Mensagem de Meijinhos

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domingo, 14 de outubro de 2012

Rezas Populares



Contra a Cabrita e Névoa:
Cabritaquando os olhos estão ou ficam vermelhos.
Ingredientes – pau de sabugueiro verde e uma faca.
            Começa-se a raspar o pau e atirar-lhe a casca, enquanto se reza:
Névoa – quando junto da menina do olho, aparece uma espécie de pinta.
A pessoa que vai rezar trinca:
            1 folha de louro
            1 avelã
1 dente de alho
Abre o olho da pessoa e sopra-lhe. O olho começa a chorar e sara. Tanto para a cabrita como para a névoa a reza é a mesma.
            Oração :
(Nome da pessoa)... que tens tu nesse olho (direito ou esquerdo)?
É cabrita?
Ou cabrito?
Ou névoa ou nevoeiro?
Eu te corto, neste pau de sabugueiro.
Pai-nosso; Avé-Maria; Salvé-Raínha ( 9 vezes).



 

Rezar ao Zagre:

Para rezar ao zagre é preciso erva-doce ou funcho do monte, uma tigela com água e sal.
Pega-se em três ramos de funcho e molha-se na água. Passando depois em cruz e em volta, diz-se:
Estando Deus e mais Mateus
Numa fonte plenária
Disse Deus para Mateus:
-          Cura-me este zagre Mateus
Curai-o vós Senhor
Que tendes todo o poder
Eu vos entrego o meu poder
Com água da fonte,
Funcho do monte,
Sal marinho,
E água da fonte.
            3 avé-Marias e 1 Salvé_raínha


Talhar ao mau olhado:

Mau olhado – provoca com o olhar, voluntário ou involuntário, desgraça ou doença, em coisa, animal ou pessoa.
Ingredientes  - moeda antiga que tenha no verso uma cruz gravada e um colete de rapaz.
Vão-se passando, a moeda e o colete, sobre o corpo da pessoa ou do animal dizendo:
            Dois olhos te deu
Três te tiraram
S. Pedro, S. Paulo
E o milagroso S. João
Assim como do mar salgado
Sai o sal salgado
Saia (desta pessoa ou animal)
Todo o mal que lhe deram
Ar, cobranto ou olhado
Se te deu pela frente
Que te corte S. Vicente
Se te deu por trás
Que te corte S. Brás
Se te deu à hora do meio dia
Que te corte a Virgem Maria
Diz-se 5 vezes todos os dias, até a pessoa ou animal ficarem curados.

REZA AO OLHADO


ASSIM TE BENZA DEUS
ASSIM TRÊS VEZES
DEUS TE GEROU
DEUS TE CRIOU
E DEUS TE ABENÇOOU.

OS BONS OLHOS TE VEJAM
E OS MAUS, ESTOIRADOS TE SEJAM.

DOIS TE DERAM, TRÊS TE HÃO-DE TIRAR
QUE SÃO AS TRÊS PESSOAS DA SANTISSIMA TRINDADE
É  PAI, FILHO E ESPIRITO SANTO.

ASSIM COMO AS PORTAS DO CÉU
ESTAVAM VIRADAS PARA O MAR
ASSIM COMO ISTO É VERDADE, TODO O MAL TE HÁ-DE LEVAR.

EU PONHO A MINHA MÃO E O SENHOR PÕE A SUA PALMA.
ESTE MAL SE DESFAÇA COMO O SAL NA ÁGUA.

   - PAI NOSSO E AVÉ-MARIA
   - A REZA, REPETE-SE TRÊS VEZES SEGUIDAS

Rezar ao quebranto:

Antes de se começar a rezar, deve benzer-se e dizer o nome da pessoa, com calma.
Deus me fez e Deus me criou
E Deus me desolhe para quem a mim mal olhou
Quebranto me deu e quebranto me daria
Que a Virgem Santa Maria meta tudo na sua santa surgia.
            Reza-se de seguida o Pai-Nosso e a Avé-Maria.


Rezar à augação:

Para tirar a augação é preciso que as pessoas mais idosas, e que saibam, façam uma broa com azeite e farinha de pão
Depois de cozida, as pessoas dão a broa às crianças ou comem mesmo elas. Mas tem de comer-se 9 fatias. Caso não se consiga comer tanta broa é necessário deitar o restante da broa ao rio para que a corrente a arraste consigo e deste modo tire a augação.

Cortar a peçonha:

Pessonha: quando aparecem borbulhas co  “aguadilha” e com tendência a alastrar pelo corpo, com comichão.
A peçonha é provocada pela passagem de algum bicho pessonhento pela pele.
Tem que se ter brasas e uma faca.
Passa-se a faca por cima das brasas e, depois, em volta e em cruzes por cima do mal. Não se pode lavar a parte do corpo afectada.
Diz-se assim:
            Eu te corto bicho, bichão
            Aranha, aranhão
            Sapo, sapão
            Cobra, cobrão
            Bicho de qualquer nação
            Que andar de rastos pelo chão
            Eu lhe corto cabeça e rabo
            Em louvor das pessoas da Santíssima Trindade
            Que é Pai, Filho e Espírito Santo
Em louvor de S. Silvestre
Que ele é verdadeiro mestre
Tudo quanto te faço te preste.
Pai-Nosso, Avé-Maria, Glória, reza-se 9 vezes, Salvé-Raínha.


Ventre caído:

Oração: (nome da criança)
            Se tem o ventre caído
            Com a graça de Deus
Te seja erguido.
Se tens o baço virado
Que vá ao seu lugar
Como dantes era
Deita-se a criança de barriga para baixo, no regaço da pessoa que está a erguer o ventre. Unem-se as pernas, da criança, e se não ficarem do mesmo comprimento, medido pela covinha da perna, é sinal de que tem o ventre caído.
            A reza começa com o nome da pessoa doente, a criança. Enquanto se faz a reza, com o dedo molhado no azeite, que está propositadamente entornado no cu de uma malga, fazem-se tantas cruzes como o tempo que leva a dizer a reza nas duas covinhas das pernas e nas costas. Cada vez que se reza e se fazem as cruzes, a criança é posta na vertical, de cabeça para baixo, e dão-se-lhe umas palmadinhas nos pés que é para acertar as pernas.
A oração repete-se três vezes com o doente nesta posição, rezando 1Pai-Nosso, e 1 Avé_Maria no fim de cada vez.
            Voltado, o doente, de barriga para cima, é-lhe feita a mesma coisa mas no umbigo, e o mesmo número de vezes. Por fim, o resto do azeite que está no cu da malga é entornado na barriga e com a mão aberta fazem-se massagens de baixo para cima, só na zona do umbigo e sempre na mesma direcção. Espalhado todo o azeite, é colocada uma moeda no umbigo do doente e apertado com uma fralda de tecido branco. No dia seguinte repete-se a operação, e isto durante três dias seguidos.
Encomendar as almas por as penas do pergatório
Encomendava-se as almas às 9 horas da noite no tempo da Quaresma.
Alerta, alerta, a vida é curta, a morte é certa.
Irmãos meus e filhos do Nosso Senhor Jesus Cristo, rezai um padre-nosso c’uã Ave-
Maria pelas almas que estão nas penas do pergatório, quem puder, será por o divino amor de
Deus.

Cantar nove vezes e em seguida dizer a Salve-Rainha.

As doze palavras ditas e retornadas
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-te a primeira: a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso
Senhor Jesus Cristo morreu por mim, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as duas: as duas são-nas duas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus
Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira, casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus
Cristo morreu por mim, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as três: as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas
tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a
primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
 - Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as quatro: as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas
as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo
pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor
Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as cinco: as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro
evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de
Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa
santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as seis: as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as
quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as
duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a
primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por
nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as chete: os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros
bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas
três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor
Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde
nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas
 - Digo-t’as oito: as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete
chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro sãonos
quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas
tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a
primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as nobe: nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito abenturanças;
os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas
cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima
Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus
sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo
morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não.
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as dez: os dez são-nos dez mandamentos; os nobe são-nos nobe coros d’anjos;
as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis
chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três
são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso
Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém,
onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não.
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as onze: as onze são-nas onze mil birges; os dez são-nos dez mandamentos;
os nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito abenturanças; os chete são-nos chete
chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as cinco são-nas cinco chagas; as quatro sãonos
quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas as Santíssima Trindade; as duas são-nas
tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo pôs os seus sagrados pés; a primeira é a
primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Digo-t’as doze: as doze são-nos doze apóstolos; as onze são-nas onze mil birges; os
dez são-nos dez mandamentos; os nobe são-nos nobe coros d’anjos; as oito são-nas oito
abenturanças; os chete são-nos chete chacramentos; as seis são-nos seis chiros bentos; as
cinco são-nas cinco chagas; as quatro são-nos quatro evangelistas; as três são-nas três pessoas
as Santíssima Trindade; as duas são-nas tabuinhas de Moisés, onde nosso Senhor Jesus Cristo
pôs os seus sagrados pés; a primeira é a primeira casa santa de Jerusalém, onde nosso Senhor
Jesus Cristo morreu por nós, ámen.
- Custódio, amigo meu!
- Questódio sim, amigo teu não!
- Diz-me as doze palavras ditas e retornadas.
- Doze raios tem-no chol, doze raios, tem-na lua.
Abenta daqui diabo, qu’esta alma não é tua!
Doze raios tem-no chol, doze raios, tem-na lua.
Abenta daqui diabo, qu’esta alma não é tua!
Doze raios tem-no chol, doze raios, tem-na lua.
Abenta daqui diabo, qu’esta alma não é tua!

Salve-Rainha

Ó salbé-rainha,
Ó bida deçura,
Ó esperança à nossa,
Salvai a minh’alma,
Qu’ela já é vossa.
Qu’ela já é vossa e vossa,
Ou há-de ser,
Salbai a minh’alma
Cando eu morrer.
Cando eu morrer,
Cando acabar,
 Salbai a minh’alma,
Lobai’à bom lugar.

Salve-Rainha pequenina
Onde bais, ó Birge, que bais tão alegri?
Lebas teu menino albinho de nebe,
Albinho de nebe com’à nebe pura,
Lebas teu menino, ó Salve-Rainha, ó vida deçura.
Salbai a minh’alma qu’ela já é bossa,
Ela já é bossa e sempre o há-de ser.
Salbai a minh’alma, cando eu morrer.
Cando eu morrer, cando acabar,
Lebai a minh’alma p’ra um bom lugar.
Para um bom lugar, lá no paraíso,
Lá no paraíso nos dê juízo
Canto hei-de dar àquele Senhor que nos há-de julgar.

Padre-nosso pequenino
Padre-nosso pequenino
Pelo monte vai rijinho,
Com as chaves do paraíso.
Quem lhas deu, quem lhas daria?
Foi S. Pedro e Stª Maria.
Deus no monte,
Deus na ponte
Nunca o demo nos encontre,
Nem de noite nem de dia,
Nem à hora do mei-dia.
Já os galos cantam,
Canto aos anjos s’alebantam.
Santas belas cruz,
Para sempre, ámen, Jesus.

A Santa Bárbara
Santa Bárbela se bestiu e se calçou,
Ó caminho se deitou,
Jesus Cristo encontrou,
Jesus Cristo lhe perguntou:
- Bárbela, onde bais?
- Vou ó céu, onde nosso Senhor estais.
- Mas, Bárbara bendita, que lá estão os trobões armados,
Bot’ós p’ra onde não haja pão nem binho,
Nem bafo de menino!
- Ambos três ficará minh’alma agradeço ao Senhor,
Meus peitos põe alegres, meu divino Salbador.
- Vai, Bárbela bendita,
Que no céu está escrita,
Com papel e água benta
Nos libre desta tormenta.

Oração a Jesus Maria José,
Salbai a minh’alma,
Qu’ela Vossa é.
Ela é e há-de ser,
Quero amar-Bos até morrer.
Pela vossa Conceição, ó Maria Imaculada, tornai bem o meu corpo, minh’alma
santifiquem

Ao anjo da guarda
Anjos da guarda,
Minha companhia,
Guardai a minha alma
De noite e de dia.

De peregrinos
Lebantei-me de madrugada
E ó cantar do perdigão,
Encontrei Nossa Senhora
C’um ramo d’oiro na mão.
Eu pedi-lhe um bocadinho,
E ela me disse que não.
Eu tornei-lho a pedir,
E ela me deu seu cordão.
Cordão que dava nobe voltas
Ó redor do coração,
Faltava mais uma volta
P’ra chegar do céu ao chão.
Ó meu padre Santo António,
Desatai-me esse cordão,
Que me deu Nossa Senhora
Na manhã do S. João.
São João estava à porta
Com a sua capa revolta,
Preguntando ó menino
Se sabia oração.
Oração de peregrino
Quando Deus era menino,
Ele andava pelo mundo,
Com o seu sangue a pingar.
Trate, trate, Madalena,
Não o hajes d’io alimpar,
Qu’isto são-nas cinco chagas
Que Deus tem para nos dar.

Ao deitar
Com Deus Nosso Senhor me deito,
Com Deus Nosso Senhor me lebanto,
Com a graça do Senhor e do divino Espírito Santo.
O Senhor me cubra com o seu manto.
Se eu co’ ele bem coberto for,
Não terei medo nem pavor,
Nem às coisas que más forem.
A minha alma entrego-a ao Senhor.
Se eu dormir, acordai-me,
Se eu morrer, alemiai-me,
Com as três velas brancas da Santíssima Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo,
Três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro. Pai-nosso…

Nesta cama me vou deitar,
Para dormir e descansar.
S’a morte me vier buscar,
E não lhe puder falar,
Agarrarei-me aos cravos,
Encostarei-me à cruz,
Entregarei a minha alma,
Ao meu bom Jesus.

De manhã
Anjo da minha guarda,
Meu celeste companheiro,
Não me desampareis
Pelas minhas grandes ingratidões,
Defendei-me de todos os meus inimigos,
Ilustrai-me com santas inspirações
Para que eu não seja mais ingrato.
Ó meu Deus, que me criou,
Ó glorioso protector Santo António,
De quem tenho o mesmo nome,
Pois o céu vos concedeu por mim especial protector,
Rogai por mim a Deus para que eu possa servi-Lo na terra,
Como vós servistes no céu! Ámen. Pai nosso…

Oração em forma narrativa
O mês de Março tem trinta e um dias. Eu me quero assoldadar co’ a birgem Maria.
Assoldadada que vos peço salbação p’rá minha alma, remédio p’rá minha bida, por isso vos
rezamos trinta e uma Ave-Marias (reza-se trinta e uma ave-marias).
No dia vinte e cinco de Março era o dia de Nossa Senhora (antigamente era dia santo).
Benzer-se cem vezes e cem Ave-Marias.
No dia de Nossa Senhora de Março cem Ave-Marias rezei, cem vezes m’incruzei, cem
na véspera, cem no dia co’ a graça de Deus da Birgem Maria (rezar uma Ave Maria e benzerse).

Responso a Santo António – pelas coisas perdidas
Se milagre desejais,
Recorrei a Santo António.
Vereis fugir o demónio,
E as tentações infernais.
Pela sua intercepção,
Foge a peste, o erro e a morte.
O fraco torna-se forte,
E torna-se o enfermo são.
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão.
E no auge do furacão,
Cede o mar embravecido.
Todos os males humanos,
Se moderam, se retiram.
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os paduanos.
Glória ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo, rogai por nós bem-aventurado António, para que
sejamos dignos das promessas de Cristo, Ámen.

Santo António se bestiu e se calçou,
Suas benditas mãos labou,
Ao caminho se deitou.
Jesus Cristo encontrou,
Jesus Cristo lhe perguntou:
- António, p’ra onde vais?
- Senhor, eu vou ao céu.
- Ao céu não irás,
Na terra ficarás,
Quantos males houver, todos curarás,
Quantas coisas se perderem, a todas acharás,
Quantas missas se rezarem, a todas assistirás.
Milagroso padre Santo António,
Prende aquilo que eu perdi.

Bênção do pão
Cresça o pão no forno
E à debina graça por o mundo todo.
Um padre-nosso pelas almas.

Depois de amassar o pão, fazia-se uma cruz e dizia-se:
São Vicente t’acrescente,
Santa Marinha te traga depressinha.

Depois de meter o pão no forno, dizia-se:
Cresça o pão no forno e a graça de Deus por o mundo todo.
Ou
Cresça o pão no forno e as bentas ó carolo.

Para cortar o coixo
Coixo, coixinho, coixão,
Aranha, aranhão,
Sapo, sapão,
Bustigo, bustigão,
Sagarto, sagartão,
Bicho de toda a nação,
Eu te corto a cabeça e o rabo e coração.
Em loubor de Stª Maria,
Um Padre-Nosso c’um’Ave-Maria.

Eu te corto com a faca do meu pão,
Sapo sapão,
Aranha aranhão,
Cobra cobrão,
Todo o bicho qu’anda de rastos pelo chão.
Eu te corto o rabo e à cabeça e o coração,
Para que não cresças nem abeças,
Mas antes qu’apodreças,
Mirrado como um carbão.
Em loubor de São Cibrão
Qu’andes p’rá frente, p’ra diante não.
Dá-se uma volta à faca por trás e depois ó fim reza-se um Padre-Nosso a São Cibrão.

Eu te talho
Coxo, coixão,
Aranha, aranhão,
Bicho de toda a nação.
Em louvor de São Silvestre,
Quanto faça, tudo preste,
E de Nosso Senhor,
Que é verdadeiro mestre.
Em louvor de Deus e da Virgem Maria,
Um Padre-nosso c’uma Ave-Maria.

Cortar o bicho
Sapo, sapão,
Cobra, cobrão,
Lagarto, lagartão,
Todo o bicho da nação,
Todo o bicho que anda de rasto pelo chão.
Eu te talhe bem talhado bem recortado
P’ela cabeça e p’lo rabo,
Assim como era sagrado.
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria em louvor da Virgem Maria.
Diz-se três vezes.

Cortar o ar
Eu te corto, ar, pragas, encanhos, feitiços, feitiçarias, males olhados de todo o que eu
te possa fazer.
Deus te fez
E Deus te criou,
Deus te tire o mal
Qu’em ti entrou.
Ar de vivo,
Ar de morto,
Ar escumungado,
Sai deste corpo.
Quando Deus era nascido,
Este mal não era bisto.
Morra o mal todo,
Viva nosso Senhor Jesus Cristo.
Assim como o sol nasce na serra e se põe no mar,
Este mal donde beio parar, há-de tornar.
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria à Nossa Senhora em alíbio das almas do
pergatório.

Cortar as dadas
Home bom me deu pousada,
Mulher má me fez a cama
Debaixo d’áuga sobre palha e sobre lama.
Assim como é verdade, melhora-te mama.
Um Padre-Nosso c’uma Ave-Maria.

Braço aberto
Em louvor de São Fortoso,
Eu te coso.
Torna a carne ao seu exposto,
Se o deito com a linha torta.
Em louvor de São Fortoso,
Eu te coso.

Erguer a espinhela
Com a mão esquerda, segura-se o dedo polegar de uma das mãos do doente e, na parte
superior do pulso, deita-se algumas gotas de azeite.
Em seguida, faz-se deslizar o dedo polegar da mão direita sobre o azeite de forma a
que o dedo indicador acompanhe o movimento na parte de baixo do pulso, exercendo um
pouco de pressão nos dois dedos.
Enquanto executa este movimento, vai dizendo as seguintes palavras:
Tem-te espinhela, tem-te em ti,
Assim como Jesus se teve em si.
Continuando com o mesmo movimento, diz:
Tem-te espinhela, tem-te no braço,
Assim como Jesus se teve no passo.
Continua dizendo:
Tem-te espinhela, tem-te na veia,
Assim como Jesus se teve na ceia.
Em louvor de Deus e da Virgem Maria,
Pai-Nosso e Ave-Maria.
Nota: Repete-se no outro braço do doente e pode fazer-se três, seis e nove dias seguidos.

Chumbar ares
Eu te talho
Ar de vivo,
Ar de morto,
Ar de corruto,
O teu mal seja desfeito
Como o sal por o mar abaixo.
Diz-se nove ou três vezes. Deita-se o chumbo à água e faz figuras e depois torna-se a derreter
e diz-se estas palavras.

Cortar o ar
Acende uma velinha põe na fonte duma pessoa ou dum animal e diz-se nove vezes:
Deus te fez,
Deus te criou,
Deus te tire o mal qu’em ti entrou.
Reza-se um Pai-nosso e uma Ave-Maria em louvor da Virgem Maria.

Cortar a zipla
Pedro e Paulo foi a Roma,
Jesus Cristo encontrou:
- Pedro e Paulo, donde vens?
- Senhor, venho de Roma!
- E que viste por lá?
- Muita zipla e zipela
E muita gente morre d’ela.
- Pedro e Paulo vai atrás, vai curá-la!
- Com quê, Senhor?
-Com azeite virgem e folha de oliva.
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
Em louvor da Virgem Maria.

Coser o pé
Eu te coso,
Carne aberta,
Fio torto.
Põe um panelo de água a ferver no chão, e põe o pé em cima dele e começa com uma agulha a
coser no nobelo.
Eu te coso,
Carne aberta,
Fio torto,
Por isso mesmo é que eu te coso.
Eu te coso,
Carne aberta,
Fio torto.
Depois, despejam a água dentro de uma bacia e põe o panelo em cima da água. E, se for o pé
aberto, a água entra toda para dentro do panelo, se for o pé fica lá.



Rezas, responsos e benzeduras

Práticas da beira-Paiva





Embora sem a importância e a prática de que gozaram no passado, ainda hoje se procuram aqueles que, quase sempre por via da tradição oral, aprenderam palavras mágicas e seculares que, aliadas à religião, à superstição e a certos rituais, se acredita serem capazes de aliviar ou resolver certos problemas, quase sempre ligados à doença ou ao espiritual.

São fórmulas muito simples e ingénuas que, proferidas com toda a convicção e acompanhadas de orações, ajudarão a consolidar um imaginário muito ligado ao sobrenatural e oferecem a solução mais primária para os males de quem nelas acredita.

Embora não sabendo ler nem escrever, havia quem decorasse longas rezas, quase sempre num português adulterado, que eram transmitidas através das gerações e retidas por alguns curiosos destas crenças e magias, que as usavam como pretexto para ajudar os outros.

Hoje, já muito poucos idosos conservam na memória estas fórmulas e poucos são também os que a elas recorrem. Todavia, elas fazem parte da espiritualidade, em práticas ancestrais da nossa gente.

Eis alguns exemplos dessas rezas, responsos e benzeduras e também de orações recitadas em momentos especiais:



Para a Ciática                                                          

Sai-te daqui, que fazes aqui,
que estás aqui a fazer?
Secaste-me a carne, rilhaste-me os ossos.
Para que não seque a carne
nem rilhes os ossos,
rosa florosa, que pelo mundo andas,
deste a minha mão à palma
para que com estas santas orações
sejas moída e derretida
como sal em água fria.
Em louvor de S. Gonçalo
esta (perna) sararia.

(Pai Nosso e Avé Maria)
(reza-se durante nove dias seguidos, ao pôr- do-sol)




Para a dada da mama
Bom homem me deu pousada
má mulher me fez a cama
sobre vides sobre lama
sai-te dada desta mama.
(reza-se 9 vezes fazendo cruzes com um pente sobre
a mama inchada e vermelha da mulher que amamenta)


Para a icterícia
Quando Jesus nasceu
No rio Jordão se meteu
Seus discípulos lhe pediram
Que os livrasse da tricha
Da lixa, da licança
Com o poder de Deus
Este servo (dizer o nome da pessoa) sararia.

(Pai Nosso e Avé Maria)












Para o aberto  
                                                                                                       
Eu coso em louvor de S. Frutoso
Se é nervo torto, torna ao teu posto
Se é carne quebrada, torna à tua casa
Em louvor da Virgem Maria

(Pai Nosso e Avé Maria)


Para o quebranto                                                                       
(dizer o nome da pessoa)
Cobranto te deu, cobranto te daria
Talho eu e a Virgem Maria
As pessoas da Santíssima Trindade querem e podem
Este mal donde veio para lá torne.

(Pai Nosso e Avé Maria)
(reza-se três vezes, enquanto se deitam brasas
acesas numa tigela com água. No fim, deita-se tudo num ribeiro.)


Para o unheiro ou terçogo

Se é unheiro eu te talho e retalho
em louvor de Nossa Senhora do Rosário
assim como a Nossa Senhora foi Virgem
no parto e depois do parto. Amem.

(Pai Nosso e Avé Maria)
( três vezes)


Responso

(Pedindo protecção para uma pessoa)
(Diz-se o nome da pessoa) fora da tua casa andas,
Deus ande na tua companhia.
Nosso Senhor que é teu pai, Nossa Senhora tua mãe,
com as armas de Cristo andes armado,
com as de S. Pedro bem guardado,
para que não sejas preso nem morto
nem ferido nem maltratado
nem nas ondas do mar afogado
nem teu sangue corrompido
nem a tua alma caia em pecado,
justo juízo final.
Filho da Virgem Maria,
no Campo de Jurafia foste jurado,
pede por ele (dizer o nome da pessoa).
Assim disse Jesus pelos seus discípulos
e assim Ele diga por nós. Amem.
Temos olhos e não nos vimos,
temos pernas e não nos alcançaremos,
para que ninguém se possa rir
nem vingar de nós. Amem.



Oração da trovoada                                                           
Santa Bárbora se vestiu e calçou
seu caminho andou
Nosso Senhor encontrou
- Onde vais, Bárbora?
- Vou abrandar a trovoada
que no monte anda armada.
- Vai, vai, Barborinha, vai,
leva-a a monte maninho
onde não haja pão nem vinho
nem bafinho de menino
nem gente de cristandade.
Valha-nos o verbo divino
e as três pessoas da Santíssima Trindade.
(reza-se enquanto ardem na lareira algumas
hastes de ramos benzidos no Domingo de Ramos)



Oração do pesadelo
São Bartolomeu me disse
que dormisse e descansasse
que nenhum medo tomasse
nem à anda nem à varanda
nem ao pesadelo da mão furada.
Quatro cantos tem a casa,
quatro anjos a guardá-la:
S.Lucas, S. Mateus, S. Pedro e S. Tiago.
Entrego-me a Deus
e arrenego o diabo.

Responso a Santo António                                           
Milagroso Santo António
em Lisboa fostes armado
em França fostes visitado
em Roma condecorado
à porta de Santa Paulina
todos os peixes do mar se levantaram
para ouvir a sua santa pregação.
Santo António se deitou
Santo António se levantou
Santo António se lavou
e ao seu lencinho se limpou:
-António, aonde vais?
- Senhora- ele respondeu!
- Não irás, que eu ao Céu subirei
e tu na terra ficarás
com teu hábito que vestiste.
Assim como livraste teu pai
de sete sentenças falsas
assim nos livres a nós
de todos os males.

(Pai Nosso e Ave Maria)
















Responso

(Pedindo protecção para o gado)                                              
Guarda o meu gado
bem guardadinho
que eu corto-te o rabo
com o dedo mindinho.
( dizia-se e fazia-se no monte aos gatafanhos pequeninos).


Oração ao levantar

Padre Nosso Pequenino
Padre Nosso pequenino
Quando Deus era menino
Quem o deu, quem o daria
Foi o Filho da Virgem Maria.
Cruz no monte, Cruz na fonte,
Todos os santos se encontrem,
Quer de noite quer de dia,
Quer à hora do meio-dia.
Já os galos cantam,
Já os anjinhos se levantam,
Já o Senhor vai para a Cruz
Para a minha alma ver a luz
Para sempre Amem Jesus.





Oração ao deitar      
                                                                                   
Nesta caminha me deitei
Sete anjinhos encontrei
Três aos pés, quatro à cabeceira,
Nossa Senhora na dianteira.
Nossa Senhora me disse
( dizer o próprio nome) dorme e repousa,
Não tenhas medo a má cousa,
Bendito sejam as almas
Que se deitam nesta hora.

(Pai Nosso)




Ao lavar a cara pela manhã

Minhas mãos molho,
meu rosto lavo,
entrego-me à Virgem
e arrenego o diabo.

(Pai Nosso e Ave Maria )
Aurora Simões de Matos - in "Imagens da beira-Paiva"
Nota: textos com regionalismos.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

História para 11.10.2012

O BOI MANSO
O boi regressava do trabalho, ao entardecer. Vinha muito
cansado. Por caminhos torcidos e pedregosos puxara, o dia
todo, um carro de bois, que, bem vistas as coisas, devia
antes chamar-se carro de boi, porque ele, sozinho, fazia as
vezes de uma junta de bois, dos mais possantes.
Estava mesmo exausto. A caminho do estábulo, já
apaladava, na imaginação, a saborosa ceia de feno, que o
aguardava na manjedoira. Merecida.
Entrou no estábulo e o que viu? O cão da quinta,
deitado no fofo do feno.
– Tenha muito boas noites – disse o boi, que era muito
manso e bem-educado. – Podia fazer o favor de sair de
cima da minha manjedoira?
– Não. Não - ladrou o cão.
O boi, cheio de paciência, insistiu:
– Estou com muita fome, mas prometo-lhe que, depois
de comer, ainda lhe deixo feno suficiente para a sua cama.
Agora, agradeço-lhe que me desampare a manjedoira.
– Não. Não - ladrou o cão.
– Admito que esteja a incomodá-lo, mas será por pouco
tempo. Com a fome que trago, garanto-lhe que como o
feno num instante. Podia afastar-se por um bocadinho?
– Não. Não - ladrou o cão.
– Eu entenderia a sua má disposição se o soubesse
apreciador de feno. Mas se para si não serve, senão como
cama, porque me proíbe de comer? Ou quer provar
também do meu jantar?
– Não. Não – ladrou o cão.
Era malhar em ferro frio. O cão não saía da sua, não se
convencia com boas palavras. Que outros argumentos
podia o boi utilizar?
Vamos lá ver. Só há duas saídas para esta história.
Numa, o boi manso desiste da ceia e passa a noite roído
de fome. No dia seguinte, voltará a trabalhar, em estado de
fraqueza e tão debilitado que não conseguirá puxar o carro,
como o dono lhe exige. Um boi sem préstimo é um boi
condenado ao matadouro. Um triste fim, portanto.
Noutra hipótese, o boi manso lembra-se de que tem em
comum com os bois bravos os chifres pontiagudos, que
servem de defesa e de ataque. Uma marrada de boi é um
caso sério.
Qual dos dois fins vamos escolher?
Tu é que decides. Tu é que mandas.
Já decidiste?
Pois foi assim mesmo, tal como determinaste. Uma
resolução muito acertada.
Contar mais, para quê? O que se passou dentro do
estábulo nem se descreve. Tudo muito rápido.
Está, agora, um cão a ganir às estrelas:
– Caim! Caim! Boi ruim! Caim! Caim!
Porque será?

FIM

Receitas para 5a feira 11.10.2012

5ª Feira - 11 de Outubro
 
 
 
Sopa de Couves e Nabos à Portuguesa
Ingredientes:
  • 1 couve lombarda pequena ou metade de 1 grande;
  • 2 nabos;
  • 1 cebola média;
  • 4 batatas;
  • 1,5 litros de água;
  • 1 osso de presunto ou 50 g de chouriço;
  • 1/2 dl de azeite;
  • sal;
  • fatias de pão.
Confecção:

Tire o talo mais grosso à couve lombarda e corte-a aos quartos.
Corte os nabos, a cebola e as batatas também aos quartos.
Leve uma panela com água ao lume e quando ferver junte-lhe os legumes, o osso de presunto ou chouriço, o azeite e um pouco de sal.
Tape a panela e deixe cozer até os legumes estarem macios.
Retire o osso de presunto, tire a carne que tiver agarrada e desfie-a.
No caso de usar chouriço corte-o em bocadinhos.
Coloque fatias de pão no fundo de uma terrina, espalhe por cima os fios de presunto (ou bocadinhos de chouriço) e regue com o caldo e os legumes.

*Se quiser pode juntar a esta sopa uma fatia de abóbora cortada aos quadradinhos.


Bons Bocados de Peixe com Pimentos

Ingredientes:
Para 2-4 pessoas
  • 450 g de bacalhau ou outro peixe branco e firme
  • 1 1/2 colher de chá de cominhos em pó
  • 1 colher de chá de grãos de coentros em pó
  • 1/2 colher de chá de piripiri em pó
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de chá de gengibre ralado
  • 3 colheres de sopa de maizena
  • 1,5 dl de óleo de milho
  • 3 pimentos de cores sem sementes em bocadinhos
  • 8-10 tomates cereja
Confecção:
Retire a pele ao peixe e corte-o em cubos pequenos.
Deite-o numa tigela e polvilhe com os cominhos, os coentros, o piripiri, sal, o gengibre e a maizena.
Mexa com as mãos ou duas colheres.
Aqueça o óleo num wok ou numa frigideira.
Reduza o calor e introduza o peixe, 3-4 cubos de cada vez.
Deixe fritar 3 minutos, mexendo sempre.
Escorra o peixe sobre papel absorvente e coloque no prato de serviço enquanto cozinha os restantes.
Introduza os pimentos no óleo e frite  minutos.
Quando estiverem estaladiços, retire-os e ponha-os sobre papel absorvente.
Deite os pimentos sobre os cubos de peixe e enfeite com os tomates cereja.




Pernas de Frango
com Molho Aveludado de Natas
Ingredientes:
Para 4 pessoas
 
  • 5 dl de Natas para Culinária Parmalat
  • 2 frangos de 1 kg cada
  • 400 grs. de rebentos de soja
  • sumo de 1 limão
  • 2 chalotas picadas
  • salsa
  • cerefólio q.b.
  • 100 grs. de manteiga
  • 1 dl de uísque
  • 2 dl de vinho branco
  • 2 dl de caldo de aves
  • sal q.b.
  • pimenta branca moída na altura q.b.
Confecção:
Cortar cada frango em 4 pedaços, 2 asas e 2 pernas.
Desossar todos os pedaços, deixando apenas a carne, a pele e 1 lasca do osso.
Envolver a carne na pele e abrir um pequeno orifício na pele para introduzir o osso que vai fechar a bolsa.
Alourar as bolsas com as chalotas e a salsa.
Deixar refogar durante 5 minutos.
Regar com uísque e reduzir.
Adicionar o vinho branco e tornar a reduzir, depois juntar o caldo de aves e deixar cozinhar.
Retirar as bolsas e conservá-las quentes.
Reduzir o restante e adicionar
as Natas para Culinária Parmalat,
Tornar a reduzir e quando ficar com uma consistência cremosa, temperar.
Adicionar manteiga, passar por um coador fino.
Escaldar os rebentos de soja no sumo de limão e depois alourar na manteiga.
Colocar os rebentos e uma bolsa de frango no prato e regar com molho.
Decorar com cerefólio.

 Camarões panados com molho agridoce
Camarões panados com molho agridoce

Tipo de receita: Entrada
Número de doses: 4
Tempo de Preparação: 40 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 20 Minuto(s)
Dificuldade: Muito Fácil


Ingredientes:

Esta receita retirei-a de uma revista pela qual me apaixonei, chama-se Delícias da culinária, trás mais de 230 receitinhas com foto, é barata e as receitas são fantásticas!!
Já há algum tempo que andava à procura de uma receita de molho agridoce, como o que podemos saborear nos restaurantes chineses e japoneses e que eu simplesmente adoro!! Experimentei comprar uns que se vêm à venda no Continente e no Lidl e, tanto um como o outro, me desiludiram bastante pois, realmente, não têm nada a ver com o original!! Quando vi esta receitinha, claro, tive logo de experimentar eh eh!! Maravilha!! Adorei!! O molho não é 100% igual, mas anda lá bem perto, muito bom mesmo!!
Então, aqui fica a receitinha:

Ingredientes:

20 camarões médios sem casca e sem cabeças, deixe o rabo (usei camarão congelado 20/40)
1 colher (chá) de bicabornato de sódio para uso culinário ( usei sal grosso)
1 chávena (chá) de farinha de trigo
1 chávena (chá) de água
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de fermento em pó
Óleo para fritar

Molho:

1 colher (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) de ketchup
1 colher (chá) de polpa de tomate
1 e 1/2 chávena ( chá) de água
1 colher (sopa) de molho de soja
3 colheres (sopa) de vinagre
Sal a gosto
2 colheres (sopa) de açúcar
1 e 1/2 colheres (sopa) de farinha maizena
 

Salada crocante

Salada Crocante

Tipo de receita: Entrada
Número de doses: 2
Tempo de Preparação: 15 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 0 Minuto(s)
Dificuldade: Muito Fácil


Ingredientes:

Material: faca, cortador de verduras, vasilha para misturar, colher.

Ingredientes: abóbora verde, trigo germinado, brócolis, azeite, limão, sal e damasco seco.
Preparação:

Preparo: pique a abóbora em “Julienne”; pique o brócolis e o damasco em tamanhos pequenos. Coloque todos os ingredientes em uma vasilha adicione azeite, sal e gotas de limão. Mexa bem.



Obs. As verduras frescas são muito crocantes e o damasco deixa tudo muito gostoso.


Bavaroise de Noz com Molho de Chocolate

 
Ingredientes:
  • 4 dl de Natas para Bater Parmalat
  • 2 chávenas de chá de nozes moídas
  • 250 g de açúcar
  • 6 folhas de gelatina incolor
  • 6 ovos
  • 8 dl de leite gordo
  • molho de chocolate q.b.
  • óleo de amêndoas doces q.b.
Confecção:
Bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura clara e espumosa.
Junte as nozes e leve ao lume com o leite até engrossar sem ferver.
Acrescente a gelatina, previamente demolhada num pouco de água fria e escorrida, e, em morno, adicione as Natas para Bater Parmalat e, se pretender uma bavaroise maior, pode juntar ainda 3 claras batidas em castelo com 1 colher de sopa de açúcar em pó.
Deite o preparado numa forma untada com óleo de amêndoa doce e leve ao frigorífico até estar solidificada.
Desenforme e sirva com o molho de chocolate.


Torta gelada de abacaxi

Torta gelada de abacaxi

Tipo de receita: Sobremesa
Número de doses: 8
Tempo de Preparação: 15 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 30 Minuto(s)
Dificuldade: Fácil


Ingredientes:

Massa:
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de trigo
4 ovos
8 colheres de água
raspas de limão

Recheio:
1 lata de leite condensado
1 lata de leite
2 ovos
1 colher de sopa de maisena
2 colheres de chá de essência de abacaxi
1 abacaxi cozido com bastante calda
1 lata de creme de leite

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Receitas para 4a feira 10.10.2012

4ª Feira -10 de Outubro
 





Creme de Legumes
De Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de PortugalIngredientes:

  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 colher de sopa de maisena
  • 2 dl de leite
  • 5 batatas
  • 3 cenouras
  • 1 tomate
  • 125 grs de feijão verde
  • 1 couve-flor pequena
  • 3 cebolas médias
  • Sal q.b.
  • Caldo de carne q.b.
Confecção:
Descascam-se e lavam-se as batatas, cebolas e as cenouras.
Cortam-se aos bocados assim como o feijão verde e a couve-flor e põem-se todos estes legumes a cozer numa panela com o caldo de carne suficiente para fazer o creme.
Depois de tudo cozido, passa-se pelo o passe-vite ou com a varinha.
Vai ao lume novamente, e quando estiver quase a ferver, adiciona-se a maisena desfeita num pouco de leite, mexe-se, e continuando a mexer deixe ferver até engrossar.
Tira-se a panela do lume, deita-se o resto do leite e a manteiga mexe-se muito bem para derreter a manteiga e serve-se imediatamente


Lulas com Mostarda


Ingredientes:

  • 300 grs. de Natas para Culinária Parmalat
  • 1 kg de lulas cortadas em argolas não muito finas
  • 2 cebolas cortadas em meias-luas finas
  • 2 dentes de alho
  • 100 grs. de manteiga
  • 3 colheres de sopa de mostarda (uma boa mostarda)
  • 2 dl de vinho branco
  • 2 tomates
  • 2 gemas de ovos
  • sal q.b.
  • pimenta moída na altura q.b.
Confecção:
Põem-se as cebolas e o alho a refogar na manteiga, junta-se o tomate pelados e picado, o ramo de salsa, as lulas e deixa-se cozinhar.
Quando as lulas estiverem tenras junta-se o vinho branco e a mostarda e, por fim as Natas para culinária Parmalat.
Deixa-se apurar um pouco.
Retire a caçarola do lume e, junte as gemas desfeitas num pouco do molho.
Leve novamente ao lume e mexendo sempre deixe espessar um pouco sem deixar ferver.
Sirva polvilhado de salsa picada.
Acompanhe com puré de batata ou batatas cozidas.


Costeletas à Moda da Beira

 
Ingredientes:
Para 4 pessoas

  • 4 costeletas de vitela
  • 2 dentes de alho
  • 2 dl de vinho branco
  • 1 ovo
  • pão ralado
  • salsa
  • pimenta
  • banha
Confecção:

Batem-se as costeletas com as costas da faca e esfregam-se com os dentes de alho cortados ao meio, sal e pimenta.
Colocam-se num recipiente de louça ou barro vidrado e regam-se com o vinho branco.
Deixam-se as costeletas assim de um dia para o outro.
No dia seguinte, escorrem-se e passam-se as costeletas primeiro por ovo batido, depois por salsa picada e, finalmente, por pão ralado.
Fritam-se em banha bem quente.
            



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Notícias da Autarquia » Notícias da Autarquia

 
Biblioteca Municipal de Lamego vai assinalar pela primeira vez na próxima sexta-feira, 12 de outubro, o Dia Internacional para a Redução de Catástrofes, em parceria com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Esta chamada de atenção será dirigida a alunos do 2º ciclo que vão assistir a uma ação de sensibilização, a partir das 10 horas, dinamizada por técnicos do serviço municipal da Proteção Civil e pelo Corpo de Bombeiros de Lamego.
A iniciativa Nós e os Riscos pretende divulgar o rol das principais medidas de prevenção e de proteção que poderão contribuir para uma maior resiliência das comunidades aos riscos a que são vulneráveis. Durante o encontro, os oradores vão lançar um alerta muito especial sobre os riscos e as catástrofes naturais mais susceptíveis de ocorrer na região duriense.
O Dia Internacional para a Redução das Catástrofes, constituído em 1989 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é comemorado em outubro de modo a chamar a atenção de todos os países para a necessidade de tomarem políticas que visem a prevenção e a redução de danos, humanos e materiais, causados pela ocorrência de fenómenos de origem natural.

História para 09.10.2012

AS DUAS POMBAS
Duas pombas encontraram-se em cima do mesmo
telhado. Vinha cada uma da sua banda e não se conheciam.
As duas pombas não eram exactamente iguais. Uma
usava penteado na cauda, em feitio de leque, ao passo que
a outra não usava nenhum enfeite.
Dizia a pomba de leque:
– Nunca a vi por estes sítios.
– Não sou daqui. Venho de muito longe – respondeu a
outra pomba.
– Do outro lado do rio, naturalmente? – perguntou  a
pomba do leque, que era curiosa.
– De mais longe ainda, de muito mais… Do cabo do
mundo! Voei tanto…
– Eu calculo! – comentou a pomba do leque.
Calcular, não calculava, mas não queria fazer má figura.
Que sabia ela do mundo? Pouco. Nunca passara daquele
largo, com uma estátua no meio. Era o que a pomba sabia
e muito por alto.
Entretida com os seus pensamentos, a pomba quase se
esqueceu da companheira. Foi preciso que esta agitasse as
asas, a modos que a preparar-se para a viagem.
– Não me diga que quer ir-se embora? E para onde, se
está tanto frio, lá no alto, e as nuvens tão carregadas? –
perguntava a pomba citadina.
– Tenho de ir. Talvez gostasse de ficar, mas…
– Ora pois! Fique mesmo. O homem do cesto está aí não
tarda e a minha nova amiga vai provar também  –
anunciava a pomba de leque.
De cabecinha à banda, num sobressalto, a pombinha
viageira perguntou:
– Que homem do cesto?
Tranquilizou-a a companheira:
– Nós todas, que vivemos no largo, chamamos assim a
um senhor que vem todos os dias fazer-nos uma visita e
trazer-nos prendas: milho, migalhinhas de bolos, sêmeas,
grãozinhos de trigo, um regalo… A minha amiga vai
provar e, depois, me dirá.
– Não posso. Tenho de ir - assegurava, muito firme, a
pombinha.
– Uma misteriosa me saiu a minha amiga. Qual é  a
pressa? – perguntou a pomba de leque, também de cabeça
ao lado.
Em resposta, a pomba viajante levantou uma patinha e
mostrou uma anilha larga, de alumínio. Espantou-se  a
pomba de leque:
– Como? Será que a minha amiga leva aí uma
A pomba de pombal confirmou. Levava, preso à pata,
um recado, uma mensagem ou uma carta de alguém para
alguém. E como a pomba da cidade se mostrasse muito
interessada em saber mais pormenores, ela contou-lhe os
tratos todos da vida de um pombo-correio:
– Vão buscar-nos ao pombal e metem-nos numa caixa
com buraquinhos. Ali dentro, passamos dias e dias a viajar.
Vamos de comboio? De avião? De automóvel? Não
sabemos. Deixam-nos noutro pombal e, quando precisam
de nós, enrolam uma mensagem, que metem dentro desta
cápsula, presa à anilha, e largam-nos. Voamos
entontecidas, procuramos a direcção de volta a casa  e
orientamo-nos, o que nem sempre é fácil.
– Que trabalho fatigante! – comentou a pomba de leque.
– Deixe-se dessa vida. A minha amiga dá muita
importância a um papelinho, onde devem estar escritos uns
gatafunhos sem interesse. Fique na nossa companhia e,
daqui a dias, nem se lembra do caminho para o seu
pombal.
Asas apressadas voaram por cima das duas pombas.
– Olhe: o homem do cesto já chegou ao largo  –
exclamou a pomba de leque, muito agitada. – Venha atrás
de mim, que os petiscos estão à nossa espera. Venha. Não
seja tola.
– Não posso - respondeu-lhe a pomba sem leque.  –
Tenho de continuar a minha viagem. Não posso.
As duas pombas abriram as asas ao mesmo tempo  e
voaram, mas foi cada uma para o seu lado.

FIM

Receitas para 3a feira 09.10.2012

3ª Feira - 9 de Outubro
 


Sopa à João Lagarto
Ingredientes:
  • 4 batatas médias
  • 1 cenoura grande
  • 1 cebola média
  • 2 cabeças de nabo
  • 1 tomate maduro sem pele
  • 250g de feijão vermelho
  • 1 couve galega
  • azeite puro
  • sal
  •  massa de cotovelo
Confecção:
Numa panela de sopa, mais alta do que larga, ponha água e sal suficientes.
Ponha as batatas a cozer com a cebola e o tomate e um naco inteiro de bom presunto.
Quando estiver cozido, retire o presunto e desfaça com a varinha mágica.
Coloque de novo a tira de presunto para ir dando paladar.
Deixe continuar a cozer e acrescente a cenoura aos cubinhos e o feijão vermelho já quase cozido e a massa de cotovelos e os nabos aos cubinhos.
Esfarrape a couve galega aos bocadinhos e coloque na sopa. Acrescente uma ou duas colheres de sopa de azeite.
Deixe apurar lentamente.
Quando estiver cozida e apurada a gosto pode servir.




Cherne com Frutos do Mar

Ingredientes:
  • 4 postas de cherne 
  • alho 
  • sal 
  • pimenta 
  • farinha de trigo 
  • óleo 
  • manteiga 
  • frutos do mar (mistura) 
  • sumo de limão 
  • 1 chávena de natas 
  • 1 chávena de leite 
  • salsa picada
Confecção:
Tempere as postas de peixe com alho sal pimenta e sumo de limão , passe-os por farinha e frite em óleo bem quente.
Põe em água fria os frutos do mar para sair a areia.
Refogue em manteiga os frutos do mar e acrescente as natas e o leite deixe ferver dois minutos.
Unte um tabuleiro com a restante manteiga disponha o peixe e cubra com o molho dos frutos do mar leve ao forno a 260º cerca de 25 a 30 minutos
Sirva com puré e frutas a enfeitar salpicar de salsa picada.




Cozido à Moda do Minho
Ingredientes :
  • 0,5 kg de carne de vaca ;
  • 0,5 kg de entrecosto e chispe com sal ( meio por meio ) ;
  • 1 frango pequeno ;
  • 200 gr de presunto gordo ;
  • 3 chouriços de carne ;
  • 2 couves portuguesas ;
  • 4 cenouras ;
  • 10 batatas médias ;
  • 1 chávena de arroz ;
  • Sal q.b.
Confecção :
Demolhe por umas horas as carnes salgadas ( chispe, entrecosto e presunto ).
Limpe as carnes e leve todas a cozer numa panela grande já com a água a ferver.
Tempere de sal e deixe cozer até estarem macias.
Coza o chouriço à parte e deite fora a água da sua cozedura.
Retire as carnes depois de cozidas e utilize a água da sua cozedura para cozer as couves cortadas aos bocados, as cenouras e as batatas descascadas.
Coza o arroz com um pouco desta água das cozeduras. Para servir ponha as hortaliças no fundo da travessa, o arroz numa das laterais, as carnes e o chouriço cortado aos bocados, por cima, e regue com um pouco do caldo bem quente.

 Lasanha improvisada de queijo curado
Lasanha improvisada de queijo curado

Tipo de receita: Entrada
Número de doses: 2
Tempo de Preparação: 20 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 30 Minuto(s)
Dificuldade: Muito Fácil


Ingredientes:

Restinho de massa de lasanha
2 dentes de alho picados ou ralados
1/2 cebola picada ou ralada
1/2 xícara de extrato de tomate
cubos de queijo curado
sal, azeitonas, orégano, queijo ralado e pimenta calabresa a gosto
Preparação:

etapa 1
Eu cozinhei a massa com um pouquinho de sal até ficar "al dente" e montei no fundo da travessa

Fiz um molhinho refogando o alho a cebola, acrescentando o extrato a azeitona e os temperos, deixei ferver um pouquinho

Montei intercalando a massa, o molho e o queijo

Por fim coloquei o molho, queijo ralado e orégano, levei para dar uma gratinadinha no forno e voilà!

Uma delícia...
 Salmão grelhado com molho de iogurte e limão
Salmão grelhado com molho de iogurte e limão

Tipo de receita: Prato Principal
Número de doses: 2
Tempo de Preparação: 5 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 10 Minuto(s)
Dificuldade: Muito Fácil


Ingredientes:

Ingredientes para o salmão:
2 lombos ou postas de salmão
Sal q.b.
Pimenta q.b.

Ingredientes para o molho:
1 iogurte natural
Sumo de meio limão
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Mostarda q.b
Salsa picada q.b.

Ingredientes para o feijão verde:
200g feijão verde, congelado
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Oregãos q.b.
Preparação:

etapa 1
Preparação do molho:
Numa taça, misture o iogurte com o sumo de limão e a mostarda, tempere com sal e pimenta e junte a salsa picada. Rectifique os temperos e reserve.

etapa 2
Preparação do feijão verde:
Aqueça uma frigideira e deite um pouco de azeite.
Junte o feijão verde, tempere com sal e pimenta, polvilhe com oregãos.
Cozinha durante alguns minutos e sirva com o salmão.

etapa 3
Preparação do salmão:
Tempere o salmão com sal e pimenta.
Aqueça uma frigideira tipo grelha e deite um pouco de azeite.
Coloque o salmão na frigideira e deixe grelhar de ambos os lados.

Doce Cremoso de Coco
Ingredientes:
 

  • 1 chávena de chá de açúcar
  • 2 chávenas e 1/2 de chá de coco fresco ralado
  • 4 ovos
  • 3 chávenas de chá de leite gordo
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de café de essência de baunilha
  • 1/4 de chávena de chá de Xerez meio-seco
  • 2/3 de chávena de chá de lascas de amêndoas torradas
Para enfeitar
Confecção:
Misture o açúcar, o coco, o leite e o sal num tacho.
Leve a lume brando a cozer cerca de 30-35 minutos, mexendo de vez em quando, até que a mistura atinja a consistência de xarope leve.
Retire do lume.
Bata os ovos numa tigela.
Adicione aos poucos 1/2 chávena da mistura de coco aos ovos.
Junte a mistura de ovo à restante mistura de coco no tacho.
Adicione a baunilha e o xerez.
Leve novamente ao lume.
Coza em lume brando durante 8-10 minutos mexendo constantemente até engrossar.
Retire do lume e deixe arrefecer.
Despeje a mistura arrefecida numa taça grande ou em taças de champanhe.
Cubra com película aderente e ponha no frigorífico durante 12 horas.
Bata as
Natas para Bater Parmalat com o açúcar em pó em chantilly.
Sirva enfeitado com o chantilly e amêndoas torradas.

 Torta prática de sorvete
Torta Prática de Sorvete

Tipo de receita: Sobremesa
Número de doses: 8
Tempo de Preparação: 15 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 25 Minuto(s)
Dificuldade: Fácil


Ingredientes:

Massa:
100 gr de manteiga amassada(s)
1 pacote(s) de biscoito maisena triturado(s)
Creme:
2 litro(s) de sorvete de creme
1 lata(s) de creme de leite
1 envelope(s) de gelatina incolor sem sabor
quanto baste de chocolate em pó
Preparação:

etapa 1
Massa: Amasse com as mãos o biscoito e a manteiga por uns 5 minutos
Coloque no fundo de uma forma com aro removível, apertando bem com as costas de uma colher
Reserve

etapa 2
Creme:
Deixe o sorvete fora do freezer para amolecer um pouco
Bata na batedeira até que fique cremoso

etapa 3
À parte, hidrate a gelatina conforme pede no verso do envelope
Junte a gelatina dissolvida ao creme de leite e misture bem
Acrescente essa mistura ao sorvete, aos poucos, com a batedeira ligada
Nessa hora, se achar necessário, coloque açúcar à gosto
Despeje por cima da massa e leve ao freezer
Depois de firme, retire o aro
Se desejar salpique o chocolate em pó por cima, com auxílio de uma peneira
Sirva com chantilly

Informações adicionais

Observação: O sorvete pode ser mudado por algum de sua preferência.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

História 08.10.2012

VANTAGENS DA LEITURA
- Mãos no ar - gritou o caçador para a lebre.
- Qual quê! Toca mas é a correr...
- Pára ou eu disparo - voltou a avisar o caçador.
Pois sim! Pernas para que vos quero...
Vai daí, o caçador disparou. Disparou, mas não acertou.
Foi a sorte da lebre.
De moita em moita, rasteirinha, a lebre chegou, quase
sem fôlego, à toca da família.
Pânico geral entre os parentes.
- Não posso acreditar - dizia a bisavó. - Aqui nunca
houve caçadores.
- Nem o velho Hipólito os consentia, nos arredores da
herdade - acrescentava a avó.
Assim em paz tinham vivido há gerações, mas o que não
sabiam era que o dono da herdade já morrera. Também não
sabiam que os filhos do senhor Hipólito, pouco dados à
vida do campo, tinham vendido toda aquela imensidão de
terra a um clube de caçadores.
- Ninguém nos avisou - protestaram as lebres.
Por sinal que tinham sido avisadas. Se as lebres
soubessem ler, teriam lido no jornal da terra o anúncio da
venda. Também um edital, pregado no tronco de um
sobreiro, à entrada da herdade, noticiava a mudança de
proprietário.
Finalmente, vários letreiros, onde estava escrito
TERRENO DE CAÇA, espalhados um pouco por toda a
parte, informavam que aquele território deixara de ser
seguro para lebres e coelhos.
Foi a partir deste incidente que as lebres decidiram todas
aprender a ler. E, já agora, mudar para um sítio mais
sossegado.

FIM

Receitas para 2a feira 08.10.2012

2ª Feira -8 de Outubro


Arroz de Bacalhau

Ingredientes:
  • 4 postas de bacalhau demolhado
  • 200 grs. de arroz
  • 2 cebolas
  • 2 tomates maduros
  • 2 dentes de alho
  • 1/2 chouriço de carne
  • 1 folha de louro
  • 1 raminho de salsa ou de coentros
  • azeite q.b.
  • 1/2 pimento vermelho
  • 450 grs. de batatas
  • 6 dl e 1/2 de água quente
  • sal q.b.
  • pimenta q.b.
Confecção:
Pique a cebola e o alho e leve a refogar num pouco de azeite.
Junte o chouriço cortado às rodelas, o pimento cortado em tiras e o tomate sem peles nem sementes cortado aos bocadinhos.
Mexa e deixe refogar um pouco e regue com a água quente.
Junte as batatas cortadas em cubos, o molhinho de salsa ou coentros e a folha de louro, e deixe cozer cerca de 10 minutos.
Adicione o bacalhau cortado aos bocados e o arroz.
Mexa bem e deixe cozer em lume brando por 10 minutos.
Rectifique os temperos, desligue o lume tape o tacho, deixe repousar por 5 minutos.
Sirva de seguida.


Dobrada com Feijão

 
Ingredientes:
 

  • 1 kg de tripas (dobrada)
  • 1 mão de vitela
  • 100 g de barriga de porco (salgada)
  • 1 unha de porco (salgada)
  • 1 chouriça de carne
  • 1 kg de feijão-manteiga (branco)
  • 2 cebolas grandes
  • 2 cenouras
  • 2 dentes de alho
  • salsa
  • 1 folha de louro
  • 1 colher de sopa de cominhos
  • 1 colher de sopa de colorau doce
  • 1 colher de chá de pimenta
  • azeite
Confecção:

Depois de bem lavadas, cozem-se, de véspera, as tripas e a mão de vitela.
Põe-se o feijão a cozer, enquanto, à parte, se faz um refogado, ao qual se juntam as tripas, a mão e as restantes carnes, tudo partido aos bocados.
Deixa-se cozer cozer as carnes, que, a seguir, se juntam ao feijão quase cozido.
Partem-se, então, as cenouras às rodelas e juntam-se ao feijão, a par com os temperos.
Logo que tudo esteja cozido, rectificam-se os temperos e está prontinho a servir.


Spaghetthi com salsicha vapt vupt

Spaghetthi com salsicha vapt vupt

Tipo de receita: Entrada
Número de doses: 4
Tempo de Preparação: 30 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 20 Minuto(s)
Dificuldade: Muito Fácil


Ingredientes:

1 pacote de 500g de spaghetti
300g de salsicha escaldada e picada
1/2 cebola picada
1/2 cubo de caldo de sua preferência
6 a 8 dentes de alho picados ou amassadinhos
1colher de azeite
sal, pimenta calabresa, orégano e azeitonas a gosto
1 xícara de extrato de tomate
Preparação:

etapa 1
Cozinhe o macarrão na água fervente por 5 minutos

Eu gosto de cortar a salsicha bem miudinha

Refogue o alho (4 dentes) e a cebola até ficar douradinha, coloque o caldo e mexa até dissolver, acrescente a salsicha

Coloque o extrato, o orégano, a pimenta, azeitonas, sal a gosto e deixe ferver por uns 5 minutos, refogue o macarrão puro com o resto do alho e o azeite, pode por um pouco de orégano se quiser, coloque no prato o molho por cima e voilà! (esse molho também fica bom para cachorro quente)

Prático e delicioso - com queijinho ralado e cubos de queijo curado

Arroz com bacalhau fácil

Arroz com Bacalhau Fácil

Tipo de receita: Prato Principal
Número de doses: 6
Tempo de Preparação: 15 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 50 Minuto(s)
Dificuldade: Fácil


Ingredientes:

2 xícaras de arroz crú
1 xícara de azeite
300 gramas de azeitonas pretas
1/2 quilo de bacalhau desfiado (ou frango ou camarão)
1 lata de ervilha com água( ervilha congelada)
salsa e cebolinha a gosto
1 cebola picada
1 pimentão; amarelo, vermelho e verde
4 dentes de alho picados
4 xícaras de água (chá)
1 tablete de caldo de galinha dissolvido na água (se for camarão, usar caldo de camarão; e agora tbem tem caldo de bacalhau)
Preparação:

Misturar tudo, colocar numa vasilha refratária, cobrir com papel alumínio e levar ao forno quente por uma hora (forno máximo).

Esta receita é muito saborosa e de fácil preparação




Estrelas de Portugal

Ingredientes:
  • 2,5 chávenas de chá de farinha de trigo
  • 1 chávena de chá de manteiga
  • 1 chávena de chá de açúcar
  • 2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira
Confecção:
Amassa-se a farinha com a manteiga e o açúcar.
Depois de tudo bem ligado, deita-se a água de flor de laranjeira.
Estende-se a massa na tábua, cortam-se estrelas, colocam-se num tabuleiro polvilhado de farinha e cozem em forno brando.

Bolo de cenoura com calda de chocolate

Bolo de Cenoura com Calda de Chocolate

Tipo de receita: Sobremesa
Número de doses: 8
Tempo de Preparação: 45 Minuto(s)
Tempo de Confecção/Cozedura: 0 Minuto(s)
Dificuldade: Fácil


Ingredientes:

Ingredientes:
Massa:
4 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar refinado
4 ovos
1 xícara de leite
1 xícara de óleo
1 colher de sopa cheia de fermento em pó
3 cenouras médias picadas
1 pitada de sal Farinha de trigo e manteiga para untar

Calda:
1 xícara de açúcar
2 colher de sopa de manteiga
1 caixinha de creme de leite (200ml)
170g de chocolate meio amargo ralado
Preparação:

etapa 1
Bolo:
Junte os ingredientes secos a farinha, o açúcar e o fermento em uma vasilha misturando tudo e reserve. Separe as gemas das claras e reserve as claras na geladeira. No liquidificador junte as cenouras, as gemas, o leite e o óleo e bata em velocidade alta até formar um creme. Despeje esse creme aos ingredientes secos na vasilha e misture até formar uma massa única. Bata as claras com a pitada de sal até ficarem no ponto de suspiro encorpore à mistura acima. Unte uma assadeira média (25 cm) com manteiga e um pouco de farinha de trigo, despeje uniformemente a massa. Leve ao forno médio 180ºC por mais ou menos 50 minutos.
Desenforme ainda morno.

etapa 2
Calda:
Leve o açúcar ao fogo baixo até derreter e formar um caramelo liso, junte a manteiga misture e retire do fogo. Junte o chocolate meio amargo picado, quando derreter e misturar totalmente junte o creme de leite mexendo até formar um creme liso e brilhoso. Leve ao fogo baixo novamente e mexa sem parar por uns 3 min, retire do fogo e reserve. Derrame a calda ainda morna sobre o bolo também morno.

domingo, 7 de outubro de 2012

História para 07.10.2012

CARACÓIS PORTUGUESES

Li, há tempos, num jornal, que ia disputar-se, em
Inglaterra, a primeira corrida internacional de caracóis.
Fiquei todo entusiasmado e fui logo à minha horta contar a
notícia aos caracóis que lá tenho.
Eles, uns pasmados, não sabiam de nada nem queriam
saber. Fiquei muito chocado:
- Então vocês não sentem vontade de ir a Inglaterra, para
ganhar a corrida e mostrar ao mundo o que valem os
caracóis portugueses?
- A Inglaterra? A pé? - quis saber um caracol
caracolinho, empoleirado numa vagem de ervilha.
Expliquei que iríamos, concorrentes e eu (o treinador,
claro!), de avião. Mas eles não me ligaram. Debaixo de um
rebento de alface, uma vozinha de caracol sugeriu:
- Isso da corrida fica para o ano...
Virei-lhe as costas, desolado. Já não queria ser treinador
daquela equipa de paspalhões.
Passados dias, voltei à horta por causa de uma salada de
alface. Ia na intenção de não dar conversa aos hóspedes da
hortaliça. Mas onde é que eles estavam? Tinham
desaparecido. Um grilo contou-me:
- Partiram ontem para Inglaterra. Iam que nem setas.
- Que nem setas talvez seja exagero - comentei,
tentando sorrir.
- Sim, como setas ou até como o vento - insistiu o grilo
Grilarim. - Os caracóis desta horta são uns empatas,
quando se trata de tomar uma decisão, mas assim que se
resolvem, parece que têm asas. Ia com eles a galinha
pedrês, aquela que diz "Eu sou a galinha pedrês, que vos
salta em cima e vos faz em três". Eles, assim que a ouvem,
até voam.
E não é que ganharam a corrida?! Os dez primeiros
lugares preenchidos por caracóis portugueses. Um êxito
que não se imagina.
Mas, afinal, o júri lá de Inglaterra eliminou-os e deu o
trofeu da vitória a um caracol inglês, o 11º da corrida, com
a desculpa de que os caracóis portugueses não tinham sido
inscritos com antecedência e que levavam uma galinha
atrás deles... Invejas!
De qualquer forma, reconhecidos internacionalmente ou
não, foram os dez caracóis da minha horta os verdadeiros,
os únicos vencedores.
Bendita couve portuguesa que têm comido!

FIM