafarnaum, e transvazava como um perfume novo de amor e de louvor por toda a região da Galileia e da missão. Saltava à vista que Cafarnaum não podia conter ou reter tamanha vaga de perfume e lume novo.
As pessoas de Cafarnaum sabiam bem o que diziam os escribas, e como diziam os escribas. Não eram senão repetidores, talvez mesmo apenas repetentes de pesadas e cansadas doutrinas que se arrastavam na torrente de uma velha e gasta tradição. Os escribas diziam, diziam, diziam, recitavam o vazio (Salmo 2,1), compraziam-se na sua própria boca, nas suas próprias palavras (Salmo 49,14), e nada, nada, nada acontecia: nenhum calafrio na alma, nenhum rio nascia no deserto, ninguém estremecia ou renascia. Mas Jesus começou a falar, e as pessoas de Cafarnaum sentem um frémito, um estremecimento novo (Isaías 66,2 e 5), assalta-as uma comovida emoção, uma lágrima de alegria lhes acaricia o coração. Era como se acabassem de escutar aquela palavra única que há tanto tempo se procura, palavra criadora que nos vai direitinha ao coração, a ternura de quem leva uma criança pela mão!
As pessoas de Cafarnaum sabiam bem o que eram, e como se faziam os exorcismos. Estavam muito em voga naquele tempo. Eram longos, estranhos, complicados, cheios de fórmulas mágicas e ritos esotéricos. Mas Jesus diz uma palavra criadora: «Cala-te e sai desse homem», e tudo fica de imediato resolvido!
Abre-se um debate. O primeiro de muitos que o Evangelho de Marcos vai abrir. «O que é isto?», perguntam as pessoas de Cafarnaum, que nunca tinham visto tanto e tão novo e tão prodigioso ensinamento.
Mas é apenas o começo da jornada deste maravilhoso ANUNCIADOR do Evangelho de Deus (Marcos 1,14). Logo a abrir o seu Evangelho, Marcos ensina-nos que a jornada iniciada naquele primeiro sábado em Cafarnaum salta os clichés habituais, e vai de madrugada a madrugada, de modo a deixar já bem à vista aquela outra sempre primeira madrugada da Ressurreição! Jesus começa de manhã na sinagoga; caminha depois 30 metros para sul, e entra, pelo meio-dia, na casa de Pedro e levanta da febre para o serviço do Evangelho a sogra de Pedro; à tardinha, já sol-posto, primeiro dia da semana, toda a cidade de Cafarnaum está reunida diante da porta daquela casa, para ouvir Jesus e ver curados por Ele os seus doentes; de madrugada, muito cedo, Jesus sai sozinho para rezar, e os discípulos correm a procurá-lo para o trazer de volta a Cafarnaum, pois, dizem eles, todas as pessoas o querem ver e ter. Ninguém o quer perder.
Desconcertante reviravolta. Jesus diz aos seus discípulos atónitos: «VAMOS a outros lugares, às aldeias vizinhas, para que TAMBÉM ali ANUNCIE (kêrýssô) o Evangelho» (Marcos 1,38). Com este grávido dizer, Jesus deixa claro que ANUNCIAR o Evangelho enche por completo o seu programa e o seu caminho. Com aquele «vamos» [«vamos a outros lugares»], Jesus desinstala e agrafa a si os seus discípulos para este trabalho de ANÚNCIO do Evangelho seja a quem for, seja onde for. Com aquele «também» inclusivo [«para que também ali anuncie o Evangelho»], Jesus classifica como ANÚNCIO do Evangelho todos os afazeres da inteira jornada de Cafarnaum: ensinar, libertar, acolher, curar, recriar: é esta a toada do ANÚNCIO do Evangelho.
ANUNCIAR (kêrýssô) é então o afazer de Jesus. E qual é a primeira nota que soa quando Jesus se diz com o verbo ANUNCIAR? É, sem dúvida, a sua completa vinculação ao Pai, de quem é o arauto, o mensageiro, o ANUNCIADOR. Pura transparência do Pai, de quem diz e faz o que ouviu dizer (João 7,16-17; 8,26.38.40; 14,24; 17,8) e viu fazer (João 5,19; 17,4). Recebendo todo o amor fontal do Pai, bebendo da torrente cristalina do amor fontal do Pai (Salmo 110,7; cf. 1 Reis 17,4), Jesus, o Filho, é pura transparência do Pai, e pode, com toda a verdade dizer a Filipe: Filipe, «quem me vê, vê o Pai» (João 14,9). É mesmo aqui que reside a sua verdadeira AUTORIDADE e a verdadeira NOVIDADE do seu MODO novo de dizer e de fazer, que se chama ANUNCIAR.
A primeira nota de todo o ANUNCIADOR ou Arauto ou Mensageiro não assenta na capacidade deste, mas na sua fidelidade Àquele que lhe confia a mensagem que deve anunciar. É em Seu nome que diz o que diz, que diz como diz. No Enviado é o Rosto do Enviante que se deve ver em contraluz ou filigrana pura. No Enviado ou Mensageiro ou Anunciador é verdadeiramente Deus que visita o seu povo.
Pertinho de Deus, cheio de Deus, Jesus leva Deus aos seus irmãos. É esta a Autoridade de Jesus. Ele é o profeta «como Moisés», mais do que Moisés, com a boca repleta das palavras de Deus (Deuteronómio 18,18). E não só a boca, mas também as mãos e o coração. Bem diferente dos escribas e dos falsos profetas e do povo rebelde no deserto. Estes dispensam a Palavra de Deus. O que querem ter na boca é pão e carne. O que recolheu menos, no deserto, diz-nos o extraordinário relato do Livro dos Números 11,31-35, recolheu 4500 kg de carne de codorniz. E começaram a meter a carne à boca com tamanha avidez, que morreram de náusea. Foram encontrados mortos, ainda com a carne entre os dentes, por mastigar (Números 11,33). Vê-se que é urgente libertar o coração, as mãos, a boca. Vive-se da Palavra. Morre-se de náusea.
Caríssimos irmãos mais pequeninos, jovens amigos, caríssimos pais, caríssimos idosos e doentes, caríssimos catequistas, acólitos, leitores, cooperadores na missão da evangelização e da caridade, ilustres autoridades, caríssimos seminaristas, caríssimos religiosos e religiosas, caríssimos diáconos e sacerdotes, Senhores Bispos, Senhor D. Jacinto, Senhor Núncio Apostólico, Senhor Cardeal Patriarca, e todos vós que comigo pisais hoje este chão de generoso vinho e de amendoeiras em flor.
Numa página sublime do Livro dos Números (17,17-26), Deus ordena a Moisés que recolha as varas de comando dos chefes das doze tribos de Israel, para, de entre eles, escolher um que exerça o sacerdócio em Israel. Em cada vara foi escrito o nome da respetiva tribo. Por ordem de Deus, o nome de Levi foi substituído pelo de Aarão. As doze varas foram colocadas, ao entardecer, na presença de Deus, na Tenda do Encontro. Na manhã seguinte, todos puderam ver que da vara de Aarão tinham desabrochado folhas verdes, flores em botão, flores abertas e frutos maduros (Números 17,23). Dos frutos é dito o nome: amêndoas! Vara de amendoeira em flor e fruto, que, por ordem de Deus, ficará para sempre na sua presença, diante do Propiciatório (cf. Hebreus 9,4), entre Deus e o povo, para impedir que o pecado do povo chegue a Deus, e para facilitar que o perdão de Deus chegue ao povo. Já ninguém estranhará agora que o candelabro (menôrah) que, noite e dia,/ ardia/ na presença de Deus, estivesse ornamentado com flores de amendoeira (Êxodo 25,31-35; 37,20-22). E também já ninguém estranhará que a tradição judaica tardia refira que a vara do Messias havia de ser de madeira… de amendoeira.
Aí estão as coordenadas exatas do lugar do sacerdote e do bispo: entre Deus e o povo. Mais concretamente: pertinho de Deus, mas de um Deus que faz carícias ao seu povo, um Deus que ama e que perdoa; pertinho do povo, o suficiente para lhe entregar esta carícia de Deus.
Queridos filhos e irmãos, pais e mães que Deus me deu nesta dorida e querida Diocese de Lamego. Quero muito ver o vosso rosto. Já sabeis que trago notícias de Deus. E que conto muito com cada um de vós, para levar a todos os lugares e a todas as pessoas desta bela Diocese este vendaval de graça e de bondade que um dia Jesus desencadeou em Cafarnaum.
Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
D. António Couto, bispo de Lamego

Historia para 31.01.2012



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