Freguesia de Meijinhos, Pertence ao Conselho de Lamego e Distrito de Viseu, com 2,74 km² de área e cerca de 115 habitantes Densidade: 38,0 hab/km². Distaciada a cerca de dez quilómetros de Lamego.É uma aldeia muito antiga, e referenciada nas Inquirições de D. Afonso III em 1258 como reguengo. Em Fevereiro,grande Festa de convivio. Festa em Honra do S.Brás, onde se tem sempre boa musica e porco assado para todos.VISITE.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
História para 17.08.2012
O HOMEM DE CHAPÉU NAS MÃOS
Andava um pobre homem de tribunal em tribunal, de
juiz em juiz, a apresentar queixa de um vizinho que lhe
ficara com umas terras de pasto:
– Pôs lá as ovelhas do rebanho dele e, se eu as enxoto,
ameaça-me com o arcabuz. Por este andar, qualquer dia,
vou esquecer-me de que o terreno é meu. Ou então compro
também um arcabuz...
– Não o aconselho a tal extremo – dizia-lhe o juiz.
– Nesse caso, o que me aconselha, Vossa Senhoria? –
perguntava o homem, com muitos bons modos.
– Nada, nada que, agora, não tenho tempo. Leve a
pendência a outro colega e saia-me da frente.
O homem, de chapéu nas mãos, ia a outro juiz, que, por
coincidência, também não tinha tempo para ouvi-lo.
Sempre muito atarefados estes senhores juízes.
De uns para outros e de outros para uns, o homem
perdia tempo. E paciência.
Até que, de perda em perda, terá perdido o juízo.
Passou a ser visto, na praça principal da cidade, a falar
para as árvores. A cada uma delas contava em pormenor o
seu caso, como se a árvore fosse uma pessoa. Ou um juiz.
Tamanha sandice chamou a atenção do rei, que estava à
janela. Como não tinha mais nada com que distrair-se,
mandou vir o homem à sua presença.
– Então, as árvores falam contigo? – perguntou o rei, em
ar de troça.
– Saiba Vossa Majestade que não. Eu é que falo com elas
– respondeu o bom homem.
– E que lhes dizes?
– Saiba Vossa Majestade que lhes explico as razões da
minha queixa de um vizinho que anda a querer roubar-me
uma terra, à força de arcabuz.
O rei estava divertido com a historia.
– E tu julgas que as árvores são sensíveis ao que lhes
contas?
– Tão sensíveis são as árvores como os homens. Têm,
porém, sobre eles uma vantagem. As árvores não me
interrompem nem se desculpam de que lhes falta tempo
para atenderem as minhas queixas.
Afinal, o homem era mais ajuizado do que parecia.
Assim pensou o rei, que tomou o caso ao seu cuidado e o
despachou como devia ser.
E o homem pôde voltar a casa mais tranquilo.
FIM
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